domingo, 24 de julho de 2016

Leni Riefenstahl - a cineasta do Reich

Leni Riefenstahl (1902 - 2003)
Helene Bertha Amalia Riefenstahl nasceu em 22 de agosto de 1902 em Berlim, no então Império Alemão. Em 1907, aos 5 anos de idade, ingressou num clube de natação, o "Nixe". Em seguida entrou para um clube desportivo e aprendeu também a patinar sobre rodas e patinação no gelo. Em 1918 formou-se no Kollmorgenschen Lyzeum, em Berlim. No mesmo ano passou a tomar aulas de dança na Escola Helene Grimm-Reiter, sem permissão do pai, mas com apoio da mãe, Berta Riefenstahl. Do programa da escola constavam dança expressionista (Ausdruckstanz) e balé. Após a primeira exibição pública vieram desentendimentos com o pai, muito autoritário. O fato de Leni ter ludibriado o pai durante meses levou a uma séria crise na familia. Para não ser enviada a um internato Leni ingressou à Escola de Artes Aplicadas em Berlim, onde por algum tempo fez curso de pintura. Mesmo assim seu pai mandou-a para um pensionato em Thale, na região do Harz. Aqui Leni treinava escondidamente dança, participava de peças de teatro e visitava as apresentações de teatro ao ar livre de Thale. Depois de um ano deixou o pensionato e passou a trabalhar na empresa do pai como secretária, aprendendo datilografia, estenografia e contabilidade. Também recebeu permissão formal de tomar aulas de dança na Escola Grimm-Reiter e também de apresentar-se. Começou a jogar tênis.

De 1921 a 1923 recebeu a formação de bailarina clássica com Eugenie Eduardowa, ex-bailarina de São Petersburgo. Ao mesmo tempo aprendeu dança expressionista na Escola Jutta Klamt. Em 1923 estudou durante alguns meses em Dresden, na Escola Mary Wigman. Sua primeira exibição individual foi em Munique em 23 de outubro de 1923. Até 1924 apresentou-se como dançarina-solo numa turnê por diversas grandes cidades. Infelizmente, uma distorção no joelho encerrou sua carreira de dançarina.

Atriz (1925 a 1931)

Leni em 1931
Em 1925 Leni Riefenstahl atuou no filme "Wege zur Kraft und Schönheit" ( Caminhos para a força e beleza). Fascinada pelo filme "Der Berg des Schicksals" (A montanha do destino) de Dr. Arnold Fanck (1919) viajou para as montanhas e encontro lá o ator principal Luis Trenker, a quem entregou uma carta endereçada ao diretor. Finalmente aconteceu em Berlim o encontro entre Leni e o diretor Dr.Arnold Fanck. Este escreveu para Leni o roteiro de "Der heilige Berg" (A montanha sagrada). As filmagens foram realizadas nas Dolomitas. Agora Leni aprendeu também a esquiar e alpinismo. Entusiasmou-se pelo ofício do cinema e familiarizou-se com as funções da câmera. Em 17 de dezembro de 1926 o filme "Der heilige Berg" estreou no Ufa-Palast am Zoo em Berlim. Antes da estréia Leni dançou uma última vez no palco.

Em 1927 iniciaram-se as filmagens de "Der grosse Sprung" (O grande salto), também sob direção de Fanck. O desempenho esportivo da atriz recebeu destaque nesta película. Foi aqui que conheceu Hans Schneeberger, cinegrafista e ator principal. A estréia de Der grosse Sprung aconteceu em 20 de dezembro de 1927,também no Ufa-Palast am Zoo, em Berlim. Riefenstahl conseguira criar fama como especialista em filmes de montanhas. Pode-se constatar isto em diversos outros filmes: "Das Schicksal derer von Habsburg", (O destino dos Habsburg), "Die weiße Hölle von Piz Palü" (O inferno branco de Piz Palü), "Stürme über den Montblac", (Tempestades sobre o Montblanc), "Der weisse Rausch" ( Embriaguez branca ), e "S.O.S. Eisberg" . Mas Leni queria expandir sua carreira para outros gêneros. Em Berlim conheceu os diretores Georg Wilhelm Pabst (Die freudlose Gasse), Abel Gance (Napoleon), Walter Ruttmann (Berlin: Die Sinfonie der Großstadt) e o escritor Erich Maria Remarque (Im Westen nichts Neues). Ao mesmo tempo começou a escrever roteiros e visitou os Jogos Olímpicos de Inverno em St.Moritz em 1928. 

Seu primeiro artigo ela escreveu no "Film-Kurier" sobre o filme de Fanck "Das weiße Stadion" ( O estádio branco) A partir de então passou a publicar regularmente relatórios sobre suas atividades cinematográficas. As filmagens para seu filme "Das Schicksal derer von Habsburg" começaram em 1928 em Viena sob direção de Rudolf Raffé.

Cineasta (a partir de 1932)

Dos primeiros trabalhos a Diretoria de Cinema do Reich

Em 1931 Leni Riefenstahl escreveu a primeira versão do manuscrito para seu filme "Das blaue Licht" (A luz azul). O roteiro foi desenvolvido junto com Béla Balázs, um autor de roteiros e teórico de cinematografia da Hungria. Fundou sua primeira empresa, a "Leni Riefenstahl Studio-Film" e assumiu direção, produção e edição de "Das blaue Licht". Para financiar a película aceitou o papel principal no filme "Der weiße Rausch". A estréia de "Das blaue Licht" aconteceu em 24 de março de 1932 em Berlim. Na Bienal de Veneza o filme ganhou a medalha de prata. Viajou a Londres com o filme e foi recebida com entusiasmo. Dentro e fora da Alemanha a primeira direção de Leni foi um grande sucesso.
A estréia de Leni Riefenstahl como cineasta de Das blaue Licht transformou-a em diretora de sucesso. Fez amizade com Julius Streicher e de 1932 a 1945 foi Reichsfilmregisseurin (Diretora de Cinema do Reich). Assim também conheceu Joseph Goebbels e sua mulher.

Os trabalhos de filmagem para o filme "SOS Eisberg" sob a direção de Arnold Fanck foram executados em junho de 1932 na Groenlândia e início de 1933 nos Alpes Suiços. Final de maio os trabalhos estavam concluídos. De uma série de artigos que Leni Riefenstahl escreveu para a revista "Tempo" sobre a Groenlândia e das palestras que realizou para o filme, surgiu o livro "Kampf in Schnee und Eis" (Luta na neve e no gelo) que foi publicado em 1933. A estréia do filme "SOS Eisberg" foi em 30 de agosto de 1933, no Ufa-Palast am Zoo.

Relação com Hitler


Em 1934 Riefenstahl pronunciou-se perante um repórter britânico sobre o livro de Hitler Mein Kampf. "O livro causou grande impressão em mim", confessou. O relacionamento da cineasta com o Führer é um ponto importante na vida de Riefenstahl e caracteriza a maior e mais importante etapa de sua carreira. Travou forte amizade com Hitler.

O primeiro encontro de Leni Riefenstahl com Adolf Hitler foi em 27 de fevereiro de 1932, quando ela visitou um evento dos nacional-socialistas no Sportpalast em Berlim onde Hitler seria um dos oradores. A partir de então ela estava fascinada pela intensidade e força de sua palavra. Seu interesse cresceu tão rápido, que já em 18 de maio de 1932 escreveu-lhe uma carta solicitando um encontro pessoal. Como Hitler também conhecia a atriz Leni Riefenstahl e apreciava muito seus trabalhos, seguiu-se o primeiro encontro privado em 22 e 23 de maio de 1932 em Horumersiel (próximo a Wilhelmshaven). Já nesta ocasião Hitler anunciou: 

"Quando nós estivermos no poder, você terá que fazer nossos filmes". 
("Wenn wir an der Macht sind, müssen Sie unsere Filme machen"). 

A partir daqui o relacionamento entre Hitler e Riefenstahl aprofundou-se visivelmente. Ela passou a comparecer com frequência a festividades e recepções oficiais de altos funcionários. O apreço mútuo manifestou-se numa série de encontros privados, desde o primeiro em maio de 1932 até março de 1944, no Berghof. Segundo o então diretor de imprensa do NSDAP, Otto Dietrich, era uma ligação de laços artísticos, companheirismo e amizade.

Leni Riefenstahl era uma das mulheres que mais usufruíam do prestigio e apreço de Hitler. Desde o primeiro ao último encontro estavam unidos por uma relação muito coesa. Hitler valorizava Riefenstahl muito como artista de modo que incumbiu-a de filmar os Parteitage (Dias do Partido). Em consequência o contato foi intensificado, já que ao componente privado juntou-se o profissional. Desta cooperação resultou um proveito mútuo. Ele fornecia à artista a quem admirava as tarefas e ela apresentava a ideologia (Weltanschauung) nacional-socialista ao mundo. A importância da cineasta junto a Hitler era tamanha que este chegava a confidenciar-lhe problemas pessoais e assuntos particulares. Com toda a proximidade que reinava entre ambos e contrário a todos boatos, Riefenstahl nunca foi amante de Hitler. Ela afirmou que sentira que ele poderia acalentar sentimentos além da amizade, mas nunca houve intimidades. Além disso, provam as cartas de Riefenstahl a Hitler que não obstante o relacionamento cordial e os presentes recíprocos permanecia uma certa distância entre ambos. As cartas, até onde conhecidas, eram afetuosas mas formais. Os filmes de Riefenstahl são impregnados de um verdadeiro culto a Hitler, demonstrando a admiração que ela sentia pelo Führer. A diretora apresentava Hitler geralmente visto de um plano mais baixo, o que proporcionava uma ideia de superioridade e poder, gerando grande impacto político. Assim, o relacionamento entre ambos espelhava-se também nos filmes de propaganda. O vínculo entre Leni Riefenstahl e Adolf Hitler era tão forte que não quebrou após a morte de Hitler em 1945 e o ocaso do Terceiro Reich. Riefenstahl manteve-se leal a Hitler.

Por ordem direta de Hitler Leni Riefenstahl filmou no Front da campanha da Polônia, como comprova um documento do Ministério de Propaganda de 10 de setembro de 1939. Outras impressões da guerra foram colhidas em Varsóvia, capital da Polônia, em outubro. Após a capitulação das forças armadas polonesas foi realizado um desfile das tropas vitoriosas diante de Hitler.

Após a ocupação de Paris, Riefenstahl enviou telegrama ao Führerhauptquartier (quartel-general) em 14 de junho de 1940: 

"Com alegria indescritível e profundamente agradecidos vivenciamos com o senhor, nosso Führer, sua, e da Alemanha maior vitória, a entrada de tropas alemãs em Paris. O senhor realiza feitos que vão além do imaginário na história da humanidade. Como podemos agradecer-lhe? Dizer congratulações é muito pouco para expressar os sentimentos que me agitam". 
("Mit unbeschreiblicher Freude, tief bewegt und erfüllt mit heissem Dank, erleben wir mit Ihnen mein Führer, Ihren und Deutschlands größten Sieg, den Einzug Deutscher Truppen in Paris. Mehr als jede Vorstellungskraft menschlicher Fantasie vollbringen Sie Taten, die ohnegleichen in der Geschichte der Menschheit sind. Wie sollen wir Ihnen nur danken? Glückwünsche auszusprechen, das ist viel zu wenig, um Ihnen die Gefühle auszusprechen, die mich bewegen.")

