terça-feira, 29 de setembro de 2015

Debate sobre 100 anos de Hitler (Rede Bandeirantes, 1989)

Na ocasião da comemoração dos 100 anos de Adolf Hitler, a Rede Bandeirantes promoveu um debate sob a regência de Sílvia Popovicc  (?).

Presentes estavam de um lado os srs. Anésio Lara (Presidente da Ação Integralista Brasileira), Armando Zanine Jr. (Partido Nacional-Socialista Brasileiro) e Sérvulo Moreira Costa (Carecas), do outro lado os Srs. Rodolfo Konder (Anistia Internacional), Benno Milnitzki (Presidente do Congresso Judaico América-Latina), Arnaldo Contier (Historiador comunista da USP) e Ben Abraham ("sobrevivente").

Alguns comentários são feitos por Siegfried Ellwanger (S.E. Castan), proprietário da perseguida editora Revisão, do Rio Grande do Sul.

Áudio/Legendas: Português (Brasil) 

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Veja Também: 


sábado, 26 de setembro de 2015

A primeira entrevista de S. E. Castan

Siegfried Ellwanger Castan (Candelária, 30 de setembro de 1928 - 11 de setembro de 2010)

O Jornal de Santa Catarina publicou no Caderno C, a 29 de maio de 1988, a primeira entrevista do autor gaúcho Siegfried Ellwanger Castan ou S. E. Castan, autor do Best-seller “Holocausto Judeu ou Alemão – Nos bastidores da mentira do século”.

Segundo o jornal catarinense, Castan acreditava que até o fim do século “serão revelados cada vez mais fatos que derrubarão para sempre as barbaridades atribuídas ao Führer”, fazendo com que Hitler seja reconhecido “como o grande estadista que foi”.

“Parabéns, conseguiste o que neguei durante mais de um ano aos jornais, rádios e TVs”, observou Castan na devolução do questionário respondido, com exceção de três perguntas. Segundo observação da redação do jornal, “algumas das respostas foram compactadas e outras, por exigência do trabalho de edição, suprimidas. O conteúdo não perdeu nada.”

Na falta do inteiro teor da entrevista, reproduzimo-la da forma como foi publicada no jornal. Se alguém conhecer o original, a redação agradece o envio – NR.

Jornal de Santa Catarina: Holocausto judeu ou alemão? Qual é a resposta? Você acredita mesmo que a “sua verdade” é a verdadeira?

S. E. Castan: Guerra, ser induzido a guerrear, provocando e pressionando a guerrear, é a pior desgraça que pode acontecer a um povo. Esta desgraça foi levada ao povo alemão, obrigado a lutar contra a Polônia, França, Inglaterra, União Soviética, Estado Unidos etc., uma estranha aliança capitalista comunista, com orientação Sionista, formada para exterminar o Nacional-Socialismo alemão. Louis Marschalko, famoso escritor húngaro, autor do livro “Os conspiradores do Mundo – os verdadeiros criminosos de guerra”, explica a diferença entre judeus, a quem indica como os mais antigos nazistas conhecidos da humanidade e os nacional-socialistas alemães. Enquanto os primeiros consideram todo não-judeu como seu inimigo, os alemães somente consideravam os judeus como inimigos. Holocausto judeu ou alemão? Naturalmente holocausto alemão, bombardeado, massacrado, torturado, separado, com mais enormes áreas de terras roubadas e ainda difamado... Holocausto judeu? Acho que conhecendo o valor que o judeu dá à vida de outro judeu, um número que pode oscilar entre 37.000 e 350.000 mortos, de morte natural, vítima das próprias bombas “aliadas”, de guerrilheiros combatentes em várias frentes, soldados judeus nas forças armadas de diversos países, mortos por doenças normais ou epidemias, com o tifo, no final da guerra, tudo isso pode também ser considerado um Holocausto, apesar de tratar-se de um número de vítimas muito inferior às vítimas civis dos assassinatos aéreos que se realizaram em menos de 72 horas em apenas uma cidade alemã, em Dresden, fato que naturalmente nem foi lembrado pela imprensa, no dia 13 de fevereiro último, apesar de tratar-se do maior morticínio de civis de todas as épocas.


Castan durante palestra revisionista

JSC: “Você pode enganar um indivíduo a vida inteira; pode enganar todos uma vez, mas não pode enganar todos a vida inteira” (Abraão Lincon). Você acha que, com fatos concretos, a Imprensa Mundial poderia enganar, “lograr” a todos durante 50 anos? Exagero ou mentira?

