terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Uma oportunidade histórica para a Europa - e provavelmente a última

Petry, Le Pen, Matteo Salvini, Geert Wilders e Harald Vilimsky no encontro em Koblenz


Nenhum nascimento vem sem as dores do parto. Antes da grande convenção de Koblenz realizada pelo Movimento pela Europa das Nações e pela Liberdade (ENF), a mídia liberal na Alemanha estava atacando a política de imprensa dos organizadores, especialmente o deputado alemão Marcus Pretzell. Como os organizadores decidiram fazer uma lista negra de jornalistas e meios de comunicação anti-direita notórios, não lhes permitindo participar da conferência, as lágrimas de crocodilo dos jornalistas excluídos inundaram a mídia alemã durante muitos dias - mas o partido AfD não mudou sua postura e Manteve a lista negra, apesar das duras críticas.

A ENF é o grupo pan-europeu mais influente e poderoso de patriotas e soberanistas. O holofote em Koblenz esteve em Marcus Pretzell (AfD, Alemanha), Frauke Petry (AfD), Marine Le Pen (Frente Nacional, França), Matteo Salvini (Lega Nord, Itália), Geert Wilders (PVV, Holanda) e Harald Vilimsky FPÖ, Áustria). Todas as mensagens eram claras: O monstro Frankenstein  de Bruxelas chamado de "União Europeia" é o inimigo, a migração em massa ilegal tem de ser interrompida, valores europeus e nossas diversas identidades nacionais têm de ser defendidos.


Mas a convenção da ENF em Koblenz também foi palco para outros políticos menos conhecidos da esfera eurocética, como o deputado Laurentiu Rebega da Romênia, que fez um importante discurso. Rebega entende que lutar contra o inimigo comum é apenas um lado da moeda. Ele também falou sobre como esta "Nova Europa" deve tomar forma. Como as diferentes nações europeias organizarão as suas relações? Como vamos negociar conflitos? Não há dúvida de que há interesses nacionais diferentes, também dentro da Europa.

Rebega disse em seu discurso:

Laurentiu Rebega (FWM)
"Cada país tem que fazer suas próprias escolhas com base em seus valores, sua própria história e seus próprios interesses particulares. Tudo dentro de uma Europa das Nações onde todos nós pertencemos. 
Precisamos de uma Europa de tradições e de liberdade autêntica, uma Europa com uma política multipolar que respeite a ideia de estabilidade e segurança partilhada por todos os Estados-Membros. 
A reforma tem de ser iniciada de baixo para cima, partindo da vontade das populações e das comunidades na Europa e não o contrário, de grupos ocultos de interesses que tomam decisões a portas fechadas. 
Queremos uma Europa de Estados nacionais que cooperem uns com os outros com base nesses princípios. Penso que a Europa não pode ser forte se os seus componentes forem fracos. Vamos fortalecer os Estados e então a Europa será forte ".

Por que é tão importante ter uma visão do que acontece no "dia seguinte" se Bruxelas já não for o centro de uma organização supranacional chamada "UE"? O que acontece no dia em que Angela Merkel deixar de ser chanceler e até mesmo - vamos ser otimistas - quando a líder da AfD, Frauke Petry, se tornar chanceler alemão? A Alemanha continuará a ser o poder industrial e econômico dominante na Europa? Outros países europeus como a França podem ver uma ameaça nesse fato. Não devemos esquecer por que razão a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) - o "antepassado" da UE de hoje - foi criada no início da década de 1950: manter o olho no controle da indústria siderúrgica e de carvão alemã. A CECA foi proposta pela primeira vez pelo ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, em 9 de maio de 1950, como forma de evitar novas guerras entre a França e a Alemanha.