A Trilogia do Dia do Partido

Os três filmes, "Sieg des Glaubens", "Triumpf des Willens" e "Tag der Freiheit!-Unsere Wehrmacht" são denominados "Trilogia do Reichsparteitag".

A marca registrada de Leni Riefenstahl era a caracterização idealizada de pessoas. Com isso contribuiu amplamente para a estética nacional-socialista na Alemanha. Além disso desenvolveu uma técnica de edição muito dinâmica, inédita na sua época.

Filmagem de cenas em 1936

Em agosto de 1933 aceitou a proposta de fazer um filme sobre o Quinto Dia do Partido (Reichsparteitag) em Nuremberg. Leni Riefenstahl trabalhava com operadores conhecidos como Sepp Allgeier, Franz Weihmyr e Walter Frenz e ela própria fazia a edição. O produtor do filme era o Ministério de Propaganda do Reich, sob direção de Goebbels. "Sieg des Glaubens" (Vitória da fé) teve estréia em 1º de dezembro de 1933. Em comparação aos futuros filmes "Reichsparteitag" havia algumas imperfeições estéticas que incomodavam a diretora perfectionista.

A pedido de Hitler rodou outro filme "Reichsparteitag". Mudou a razão de sua empresa para "Reichsparteitagfilm GmbH" para que pudesse produzir o filme sobre o 6º Dia do Partido do NSDAP. Ela assumiu a supervisão para o filme. Trabalhou com 170 pessoas de 4 a 10 de setembro em Nürnberg. Precisou de sete meses para a edição e conclusão do filme. De sua versão completa de 4 horas de duração ela recortou material de centenas de horas aproveitando técnicas inovadoras de montagem. Em 28 de março de 1935 "Triumpf des Willens" estreou no Ufa-Palast, com a presença de Adolf Hitler. Análogo à apresentação coreográfica do NSDAP, a diretora encenou com técnica de filmagem um material denso, que emocionava o público. As cenas do coro dos homens do Arbeitsfront (Frente de trabalho) e chamada da SA e SS com sua coreografia de massa são as imagens mais contundentes do filme. 

Por este filme Leni Riefenstahl recebeu o prêmio "Deutscher Filmpreis 1934/1935", o prêmio pelo melhor documentário estrangeiro na Bienal de Veneza de 1935 e a Medalha de Ouro na Exposição Mundial de Paris de 1937. Junto com o filme foi publicado o livro "Nos bastidores do Reichsparteitagsfilms" (Hinter den Kulissen des Reichsparteitagfilms).

A Wehrmacht, que após a morte de Paul von Hindenburg participou pela primeira vez de um Parteitag, em 1934, sentia-se no entanto pouco prestigiada no filme Triumpf des Willens. Por isso Leni Riefenstahl rodou o curta-metragem, de 28 minutos de projeção "Dia da liberdade!-Nossa Wehrmacht" (Tag de Freiheit!-Unsere Wehrmacht), sobre o 7º Dia do Partido do NSDAP, de 1935, que estreou em 30 de dezembro de 1935. O filme começa de modo muito lírico, entre a vigia e raiar do dia num acampamento, com sombras e imagens contraluz. Riefenstahl dizia tratar-se trabalho exclusivamente documental, entendendo que um documentário tinha que refletir a atmosfera, o espírito de um evento.

No projeto de renovação de Berlim, Hitler já previa os Estúdios Riefenstahl com 26.000 metros quadrados.

Tiefland

Filmagens na Alemanha (1934)
Em 1934 a diretora recebeu da empresa alemã Terra Film a proposta de filmar Tiefland, que seria baseado em uma ópera de Eugen d'Albert, que por sua vez baseara-se na peça Terra baixa de Àngel Guimerà, de 1896. Leni Riefenstahl viajou para Londres, Cambridge e Oxford, fazendo palestras sobre seus trabalhos. O início das filmagens de Tiefland na Espanha tiveram que ser interrompidos, porque não recebeu dinheiro e Leni Riefenstahl adoeceu. Travou contatos com a Tobis sobre a filmagem de Tiefland e trabalhou no roteiro junto com Harald Reinl. Devido ao alastramento da guerra, em 1940 as filmagens externas, previstas para serem feitas na Espanha, foram transferidas para a Alemanha. Para manter a atmosfera espanhola foram requisitados como figurantes Sinti e Roma do Campo de Trabalho e de Ciganos de Maxglan junto a Salzburgo e do Campo Berlin-Marzahn.

Leni Riefenstahl assumiu o papel principal e a direção da filmagem. Devido a diversas afecções de Riefenstahl, houve atraso nos trabalhos. Por ordem de Adolf Hitler o financiamento vinha do Reichswirtschaftsministerium (Ministério de Economia do Reich). Em seguida Leni Riefenstahl transferiu sua residência e a maioria de seu material cinematográfico de Berlim para Kitzbühe.

Os filmes Olympia

Em 1935 Leni Riefenstahl encontrou-se com Dr. Carl Diem, Secretário-Geral do Comitê de Organização dos 11º Jogos Olímpicos, que seriam realizados em Berlim. Fundou a empresa Olympiade-Film GmbH. A esta empresa estavam associados o Ministério da Propaganda, Leni Riefenstahl e seu irmão Heinz. Goebbels colocou à disposição da produção uma verba de 1,5 milhões de Reichsmark.

Em 1936 Leni Riefenstahl visitou Garmisch-Partenkirchen para trabalhos preliminares dos Jogos de Inverno e encontrou-se com Benito Mussolini em Roma. Em maio de 1936 começaram os ensaios para os filmes Olympia. Leni Riefenstahl trabalhava com os conhecidos operadores Walter Frentz, Willy Zielke, Gustav Lantschner, Hans Ertl e muitos outros. Em conjunto desenvolveram muitas inovações técnicas, como câmeras subaquáticas e câmeras sobre trilhos. Faziam parte da equipe 170 colaboradores. Entre 1936 e 1938 Riefenstahl selecionou, arquivou, montou e editou o material para os filmes Olympia em sua casa em Berlim-Grunewald. Um documentário sobre os trabalhos para os filmes Olympia recebeu a Medalha de Ouro na Exposição Mundial de Paris de 1937. Em 20 de abril de 1938 os filmes Fest der Völker (Festa dos Povos) e Fest der Schönheit (Festa da Beleza) estreiaram no Ufa-Palast. Leni Riefenstahl viajou com os filmes pela Europa. A turnê passou por Viena, Graz, Paris, Bruxelas, Copenhague, Helsinque, Oslo e Roma. Recebeu o prêmio Deutscher Filmpreis 1937/38, o prêmio sueco Polar-Preis 1938, a Medalha de Ouro pelo melhor filme no Festival Internacional de Cinema em Veneza, o prêmio de Esporte Grego, além de um diploma olímpico postecipado no Festival de Cinema de Lausanne de 1948, outorgado pelo Comitée International Olympique 1938.

EUA e Hollywood

Em 1938 Leni Riefenstahl foi convidada pela empresa Metro-Goldwyn-Mayer para uma visita aos Estados Unidos da América. Ela encontrou-se com os diretores King Vidor e Walt Disney e com o fabricante Henry Ford. Seu filme sobre os Jogos Olímpicos não teve permissão para ser visto nos EUA, devido a uma inescrupulosa instigação, que timbrou o filme como propaganda política. Ainda assim, Leni Riefenstahl conseguiu mostrar seu filme perante um círculo de convidados. Mr.Henry McLemore escreveu no "Hollywood Citizen News"

"Ontem à noite assisti ao melhor filme que já me apareceu. De modo algum é propaganda política, e sim uma arrebatadora mensagem do resplendor e alegria da juventude do mundo inteiro. Se os jovens deste país estão impedidos de vê-lo, os prejudicados são estes jovens."

Em 1956 o filme foi eleito por um juri de Hollywood como um dos dez melhores filmes do mundo. É exemplo para muitos futuros filmes e reportagens sobre esporte.

Em 1958 a diretora re-editou os filmes "Olympia" e houve exibições em Berlim, Bremen e Hamburgo. A segunda parte, com o título original "Fest der Schönheit" mudou o nome para "Götter des Stadions" (Deuses do estádio). Em 1967 Leni Riefenstahl preparou uma nova edição da versão inglesa dos filmes Olympia que devia ser apresentada no "Channel 13" nas Olimpíadas no México.

Pós-guerra (1946-1971)

Seu sucesso no Terceiro Reich repentinamente se transformou em mácula e a procura por patrocinadores em potencial para novos projetos ficou difícil. A Alemanha passou a boicotar após 1945 os trabalhos da cineasta. Principalmente o filme Tiefland passou a ser objeto de críticas. Em 1948 Riefenstahl foi acusada de que não tinha remunerado devidamente os Sinti e Roma. O assunto tornou-se objeto de diversos processos (1954/56, 1980/81 ss.). Leni Riefenstahl sempre tentou rever a historiografia da RFA. Em abril de 2002 comentou na Frankfurter Rundschau

"Nós tornamos a ver após a guerra todos os ciganos que participaram de Tiefland. Não aconteceu nada, a nenhum deles."  
("Wir haben alle Zigeuner, die in Tiefland mitgewirkt haben, nach Kriegsende wieder gesehen. Keinem einzigen ist etwas passiert.")

Em 1949 Riefenstahl processou a revista Bunte, que publicava as acusações contra ela. Seguiram-se vários processos pela sua atividade de propaganda ao nacional-socialismo. De 1948 a 1952 Leni Riefenstahl sofreu processos de "desnazificação" e foi categorizada de "simpatizante" do nacional-socialismo. Após sua mudança para Munique em 1950 seu filme Tiefland foi exibido novamente em Stuttgart.

Em 1987 Leni Riefenstahl publicou suas memórias, trabalho que iniciou em 1982. 42 anos após o fim do nacional-socialismo foram reativadas as discussões sobre seu papel. Em 1992 o diretor Ray Müller foi destacado pela biografia cinematográfica de Riefenstahl "Die Macht der Bilder" (O poder da imagem). Em 1996 Johann Kresnik apresentou uma adaptação para o palco de sua biografia no Kölner Schauspielhaus e uma exposição de Riefenstahl em Milão e Roma. Um ano mais tarde, em 1997, foi premiada nos EUA pela sua obra.

Em fevereiro de 2000, após longas negociações por uma permissão de entrada no Sudão, sacudido por guerra civil, Leni Riefenstahl conseguiu viajar, com o intuito de informar-se sobre o destino das tribos Nuba. Novos combates porém interromperam o empreendimento. No voo de regresso o helicóptero caiu. Os membros da tripulação sobreviveram, Leni Riefenstahl sofreu graves fraturas e foi internada em uma clínica.

Fotógrafa (a partir de 1971)

A partir dos anos 50 Riefenstahl começou a interessar-se pela África. Pretendia rodar o filme "Die schwarze Fracht" (Carga negra) que trataria do fenômeno real do tráfico de escravos moderno entre a África e os países árabes. Riefenstahl fundou a empresa "Stern-Film GmbH" e viajou em 1956 para o Sudão e Quênia. Ela ficou entusiasmada com a paisagem e as pessoas do leste africano, mas o projeto de filmagem fracassou. O co-produtor e patrocinador Walter Traut não conseguiu mais subvencionar o projeto, já que a verba planejada tinha sido gasta antecipadamente devido a diversos contratempos.

