domingo, 29 de novembro de 2015

O Livro Verde - Muammar al-Gaddafi


Escrito pelo então líder líbio Muammar al-Gaddafi, publicado originalmente em 1975. A obra descreve sua visão sobre a democracia e sua filosofia política.


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Direita Política e Terceira Posição (aos desavisados)


Por André Marques

Quando paramos para pensar no "porque", se, visto o tamanho do território brasileiro, sentimos falta, já a muito tempo, de uma verdadeira dissidência político-ideológica com real peso de massa que faça frente às mazelas mais críticas das nossas vidas. Não creio eu, que se trate do (ou somente do) fato de que nosso país não possua um povo que provenha de uma única raiz étnico-racial ou étnico-geográfica, ou que o tamanho de nossas terras seja resultado apenas de um imperialismo real hoje já morto e esquecido, ou que nossa união nacional sempre fora tão artificial quanto pálidos, os motivos de sua solidificação. Claro, que são termos obrigatórios que devem ser buscados quando se fala de qualquer levante ou estratégia ideológica e social autônoma que inclua o Brasil, porém, dentre nós, já faz muito tempo disseminado, um leque atrativo de pensamentos e ideias que ganham terreno cada vez mais entre nossos jovens, levando muitos a buscas de compreensão do que seria de fato a dissidência política ideológica. Mas nesse caminho, muitos são arrastados de volta ao mesmo ponto de partida que sempre nos prendeu.

É muito comum encontrarmos entre as fileiras de homens e mulheres de nosso país que ousam levantar a bandeira de um despertar político-ideológico dissidente nacional, muitos disparates com relação à separação de certas doutrinas ideológicas de posicionamento estratégico. Muito comum que essas pessoas se percam sobre a pressão da “maquina do engano mundial” que são as nossas atuais acessibilidades a notícias rápidas e prática, entre termos como “conservadorismos” e “Direita Política” para fazer frente às “doutrinas marxistas” e “sionistas” disseminadas e diluídas pela mente de outros jovens e adultos do país e de fora. Ou mesmo se mostram defensores ferrenhos da “privatização”, do “American way of life” e de ideias mirabolantes como um governo militar pró-estadunidense, como o já tivemos durante décadas atrás, e aqui estamos depois deles. Mesmo assim, abrem à boca vociferando inconsequentemente, o apoio a terceira via política, as doutrinas Fascistas e Nacional-Socialistas de outrora.

Bem, para os povos da America latina em geral, é importante saber que esse suposto “poder neoconservador” e a atraente disseminação de uma “direita política nacional” o foi e ainda é extremamente nociva e só nos levará a retroceder mais uma vez.



É de suma importância relembrar e encaixar bem dois parâmetros, um ideológico, outro, geopolítico. O primeiro é de que a ideia de direita política/conservadorismo sempre esteve oposta totalmente a Terceira Via como ideologia e suas vertentes. Foram e são os seus maiores inimigos.

ideia de “Direita”, está alienada diretamente ao “pensamento conservador”, mas esse pensamento não está associado exclusivamente a conservar algo tradicional (governo, organização social e cultural), ou seja, o costume implantado por alguém ou algo ao longo da história benéfico ou valido para o coletivo de um povo ou nação. Sua ideia original é preservar ou refinar o modo como aqueles que, são donos do establishment, governam e conduz a massa, indiferente dos danos. Essa ideia surge na Revolução Francesa de 1789, onde a bancada da direita do Assembléia Geral era a da nobreza, que queria conservar o governo monárquico absoluto, o mesmo que levara o país a bancarrota e ao extremo da corrupção, preservando o antigo regime. Indiferente do fato de que a França da época, agarrando em mãos judaico-maçônicas através dos revolucionários que se sentavam a esquerda (sinônimo de quem faz “oposição”), no antigo regime, não havia voz do povo, dos comuns, e a massa passava fome. É assim hoje como o capitalismo moderno (ou anarco-capitalismo) e as doutrinas "socialistas" vermelhas. Por isso a Terceira Via não está vinculada a nenhum desses lados. E muito menos as mesmas se vinculam a Terceira Via.

A "moda" dos agentes da desinformação no Brasil de hoje, como Olavo de Carvalho, Constantino e tantos outros é "rotular" o Fascismo, o Nacional-Socialismo e até mesmo os nacionalismos ascendentes de terceira posição no século XX estão no mesmo patamar do "comunismo". Diferente da esquerda, a direita política internacional a supera por ser mais versátil, não constituir códigos ou doutrinas de honra, apoiando movimentos violentos e massacrantes dos próprios comuns que propositalmente levantam as bandeiras da Terceira Via.

Historicamente, a ideia de “direita conservadora” e o “bem estar interno” norte-americano em relação a sua organização social, financeira e cultural se comparado com outros países da América está relacionado ao fato que esse mesmo sentimento positivo interno só é possível devido ao fato de esses mesmos governos (donos da situação, establishment) manterem a desordem e os caus interno entre seus vassalos direitos e indiretos.

A Terceira Via emergiu disso. Nem do lado “direito” tão pouco “esquerdo”. Entendi-se nesse caminho alternativo que ambos são tentáculos da mesma fera marinha, que agora habitando entre as águas do Atlântico aponta-os para as nações e seus governos conformistas e entreguistas...ou não. A autonomia dos povos, a preservação de seus próprios modos, o amadurecimento e evolução pelo seu próprio endurecimento e justiça a coexistência entre nós, sem interesses terceiros é o que almejamos. Real autonomia! Direito de viver sem ser escravo, trabalhar para si. Isso já puxa o segundo motivo, o geopolítico...