Todos os patriotas e soberanistas europeus estão hoje lutando contra o super-Estado de Bruxelas. É claro que a luta une todos os patriotas europeus. Mas o que vai acontecer depois de Bruxelas quando mais uma vez for apenas a capital da Bélgica? Ainda será a sede da NATO? O que a "Nova Europa" fará a respeito? Teremos um "Exército Europeu" com ou sem a hegemonia americana? Vamos substituir o poder extraterritorial dos EUA pelo poder da parte européia da Rússia? 

E o que a "Nova Europa" fará quando recuperar o controlo sobre as suas fronteiras e permitir um sistema de defesa funcional e bem organizado contra a migração ilegal em massa? Será ainda um poder desestabilizador na África e no Médio Oriente? Ou será que a "Nova Europa" fará um giro geopolítico e parará de financiar e apoiar o terrorismo, como faz a UE hoje na Síria ou na Líbia? A "Nova Europa" cooperará com o governo sírio para desenvolver um plano sólido para uma repatriação boa e pacífica dos refugiados sírios na Europa? Será que a "Nova Europa" imediatamente levantará as sanções e embargos contra a Síria - para muitos sírios a verdadeira razão para fugir de seu país? Estas são questões importantes: Porque, mais cedo ou mais tarde, uma "Nova Europa" com uma agenda de política externa "da UE" terá de perceber que cercas e muros não serão suficientes contra uma crescente pressão migratória.

E isso também é importante - o que acontece com a Ucrânia? Há ainda uma guerra no Donbass. Será que a "Nova Europa" dará um sinal claro para Kiev para parar a sua agressão contra civis em Donbass? Será que a "Nova Europa", enquanto pólo geopolítico, atuará como um poder de paz para apoiar a soberania e a independência do povo de Donbass?

Será que a "Nova Europa" evoluirá do idiota transatlântico (UE) para um pólo geopolítico de forte poder? Como definiremos o nosso interesse europeu comum em relação aos outros pólos geopolíticos? E como equilibraremos os diferentes interesses europeus? Como agiremos para impedir que as potências extra territoriais e as ONGs globalistas aproveitem a diversidade dos diferentes interesses nacionais no nosso continente?

Todas essas questões são importantes. Haverá apenas uma chance para um "re-boot" completo da Europa. Se falharmos, a causa é perdida. Por quê? Porque o tempo está se esgotando para o nosso continente. Não haverá tempo para transições a longo prazo, longos debates sobre reformas ou um lento desmantelamento da burocracia da UE. Nós já precisamos dos conceitos da "Nova Europa" agora, o novo "sistema operacional" depois que formatarmos o disco rígido europeu.

Koblenz foi um sinal de partida. Agora todos nós temos que correr o mais rápido que pudermos. É uma oportunidade histórica para a Europa - e muito provavelmente a última.


Manuel Ochsenreiter é diretor do Centro Alemão de Estudos Eurasiáticos e Editor-Chefe da revista de notícias alemã ZUERST!

4 comentários:

  1. SE ESSES CUCKS SÃO A ULTIMA ESPERANÇA O OESTE JA ERA SABEMOS QUE A ULTIMA CHANCE FOI O REICH E A DIVISA XX MIDDLE XX II QUANDO AS ULTIMAS VOZES FORAM ABAFADAS TIPO AQUELE QUE MORREU DE CIRROSE HEPATICA QUE DENUNCIOU OS REDS NOS EUA DIGA-SE ASKENAZITAGEM E LACAIOS IDIOTAS INUTEIS

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    1. to contigo mano! num da pra acreditar nessas patifarias d hoje em dia! no fundo ta todo mundo com a mesma intenção d fuder a europa, camuflado pela "esperança" adotada, q todo mundo esperava q é só pra acalmar o bobo povo e q nunca surgirá efeito, pra poder produzir suas agendas genocida em paz!

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  2. Ótimo artigo. levantou todas as questões fundamentais nesse momento, para a Europa.

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  3. Excelente e oportuno artigo sobre a Nova Europa, pleno de interrogações/sugestões/propostas de enorme valor. Gostei imenso de ler. Parabéns ao autor.

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