Nos anos seguintes falharam mais dois projetos relativos à África, o filme de longa -metragem "Afrikanische Symphonie" e o documentário "Der Nil". Riefenstahl continuou sendo vítima de constantes acusações na RFA. Sem perspectivas, decidiu concentrar-se na África.

Ressurgimento como fotógrafa

Em 1956 um imagem em uma revista, mostrando um lutador da tribo Nuba, despertou seu interesse pela tribo. Aos quase 60 anos, em 1962 encontrou uma das cem tribos Nuba, os Masakin-Quisar. Em sete semanas expôs mais de 200 filmes, com diversas câmeras Leica e Leicaflex.

A partir de então passou a visitar a cada dois anos a tribo de aborígenes e aprendeu sua língua. Em 1966 foram publicadas as primeiras fotos dos Nuba, primeiro na editora americana Time-Life sob o título "African Kingdom", pouco tempo depois em uma revista alemã, como sequência fotográfica sob o título "Leni Riefenstahl fotografiert die Nuba - Was noch nie ein Weißer sah" (" Leni Riefenstahl fotografa os Nuba - o que nenhum branco jamais viu"). Estas publicações foram decisivas para a nova carreira de Riefenstahl. Em 1972 trabalhou nos Jogos Olímpicos em Munique como fotógrafa para o "Sunday Times".

No ano seguinte, em 1973 publicou o livro de fotografias "Die Nuba - Menschen wie vom anderen Stern", em 1976 "Die Nuba von Kau" e em 1982 "Mein Afrika" na editora Paul-List-Verlag. O sucesso do primeiro volume ainda foi superado pelo segundo e os críticos festejaram-no como hino à beleza do corpo humano, segundo Jürgen Trimborn em sua biografia "Riefenstahl. Eine deutsche Karriere" (Riefenstahl, uma carreira alemã). Uma sequência de fotos em uma revista alemã foi premiada com Medalha de Ouro do Art Directors Club Deutschland. Também no Sudão Riefenstahl foi reconhecida e em 1973 o presidente do Sudão, Jafar Mohammed an-Numeiri concedeu-lhe a cidadania e em 1977 foi homenageada com uma alta condecoração do país.

Fotografia subaquática e novos filmes

Com o sucesso de de seu trabalho fotográfico ressurgiu o desejo de rodar um filme. Para uma documentação sobre os Nuba, nos anos 1964, 1968/69 e 1974/75 em expedições ao Sudão, levou por conta própria equipamento de filmagem. 

Em 2001 anunciou que iria utilizar os mais de 3000 m de material para fazer o filme "Allein unter den Nuba" (Só entre os Nuba), o que porem não conseguiu realizar. Entretanto chamou a atenção com um outro filme em 2002, o documentário de 41 minutos de duração "Impressionen unter Wasser" (Impressões debaixo d'água). Uma condição para as filmagens subaquáticas foi a obtenção de uma habilitação de mergulhadora, aos 72 anos, em 1974. Apresentou mais dois álbuns de fotos, em 1978 "Korallengärten" e em 1990 "Wunder unter Wasser", recebendo homenagens e condecorações no mundo inteiro.

Últimos anos de vida

Em outubro de 2002, quando Leni tinha 100 anos, autoridades alemãs decidiram arquivar o inquérito contra ela por afirmar corretamente no passado que "todos e cada um" dos ciganos que foram recrutados em um campo de concentração para aparecer em seu filme Tiefland tinham sobrevivido à guerra. 

A despeito de seus filmes de propaganda, Leni Riefenstahl é renomada na História do Cinema por ter desenvolvido novas estéticas em seus filmes, especialmente em relação a ângulos de câmera, enquadramentos, movimentos de massas e nus. Ainda que a propaganda em seus filmes provoque rejeição por várias pessoas, a sua estética é indubitavelmente singular e é citada por vários outros cineastas.

Leni Riefenstahl morreu em 8 de setembro de 2003 em sua casa na cidade de Pöcking, Baviera, aos 101 anos. enquanto dormia. A causa seria um câncer, não especificado. Em seu obituário, foi dito que Leni foi a última figura famosa da era da Alemanha nacional-socialista a morrer. Foi sepultada em Waldfriedhof München, Munique, Baviera na Alemanha.


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sábado, 23 de julho de 2016

O Lobby judaico-sionista e os conflitos atuais - O que o relatório Chilcot não ousa dizer

A nova primeira-ministra britânica, Theresa May: “Eu sou judia”
A nova primeira-ministra britânica é Theresa May, mais uma fantoche dos sionistas. Fervorosa defensora da imunidade dos israelitas, ela não mede esforços para proteger Israel e seus criminosos. Ela substitui o genocida Tony Blair, que juntamente com George W. Bush, leva a culpa no lugar de seus manipuladores do lobby, pela morte de milhões de seres humanos.

Desde o início da onda de mentiras, em 2002, para justificar a guerra de agressão contra o Iraque, que iniciou a 19 de março de 2003, eu não cansei de afirmar que George W. Bush e Tony Blair são criminosos de guerra. Eles são responsáveis diretos pela morte de milhares de seus próprios soldados e mais de 1,4 milhões de iraquianos. A condução de uma guerra de agressão é um crime segundo o Direito Internacional, onde o Tribunal Internacional é, em princípio, a instância competente. O interessante é que, embora esta tipificação criminal de crime contra a humanidade tenha sido usada há 70 anos pelos aliados, em Nuremberg, para uma acusação e condenação contra a liderança nacional-socialista, esta relevante cláusula do Direito Internacional ainda não está em vigor, pois 30 países a ratificaram até o presente. Quer dizer, o ocidente, sob o comando de Washington, impede deliberadamente que a condução de uma guerra de agressão seja criminalizada. pois ele próprio está com frequência a lançar ataques, bombardeamentos, destruição contra outros países, além também de ocupá-los. A guerra contra o Afeganistão é exatamente um caso destes e já dura 15 anos.

Todas as guerras que o Ocidente deflagrou e deflagra baseiam-se em mentiras, pois nem a Sérvia, o Afeganistão, o Iraque, a Líbia, nem a Síria, ameaçaram ou atacaram o Ocidente de qualquer forma que seja. A ameaça foi inventada com provas falsificadas e falsas acusações, e os países foram simplesmente atacados pela OTAN & Cia. Nisso o Ocidente é especialista, como nós podemos vivenciar atualmente através das novas afirmações mentirosas, o Irã, a Rússia e a China seriam uma grande ameaça. A função da mídia é vender está ameaça ao público, fomentar o medo, para que medidas armamentistas e a própria guerra possam ser justificadas. Aqui os consumidores midiáticos deveriam ter se tornados tão céticos e escaldados, que a cada afirmação sobre uma ameaça, ela deveria ser reconhecida imediatamente como mentira e ignorada. Todo político, militar, especialista e jornalista, que nos alerta sobre um iminente perigo vindo do Oriente, deve ouvir imediatamente o aviso: “cala teu bico mentiroso imundo, incitador de guerra!!!”.

Isso eu já fiz em 2002 e 2003, contra Angela Merkel, quando ela foi na época a favor da guerra contra o Iraque e a achava necessária. Ela ainda não era chanceler, mas sim chefe do partido CDU e publicou um op-ed no Washington Post, onde ela elogiava a posição de Bush e Blair em atacar o Iraque. O título de seu artigo era “Schröder não fala por todos os alemães” e ali a chefe do CDU difamava o próprio governo alemão e se curvava ante o regime norte-americano. O perigo proveniente do Iraque é real, não seria uma ficção, escreveu Merkel. A Europa deveria mostrar sua responsabilidade na forma de apoio aos EUA. Qual era o perigo concreto para os EUA, e principalmente para a Alemanha, ela não revelou. Eu escrevi a ela uma carta onde criticava duramente sua atitude, exigir uma guerra de agressão contra o Iraque? Especialmente quando os inspetores de armas da ONU não haviam encontrado nem armas químicas nem nucleares. Ela me respondeu através de uma carta, sim sim, a guerra é necessária, Saddam Hussein deveria ser removido por causa de suas armas de destruição em massa.

Não passou nem seis meses, quando a guerra de agressão e a invasão do Iraque culminaram em sua ocupação, os norte-americanos e britânicos não encontraram qualquer arma de destruição em massa, apesar de intensiva busca. Por que eles não encontraram nenhuma? Porque não havia nenhuma, o que já havia sido determinado anteriormente pelos inspetores da ONU e qualquer pessoa informada sabia. Quer dizer, Bush, Blair e também Merkel enganaram deliberadamente o mundo todo. Eles são criminosos de guerra e deveriam cumprir prisão perpétua na cadeia. A comissão de inquérito que culminou no Relatório Chilcot precisou de sete anos para afirmar hoje que já estava claro em novembro de 2003 para qualquer pessoa que pensasse um pouco. A guerra foi ilegal. O Relatório Chilcot acaba com a decisão do então premier britânico pela guerra e serve de condena seu governo quanto ao profissionalismo e na tomada de decisões. Mas o relatório termina onde ele deveria ser na realidade um grande incômodo para Blair, Bush e Merkel: ficou sem resposta a pergunta, quem levou-os a tomar a decisão pela guerra?

Onde o Relatório Chilcot falhou completamente, foi em desvendar quem são aqueles que manipulam os fantoches e são os reais promovedores das guerras, que queriam incondicionalmente a guerra contra o Iraque, a saber, o Lobby judaico sionista na Grã-Bretanha, EUA, assim como em Israel. ELES queriam tirar Saddam Hussein e utilizaram os britânicos e norte-americanos, assim como os alemães, para realizar o serviço sujo. Fazer aquilo que sempre fizeram, movimentar os fios nos bastidores e deixar que outros morram em seu lugar. Quer dizer, os jovens britânicos e norte-americanos se sacrificaram por Israel e não por seus respectivos países, contra um inimigo fictício. Eles foram enviados para a guerra com falso patriotismo e mentiras na mochila, para morrer pela grande Israel!!

Nós sabemos através do documento PNAC (The Project for the New American Century), que os fundadores e membros desta fábrica de ideias tentaram, a partir de 1997, a controlar a política externa norte-americana em interesse de Israel, para que acontecesse uma guerra contra o Iraque e contra todos os rotulados de inimigo na região – Líbia, Irã, Síria etc. Dos 25 assinantes do documento de fundação do PNAC e respectiva carta de intenções, sobre qual país deveria ser atacado, a maioria era sionista e dez serviam no governo de George W. Bush, incluindo Dick Cheney, Donald Rumsfeld e Paul Wolfowitz. Eles foram os principais responsáveis na fabricação das provas, embora o dossiê original sobre a não existência das armas do Iraque veio de Israel.