S. E. Castan: A humanidade é enganada quase diariamente. Darei dois pequenos exemplos, a Guerra do Paraguai, cuja história eu aprendi e que ainda é ensinada de uma forma, que de acordo com pesquisas, é completamente diferente, mas que é mantida para não ferir ídolos e heróis festejados. Outro breve exemplo aconteceu com os filmes que eu estava habituado a assistir desde pequeno, e que inundaram durante décadas os nossos cinemas. Refiro-me aos filmes contra os índios norte-americanos, que eram apresentados como matadores de brancos, principalmente crianças, mulheres e velhos, que atacavam e exterminavam vilas, aglomerados e caravanas de inocentes colonos, que queriam apenas trabalhar. O cacique Jerônimo, dos Apaches, era um artista feio, escolhido a dedo… Sensacional a reação da platéia, quando aparecia o mocinho e seus amigos, ou então uma “coluna” do Exército americano, para acabar com os “malditos índios assassinos”… Levou meio século para ficarmos sabendo justamente o contrário, os malditos eram justamente aqueles apresentados como heróis no cinema, pois os índios foram sendo exterminados e expulsos de suas terras. Esses filmes lembram os atuais, onde os alemães aparecem como matadores de judeus, sádicos, carrascos, açougueiros que até perduram inimigos em ganchos de açougue, possuíam câmaras de gás para executar 5 a 10.000 judeus de cada vez… queimavam crianças vivas em fogueiras. Eles, os malditos, queriam conquistar o mundo…

George Orwell descreveu em seu livro “1984” como os detentores do poder falsificam completamente a representação da história. Novas descobertas, novos erros e novas conclusões sobre o passado fazem parte de nosso cotidiano, mas também um conhecimento deficitário, omissões, esquecimentos e falsificações. Por outro lado, são ocasionais aquelas vastas ações de falsificação, como aconteceram após 1945 e na URSS após 1917. – NR.

JSC: O Sr. passa a ideia de que os grandes provocadores da guerra foram os judeus. Hitler não queria a guerra, foi “empurrado” para a guerra?

S. E. Castan: Eu não passo a ideia, mas transmito no livro as afirmações de Neville Chamberlain para James Forrestal sobre o motivo da guerra, bem como o relatório do Conde Jerzy Potocki, embaixador polonês nos EE.UU., que não deixa a menor dúvida no caso. No dia 02/06/1937, o jornal “O Globo” (RJ), deu a seguinte notícia: “O senador Schwellenbach, representante democrata de Washington, afirmou que, embora deplorasse a possibilidade de uma guerra europeia, tal conflito serviria para dar um novo e forte impulso ao desenvolvimento do comércio e da indústria dos EE.UU.”


Siegfried Ellwanger Castan e o seu best seller, "Holocausto judeu ou alemão - nos bastidores da mentira do século"

JSC: “Quem cala consente”. Esse ditado serve à Alemanha?

S. E. Castan: Na Alemanha o fato de calar não significa que consente. Apenas significa que a maior parte dos alemães ainda não está em condições de “abrir a boca”, pois pela Lei dos Vencedores, o holocausto judeu não pode ser contestado, sob pena de perda de empregos, pensões, interrogatórios e até prisão! Sobre meu livro tenho informação segura de que, caso alguma livraria tivesse a coragem de vendê-lo, teria os maiores problemas e mais, meu livro seria retirado de circulação por ordem do governo… Os alemães para conseguir ler meu livro terão que viajar para os países vizinhos, que ainda não estão ocupados por forças norte-americanas e nem soviéticas… Até hoje não foi assinada a paz com a Alemanha. Não existe povo no mundo que tenha sofrido maior lavagem cerebral que o povo alemão.

JSC: Quando você exorta a Alemanha a “recuperar a letra do Hino Nacional… e arrancar as placas com nomes de traidores e inimigos nas suas ruas, você defende vingança?