Não é possível para nós sul-americanos ou qualquer outro, termos qualquer tipo de esperança de autonomia política, cultural, financeira e social se nos basearmos em um estilo de vida (organização política) estadunidense ou “atlantista” (OTAN, ONU), pois eles mesmos são o retrato dessa total perda, de um alinhamento podre em nome de uma elite global que só esta aqui com um único fim de espoliar os povos, onde a América inteira se tornou seu “quintal”. Nem tão pouco podemos confiar em seus filhos político como os regimes militares entreguistas do século XX, pois isso significa deliberadamente curvamo-nos diante dos senhores globais sem nação ou povo, para trucidar nossos valores, seja você de qual etnia ou raça for. Lembre-se que o Sionismo internacional e as forças da globalização e do multiculturalismo foram as que os tornou viáveis e essas formas de organização não respeitam o tradicionalismo nos povos, se não só a seus mestres. Sendo assim, se mesmo após isso, você defende ideias da direita política conservadora e seus filhos, você jamais poderá dizer-se um “dissidente”, um rebelde, nem tão pouco entenderá nossa causa, muito menos poderá erguer sua mão direita e falar em nosso nome, pois não defende a mudança, defende a situação como ela é. 

Sendo assim só lhe restará dois caminhos....um deles você seguirá, nunca os dois.


Saudação do guerreiro Inca


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domingo, 22 de novembro de 2015

Fronteiras Abertas: O suicídio coletivo da Europa

A situação piora a cada dia, sob conivência de governantes corruptos e da mídia amestrada e submissa, todos eles a serviço do grande inimigo da humanidade.

De nada adianta apenas apontar o dedo para esta grande massa de miseráveis, instrumentalizados por aqueles que realmente querem o genocídio dos povos europeus.


E-BOOK: Os Magnátas do Tráfico Negreiro

Autor: José Gonçalves Salvador

O domínio do tráfico de escravos estava com os Cristãos - Novos (Judeus ibéricos). É importante reforçar, como diz o autor, que as leis estabelecida por regimentos da Fazenda Real e as provisões oficiais, todas estas medidas eram respeitadas de acordo com as necessidades de "peças" em determinadas regiões, junto da expectativa de lucratividade dos mercadores. Os escravos que abasteciam o Brasil eram controlados de acordo com a necessidade, com a demanda. 

De maneira sucinta, a "delicada" condição do transporte de escravos no "auge" do tráfico negreiro realizado principalmente pelos portugueses nos séculos XVI e XVII. Para tanto, contaremos com uma extraordinária participação de José Gonçalves Salvador, um estudioso dedicado ao assunto. Sua obra "Os Magnatas do Tráfico Negreiro" nos fornece a base para elaboração deste humilde trabalho.

De acordo com o autor, no início do transporte de escravos para o Novo Mundo, eram utilizadas vários tipos de embarcações, desde charruas à caravelas, com arqueações também variáveis de 100 à 1000 toneladas. Entretanto, com o passar do tempo, o tráfico foi empregado embarcações mais específicas. Passando de naus de apenas uma cobertura (neste caso os escravos eram transportados nos porões dos navios), para naus de 3 coberturas permitindo uma distribuição dos escravos por categoria (homens, adultos, crianças, mulheres e grávidas). Isto ocorreu a partir do século XVII, como podemos ver o relato:

Coordenação: Osmar Pimentel
São Paulo:Biblioteca Pioneira de Estudos Brasileiros/EDUSP, 1981
co-edição com INL/MEC.
CDD: 380.144-301.4519240469-981.021



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terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Divisão Azul, os espanhóis e portugueses do Exército Alemão


A 250. Einheit spanischer Freiwilliger da Wehrmacht, mais conhecida como a "Divisão Azul" (Blaue Division, para o exército alemão), foi uma unidade de voluntários espanhóis e portugueses que serviu a partir de 1941 (e oficialmente até 1943) no lado alemão durante a Segunda Guerra Mundial, principalmente na frente oriental contra a União Soviética.

Ainda que a Espanha não tenha aderido oficialmente à II Guerra Mundial do lado da Alemanha o general Francisco Franco permitiu que voluntários se incorporassem ao exército alemão. Deste modo, podia manter a neutralidade espanhola enquanto, simultaneamente, recompensava Hitler por sua ajuda durante a Guerra Civil Espanhola. O Ministro de Assuntos Exteriores da época, Ramón Serrano Súñer, sugeriu a criação de um corpo voluntário, no princípio da Operação Barbarossa, e Franco enviou uma oferta oficial da ajuda a Berlim. Hitler aprovou o uso de voluntários espanhóis em 24 de junho de 1941. Os voluntários se apresentaram nos locais de alistamento de todas as áreas metropolitanas da Espanha. Os cadetes da Escola de Oficiais de Zaragoza se ofereceram voluntariamente em grande número.