Tony Blair e Benj. Netanyahu (chefe do governo israelense) em 11/7/16. Mãos dadas com as forças Sionistas internacionais

O mesmo aconteceu em Londres. Na época, quando o governo britânico se preparava para a guerra contra o Iraque, os principais contribuintes de Tony Blair eram Lord “cashpoint” Levy e os membros do LFI – Labour Friends of Israel. Os principais advogados dentro da imprensa britânica em prol da criminosa guerra de agressão eram os escribas da Jewish Cronicle, David Aaronovitch e Nick Cohen. O ministro da justiça, que deu a luz verde no âmbito jurídico, foi Lord Goldsmith, todos fervorosos sionistas.

Em 2008, o britânico The Guardian publicou o fato, que o “Foreign and Commonwealth Office” (FCO) podia ter mantido em segredo e com sucesso, toda menção a Israel no controverso dossiê sobre as armas iraquianas. Ali foram descritas as mentiras e as falsas provas sobre as armas de destruição em massa de Saddam, que serviram para levar os governos britânico e norte-americano a atacar o Iraque. E nesse contexto existia apenas uma coisa no Oriente Médio que trabalhava realmente no desenvolvimento de armas de destruição em massa, a saber, Israel, com seu programa de bomba atômica.

Já passa a ser lendário como Israel consegue através de seu lobby e obedientes lacaios, desviar a atenção de si próprio – de seu existente programa de bomba atômica – e poder acusar incessantemente seus vizinhos de estarem, eles sim, construindo um arsenal nuclear. Não apenas o Iraque foi acusado de trabalhar em um programa nuclear, que foi usado como desculpa para a guerra, mas o Irã vem sendo acusado por mais de 20 anos em trabalhar em uma bomba atômica. Sempre podemos ouvir os berros do regime sionista, em um ano o Irã terá a bomba atômica e com isso vai varrer Israel do mapa. O ano acaba e nada acontece. Então aparece novamente a acusação, no próximo ano o Irã terá a bomba, e assim a mentira é repetida à exaustão....


Alguém dos políticos ou das mídias do Ocidente já se virou para Tel Aviv e disse, “agora chega de suas repetidas incitações e mentiras e feche finalmente seu focinho difamador!” ? Os cagões, o que vai lhes acontecer? Levar uma na cabeça com o porrete do antissemitismo e exílio à não-existência. Vejam o que aconteceu com Günter Grass em abril de 2012, quando ele ousou escrever um poema sobre o programa atômico de Israel. Sim, “aquilo que deve ser dito”, não temos permissão para dizer, pois caso contrário iremos perceber o peso do verdadeiro poder – até mesmo um detentor do prêmio Nobel da literatura é banido de cena. “Nenhuma crítica contra Israel, é a pior coisa que se pode fazer contra Israel”, disse Grass e acrescentou: “Israel não é apenas uma potência nuclear, mas se desenvolveu para uma potência de ocupação.”

Bush "filho" e os "amigos mais íntimos"
Com estas constantes mentiras que se avolumam e se espalham, quiseram forçar os EUA a atacar o Irã. Isso quase aconteceu no último ano do mandato de Bush, uma guerra contra o Irã, caso não tivesse existido um motim entre os militares norte-americanos. A força aérea recusou-se a executar a ordem de Rumsfeld, em atacar o Irã com armas atômicas. Depois disso o governo de Obama teve outras prioridades e pode se opor ao lobby dos incitadores de guerra, fechando um acordo pacífico com o Irã em 2015, sobre seu programa atômico para fins civis.

São de Obama as afirmações de que "Se o Irã violar o acordo, podemos voltar ao que tínhamos antes", alertando que as negociações do acordo nuclear em 2015; "pode ser importante para a segurança dos EUA, de nossos aliados e do Irã". Ele também prometeu "verificações sem precedentes" de instalações nucleares no Irã. "Nós estaremos vigiando", afirmou.(fonte-link) - NT

Barack Obama, atual chefe de estado estadunidense

Mas atualmente, a principal incitadora bélica e puxa-saco de Israel é a candidata Hillary Clinton, pois sua campanha é paga pelo lobby. Justamente há um ano, a 3 de julho de 2015, ela fez um discurso no Darthmouth College. Ela nominou o Irã como “uma ameaça existencial para Israel”. Neste contexto, a única coisa que realmente ameaça Israel são os sionistas com sua política racial de Apartheid, a discriminação e opressão dos palestinos e o constante roubo e desapropriação das terras palestinas.

Na primeira campanha para presidência em 2008, Hillary disse: “Eu gostaria que os iranianos soubessem, se eu for eleita presidente, nós atacaremos o Irã. Nos próximos 10 anos, enquanto eles começarem a pensar em atacar Israel, nós estaremos na condição de exterminá-los completamente”. Esta opinião permanece intacta até os dias de hoje, por isso se preparem se ela alcançar a Casa Branca. O Lobby de Israel não desistiu, mas apenas aguarda até que sua fantoche conquiste o poder e conduza – para eles – os Estados Unidos a uma guerra contra o Irã.
Hillary Clinton

Eles encontraram um motivo e disseminaram-na através de sua mídia controlada, da mesma forma como fizeram com o Iraque. Eles nunca são punidos por suas mentiras, como podemos observar agora com a divulgação do Relatório Chilcot. Uma palmadinha na mão de Tony Blair por causa de uma guerra de agressão com mais de 1 milhão de mortes e vários milhões de refugiados, nada mais. Blair comentou até que faria tudo novamente; ele não se arrepende de nada.

Desde a guerra do Iraque, o mesmo lobby sionista exerce uma enorme pressão contra os governo ocidentais para conduzir as guerras contra a Líbia e Síria, apenas no interesse de Israel. Da mesma forma que Saddam Hussein deveria ser eliminado, Muammar al-Gaddafi deveria ser retirado, assim como Bashar al-Assad. Por quê? Apenas porque Israel assim o quer. Não existiu um único interesse na questão de segurança dos EUA ou da Europa, que levasse estes a uma guerra contra o Iraque, Líbia e Síria.

Este fracasso investigativo da comissão Chilcot em revelar os verdadeiros manipuladores destas guerras no Oriente Médio e norte da África, já era esperado. Em 2010, o respeitado diplomata britânico, Oliver Miles, disse sobre a formação judaica da Comissão Chilcot: “dois dos cinco membros da comissão são judeus, que apoiaram Blair e eram favoráveis à guerra”.

Miles escreveu o seguinte no Independent:
“Pouca atenção foi dispensada na curiosa nominação de dois historiadores (que parece ser muito diante de cinco membros), ambos grandes apoiadores de Tony Blair e/ou da Guerra do Iraque. Em dezembro de 2004, Sir Martin Gilbert, enquanto salientava que a ‘Guerra contra o terror’ não é uma 3ª Guerra Mundial, ele escreveu que Bush e Blair galgariam a mesma posição de Roosevelt e Churchill, quando um longo período tivesse passado e os arquivos fossem abertos – uma excêntrica opinião, desnecessária para um membro do comitê. 
Sir Lawrence Freedman é o suposto arquiteto na ‘Doutrina Blair’, da intervenção humanitária, clamada nas campanhas do Kosovo e Afeganistão, assim como no Iraque. 
Ambos, Gilbert e Freedman são judeus, e pelo menos Gilbert tem uma condecoração no apoio ativo ao sionismo. Tais fatos não são divulgados nas mídias britânica e norte-americana, mas o The Jewish Chronicle e as mídias israelitas não tiveram tal receio, e as mídias árabes em Londres e região também não.”
As observações de Oliver Miles são justas e comprovadamente corretas. A comissão de investigação Chilcot não foi apenas desde seu início condenada ao fracasso, mas ela foi criada justamente para evitar e suprimir qualquer investigação sobre o papel de Israel e seu belicoso lobby.

O Relatório Chilcot deu à opinião pública britânica aquilo que queriam: jogar a culpa em Tony BLair. Mas somente nele e como motivo principal para a guerra, o fracasso dos serviços secretos ocidentais ao fornecer informações falsas a Bush e Blair, que Saddam tinha armas de destruição em massa. O que o relatório omite, ambos sabiam exatamente que as falsas informações provinham de Israel e que o lobby israelita disseminou-as, para que sua guerra fosse iniciada.

Agora que David Cameron declarou sua renúncia imediata, os britânicos recebem sua nova primeira-ministra, Theresa May. Ela não foi eleita, mas foi simplesmente escolhida. Para permanecer no assunto, qual é sua posição em relação a Israel e aos crimes contra os palestinos? Até então ministra do interior, ela assumirá o governo a partir de 13 de julho. Ela é conhecida pela defesa da impunidade de Israel. Ela é uma escrava sionista, justamente como o agente israelita Cameron ao qual substituiu.

Muito estranho para um ministro do interior, que é responsável pela justiça, pela manutenção da lei e combate ao crime, May disse em abril de 2015, que ela está muito orgulhosa em alterar a lei que torne impossível punir na Grã-Bretanha os criminosos de guerra israelitas. Isso quer dizer que, genocidas como Tzipi Livni ou Benjamin Netanjahu ou oficiais israelitas, que praticaram os piores crimes contra os civis palestinos, podem se locomover livremente na ilha britânica e não serão extraditados para Den Haag.

Para os sionistas britânicos, a escolha de May como primeira-ministra não é surpresa alguma e as mídias israelitas descrevem-na como “a verdadeira amiga de Israel!”. Espera aí, não era a Angela Merkel?


Onde encontrar esse artigo no site?

O que o mundo rejeitou

"Alemanha pague seus débitos da Segunda Guerra Mundial", cartaz em manifestação anti-imperialista na Grécia. Mas que débito? 

Mesmo pessoas que se consideram bem informadas sobre Adolf Hitler e o Terceiro Reich, são ignorantes quanto aos numerosos esforços pela paz na Europa do líder alemão, incluindo sérias propostas para redução de armamentos, e limites sobre o desenvolvimento de armas, que foram desdenhadas pelos líderes da França, Inglaterra e outras potências.

As Ofertas de Paz de Hitler, 1933-1939

O primeiro grande discurso de Hitler sobre política externa após tomar posse como chanceler, proferido no Reichstag em 17 de maio, 1933, foi um apelo pela paz, direitos de igualdade e entendimento mútuo entre as nações. Tão razoável e persuasivamente argumentado foi seu apelo que ele foi endossado mesmo pelos representantes da oposição do Partido Social Democrata. Dois anos mais tarde, em seu discurso no Reichstag de 21 de maio, 1935, o líder alemão enfatizou novamente a necessidade de paz sobre a base de respeito mútuo e direitos iguais. Mesmo o London Times considerou este discurso como “razoável, franco e compreensivo”.

Tais apelos não eram mera retórica. Em 31 de março, 1936, por exemplo, o governo de Hitler anunciou um plano abrangente para fortalecer a paz na Europa. O documento detalhado incluiu numerosas propostas específicas, incluindo a desmilitarização da região da Renânia inteira, um acordo de segurança da Europa ocidental, e categórica proibição de bombas incendiárias, gás venenoso, tanques pesados e artilharia pesada.

Apesar desta ampla oferta, e outras como ela, ter sido rejeitada pelos líderes em Londres, Paris, Varsóvia e Praga, as iniciativas de Hitler não foram inteiramente infrutíferas. Em janeiro de 1934, por exemplo, seu governo concluiu um pacto de não-agressão de dez anos com a Polônia. (Infelizmente, o espírito deste tratado foi posteriormente quebrado pelos homens que tomaram o poder em Varsóvia após a morte do Marechal Pilsudski em 1935). Um dos maiores sucessos da política exterior de Hitler foi um abrangente acordo naval com a Inglaterra, assinado em junho de 1935. (Este acordo, a propósito, revogava o Tratado de Versalhes, desse modo, mostrava que nem Londres nem Berlim ainda o consideravam como válido).