S. E. Castan: Sem vingança, que não leva a nada. Aqui se trata apenas de recuperar a honra dos alemães, tão difamados perante o mundo. Já viste, por acaso, uma única nota do governo alemão protestando contra as histórias de câmaras de gás, holocausto etc? Sabes por quê? Após a guerra quem assumiu foram os 10% que votaram contra o Nacional-Socialismo, eram, portanto, inimigos e até mesmo traidores da Alemanha. Este quadro foi reforçado por refugiados políticos e raciais, bem como de gente que gosta de poder, não importando o preço. Por isso, a polícia alemã se destaca, perante a própria Mossad israelita, na procura de nazistas, que não são difíceis de ser encontrados, pois 90% eram. No ano passado foi inaugurado na Gustav Heinemann Buergerhaus, em Bremen, um monumento ao desertor, a figura mais repugnante em qualquer país.

JSC: Hitler era um cidadão normal? Inúmeras vezes você tenta demonstrar que ele não era o monstro que pintavam, não era “o maior inimigo da humanidade”.

S. E. Castan: No próximo ano se festejará o 100º aniversário de nascimento de Hitler e ainda bem antes do fim do século, serão revelados cada vez mais fatos que derrubarão para sempre as barbaridades atribuídas a ele, e se revelará, o grande estadista que foi. Se não fosse assim, como se explicaria o elevado padrão de vida atingido pelo povo alemão, em apenas 4 a 6 anos de Nacional-Socialismo, em relação aos hoje 70 anos de comunismo ao capitalismo de todos esses anos nos EE.UU.?

JSC: O “Diário de Hitler” (descoberto recentemente), ajudaria, certamente, a desvendar os fatos. Mas este foi declarado falso. Você garante que ele é verdadeiro. Com base em quê?

S. E. Castan: Com a mesma facilidade que as autoridades alemãs declararam falsos os Diários de Hitler, contrariando os pareceres dos mais famosos grafólogos mundiais, entre os quais um judeu, para que a História não venha a ser re-escrita, até hoje continuam bloqueados os caminhos do banco suíço, onde se encontra o que sobrou do arquivo particular do Führer, que estava no avião abatido; artigo segundo Trevor-Roper, composto de inúmeros quadros, fotografias, correspondências e volumes inteiros escritos por Hitler sobre Jesus Cristo, Frederico O Grande, sobre ele próprio e um terceiro volume do “Mein Kampf”, todos vistos pessoalmente pelo escritor inglês. Por que não liberam tudo…?



JSC: Os fornos crematórios (Dachau, Bergen-Belseu (sic), Bruchenwal (sic) etc) e os campos de concentração (como Auschwitz), na sua opinião, não existiram? Explique (“Fotos montadas aproveitando mortos em epidemias”).

S. E. Castan: Em todos os campos de concentração maiores, existiam fornos crematórios destinados aos mortos, tanto prisioneiros com os guardas que faleciam por bombardeios aliados (não muito frequentes), mortes naturais ou por doenças naturais e por epidemias (mais frequente, principalmente ao final da guerra, quando entrou em colapso todo o sistema de abastecimento), haviam fuzilamentos e também enforcamentos, para os casos de roubos, tentativas de fuga ou faltas mais graves. Câmaras de gás? Sim, porém, não nos campos de concentração alemães, mas nos EE.UU. para executar criminosos! Em caso de dúvidas, se recomenda aos interessados para se dirigirem ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Genebra e verificar os relatórios feitos na época. Por convenção dos países, assinada em Genebra, é proibido o uso de gases venenosos até contra soldados.

JSC: O sr. dá a entender que as prisões comuns brasileiras são piores do que os campos de concentração. Como assim?

S. E. Castan: Ao invés de enjaulados, vários prisioneiros num espaço de 2 x 4 m, num campo, eles ficam soltos dentro de uma área enorme, cercada, com arame farpado ou tela, externamente.

JSC: Por que Hitler tinha tanta simpatia por comunistas? (“Sempre preferi cem vezes um comunista a um desses burgueses hipócritas, egoístas, unicamente preocupados por defender seu dinheiro”, afirmava ele).

S. E. Castan: A simpatia por comunista só pode ser atribuída por tratar-se de lutador por um ideal, que dentro do Nacional-Socialismo tinha a oportunidade de realizar-se integralmente em pouco tempo. No livro indico uma série de pontos, entre os dois regimes, que coincidiam. O comunismo após a guerra muda a cada dirigente que assume. Stalin foi um dos grandes vencedores da II GM. Logo após começou uma perseguição aos judeus, principalmente intelectuais/jornalistas, alguns integrantes do Comitê Antifascista, foram fuzilados.