Brasão Oficial da Divisão Azul
Inicialmente, o governo espanhol se preparou para enviar cerca de 4.000 homens, mas mudou de ideia ao descobrir que havia voluntários suficientes para formar uma divisão completa (18.104 homens, dos quais 2.200 eram oficiais e o resto soldados). Segundo estimativas do embaixador alemão, era possível formar 40 divisões nesta convocação. Cinquenta por cento dos oficiais e soldados eram militares de carreira, muitos deles falangistas veteranos da Guerra Civil e estudantes das distintas universidades. O general Agustín Muñoz Grandes foi o designado para conduzir os voluntários, contudo, posteriormente foi Emilio Esteban Infantes quem o substituiu.

Como os soldados não podiam utilizar o uniforme do exército espanhol, adotaram um uniforme simbólico que abrangia as boinas vermelhas dos carlistas, as calças de cor caqui usadas na Legião e as camisas azuis dos falangistas, por causa disso começou-se a chamar Divisão Azul. Este uniforme peculiar era utilizado unicamente durante o trabalho na Espanha; no campo de batalha, os soldados usaram o uniforme cinza da Wehrmacht, ligeiramente modificado para mostrar na parte superior da manga direita a palavra "España" e as cores nacionais espanholas.

Em 13 de julho de 1941 saiu de Madrid para Grafenwöhr (Baviera) o primeiro trem de voluntários para passar cinco semanas de instrução. O corpo formado por estes voluntários ganhou a denominação de "250. Einheit spanischer Freiwilliger" Divisão de Infantaria do exército alemão, e foi dividido inicialmente em quatro regimentos de infantaria. Para se adequar à organização padrão do exército alemão, um dos regimentos foi eliminado, e seus efetivos se reintegraram nos três restantes.

 Despedida de voluntários da Divisão Azul na estação del Norte em Madrid em 1941 - Martín Santos Yubero/ Archivo Regional de la Comunidad de Madrid

Voluntários falangistas, 1941

Os regimentos tomaram o nome das três cidades espanholas de onde procedia a maioria dos voluntários: Barcelona, Valência e Sevilha. Cada regimento tinha três batalhões, formados por quatro companhias cada um, assim como um regimento de artilharia dotado de três baterias de 150 mm e de uma bateria pesada de reforço.

Os aviadores voluntários formaram a Esquadrilha Azul, a qual, a bordo de aviões Bf 109s e FW 190s, foi creditada com 156 derrubadas de aviões soviéticos.

Em 20 de agosto, após fazer o juramento (que foi modificado especialmente para mencionar a luta contra o comunismo), a Divisão Azul foi enviada à frente russa. Foi transportada por trem a Suwalki, Polônia, de onde tiveram de continuar a pé. Depois de avançar até Smolensk, se dispersou no assédio de Leninegrado, onde passou a formar parte do XVI Exército alemão.

(Na foto lado, vemos voluntários da Divisão Azul com a bandeira representativa e seu escudo, condecorações e uniforme de campanha)

COMBATES E RESISTÊNCIAS

A Divisão Azul sofreu fortes perdas na batalha em Leninegrado, devido tanto ao combate quanto à ação do frio. A partir de maio de 1942 começaram a chegar da Espanha mais efetivos para cobrir as baixas e substituir os combatentes feridos. Até 46.000 voluntários serviram na frente do Leste, dos quais cerca de 24.000 eram recrutas. Muitos deles foram condecorados pela ação e valor tanto pelo exército espanhol quanto pelo alemão.

Depois da queda da frente em Stalingrado, a situação mudou e mais tropas alemãs foram deslocadas em substituição das espanholas. Isto coincidiu com a mudança no comando da divisão, que foi designada ao general Emilio Esteban Infantes. Eventualmente os aliados começaram a exercer pressão sobre Franco para que retirasse as tropas voluntárias. As negociações iniciadas por ele, no fim de 1943, foram concluídas com uma ordem de repatriação gradual em 10 de outubro.

O número de perdas da Divisão Azul se elevou a 4.954 mortos e 8.700 feridos. Além disso, as forças russas fizeram 372 prisioneiros dessa divisão, da Legião Azul ou dos voluntários da SS 101, conhecidos como a Spanische Freiwilligen Kompanie. Desses, 286 foram mantidos em cativeiro até 1954, quando voltaram para a Espanha no navio Semíramis, fretada pela Cruz Vermelha (em 2 de abril de 1954).

Alguns soldados espanhóis se rejeitaram a voltar (entre 1.500 e 3.000 homens). Houve também voluntários espanhóis em outras unidades alemãs, principalmente nas Waffen-SS, e outros voluntários atravessaram a fronteira espanhola furtivamente por Lourdes, no sul da França. As novas unidades foram chamadas coletivamente para a Legião Azul. Os espanhóis continuavam sendo inicialmente parte da 121 Divisão de Infantaria, mas ainda assim se ordenou a repatriação desta unidade em março de 1944, sendo transportada de novo para a Espanha no dia 21.

Infantaria marchando na Frente Russa
O restante dos voluntários foram reagrupados em outras unidades alemãs, como a 3ª Divisão de Montanha e a 357 Divisão de Infantaria. Outra unidade foi enviada à Letônia. Duas companhias se unificaram com o regimento dos Brandemburgueses e a 121 Divisão alemã na Iugoslávia para lutar contra os partisanos de Tito. Cinquenta espanhóis entraram nos Pirenéus para combater a resistência francesa. A 101 companhia Spanische Freiwilligen Kompanie der SS 101, de 140 homens, composta por quatro pelotões de fuzileiros e um pelotão de oficiais, foi unida à 28ª Divisão de Voluntários Granadeiros Valões da SS, lutando em Pomerânia contra o exército soviético.