Por anos, Hitler buscou uma aliança com a Inglaterra, ou ao menos uma relação cordial baseada no respeito mútuo. Nesse esforço, ele tomou cuidado para não ofender o orgulho ou sensibilidades inglesas, ou fazer qualquer proposta que pudesse prejudicar ou ameaçar interesses britânicos. Hitler também trabalhou por relações cordiais com a França, igualmente tomando cuidado para não dizer ou fazer algo que pudesse ofender o orgulho francês ou infringir os interesses nacionais franceses. A sinceridade das propostas de Hitler para a França, e a validade de seu medo de uma possível agressão militar francesa contra a Alemanha é ressaltada pela imensa mão de obra e recursos de financiamento que ele devotou para construir a vasta Westwall (“Linha Siegfried”) de fortificações defensivas na fronteira ocidental de sua nação.

Ao longo dos anos, historiadores tendiam, ou a ignorar as iniciativas de Hitler para reduzir tensões e promover a paz, ou a recusá-las como uma postura enganosa. Mas se os líderes responsáveis na Inglaterra e França durante a década de 1930 tivessem realmente considerado as propostas como um blefe ou pretensão hipócrita, eles poderiam facilmente tê-las expostas como tal ao dar-lhes séria consideração. Sua atitude indiferente sugere que eles entendiam que as propostas de Hitler eram sinceras, mas as rejeitaram de qualquer maneira, porque aceitá-las poderia prejudicar a predominância político-militar franco-britânica na Europa.

No ensaio seguinte, um estudioso alemão revisa as propostas de Hitler e seu governo – especialmente nos anos antes da eclosão da guerra em 1939 – para promover paz e direitos de igualdade na Europa, reduzir tensões, e limitar muito a produção e desenvolvimento de armamentos.

O autor, Friedrich Stieve (1884-1966), foi um historiador e diplomata alemão. Durante a Primeira Guerra Mundial ele serviu como adido de imprensa com a baixada alemã em Estocolmo. Ele representou o governo democrático da Alemanha como seu embaixador na Letônia, 1928-1932. Ele então se mudou para Berlim, onde ele chefiou o departamento de assuntos politico-culturais do Ministério do Exterior Alemão, 1932-1939. Ele obteve um doutorado da Universidade de Heidelberg, e foi um membro da Academia de Ciências Prussiana. Livros por Stieve incluem Geschichte des deutschen Volkes (1939), Wendepunkte europäischer Geschichte vom Dreißigjährigen Krieg bis zur Gegenwart (1941), e uma coleção de poemas.

Aqui, abaixo, há uma tradução do longo ensaio por Dr. Stieve, Was die Welt nicht wollte: Hitlers Friedensangebote 1933-1939, impresso pelo “Centro de Informação Alemã” e publicado como uma brochura de 16 páginas em Berlim em 1940. Juntamente com edições que logo publicadas em francês e espanhol, uma edição em língua inglesa foi publicada como uma brochura, aparentemente em 1940, pelo Washington Journal de Washington, DC.

Hitler não queria guerra em 1939 – e certamente não um conflito geral ou global. Ele procurou seriamente uma resolução pacífica da disputa com a Polônia sobre o status da cidade-estado etnicamente alemã de Danzig e da região do “Corredor”, que foi a causa imediata do conflito. A sinceridade de seu desejo por paz em 1939, e seu medo de uma outra guerra mundial, têm sido afirmado por uma série de estudiosos, incluindo o eminente historiador britânico A. J. P. Taylor. Foram, é claro, as declarações de guerra contra a Alemanha pela Inglaterra e França em 3 de Setembro de 1939, realizadas com o encorajamento secreto do Presidente dos EUA, Roosevelt, que transformaram o limitado conflito germano-polonês em uma guerra mais ampla, em todo o continente.

Para justificar sua declaração de guerra, a Inglaterra protestou que a Alemanha tinha violado a soberania polonesa, e ameaçava a independência da Polônia. O vazio e a falsidade dessas razões expostas são mostrados pelo fato de que os líderes britânicos não declararam guerra contra a Rússia Soviética que duas semanas depois, quando as forças soviéticas atacaram a República Polonesa pelo leste. A traição britânica com a Polônia e a hipocrisia de suas alegadas razões para ir à guerra contra a Alemanha em 1939 se tornou ainda mais óbvia em 1944-45, quando os líderes britânicos permitiram a completa tomada e subjugação da Polônia pelos soviéticos.

O mesmo quadro pode ser apresentado hoje em dia nas guerras atuais do Iraque, da Sérvia, a invasão do Afeganistão e da Líbia. Motivos torpes, sem fundamentos e vazios justificam a invasão de países com governos soberanos pela OTAN e EUA em pró do establishment político-corporativo-financeiro à qualquer governo ou governante que não se alinhe as pretensões uniformes internacionais. -NT

A campanha militar de seis semanas da Alemanha de maio-junho de 1940 terminou com uma deslumbrante vitória sobre as, numericamente superiores, forças francesas e britânicas, e a derrota das tropas britânicas no continente europeu. Na seqüência deste triunfo histórico, Hitler e seu governo ainda fizeram outro importante esforço para terminar a guerra. (Porque isso foi feito em 1940, após o ensaio de Dr. Stieve estar escrito e publicado, não foi incluído no texto abaixo)

Em um discurso realizado no Reichstag em 19 de junho de 1940, que foi transmitido pelas estações de rádio do mundo, o líder alemão disse:

“… De Londres eu ouço agora um grito – não é o grito das massas do povo, mas sim de políticos – que a guerra deve agora, ainda mais, continuar… Acreditem-me, meus deputados, eu sinto um desgosto interior deste tipo de parlamentar inescrupuloso destruidores de povos e países… Nunca foi minha intenção de travar guerras, mas sim de construir um novo estado social do mais alto nível cultural. Cada ano desta guerra me mantém [distante] deste trabalho… Sr. Churchill declarou novamente agora que ele quer Guerra… Eu estou totalmente ciente que com nossa resposta, que um dia chegará, também chegará sofrimento inominável e infortúnio para muitas pessoas…” 
“… Nesta hora eu me sinto compelido, diante de minha consciência, a direcionar ainda outro apelo à razão na Inglaterra. Eu acredito que eu posso fazer isto, pois eu não estou implorando por algo como um vencido, mas ao contrário, como um vitorioso falando em nome da razão. Eu não vejo razão convincente para esta guerra continuar. Eu me entristeço ao pensar nos sacrifícios que ela reivindicará… Possivelmente o Sr. Churchill novamente deixará de lado esta declaração minha dizendo que ela é meramente uma expressão de medo e de dúvida em nossa vitória final. Neste caso, eu terei aliviado minha consciência a respeito das coisas que virão.”
Dando seguimento a este apelo, autoridades alemãs estenderam a mão à Inglaterra através de canais diplomáticos. Mas Winston Churchill e seu governo rejeitaram esta iniciativa e, ao contrário, insistiram em continuar a guerra – com, é claro, conseqüências horríveis para a Europa e o mundo.

Mark Weber, Junho de 2013. O Que o Mundo Rejeitou. As Ofertas de Paz de Hitler, 1933-1939

Por Friedrich Stieve

Os inimigos da Alemanha mantêm hoje, que Adolf Hitler é o maior perturbador da paz conhecido da história, que ele ameaça cada nação com ataque súbito e opressão, que ele criou uma terrível máquina de guerra a fim de trazer miséria e devastação em toda a parte. Ao mesmo tempo eles, intencionalmente, escondem um fato de todo importante: eles mesmos que levaram o líder do povo alemão a finalmente desembainhar a espada. Eles mesmos compeliram-no a buscar obter, finalmente, pelo uso da força o que ele se esforçava para ganhar pela persuasão desde o começo: a segurança de seu país. Eles fizeram isso não apenas declarando guerra contra ele em 3 de setembro de 1939, mas também ao bloquear, passo a passo, por sete anos o caminho para alguma discussão pacífica.

As repetidas tentativas feitas por Adolf Hitler para induzir os governos de outros estados para se juntarem a ele em uma colaboração de restauração da Europa são parte de padrão sempre recorrente em sua conduta desde o começo de seus trabalhos pelo Reich Alemão. Mas essas tentativas foram arruinadas todas as vezes, devido ao fato que em lugar algum havia nenhuma vontade para dar a elas a devida consideração, porque o espírito maligno da (primeira) Guerra Mundial ainda prevalecia por toda parte, porque em Londres e Paris e nas capitais dos vassalos das potências ocidentais havia apenas uma intenção fixada: perpetuar o poder de (do imposto) Versalhes (tratado de 1919).

Uma rápida olhada nos mais importantes eventos fornece prova incontroversa disso.

Quando Adolf Hitler veio à tona, a Alemanha estava tão amordaçada e tão desamparada como os vitoriosos de 1918 pretendiam que ela estivesse. Completamente desarmada, com um exército de apenas 100.000 homens destinados apenas para tarefas policiais dentro do país, ela se viu dentro de um círculo bem fechado de vizinhos, todos armados até os dentes e aliados. Para os velhos inimigos no Ocidente – Inglaterra, Bélgica e França – novos foram artificialmente criados e adicionados no Leste e no Sul: acima de tudo a Polônia e a Checoslováquia. Um quarto da população da Alemanha foi forçadamente separado de seu país natal e entregue a poderes estrangeiros. O Reich alemão, mutilado de todos os lados e roubado de todos os meios de defesa, em qualquer momento poderia se tornar a vítima indefesa de um vizinho voraz.


Um oficial alemão mutilado da Primeira Guerra Mundial pede esmola em uma rua da Alemanha. 
Alemanha Pós-Primeira Grande Guerra

Foi então que Adolf Hitler pela primeira vez fez seu apelo ao senso comum das outras potências. Em 17 de maio de 1933, alguns meses após sua indicação para o posto de Chanceler do Reich, ele fez um discurso no Reichstag alemão que incluiu as seguintes passagens:

“Alemanha estará perfeitamente pronta para dispersar inteiramente seu estabelecimento militar e destruir a pequena quantidade de armas que lhe restam, se os países vizinhos fizerem a mesma coisa com igual profundidade.”

“… Alemanha também está inteiramente pronta para renunciar armas agressivas de todo tipo se as nações armadas, de sua parte, destruírem suas armas agressivas dentro de um período específico, e se seu uso for proibido por uma convenção internacional.”

“… Alemanha está pronta a qualquer hora para renunciar armas agressivas se o resto do mundo fizer o mesmo. Alemanha está preparada para concordar com qualquer pacto solene de não-agressão porque ela não pensa em atacar ninguém, mas somente de adquirir segurança.”

Nenhuma resposta foi recebida.