Teria descoberto alguma conspiração para levar a URSS a lutar contra a Alemanha? Repentinamente o herói foi transformado em monstro… Nikita “Salomon” Kruchew, de boas relações com os Estados Unidos, amaldiçoou o nome de Stalin; Leonid Brejniev, de péssimo relacionamento com os EE.UU., por ser anti-sionista, recuperou lentamente o nome de Stalin. Andropov, que possuía passaporte judaico, ficou pouco tempo; Gorbachev, seu afilhado, e Raissa, sua esposa (me asseguraram ser judia) assumiram o poder e repentinamente acabou a guerra fria entre as duas grandes potências, o comunismo virou joia; protestos de armênios na URSS, quase passam desapercebidos na imprensa; antes seria um “salve-se quem puder”. Graças à “grande” imprensa, a família Gorbachev é endeusada nos EE.UU. e no resto do mundo. Estuda-se o reatamento diplomático com Israel. Arafat foi aconselhado a reconhecer Israel… Sakarov e numerosos “dissidentes” estão soltos, muitos dos quais já emigraram para os EE.UU, via Israel. Já foi realizado um congresso mundial judaico em Budapest. Enquanto retiram todas as placas e nomes de ruas, cidades, escolas, fábricas, centros sociais etc, que contenham os nomes de Stalin, Brejniev, estuda-se a reabilitação de ilustres judeus expurgados pelos dirigentes anteriormente citados, entre os quais Leon Trotski.

Enquanto estavam acontecendo as duas primeiras greves em 70 anos de regime comunista, realizava-se uma concorrência para instalar um supermercado em Moscou, vencida pelo brasileiro Abílio Diniz e a associação de uma firma estatal soviética, com uma firma norte-americana fabricante de pizzas. Será incompetência ou estão querendo melar o regime? Em Belgrado foi festejada a inauguração de uma lanchonete da McDonald´s…

JSC: “Fascista”; “nazista”; “comunista”. Se alguém o chamasse assim, ficaria ofendido? Por quê?

S. E. Castan: Se fosse no sentido pejorativo, SIM. Caso contrário, não.

JSC: As penas decretadas pelo Tribunal de Nürenberg foram injustas?

S. E. Castan: Foi um Tribunal de Linchamento. O senador Robert A. Taft, dos EUA, assim se referiu: “Em todas as condenações do Nürenberg – IMPEROU O ESPÍRITO DA VINGANÇA!!!”

JSC: Josef Mengele (cuja ossada foi encontrada, em meio a muita polêmica, no Brasil) era um bom homem?

S. E. Castan: As pessoas que conviveram com Mengele, o consideram um bom homem e pessoa da mais alta cultura, se irritava com as mentiras sobre as câmaras de gás, tocava piano e cantava canções românticas; o médico acusado de matar pessoalmente 200 ou 400 judeus, numa fazenda, num domingo, foi solicitado a matar uma galinha, pois tinham ficado sem carne; sua resposta veio em seguida: “Se dependerem desse ato, vamos todos ficar sem carne”.

JSC: Simon Wiesenthal – “O Caçador de Nazistas” – é um traidor do nazismo? (Você o denuncia como colaborador da SS e mostra suas contradições no seu livro de memórias)

S. E. Castan: Simon Wiesenthal não é um traidor do nazismo, apenas colaborou para passar bem, porém, é um mentiroso e falsificador sem escrúpulos.

JSC: Como você analisa o comportamento dos judeus na Palestina? Estão aplicando a lição que (não) aprenderam com a Alemanha?

S. E. Castan: Nunca ouvi falar que os alemães quebravam as mãos dos seus inimigos, ou que batessem na barriga de mulheres grávidas até abortarem. Isso é tecnologia própria. Eu realmente estou curioso para saber até quando insistirão na ideia de que é viável um Estado Judaico, pois acho que judeu viver às custas de outro judeu não dará certo nunca.

Sobre o Livro

JSC: O seu livro pretende ser a versão dos vencidos?

S. E. Castan: Meu livro representa apenas algumas gotas, partículas (da) outra face da II GM. Quando começarem a surgir filmes com depoimentos sobre atrocidades cometidas contra o povo alemão, o mundo vai ficar estarrecido. Os reflexos se fazem sentir a cada momento até hoje. Interessante analisar como era a vida cristã e familiar, sob o Nacional-Socialismo, bem como a pureza e dedicação de sua juventude, a vida, o padrão e o entusiasmo dos operários e do povo em geral, em relação à Alemanha de hoje, novamente potência industrial, porém, infestada de pornografia, sexo, igrejas vazias sendo alugadas para os mais diversos fins, dispersão das famílias, queda total de natalidade, muita falta de patriotismo, desemprego, tóxicos, crimes, modas e músicas alucinantes, o título de Campeão Mundial de suicídio entre crianças maiores de 6 anos e adolescentes, etc, etc.