Mais adiante, como parte da 11 Divisão voluntária Nordland dos SS Panzergrenadier e sob o comando do SS-Haupsturmführer Miguel Ezquerra, lutaram os últimos dias da guerra contra tropas soviéticas na batalha de Berlim. A contribuição militar da Divisão Azul foi extraordinária em comparação com sua força, como pode testemunhar a quantidade de medalhas e condecorações recebidas.

BAIXAS E CONDECORAÇÕES

Soldado fazendo túmulo de camarada da Divisão Azul

No total, cerca de 47.000 soldados serviram na Divisão Azul na Rússia. Entre 4.500 e 5.000 deles foram mortos, e mais de 8.000 ficaram feridos. 321 foram feitos prisioneiros de guerra pelo exército soviético. Somente alguns poucos conseguiram sobreviver aos longos anos de privações e trabalhos forçados durante o cativeiro. Enquanto a maior parte dos soldados alemães, italianos, romenos e de outras nacionalidades foram postos em liberdade após cinco anos nos campos de internação; os prisioneiros espanhóis da Divisão Azul tiveram de esperar até 12 anos. Os poucos que sobreviveram ao tratamento sub-humano que lhes era dispensado, foram repatriados em 1954, chegando ao porto de Barcelona em 2 de abril de 1954 no agora célebre barco Semíramis. Ao total das honrarias concedidas aos soldados e aos oficiais da Divisão Azul foram:

2 Cruzes de Cavaleiro (uma com Folhas de Carvalho)
2 Cruzes de ouro
138 Cruzes de Ferro de Primeira Classe
2.359 Cruzes de Ferro de Segunda Classe

Portugueses na Divisão Azul

Portuguese voluntários na Wallonien waffen SS (SS-Sturmbrigade Wallonien)

Escreveu-se, ou tentou-se, sobre o tema da Divisão Azul em mais de 300 Livros, muitos deles publicados no estrangeiro, centenas de artigos à memória de ex-divisionários, portanto através destes depoimentos todos, em nenhum é mencionada a participação de portugueses voluntários na Divisão Azul. Pelas contribuições encontradas, eram antigos combatentes, voluntários, da Espanha nacional que participaram na cruzada de 1936-1939, eram combatentes ativos anti-bolcheviques que não quiseram perder a retribuição da visita feita a Espanha pela Rússia Soviética, querendo assim acompanhar os seus camaradas espanhóis na luta contra um inimigo comum.

Foto da qual se poder no cortejo fúnebre militar, um caixão com o Estandarte português ladeado por soldados alemães

Em ambos os casos provinham da Legião estrangeira Espanhola, a contribuição que nos deu a conhecer estes factos, sob o ponto de vista, ainda fresco, deve-se a declarações proferidas numa entrevista, executadas no mesmo ano, 1942, a João Rodrigues Júnior, um voluntário Português. Esta entrevista foi executado pela revista Portuguesa AESFERA, a 23 de Agosto de 1942 (esta revista, apesar de Portugal ser um país de influencia anglófila, a citada publicação tinha um carácter totalmente pró Nacional-Socialista, editada periodicamente, com reportagens muito boas, sobre a Guerra mundial e com secções, muito culturais, sobre os diferentes países do Eixo, entre eles a Espanha. O seu ultimo número, dava os pesamos, ao povo alemão pela morte do Führer, Adolf Hitler, e encerrou a 8 de Maio de 1945, após o comité Aliado proceder ao apreendimento de bens de pessoas e empresas ligadas ao Eixo), na entrevista citada, que se transcreve a seguir, cita a existência de outros voluntários Portugueses que caíram nas garras Russas.

Regresso a Frente de Leningrado:

Um legionário Português do Terceiro Reich que esteve na Divisão Azul:

Este rapaz, moreno e frágil, de 26 anos, que temos aqui connosco, tem muito que nos dizer.

Chama-se João Rodrigues Júnior e nasceu em Mafra. É pintor da construção civil, depois de ter cumprido o serviço militar, partiu para Espanha, onde havia começado a guerra Civil, e se ofereceu, para a Legião Estrangeira, no ano de 1936. Depois de se ter alistado, partiu para Melillla, para receber instrução de Legionário e foi incorporado, combateu na terrível luta de Teruel, com temperaturas muito abaixo de zero, e também na batalha do Ebro e Catalunha. Foi ferido várias vezes e uma delas deixou-o cego durante algum tempo.

O seu contrato com a Legião foi por cinco anos e estava a terminar. Podia renova-lo ou sair, mas…

- Foi então que começou a guerra contra Rússia. E eu, devido aos anos de guerra na Espanha, sabia o que eram os bolcheviques e os seus ideais sobre a pátria, e decidi continuar a minha vida de legionário, lutando contra eles. Quando em Espanha abriram as inscrições para a campanha na Rússia, ofereci-me.

Na Divisão Azul havia mais legionários Portugueses?

- Sim, uns quinze. Julgo que fui o único que sobreviveu.

Na divisão houve muitas baixas?

- Umas sei mil, mas a verdade é que a maioria foi devido ao frio. Imagine o que é lutar com 35,5 graus abaixo de zero!

João Rodrigues, explique-nos a sua vida em Berlim. Vê-se que pertenceu à divisão Espanhola, que na cruzada contra a Rússia comunista tinha o número 250, e também teve, ferido, num hospital de campanha, Alemão.