As outras potências negligentemente continuaram a encher seus arsenais com armas, a acumular suas reservas de explosivos, a aumentar o número de suas tropas. Ao mesmo tempo a Liga das Nações, o instrumento das potências vitoriosas, declarou que a Alemanha deve, primeiro, submeter-se a um período de “provação” antes que fosse possível discutir com ela a questão do desarmamento de outros países. Em 14 de outubro de 1933, Hitler retirou-se da Liga das Nações, com a qual era impossível chegar a um entendimento. Pouco tempo depois, entretanto, em 18 de dezembro de 1933, ele apresentou uma nova proposta para a melhoria das relações internacionais. Esta proposta incluiu os seguintes seis pontos:

A. Hitler, em 1933

“1. Alemanha recebe completa igualdade de direitos.

2. Os estados totalmente armados se comprometem entre si a não aumentar seus armamentos além do nível atual.

3. Alemanha adere a este acordo, comprometendo-se livremente a fazer uso da eqüidade de direitos garantida a ela apenas de forma realmente moderada que não representará uma ameaça à segurança de qualquer potência européia.

4. Todos os estados reconhecem certas obrigações a respeito de conduzir guerra sobre princípios humanos, ou não usar certas armas contra a população civil.

5. Todos os estados aceitam uma supervisão geral que monitorará e garantirá a observância destas obrigações.

6. As nações europeias garantem uma à outra a manutenção incondicional da paz pela conclusão de pactos de não agressão, a serem renovados a cada dez anos.” 

Em seguida, uma proposta foi feita para aumentar a força do exército alemão para 300.000 homens, correspondente à força “necessária pela Alemanha para levar em conta a extensão de suas fronteiras e o tamanho dos exércitos de seus vizinhos”, a fim de proteger seu território ameaçado por ataques. O defensor do princípio de acordo pacífico estava assim tentando acomodar-se à falta de vontade dos outros de se desarmar ao expressar um desejo por um limitado aumento de armamentos para seu próprio país. Uma troca de notas, que começou com esta e continuou por anos, finalmente vindo a um súbito fim com um inequívoco “não” da França. Este “não” era, além disso, acompanhado por um tremendo aumento das forças armadas da França, Inglaterra e Rússia.

Desta forma, a posição da Alemanha se tornou ainda pior do que antes. O perigo para o Reich era tão grande que Adolf Hitler sentiu-se compelido a agir. Em 17 de março de 1935, ele reintroduziu o recrutamento. Mas em direta conexão com esta medida, ele uma vez mais anunciou uma oferta de acordos abrangentes, o propósito do qual era garantir que qualquer guerra futura seria conduzida sobre princípios humanos, de maneira a fazer qualquer guerra praticamente impossível ao eliminar armamentos destrutivos. Em seu discurso de 21 de maio de 1935, ele declarou:
“O governo alemão está pronto para tomar uma parte ativa em todos os esforços que possam levar a uma limitação prática dos armamentos. Ele considera um retorno aos princípios da Convenção de Genebra da Cruz Vermelha como o único caminho possível para alcançar isto. Ele acredita que, a princípio, haverá somente a possibilidade de abolição gradual e proibição de armas e métodos de guerra que são essencialmente contrários à, ainda válida, Convenção de Genebra da Cruz Vermelha.” 
“Tal como o uso de balas dum-dum [expansivas] foi uma vez proibido e, no todo, assim prevenido na prática, também o uso de outras armas específicas pode ser proibido e seu uso, na prática, pode ser eliminado. Aqui o governo alemão tem em mente todos os armamentos que trazem morte e destruição não só aos soldados em luta, mas também para mulheres e crianças não combatentes.” 
“O governo alemão considera tão errôneo e ineficiente a ideia de acabar com aviões enquanto que deixando em aberta a questão do bombardeio. Mas ele acredita que seja possível proibir o uso de certas armas como contrárias à lei internacional, e legar ao ostracismo as nações, que ainda as usem, da comunidade da humanidade, e de seus direitos e leis.” 
“Ele também acredita que o progresso gradual é o melhor caminho ao sucesso. Por exemplo, pode haver proibição do uso de gás, bombas incendiárias e explosivas fora da real zona de batalha. Esta limitação poderia ser estendida à completa proibição internacional de todos os bombardeios. Mas enquanto bombardeio, como tal, seja permitido, qualquer limitação do número de bombardeiros aéreos é duvidosa em vista da possibilidade de rápida substituição.” 
“Devendo bombardeio, como tal, ser marcado como bárbaro e contrário à lei internacional, a construção de aviões de bombardeio aéreos será logo abandonada como supérflua e inútil. Se, através da Convenção de Genebra da Cruz Vermelha, se provou possível prevenir a matança de homens feridos indefesos e de prisioneiros, deveria ser igualmente possível, através de convenção análoga, proibir e finalmente pôr um fim ao bombardeio de, similarmente, populações civis indefesas.” 
“Em tal forma fundamental de lidar com o problema, Alemanha vê uma maior tranqüilidade e segurança para as nações do que em todos os pactos de acordo militar e assistência.” 
“O governo alemão está pronto para concordar com qualquer limitação que leve à abolição das armas mais pesadas, especialmente adequadas para agressão. Tais armas são, primeiro, a artilharia mais pesada, e em segundo, os tanques mais pesados. Em vista das enormes fortificações na fronteira francesa, tal abolição internacional das armas mais pesadas de ataque dariam automaticamente à França cem por cento de segurança." 
“Alemanha se declara pronta para concordar com qualquer limitação que seja do tamanho do calibre da artilharia, tanto quanto encouraçados, cruzadores e torpedeiros. Da mesma maneira o governo alemão está pronto para aceitar qualquer limitação internacional do tamanho de navios de guerra. E, finalmente, ela está pronta para concordar em limitar a tonelagem para submarinos, ou para sua completa abolição através de um acordo internacional.” 
“E ela dá garantia adicional que ela concordará com qualquer limitação internacional ou abolição de armas, quaisquer que seja, por um período uniforme de tempo.”
Uma vez mais as declarações de Hitler não receberam a menor resposta.

Ao contrário, a França fez uma aliança com a Rússia de maneira a aumentar ainda mais a sua predominância sobre o continente, e a aumentar enormemente a pressão sobre a Alemanha no leste.

Em vista das evidentes intenções destrutivas de seus adversários, Adolf Hitler foi, portanto, obrigado a tomar novas medidas pela segurança do Reich alemão. Em 3 de março de 1936, ele ocupou a Renânia, que havia estado sem proteção militar desde (o) Versalhes (tratado de 1919), e assim, fechou a ampla porta pela qual o vizinho ocidental poderia executar uma invasão. Uma vez mais, ele seguiu o passo defensivo que ele tinha sido obrigado a tomar com um apelo generoso pela reconciliação geral e liquidação de todas as diferenças. Em 31 de março de 1936, ele formulou o seguinte plano de paz:

“1. A fim de dar a característica de tratados invioláveis a futuros acordos assegurando a paz da Europa, aquelas nações participando nas negociações o fazem apenas sobre uma base inteiramente igual e como membros igualmente estimados. A única razão convincente para assinar esses tratados pode apenas repousar no reconhecimento geral e na utilidade óbvia desses acordos para a paz da Europa, e assim, para a felicidade social e prosperidade econômica das nações. 
2. A fim de reduzir, no interesse econômico das nações europeias, o período de incerteza, o governo alemão propõe um limite de quatro meses para o primeiro período até a assinatura dos pactos de não agressão, garantindo a paz da Europa. 
3. O governo alemão dá a garantia de não adicionar qualquer reforços que sejam para as tropas na Renânia durante este período, sempre previsto que os governos belga e francês atuem do mesmo modo. 
4. O governo alemão dá a garantia de não mover durante este período as tropas presentemente estacionadas na Renânia para mais próximo das fronteiras da Bélgica e França. 
5. O governo alemão propõe a criação de uma comissão composta de duas potências garantidoras, Inglaterra e Itália, e uma desinteressada terceira potência neutra, para garantir esta certeza a ser dada por ambas as partes. 
6. Alemanha, Bélgica e França são autorizadas a enviar um representante para esta Comissão. Se a Alemanha, França ou a Bélgica pensam que, por qualquer razão particular, eles podem apontar a uma mudança na situação militar que tomou lugar dentro deste período de quatro meses, eles têm o direito de informar à Comissão Garantidora de suas observações. 
7. Alemanha, Bélgica e França declaram sua boa vontade em tal caso para permitir esta Comissão fazer as investigações necessárias através dos adidos militar inglês e italiano, e depois relatar aos poderes participantes. 
8. Alemanha, Bélgica e França dão garantia que elas darão a mais completa consideração para às objeções decorrentes. 
9. Além disso, o governo alemão está disposto, sobre a base da completa reciprocidade com os vizinhos ocidentais da Alemanha, a concordar com quaisquer limitações na fronteira ocidental da Alemanha. 
10. Alemanha, Bélgica e França e as duas potências garantidoras concordam a entrar em negociações sob a liderança do governo inglês de uma só vez ou, ao mais tardar, após as eleições francesas, para a conclusão de pacto de não agressão ou de segurança de 25 anos entre França e Bélgica de um lado e a Alemanha do outro. 
11. Alemanha concorda que a Inglaterra e a Itália devem assinar este pacto como potências garantidoras uma vez mais. 
12. Caso compromissos especiais rendam assistência militar como resultado desses acordos de segurança, a Alemanha de sua parte declara sua vontade de entrar em tais compromissos. 
13. O governo alemão, por este meio, repete sua proposta para a conclusão de um pacto aéreo para completar e reforçar estes acordos de segurança. 
14. O governo alemão repete que caso a Holanda assim deseje, ele está disposto a também incluir aquele país neste acordo de segurança Europeu Ocidental. 
15. A fim de dar a este pacto de paz, voluntariamente assumido entre Alemanha e França, o caráter de um acordo conciliatório para terminar com uma desavença centenária, Alemanha e França se comprometem a tomar passos para ver que na educação da juventude, tanto quanto nos jornais e publicações de ambas as nações, tudo que possa ser calculado para envenenar as relações entre os dois povos deve ser evitado, seja uma atitude depreciativa ou desdenhosa, ou interferência imprópria nos assuntos internos do outro país. Eles concordam em criar nas sedes da Liga das Nações em Genebra, uma comissão conjunta cuja função deverá ser a de colocar diante dos dois governos todas as reclamações recebidas, para informação e investigação. 
16. De acordo com sua intenção de dar a este acordo a característica de uma garantia sagrada, Alemanha e França empreendem a ratificá-lo através de um plebiscito nas duas nações. 
17. Alemanha expressa sua boa vontade, de sua parte, para contatar os estados em suas fronteiras sul-leste e norte-leste, para convidá-los diretamente para a assinatura formal final dos propostos pactos de não agressão. 
18. Alemanha expressa sua boa vontade de reentrar na Liga das Nações, seja de uma vez, ou após a conclusão desses acordos. Ao mesmo tempo, o governo alemão, uma vez mais, expressa como sua expectativa que, após um tempo razoável e através de negociações amigáveis, a questão da igualdade de direitos coloniais, tanto quanto a questão da separação do Pacto da Liga das Nações de sua fundação no Tratado de Versalhes, serão esclarecidas. 
19. Alemanha propõe a criação de uma Corte Internacional de Arbitragem, que será responsável pela observância dos vários acordos e cujas decisões serão vinculativas para todas as partes.
Após a conclusão deste grande trabalho para assegurar a paz europeia, o governo alemão considera urgentemente necessário empenhar-se por medidas práticas para por um fim à ilimitada competição em armamentos. Em sua opinião, isto não significaria meramente uma melhoria nas condições econômicas e financeiras das nações, mas sobre tudo uma diminuição da tensão psicológica.