JSC: Como conseguiu reunir tantos documentos? Quanto tempo pesquisou? Recursos próprios? O acesso foi fácil?

S. E. Castan: Reúno livros, documentos, notícias, há mais de 22 anos, e sempre acompanhei atentamente o desenrolar de toda a guerra. O difícil para escrever o livro foi selecionar os assuntos, não podia me estender em nenhum deles e queria escrever sobre todos, tinha que controlar para que o livro não ficasse muito grosso, pois, de acordo com os próprios sionistas, a vendagem de livros muito grossos é baixa… Felizmente não necessitei empregar dinheiro de terceiros, para editar Ou distribuir o livro. Isso não impede de eu ter sido acusado, por Bem Abraham, de ter sido financiado por dinheiro proveniente dos tesouros roubados pelos nazistas na Europa…

JSC: Fale sobre a repercussão do livro. Muita solidariedade? Perseguição, ameaças? Teme por sua vida? Sendo industrial, sofreu alguma retaliação?

S. E. Castan: Acredito que a coisa mais gratificante que pode acontecer para a um autor, é quando começa a receber correspondência dos seus leitores. Um mês após o lançamento do livro, as cartas começaram a chegar e continuam a chegar diariamente.

Se alguém acha que não são cartas exclusivamente de alemães ou seus descendentes, ou que sejam de pessoas mais idosas, engana-se totalmente. Para minha própria surpresa, há uma predominância de jovens, alguns com apenas 15 anos de idade. O que a Alemanha tem de amigos entre os brasileiros é simplesmente fantástico; é gente que sempre sentiu a facciosidade existente nos filmes chamados anti-nazistas, bem como nos livros que inundaram nossas livrarias. Existe uma solidariedade total, tenho cartas de reconhecimento que me levaram às lágrimas. Tenho leitores que abastecem com farto material histórico e de pesquisas. Meu círculo de amizades está cada vez maior. Tem gente preocupada com minha saúde, disposta a colaborar monetariamente, para um serviço de seguranças. Até o momento houve diversas pressões sionistas contra livrarias, todas já devidamente identificadas.

JSC: Suas observações entre parênteses são irônicas. Seria indignação ou revolta?

S. E. Castan: Acredito ser uma revolta, pelos sapos obrigados a engolir durante tatos anos.

JSC: Quantos exemplares já vendeu?

S. E. Castan: Não tenho o total de venda, que está aumentando dia a dia, sei que já foram distribuídos mais de 47.000 livros. No interior do RS, por acaso, descobrimos um fato que merece ser citado: a alegria de um rapaz, sem condições de comprar o livro, que é cedido gratuitamente por um delegado da Polícia, bastante organizado.

JSC: Curiosidade: Por que você não considera o venerado Thomas Mann um grande escritor?

S. E. Castan: Minha bronca com esse venerado homossexual é exclusivamente pelas mentiras contra a Alemanha que ele lançava através da rádio norte-americana durante a guerra.

Sobre o autor:

foi um industrial, escritor livreiro brasileiro com enfase no revisionismo histórico e fundador da Editora Revisão. Em 08 de junho de 1992, Siegfried Ellwanger fundou o Centro Nacional de Pesquisas Históricas para desenvolver, divulgar e ampliar os estudos revisionistas. 

Seus estudos têm como objeto primordial a análise fatual das acusações ao povo alemão de genocídio durante a Segunda Guerra Mundial. Escreveu vários livros sobre as propagadas acusações, referentes ao período nacional-socialista alemão, nos quais desmente várias difamações, notadamente no que se refere ao chamado Holocausto. 

O seu trabalho o coloca entre os estudiosos de várias nacionalidades que trabalham no restabelecimento da verdade histórica, desmantelando a estrutura criada por interesses ideológicos, políticos e econômicos em manter a nação e o povo alemão refém de crimes não ocorridos, através de manipulações da opinião pública mundial.