- Quando a Divisão Azul atravessava a França, o comboio foi atacado por muitos aviões ingleses que não nos acertaram. E quando passamos na parte Francesa não ocupada, um grande grupo, incluindo algumas mulheres, insultou-nos e tentou roubar o comboio. Depois de chegarmos à Alemanha, fomos para a frente de Leninegrado, onde estivemos quase um ano sob o comando de um grande militar: o Major Ramirez de Cartagena. Combatíamos sem parar e com alguma violência. Mas o nosso pior inimigo era o frio - tanto era que algumas vezes tínhamos que lutar só com uma camisa, debaixo de temperaturas inimagináveis, os casacos que nos haviam dado pareciam pedras.

O que pensa da organização da campanha na Rússia, no que toca a cuidados com os combatentes?

- Sobre isso, como em tudo o resto, eu que estive na guerra de Espanha posso dizer que era fantástica. Os alemães organizavam tudo de forma admirável, comida, munições, transportes, assistência a feridos, etc.

E os Russos?

- Os seus ataques eram constantes e muito violentos. Mas "aquilo" é totalmente diferente do que se passa no nosso lado. Atacam sempre muitos, muitas vezes com mulheres, velhos e crianças muito pequenas, e também morreram muitos, porque não utilizavam a nossa táctica de caminhar com alguma distância uns dos outros, em grupos pequenos. Aqueles que nós vimos, não eram bons militares, pois não tinham preparação nem organização militar. Posso dizer que independentemente de muitos que passaram para o nosso lado, muitas divisões Russas foram feitas prisioneiras por grupos nossos muito mais pequenos, como aconteceu no sector do rio Volchov, onde a desproporção entre vencedores e vencidos foi impressionante.



E que ideia lhe deixaram os russos?

- Horrível. Roupas más, fome, sujos. As mulheres, na sua maioria eram miseráveis. Sem qualquer charme, sem sapatos, muitas usavam "serapilheira" atada aos pés!...

Bom exemplo dos resultados de um estado comunista!

- É verdade. O que era bom seria que fossem lá comprová-lo, os que querem saber o que é o comunismo.

Este português também teria de abandonar o combate quando uma úlcera obrigou à sua evacuação para Espanha. Tratado e recuperado voltou a alistar-se na Divisão Azul. Fez novo treino na Alemanha, mas não voltaria à frente russa. Adoece de novo e é considerado"inútil para o combate". Em Agosto de 1943 está de volta a Espanha. Ainda segundo o investigador Ricardo Silva (investigador da Universidade Nova de Lisboa) Rodrigues Júnior faleceu em Janeiro de 1956.

Em Junho de 1992 a revista do jornal “O Independente” trazia uma reportagem/entrevista com Jaime Graça, então com 79 anos, que também vestira as fardas do “ Tércio” e da Divisão. 

Segundo relatava teria sido recrutado no Rossio, quando foi abordado para “ir trabalhar para Espanha”. Só tarde demais terá percebido que estava a engrossar as fileiras do Generalíssimo Franco. No país vizinho passou pelos campos de batalha de Toledo, Madrid e Ebro entre outros. 

Foi ferido por duas vezes. Terminada a guerra civil, foi enviado para o Norte de África onde não ficaria muito tempo. Segundo conta depois de ter sido "enganado" no Rossio, foi obrigado a integrar a Divisão Azul que Franco mandou constituir em 1941. Um sargento tê-lo-à designado como "voluntário". 

Queixa-se da comida, do frio e da guerra ao longo do tempo em que percorreu a Estônia, a Letônia, a Lituânia e a Ucrânia. Terminou a sua viagem às portas de Leninegrado onde volta a ser ferido, agora numa perna. Mais tarde adoeceu com um problema nos olhos que vai dar-lhe um bilhete para casa.

Graça também realça a organização germânica em todas as áreas enquanto os soldados russos que viu eram uns “coitaditos”. Já as mulheres de todos os países por onde passou merecem-lhe os maiores elogios…Os 40 graus abaixo de zero fizeram os seus estragos e o problema dos olhos agravou-se, levando a que fosse dispensado.

Em Espanha e levanta alguns milhares de pesetas -cerca de 200 mil, assegura - que tinham sido depositados na sua conta como soldo. 

A revista "VISÃO HISTÓRIA", no seu nº 21, conta a odisseia de 33 Portugueses que, durante a 2ªGM foram combater integrados na Divisão Azul, na cruzada contra o bolchevismo Ricardo Silva relembra estes portugueses caídos no anonimato, até pelo regime do Estado Novo.

Estoura ainda em Espanha a sua pequena fortuna “na batota, nas mulheres, no vinho”. Regressa a Portugal quase como partiu, pregando um susto dos grandes à mãe:

“Eu tinha perdido, há algumas semanas, a chapa que os militares utilizam no pulso (…), e alguém a enviou para a Embaixada espanhola, aqui na rua do Salitre. A minha mãe foi lá saber de mim e disseram-lhe que eu já tinha morrido. Mostraram-lhe a chapa e tudo. Depois quando eu apareci à frente dela, coitada, deu-lhe um chilique. Caiu no chã. Andava de luto e tudo”.

Nos últimos anos da sua vida lutava pela obtenção de um pensão junto dos governos de Espanha e da Alemanha, aparentemente sem grande sucesso.