O governo alemão, entretanto, não tem fé na tentativa de levar a estabelecimentos universais, pois isto estaria condenado ao fracasso desde o início, e pode, portanto, ser proposto apenas por aqueles que não têm interesse em alcançar resultados práticos. Por outro lado, ele é da opinião que as negociações mantidas e os resultados alcançados ao limitar armamentos navais deveriam ter um efeito instrutivo e estimulante.

O governo alemão, portanto, recomenda futuras conferências, cada qual devendo ter um objetivo único, claramente definido.

Para o presente, ele acredita que a tarefa mais importante é trazer a guerra aérea a uma atmosfera humana e moral da proteção proporcionada aos não combatentes ou aos feridos, conforme a Convenção de Genebra. Tal como a matança de feridos indefesos, ou de prisioneiros, ou o uso de balas dum-dum, ou o empreendimento de guerra com submarinos sem aviso, foram ou proibidos ou regulamentados por convenções internacionais, assim deve ser possível para a humanidade civilizada prevenir o abuso sem sentido de qualquer novo tipo de arma, sem contrariar o objeto da guerra.

O governo alemão, portanto, propõe que as tarefas práticas dessas conferências devem ser:

1. Proibição do uso de gás, veneno, ou bombas incendiárias.

2. Proibição do uso de bombas de qualquer tipo que seja sobre cidades ou lugares fora do alcance de artilharia média-pesada dos frontes de luta.

3. Proibição do bombardeio com armas de longo alcance de cidades ou lugares distantes mais de 20 quilômetros da zona de batalha.

4. Abolição e proibição da construção de tanques do tipo mais pesado.

5. Abolição e proibição de artilharia de calibre mais pesado.

Tão logo quanto às possibilidades para limitação adicional de armamentos surjam de tais discussões e acordos, elas devem ser utilizadas. O governo alemão, por este meio, se declara preparado para se unir em toda determinação, na medida em que ela seja válida internacionalmente.

O governo alemão acredita que se mesmo um primeiro passo for dado em direção ao desarmamento, este será de enorme importância nas relações entre as nações, e deste modo, em reestabelecer a confiança, que é uma precondição para o desenvolvimento do comércio e prosperidade.

Em conformidade com o desejo geral pela restauração de condições econômicas favoráveis, o governo alemão está preparado para imediatamente após a conclusão dos tratados políticos, para entrar em uma troca de opiniões sobre questões econômicas com as outras nações envolvidas, no espírito das propostas feitas, e fazer todo o que está em seu poder para melhorar a situação econômica na Europa, e da situação econômica mundial que está intimamente ligada a ele.

O governo alemão acredita que com o plano de paz proposto acima, ele fez sua contribuição para a construção de uma nova Europa sobre a base da confiança e respeito recíproco entre estados soberanos. Várias oportunidades para tal pacificação da Europa, pela qual a Alemanha têm feito propostas tão frequentemente nos últimos anos, foram negligenciadas. Que esta tentativa de alcançar o entendimento europeu possa suceder afinal. O governo alemão confiantemente acredita que ele abriu o caminho nesta direção ao submeter o plano de paz acima.

Qualquer um que hoje leia este compreensivo plano de paz perceberá em que direção o desenvolvimento da Europa, de acordo com os desejos de Adolf Hitler, teriam realmente procedido. Aqui havia a possibilidade de um trabalho realmente construtivo. Isto poderia ter sido uma real guinada para o benefício de todas as nações. Mas, uma vez mais, ele, que sozinho clamava por paz, não foi ouvido. Somente a Inglaterra respondeu, ao contrário, com um questionário desdenhoso que evitava qualquer consideração séria dos pontos essenciais envolvidos.

Incidentalmente, entretanto, a Inglaterra revelou suas verdadeiras intenções ao colocar a si mesma como a protetora da França e ao instituir e começar consultas regulares do pessoal militar geral com a República Francesa logo no período antes da Guerra Mundial.

Não poderia mais haver qualquer dúvida agora que os poderes aliados estavam seguindo o velho caminho para um conflito armado, e estavam firmemente preparando um novo bloqueio contra a Alemanha, ainda que os pensamentos e esforços de Adolf Hitler fossem inteiramente direcionados a lhes provar que ele queria permanecer nos melhores termos com eles. Ao longo dos anos ele empreendeu numerosos passos nesta direção, dos quais alguns mais serão mencionados aqui. Com a Inglaterra, ele negociou o Acordo Naval de 18 de junho de 1935, que previa que a marinha alemã poderia ter uma força de 35 por cento da marinha britânica. Com isto, ele queria demonstrar que o Reich alemão, para usar suas próprias palavras, tinha “nem a intenção, os meios, ou a necessidade” de entrar em qualquer rivalidade no que se refere ao poder naval, que, como é bem conhecido, tinha tido um impacto fatal sobre as suas relações com a Inglaterra nos anos antes da (primeira) Guerra Mundial.

Em cada ocasião apropriada, ele assegurou à França de seu desejo de viver em paz com ela. Ele repetidamente renunciou em termos claros a qualquer reivindicação da Alsácia-Lorena. Na ocasião do retorno ao Reich alemão do território do Saare como um resultado do plebiscito em 1 de março de 1935:
“É nossa esperança que através deste ato de justa compensação, no qual nós vemos um retorno à razão natural, as relações entre Alemanha e França tenham permanentemente melhorado. Portanto, assim como nós desejamos paz, nós devemos esperar que nosso grande vizinho esteja pronto e disposto a procurar a paz conosco. Deve ser possível para dois grandes povos se juntar e colaborar em oposição às dificuldades que ameaçam oprimir a Europa.” 
Ele até mesmo tentou chegar a um melhor entendimento com a Polônia, o aliado oriental das potências ocidentais, apesar de que o país em 1919 tinha incorporado milhões de alemães ilegalmente, e tinha desde então os submetido a pior opressão. Em 26 de janeiro de 1934, ele concluiu um pacto de não agressão com ela, no qual os dois governos concordavam “a resolver diretamente todas as questões, de qualquer sorte, que concernissem a suas relações mútuas”.
Assim, de todos os lados ele se opôs aos planos do inimigo com sua determinação de preservar a paz, e desta forma se esforçou para proteger a Alemanha. Quando, entretanto, ele viu que Londres e Paris estavam preparando um ataque, ele foi uma vez mais obrigado a empreender novas medidas de defesa. O campo do inimigo, como nós vimos acima, foi enormemente estendido através da aliança entre a França e Rússia. Além disso, as duas potências tinham assegurado uma linha de aliança até o sul do Reich alemão através da Checoslováquia, que, já aliada com a França, então concluiu um tratado com a Rússia, assim, fazendo-a uma ponte entre leste e oeste.

Ainda mais, a Checoslováquia controlava a alta região da Boêmia e Morávia, que Bismarck tinha chamado “a cidadela da Europa”, e esta cidadela projetava-se longe dentro do território alemão. A ameaça para a Alemanha, então, assumia verdadeiramente uma forma esmagadora.

Adolf Hitler encontrou uma engenhosa forma de neutralizar este perigo. As condições da Áustria alemã, que sob o terror do governo de Schuschningg estava tendendo à guerra civil, ofereceu-lhe a oportunidade de dar um passo para salvar a situação, e levar de volta ao Reich a nação irmã ao sudeste que tinha sido sentenciada pelos poderes vitoriosos a levar uma vida de desesperada decadência como “Estado Livre”. Após ele ter se estabilizado próximo da linha de conexão entre a França e a Rússia, mencionada acima, um processo de dissolução começou no etnicamente misto estado da Checoslováquia, que foi artificialmente unido dos mais diversos elementos nacionais. Então, após a liberação dos (etnicamente alemães) Sudetos e da secessão da Eslováquia, os Tchecos mesmo pediram pela proteção do Reich alemão. Com esta “ponte” do inimigo caindo nas mãos de Hitler, enquanto que ao mesmo tempo fazia direta conexão com a Itália, cuja amizade havia sido assegurada previamente há algum tempo.

Enquanto ele estava ganhando este sucesso estratégico pela segurança de seu país, Adolf Hitler estava novamente se esforçando com grande avidez a alcançar um entendimento pacífico com as potências aliadas. Em Munique, imediatamente após a liberação dos Sudetos alemães, que foi aprovada pela Inglaterra, França e Itália, ele fez um acordo com o primeiro ministro inglês, Neville Chamberlain, o texto que do qual foi o que segue:

“Nós tivemos uma nova reunião hoje e nós concordamos em reconhecer que a questão das relações anglo-germânicas é de primeira importância para os dois países e para a Europa.

Nós consideramos o acordo assinado na última noite e o Acordo Naval Anglo-Germânico (de 1935) como simbólico do desejo de nossos dois povos de nunca mais ir à guerra com o outro novamente.

Nós estamos decididos de que o método da consulta deve ser o método adotado para lidar com quaisquer outras questões que possam se referir aos nossos dois países, e nós estamos determinados a continuar nossos esforços para remover possíveis fontes de diferenças e assim contribuir para assegurar a paz da Europa.

30 de setembro de 1938.
Adolf Hitler
Neville Chamberlain.”

Dois meses depois, sob as instruções de Hitler, o Ministro do Exterior alemão, von Ribbentrop, fez a seguinte acordo com a França:

"Sr. Joachim von Ribbentrop, Ministro de Relações Exteriores do Reich, e M. Georges Bonnet, Ministro de Relações Exteriores francês, atuando em nome e por ordem de seus governos, em seu encontro em Paris, em 6 de dezembro de 1938, concordaram como segue: 

1. O governo alemão e o governo francês compartilham completamente a convicção de que relações pacíficas e de boa-vizinhança entre Alemanha e França constituem um dos elementos mais essenciais para a consolidação da situação na Europa e a manutenção da paz geral. Os dois governos usarão, em consequência, de todos os seus esforços para garantir o desenvolvimento das relações entre seus países nesta direção. 

2. Os dois governos reconhecem que entre os dois países não há uma marcante questão territorial, e eles solenemente reconhecem como final as fronteiras entre seus países como elas existem agora. 

3. Os dois governos estão resolvidos, enquanto que deixando não afetadas suas relações particulares com outras potências, a permanecer em contato com respeito a todas as questões referentes a seus dois países, e mutuamente consultar se a evolução posterior destas questões levar à dificuldades internacionais.

Em sinal de que os representantes dos dois governos assinaram a presente Declaração, que entra em efeito imediato.

Feito em duplicata nas línguas francesa e alemã em Paris, 6 de dezembro de 1938.

Joachim von Ribbentrop, Ministro do Exterior e Georges Bonnet, Ministro do Exterior”

Deveria ter sido inteiramente razoável esperar que o caminho estivesse limpo para uma reconstrução colaborativa, em que todas as principais potências participariam, e que os esforços do Führer para assegurar a paz iriam, finalmente, encontrar sucesso. Mas o contrário foi verdade. Mal Chamberlain chegou em casa, quando ele clamou por rearmamento em uma escala considerável e fez planos para um novo e tremendo cerco da Alemanha. Agora a Inglaterra tomou da França a liderança deste novo cerco ao Reich, para mais do que compensar a perda da Checoslováquia. Ela abriu negociações com a Rússia, e concluiu tratados de garantia com a Polônia, Romênia, Grécia e Turquia. Estes foram sinais de alarme da maior urgência.