Em função de suas publicações, Siegfried Ellwanger sofreu acusações de racismo e anti-semitismo. Em 1986 o grupo Movimento Popular anti-racismo, formado pelo Movimento judeu de Porto Alegre, pelo Movimento do negro brasileiro, e pelo Movimento de justiça e direitos humanos, denunciou as suas obras à Coordenadoria das Promotorias Criminais sob a alegação de que continham "conteúdo racista".

Em 1990 ocorreu nova denúncia, remetida ao Ministério Público.
Em 1991 foi ordenada a busca e apreensão de livros de Siegfried Ellwanger, de Sérgio Oliveira (Hitler, culpado ou inocente), e Os protocolos dos sábios de Sion (prefácio de Gustavo Barroso)

Em 1995, Siegfried Ellwanger foi julgado e absolvido em Primeira Instância.

Em 1996 foi condenado pelos desembargadores da Terceira Câmara do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.

Ainda em 1996, sofreu nova denúncia e foi condenado a dois anos de reclusão.

Em 2001 lhe foi negado recurso, e a condenação foi reiterada pelo STF. Houve intenso lobby a favor da condenação, orquestrado pelo Movimento judeu, com vínculos da maçonaria da B'nai B'rith, do rabino Henry Sobel, de juristas e advogados como Décion Milnitzki, Celso Lafer, Miguel Reale, e de políticos como o deputado federal Marcelo Zaturansky Itagiba, o senador Paulo Paim, e o deputado Ibsen Pinheiro (um dos "anões do Orçamento"). Na condenação foram votos vencidos o relator Moreira Alves, Carlos Ayres de Brito e Marco Aurélio de Mello. Votaram a favor da condenação, Maurício Correia, Celso de Mello, Carlos Velloso, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Sepúlveda Pertence e Gilmar Mendes.


Como justificativa à condenação imputou-se aos estudos de Siegfried Ellwanger a "incitação ao racismo".

Fonte: Inacreditavel

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Ilya Ehrenburg, o judeu que ordenava o extermino dos alemães

Ilja Ehrenburg
Ilya Ehrenburg Grigoryewitch (em russo: Илья Григорьевич Эренбург, nascido em 15 de Janeiro de 1891 em Kiev, Império Russo, morto 31 de Agosto de, 1967, Moscou) foi um judeu propagandista na URSS, que pregava o genocídio aos alemães. Ehrenburg, juntamente com Lazar Kaganovich e Grigory Zinoviev, foi uma das personalidades criminais judaicas mais notáveis ​por ter usado abertamente o bolchevismo como um meio para exterminar gentios para o benefício da raça judaica. No rescaldo da II Guerra Mundial, por meio do Comitê Antifascista Judaico, Ehrenburg foi um dos mentirosos judeus no Império Soviético que estiveram envolvidos na formulação do quadro "Holocausto" como um libelo de sangue contra os alemães.

Ehrenburg nasceu em uma rica família judia em Kiev (capital da Ucrânia), que era então na época parte do império czarista. Sua mãe, Chana, fez com que ele conhecesse todas as regras e rituais da religião judaica. Quando jovem adulto, ele começou a pensar em si mesmo mais como "cosmopolita". Ele, mais tarde, teve um "despertar" repentino de orgulho étnico judaico durante a guerra germano-soviética.

Ehrenburg, quando jovem
Quando adolescente, ele se envolveu com subversivos comunistas e teve que fugir do Império Russo em 1908 por causa de suas atividades políticas. Embora ele estivesse feliz ao ouvir que a usurpação bolchevique fora um sucesso, uma década depois, ele continuou a viver no estrangeiro. Ele visitou a URSS por um tempo no início de 1920, mas passou a maior parte do período de 1908-1940 em Paris (capital da França). Durante seu exílio, ele começou a publicar livros, e até o final de sua vida tinha publicado quase 30.

Ilja Ehrenburg retornou à União Soviética em 1941. Ele retornou como um voluntário ansioso para ajudar a coordenar as atividades anti-alemães. Sua dramática ascensão para a proeminência, apesar de nunca viver na União Soviética até 1941, mostrou que ele tinha a total confiança de Stalin. Hitler o chamou de "judeu de Stalin".

Entre os co-fundadores do "Comissão judaica Anti-Fascista da União Soviética", Ehrenburg desempenhou um papel fundamental. A missão do grupo era de incitar os judeus, não só a União Soviética, mas em todo o mundo - especialmente nos EUA - a apoiar Stalin na guerra contra a Alemanha. Alguns membros deste grupo visitaram os EUA mostrando "barras de sabão feitas de carne judaica" comprovadamente falsas.