Fonte: Causa NacionalLetras Despidas e Wikipédia - Divisão Azul

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domingo, 15 de novembro de 2015

Alemã de 87 anos é presa por negar o Holocausto


O poder do sionismo agindo com plena força...

Um tribunal alemão sentenciou uma octogenária a 10 meses de prisão por ter declarado que o Holocausto era "a maior mentira" da história, informou a imprensa alemã nesta sexta-feira (13).

Ursula Haverbeck, de 87 anos, declarou em abril, durante o julgamento do ex-contador do campo de extermínio de Auschwitz Oskar Gröning que o genocídio dos judeus foi "a maior mentira e a mais duradoura" na história do mundo.

O tribunal de Hamburgo (norte) condenou na quinta-feira a ré por "incitar o ódio", após uma audiência na qual reafirmou suas palavras e acusou a justiça de condenar aqueles que questionam o Holocausto, "perpetuando uma mentira".

Haverbeck, que anunciou que vai apelar da decisão, também argumenta que o campo de Auschwitz, símbolo do genocídio perpetrado pelos nazistas, nunca foi um campo de extermínio.

A idosa, apresentada pelo jornal Tageszeitung como a "grande dama dos negacionistas alemães", já havia sido condenada em várias ocasiões por fazer declarações semelhantes.

No entanto, é a primeira vez que ela recebe uma sentença de prisão.

Em seu site, Haverbeck se apresenta como "uma representante do revisionismo histórico" e se orgulha de ser uma "lutadora destemida a favor da verdade".

Ela é viúva de Werner Georg Haverbeck, um militante "da extrema-direita", que morreu em 1999. Juntos, eles fundaram em 1963 o Collegium Humanum em Vlotho (centro da Alemanha), uma instituição educacional considerada um ninho de "negacionista", que foi fechada em 2008.

A mídia mainstream determina aqueles que usam do seu direito para questionar a história como "negacionistas", um termo que assim como "extrema-direita", age automaticamente contra aquele que recebe o titulo pela negativa da rotulação.

Não há palavras para descrever como uma mulher de quase 90 anos é posta na cadeia dessa forma. Se ela tivesse cometido assassinato, roubo ou fraude, as pessoas alienadas ou adormecidas seriam tão cruéis? Mas ela fez algo pior, usou de sua opinião para discordar de um suposto "evento histórico", não importa como apareça nos jornais, o fato será sempre esse....e  Ursula está correta, foi presa por dar uma opinião. Assim como Host Mahler e Germar Rudolf, Silvia Stolz e tantos outros no mesmo país. -NT

Fonte: G1 - Mundo

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A noite dos Cristais


Um dos episódios "mais" negros do período em que o Nacional-Socialismo governou a Alemanha. Fruto da propaganda de atrocidades e ódio de ambos os lados, uma reação espontânea da população, diante do assassinato de um diplomata alemão por um judeu, levou a um pogrom em diversas localidades do Reich para desespero do governo.

O pavio aguarda sereno

Dentre as diversas atrocidades e injustiças colocadas sobre os ombros da Alemanha pelos vencedores da Guerra Mundial (1914-1945), destaca-se a famigerada Noite dos Cristais. Não é raro lermos que este episódio teria marcado o início do polêmico Holocausto judeu.

A assim chamada Noite dos Cristais do Reich (Reichskristallnacht) – referindo-se à noite de 9 para 10 de novembro de 1938, também denominada Noite do Pogrom do Reich ou Pogrom de Novembro (Reichspogromnacht ou Novemberpogrome) – foram atentados contra a vida, propriedades e instalações dos judeus por todo o Reich alemão.

Esta perseguição foi notória e se consagrou posteriormente como Noite dos Cristais, denominação esta mantida após a guerra. De acordo com a reeducação imposta ao povo alemão, a República Federal da Alemanha (RFA) tenta em vão consolidar uma versão politicamente correta. Desta tentativa aparece em alguns textos o termo “Noite do Pogrom”.

Na historiografia usual, o governo do Reich é incriminado por ter ordenado um pogrom. [1] Na realidade, o pogrom aconteceu partindo do seio da população alemã como reação a mais um assassinato de alemães, desta vez do diplomata Ernst Eduard vom Rath, pelo judeu Herschel Grynszpan.


A esquerda: O assassino Herschel Grynszpan Feibel (alemão: Hermann Grünspan 1921 - 1960). A direita: a vítima Ernst vom Rath (1909 - 1938), embaixador em Paris

Naturalmente não se pode aprovar aquela onda de violência generalizada contra seres humanos dentro de um Estado de Direito, mesmo quando o Talmud descreva os não-judeus não como pessoas, mas sim como gado, pois está escrito:

“Porém, vocês são minhas ovelhas, as ovelhas de meu rebanho, seres humanos vocês são, vocês se chamam seres humanos, mas não são seres humanos os povos do mundo (não-judeus), mas sim gado”. (Baba mezia 114b) [2]

Uma análise crítica e pormenorizada daquela época revela a existência de indícios mais do que suficientes que apontam para a improbabilidade do governo Nacional-Socialista ter desejado executar tais ataques. Poderemos citar os seguintes pontos:

1 - nesta altura dos acontecimentos, muitos judeus já tinham emigrado da Alemanha

2 - o país estava em franca expansão econômica, o desemprego diminuindo, as exportações aumentando

3 - aprovação das Leis de Nuremberg, as quais já haviam sido assimiladas pela população

4 - anexação pacífica, espontânea e festejada da Áustria

5 - Hitler havia acabado de angariar sua mais importante conquista diplomática, a anexação dos Sudetos

6 - Indicação de Hitler para receber o Prêmio Nobel da Paz pelas conversações sobre a paz na Europa que manteve com o britânico Chamberlain

Portanto, qual interesse teria o governo Nacional-Socialista em promover tamanha barbárie contra os judeus? Ela somente iria justificar e endossar as inúmeras inverdades e mentiras oriundas da propaganda de guerra da plutocracia anglo-americana. Teriam muito a perder junto aos países que importavam os produtos alemães e criariam dificuldades e desonra às colônias de alemães mundo afora.