Justo quando Adolf Hitler estava ocupado com a tarefa de finalmente eliminar fontes de atrito com a Polônia. Para este propósito, ele fez uma proposta notavelmente generosa pela qual a puramente alemã Cidade Livre de Danzig retornaria ao Reich, e uma estreita passagem através do Corredor Polonês, que desde 1919 foi separada da parte nordeste da Alemanha a um ponto intolerável, seria conectada novamente com a área separada. Para este propósito, que, além disso, oferecia à Polônia a expectativa de um pacto de não agressão de 25 anos e outras vantagens, foi, todavia, rejeitado em Varsóvia, porque lá acreditaram, conscientes como as autoridades estavam de formar um dos principais membros da frente comum criada por Londres com a Alemanha, que qualquer concessão, ainda que pequena, poderia ser recusada. E aquilo não foi tudo. Com esta mesma atitude, a Polônia tomou uma postura agressiva, ameaçando Danzig, e preparada para tomar armas contra a Alemanha.

Assim, o momento foi próximo a um ataque contra a Alemanha pelos países que tinham se alinhado juntos para este propósito. Adolf Hitler, fazendo um extremo esforço final nos interesses de paz, salvou o que ele pôde. Em 23 de agosto, Ribbentrop sucedeu em chegar a um acordo com Moscou para um pacto de não agressão com a Rússia. Dois dias depois, o próprio Führer alemão fez uma notável e final oferta à Inglaterra, declarando-se pronto “para entrar em acordos com a Inglaterra que…não apenas, do lado alemão, salvaguardariam a existência do Império Britânico, venha o que vier, mas se necessário, garantiria a assistência alemã para o reino britânico, independentemente de onde tal assistência pudesse ser requerida. Ao mesmo tempo ele estava preparado para aceitar uma razoável limitação dos armamentos, de acordo com a nova situação política e que são economicamente sustentáveis. E finalmente ele assegurou uma vez mais que ele não tinha interesse nas questões no oeste, e que uma revisão das fronteiras no oeste estão fora de qualquer consideração”.

A resposta para isto foi um pacto de assistência mútua assinado no mesmo dia entre a Inglaterra e a Polônia, que fez o eclodir de uma guerra inevitável. Então, uma decisão foi feita em Varsóvia para mobilizar uma vez mais contra a Alemanha, e os poloneses começaram com violentos ataques não somente contra os alemães na Polônia, que por algum tempo, tinham sido as vítimas de assustadores massacres, mas contra o território do Reich alemão.

Mas mesmo depois de Inglaterra e França declararem guerra, como eles haviam pretendido, e a Alemanha ter vencido o perigo polonês no leste por uma gloriosa campanha sem um paralelo, mesmo então Adolf Hitler ergeu sua voz uma vez mais em nome da paz. Ele fez isto mesmo apesar que suas mãos estivessem agora livres para agir contra o inimigo no oeste. Ele também fez isto, mesmo que em Londres e Paris a luta tivesse sido proclamada contra ele pessoalmente, em ódio ilimitado, como uma cruzada. Neste momento ele possuía o supremo autocontrole para apresentar, em seu discurso de 6 de outubro de 1939, à opinião pública em todo o mundo, um novo plano para a pacificação da Europa. Este plano segue a seguir:

“De longe, a tarefa mais importante, em minha opinião, é a criação de não apenas uma crença em, mas também um sentimento pela segurança europeia.

1. Para isto é necessário que os objetivos da política externa de cada estado europeu sejam feitos perfeitamente claros. Tanto quanto a Alemanha está envolvida, o governo do Reich está pronto para dar uma ampla e exaustiva exposição dos objetivos de sua política externa. Ao fazê-lo, ele começa por afirmar, primeiro de tudo, que ele considera o Tratado de Versalhes como não mais válido – em outras palavras, que o governo do Reich alemão, e com ele a inteira nação alemã, não mais vêem causa ou razão para qualquer futura revisão do Tratado, à parte da demanda por possessões coloniais, justamente devidas ao Reich, envolvendo, em primeiro lugar, um retorno das colônias alemãs.

Esta demanda pelas colônias está baseada não somente sobre a reivindicação histórica da Alemanha por suas colônias, mas acima de tudo sobre seu direito elementar de uma parte dos recursos de matéria-prima do mundo. Esta demanda não toma a forma de um ultimato, nem é uma demanda que é apoiada pela força, mas ao contrário, uma demanda baseada em justiça política e princípios econômicos do senso comum.

2. A demanda por um verdadeiro reavivamento da vida econômica internacional unida com uma extensão de negócio e comércio pressupõe uma reorganização do sistema econômico internacional, em outras palavras, de produção nos estados individuais. A fim de facilitar a troca de bens assim produzidos, entretanto, um novo sistema de mercados deve ser fundado, e um acordo conclusivo das relações das moedas do mundo deve ser alcançado, assim que os obstáculos no caminho do comércio irrestrito possam ser removidos gradualmente.

3. A condição mais importante, entretanto, para um real reavivamento da vida econômica, dentro e fora da Europa, é o estabelecimento de uma paz incondicionalmente garantida, e de um senso de segurança na parte das várias nações. Esta segurança não apenas se tornará possível pela sanção final do estado [N.T.: no sentido de status] europeu, mas sobretudo, pela redução de armamentos à nível razoável e economicamente tolerável. Uma parte essencial deste necessário senso de segurança, entretanto, é uma definição clara da aplicação e uso legítimo de certos armamentos modernos que poderiam, a qualquer momento, atacar diretamente no coração de qualquer nação, que assim, cria um permanente senso de insegurança. Em meus discursos prévios no Reichstag, eu fiz propostas com esta finalidade em vista. Naquele tempo, elas foram rejeitadas – presumivelmente pela simples razão de que elas foram feitas por mim.

Eu acredito que um senso de segurança nacional não retornará à Europa até que acordos internacionais claros e obrigatórios providenciem uma compreensiva definição da extensão a qual o uso de certas armas é permitido ou proibido.

A convenção de Genebra uma vez sucedeu em proibir, ao menos em países civilizados, a matança de feridos, o maltrato de prisioneiros, guerra contra não combatentes, e assim em diante. Tal como foi possível gradualmente alcançar a observância universal desta proibição, um caminho deveria certamente ser encontrado para regular a guerra aérea, o uso de gás venenoso, de submarinos, e assim em diante, e igualmente claro, definir contrabando, assim a guerra perderá seu caráter terrível de um conflito travado contra mulheres e crianças e contra não combatentes em geral. O crescente horror de certos métodos da guerra moderna levará, de sua própria vontade, a sua abolição, e assim eles se tornarão obsoletos.

Na Guerra com a Polônia, eu tentei restringir a guerra aérea aos objetivos de importância militar, ou apenas a empregá-lo para lidar com resistência a um dado ponto. Mas certamente deve ser possível emular a Cruz Vermelha na elaboração de alguma regulação internacional válida universalmente. Apenas quando isto for alcançado é que a paz pode reinar, particularmente em nosso continente densamente populado, uma paz que, livre de suspeita e medo, proverá as condições para prosperidade econômica e real crescimento. Eu não acredito que há algum estadista responsável na Europa que, em seu coração, não deseje prosperidade para seu povo. Mas tal desejo somente pode ser realizado se todas as nações habitantes deste continente trabalhar juntas. Ajudar a chegar a esta colaboração deve ser o objetivo de todo mundo que está sinceramente lutando pelo futuro de seu povo.

Para alcançar este grande objetivo, as principais nações deste continente, um dia, terão que se unir a fim de preparar, aceitar e garantir um estatuto sobre uma base compreensiva que garantirá para elas um sentimento de segurança e calma – em suma, de paz.

Tal conferência possivelmente não poderia ser realizada sem a mais completa preparação, isto é, sem especificar claramente todos os pontos em questão. É igualmente impossível que tal conferência, que determinaria o destino deste continente por muitos anos vindouros, pudesse levar adiante suas deliberações enquanto canhões trovejam, ou quando exércitos mobilizados estão exercendo pressão sobre ela. Uma vez que, entretanto, esses problemas devem ser solucionados mais cedo ou mais tarde, certamente seria mais sensível enfrentar a solução antes que milhões de homens sejam desnecessariamente enviados para a morte, e bilhões de dólares em propriedades sejam destruídos.

A continuação do presente estado de coisas no ocidente é impensável. Cada dia logo demandará o aumento de sacrifícios. Talvez, o dia chegará quando a França começará a bombardear e demolir [a cidade de] Saarbrucken. A artilharia alemã tornará [a cidade francesa] Mulhouse em ruínas. França retaliará bombardeando Karlruhe, e a Alemanha a sua vez bombardeará Estrasburgo. Então a artilharia francesa atirará sobre Friburgo, e os alemães em Colmar ou Sélestat. Artilharia de longo alcance será montada, e dos dois lados destruição atingirá mais e mais profundamente, e o que não puder ser alcançado pela artilharia de longo alcance será destruído pelo ar. E, enquanto tudo isto será muito interessante para certos jornalistas internacionais, e muito lucrativo para fabricantes de aviões, armas e munições, e assim em diante, será apavorante para as vítimas. E esta batalha de destruição não estará confinada a terra. Não, ela alcançará longe sobre o mar. Hoje, não há mais ilhas.

E a riqueza nacional da Europa será destruída por projéteis, e o vigor de cada nação será exaurido sobre os campos de batalha. E um dia haverá novamente uma fronteira entre a Alemanha e a França, mas, ao invés de prósperas cidades haverá ruínas e cemitérios sem fim.”

O destino deste apelo foi o mesmo de todos os outros feitos por Adolf Hitler em nome da razão, nos interesses de uma verdadeira renascença da Europa. Seus inimigos não lhe prestaram atenção. Nesta ocasião, também, nenhuma resposta chegou deles. Eles aderem rigidamente à atitude que eles haviam tomado no início.

Em face desta série de fatos históricos há alguma necessidade de mais detalhes quanto à questão de por que eles fizeram isso? Eles criaram o sistema de Versalhes, e quando ele ameaçou colapsar eles quiseram guerra, a fim de segui-lo com um Versalhes ainda pior.

As censuras que hoje eles fazem contra Adolf Hitler e a Alemanha, recua a um e a todos que as fizeram, e caracteriza suas ações.

Eles são perturbadores da paz. Eles são aqueles que contemplam a opressão forçada de outros povos, e que procuram mergulhar a Europa na devastação e desastre. Se não fosse assim, eles teriam tomado há muito tempo a mão que estava estendida a eles, ou, ao menos, eles teriam feito um gesto de honesto desejo em cooperar para construir uma nova ordem, e assim poupar as nações de um excesso de “sangue, lágrimas e suor”.

A história mundial é o tribunal do mundo; e neste caso, como sempre, quando ele chegar à sua decisão, ele pronunciará um justo veredito.

Fonte: Inacreditável

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