O Estado-Maior de Hitler emitiu um comunicado “a todos os chefes provinciais para imediata execução”: “Como ordem explícita da mais alta instância, não se deve atear fogo nas lojas de judeus, ou atos semelhantes, sob hipótese alguma.” [3]

O ajudante de Goebbels, Friedrich Christian Prinz zu Schaumburg-Lippe, relatou a conversa entre Joseph Goebbels e o chefe de polícia Graf Helldorf: [4]

“Tudo isso é uma grande desordem. Não é assim que podemos resolver o problema judeu. Não desta forma. Assim nós fabricamos mártires. E então? Nós nos ridicularizamos diante de todo o mundo, Helldorf… E eu? Eu tenho que pagar o pato, tenho que arrumar tudo com a propaganda. Algo impossível. Nós perdemos a credibilidade quando fazemos essas coisas, você entende?… Me puxaram o tapete. Me ridicularizaram. Nós não poderíamos ter preparado um terreno melhor para a propaganda inimiga. Nosso pessoal matou uma dúzia de judeus, mas por essa dúzia talvez nós pagaremos com um milhão de soldados alemães!”

Reação espontânea da população alemã

Boicote mundial judaico promovido pelos judeus anglo-saxões em 1933
Por outro lado, para entender a reação da população – não justificá-la! – devemos ter sempre em mente que o movimento de Hitler representava a última esperança depois de uma guerra perdida, a qual não foi iniciada pela Alemanha, mas que gerou desgraça e miséria para milhões de alemães. O Nacional-Socialismo era a luz divina diante da decadência, corrupção e bancarrota econômica da República de Weimar. E logo que o regime de Hitler assumiu o controle, aconteceu esta estúpida declaração judaica de guerra econômica contra a Alemanha, quando a liderança judaica mundial conclamava o boicote dos produtos alemães.

Como reação ao boicote imposto, o governo Nacional-Socialista conclamou por sua vez o boicote contra os produtos e serviços dos judeus que ainda moravam e trabalhavam dentro do território do Reich. Esta ação surtiu pronto efeito, a liderança judaica no estrangeiro cedeu e as atividades comerciais puderam ser restabelecidas ao longo dos meses seguintes. O artigo Boicote econômico – ontem e hoje mostra em detalhes este episódio.




Durante o boicote anti-judeu, em reparação ao boicote internacional judaico, homens da SA carregavam faixas onde se lia: "Alemães! Defendam-se! Não comprem dos judeus!" Berlim, Alemanha, março ou abril de 1938.

Em 1935, a situação piorou para a minoria judaica diante da aprovação das leis de proteção ao sangue de Nuremberg, que proibiam casamento entre arianos e judeus. Para um país de 60-70 milhões de habitantes, em sua maioria da mesma raça, essa lei surtia pouco efeito, para não dizer efeito algum. Mas ajudou a acirrar os ânimos contra o partido NSDAP. Tanto que a quatro de fevereiro de 1936, o judeu nascido na Iugoslávia e crescido em Frankfurt, David Frankfurter, assassinou o chefe do partido NSDAP na Suíça, Wilhelm Gustloff. Ele foi condenado a 18 anos de prisão, libertado em 1945, emigrou então para Israel e viveu desde então da indenização alemã. Provavelmente ele tinha alguém por detrás que lhe passara a ordem para executar o serviço, a fins de provocação.

A esquerda: o judeu de Tel Aviv David Frankfurter (1909 - 1982) e a direita: Wilhelm Gustloff, líder do NSDAP suíço.

A sete de novembro de 1938, um jovem de 17 anos foi morar em Paris com seu tio. Herschel Grynszpan, cujos pais vieram para a Alemanha como “judeus poloneses”, sendo deportados ao final de 1938, foi até a embaixada alemã em Paris e atirou no secretário Ernst vom Rath. Este foi ferido gravemente e veio a falecer no hospital na tarde do dia 9 de novembro de 1938. Grynszpan foi preso pela polícia francesa. As investigações se prolongaram até a campanha da França em 1940 e ele foi entregue à Alemanha após a vitória da Wehrmacht.

Um processo foi preparado, porém, nunca aconteceu. Há versões que apontam que Grynszpan tenha retornado a Paris ao final de 1945. Sua família conseguiu com ajuda da American Join Distribution Committee se mudar para a Palestina.

Em ambos atentados, no dia seguinte se apresentou o advogado Moro Giaffieri, de Paris, para a defesa dos assassinos, de espontânea vontade como ele salientou. Ele foi recusado na Suíça. Ele era um conhecido do sionista que vivia em Odessa, Bernard Lacache. [5]

Este escreveu na LICA:

“Grünspan, você está absolvido: é tarefa da Liga Mundial judaica, organizar o bloqueio moral e econômico da Alemanha de Hitler, o boicote contra o carrasco. Tarefa da Liga Mundial judaica é defender todos os Grünspan do mundo, judeus, negros, muçulmanos e cristãos. Nossa tarefa é ser os inimigos inconciliáveis da Alemanha e Itália… Nossa tarefa é declarar a guerra sem misericórdia à Alemanha, o inimigo público nr. 1”. [6]

“É nossa tarefa organizar o bloqueio moral e econômico da Alemanha e dividir esta nação… É nossa tarefa, finalmente fazer acontecer uma guerra sem perdão”. [7]

Joseph Goebbels declarou de Munique à imprensa:

“A indignação justificada e compreensível do povo alemão frente ao assassinato covarde de um diplomata alemão em Paris ganhou grandes proporções na última noite. Em inúmeras cidades e vilarejos do Reich, aconteceram revides contra prédios e comércios de judeus. A toda população, apela-se à vital exigência de parar imediatamente com todas as demonstrações e revides contra a judiaria, não importa de qual natureza”.

Os danos provocados na Noite de Cristal

O número de vítimas é citado entre 36 e 91. Cerca de 10.000 a 35.000 judeus foram presos, dos quais a grande maioria foi liberada nos dias subsequentes. 101 sinagogas foram destruídas pelos incêndios e 76 avariadas. No total, 12% das 1.420 sinagogas do Reich foram atingidas. O restante 88% permaneceram intactas, vindo a ser destruídas em sua grande maioria através do bombardeio terrorista anglo-saxão durante a guerra contra as cidades alemãs.

Um exemplo especial fica por conta da sinagoga da rua Oranienburg, em Berlim, que nada tinha sofrido em 1938, porém, veio a ser destruída pela ataque aéreo inglês.

À direita, foto falsificada da sinagoga da rua Oranienburg, simulando um incêndio

Sobre o número de sinagogas atingidas existem números contraditórios: [8]

“191 sinagogas foram destruídas”. [Die Welt, 09/11/2005]

“Pelo menos 1.283 sinagogas foram invadidas e parcialmente destruídas”. [Die Welt, 01/11/2008, pág. 28]

Durante o Pogrom de Novembro, cerca de 840 e 7.500 comércios e lojas dentre cerca de 100.000 existentes na Alemanha (ou seja, entre 0,8% e 7%) foram destruídos ou avariados, assim como 171 casas.



A 11 de novembro de 1938, o chefe da polícia de segurança, Heydrich, anunciou ao ministro-presidente prussiano Göring os seguintes números:

“191 sinagogas foram incendiadas, outras 76 foram demolidas completamente. Além disso, 11 prédios, capelas em cemitérios e semelhantes construções foram incendiados e outras 3 totalmente destruídas. Foram presos cerca de 20.000 judeus, além disso 7 arianos e 3 estrangeiros. Estes foram presos para sua própria segurança. Homicídios resultaram em 36, também 36 feridos foram feridos gravemente. Os assassinados e feridos são judeus. Um judeu continua ainda desaparecido. Entre os judeus mortos encontra-se um, entre os feridos dois de nacionalidade polonesa”. [9]

Conclusão

A reação espontânea da população alemã contra a minoria judaica foi fruto da tensão escalonada entre dois espíritos antagônicos. Ambas as partes lançaram mão da propaganda virulenta para fazer valer seus objetivos, porém, os efeitos colaterais foram nefastos para os dois lados. É correto afirmar que a Noite dos Cristais foi um dos pontos negros da história alemã deste período, assim como também é incorreto afirmar que o governo Nacional-Socialista tenha organizado o pogrom.

Propaganda difamatória aliada em jornais da época

O chefe do partido declarou em setembro de 1941:

“Uma repetição da ação de 9 de novembro de 1938 não deve acontecer. Está abaixo da dignidade do movimento quando seus membros incomodam os judeus. Tais ações estão e permanecem proibidas”. [10]


Veja Também:


NOTAS:

[1] “(…) uma ação pensada, provocada e apoiada por aquele governo” – Philipp Jenninger, 1988.

[2] Citações do Talmud provêm da reedição completa e não censurada do Talmud Babilônico, traduzido do hebraico por Lazarus Goldschmidt, 2002 Suhrkamp-Verlag Frankfurt, ISBN 3-633-54200
http://www.suhrkamp.de/buecher/der_babylonische_talmud-_54200.html

[3] Arquivo federal Koblenz, Az.: NS 6/231.

[4] Compare Wilfred von Oven em Ingrid Weckert: “Feuerzeichen: Die Reichskristallnacht”

[5] Chefe da organização hostil aos alemães “Ligue internationale contre l antisémitisme” (LICA)

[6] Le Droit de Vivre, 9.11.1938

[7] Le Droit de Vivre, 18.11.1938

[8] citado em: National Journal

[9] Die Zahlen der Reichskristallnacht von Heydrich und Merkel, fact-fiction.net, 23 de novembro de 2008

[10] Hillberg, página 29, nota 37 (Hillberg, Raul – The Destruction of the European Jews, Chicago 1961); Fonte: Walk, Joseph – Das Sonderrecht für die Juden im NS-Staat, 2ª Edição 1996, página 347.

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