...Sabão humano

Ehrenburg mesmo é o único homem cujo é o maior responsável pelo mito do "sabão judaico", alegando que os alemães fizeram sabão a partir da gordura dos judeus que mataram. Como parte da acusação, em Nuremberg, em nome da delegação soviética, Ehrenburg usou o sabão humano contra réus alemães. Barras de sabão foram descobertos com o carimbo "RIF". Ehrenburg alegou que esta foi a prova de que os alemães haviam feito tais barras de sabão, tal como se apresentava "Reines Judenfett" (Sabão judaico de Fette), de acordo com ele. O selo realmente representa "Reichsstelle für Industrielle Fette"  (Centro Industrial de Fette).

Agitação violentamente Anti-Alemão

A infâmia histórica ligada ao nome "Ilja Ehrenburg" vem acima de tudo de sua chocante, violenta e genocida propaganda de guerra. Em muitos folhetos distribuídos aos soldados soviéticos da linha de frente - bem como no Pravda e no "Estrela Vermelha", o jornal militar - ele incentivou os crimes de guerra, crimes contra civis, estupro em massa - e, geralmente, uma desumanizante com ódio fanático. Alexander Wirth, correspondente britânico em Moscou, o chamou de "um gênio em instigar o ódio contra os alemães."


Está mais do que marcado no imaginário popular como os russos trataram as alemãs em 1945. Na foto, soldados russos humilham uma mulher em Berlim

"Os alemães não são seres humanos. A partir de agora, a palavra "alemão" é a pior maldição em palavra possível para nós. A partir de agora a palavra alemã parece-nos bem rápida. Vamos dizer mais nada. Não vamos ficar animados. Vamos matar. Se você não tiver matado pelo menos um alemão em um dia, você tem desperdiçado aquele dia. Se você acha que seu vizinho vai matar um alemão, então você não percebe o perigo. Se você não matar os alemães, o alemão vai te matar. Ele vai raptar os seus parentes e trazê-los de volta ao sua maldito Alemanha, onde vai torturá-los". (Ilja Ehrenburg, 7 de julho de 1942)

Um dos folhetos de Ehrenburg, chamado simplesmente de "Morte", foi distribuído aos milhões para os soldados soviéticos. Ele incitou-os a tratar alemães como sub-humanos. Em outros escritos ele usava analogias de animais ("cães raivosos", "répteis", "escorpiões") para descrever alemães.

Crimes de Guerra

Como o Exército Vermelho estava empurrando a oeste para a Alemanha, a partir de finais de 1944, Ehrenburg abertamente chamou os soldados do Exército Vermelho a cometer violações de todas as mulheres alemãs que encontrassem. Ele continuou a incitar os soldados em direção a matar civis alemães nos últimos dias da guerra.

Não é o suficiente conduzir os alemães de volta para o oeste. Os alemães devem ser caçados, todo o caminho até o túmulo. Certamente, um Fritz com um olho negro é melhor do que um sem. Mas entre todas as variedades de Fritz, o melhor é o morto. (Ehrenburg, outubro de 1944, escrito no Estrela Vermelha).

Seus escritos anti-alemães venenosamente violentos - muito além de qualquer coisa que apareceram - são considerados por historiadores como tendo contribuído fortemente "para a orgia de assassinato e estupro por soldados soviéticos contra civis alemães".

Se você não pode matar o seu alemão com uma bala, matá-lo com sua baioneta. Se houver calma em sua parte da frente, ou se você está esperando para a luta, mate um alemão no mesmo período. Se você deixar um alemão vivo, o alemão irá travar um russo e estuprar uma mulher russa. Se você matar um alemão, mate outro - não há nada mais divertido para nós do que um montão de cadáveres alemães. Não conte aos dias, nem os quilômetros. Conte apenas o número de alemães mortos por você. Matar o alemão - que é o pedido da sua avó. Matar o alemão! - Que é a oração do seu filho. Matar o alemão! - sua pátria grita. Não perca. Não deixe passar. Mate!  (folheto "matar", por Ilya Ehrenburg)


Havia uma política oficial contra o estupro, mas era tão comumente ignorada que “foi somente em 1949 que soldados russos foram ameaçados realmente. Na foto, Massacre de mulheres e crianças em Nemmersdorf, Alemanha.

Ilja Ehrenburg permaneceu associado com o império soviético, e nunca se mudou para o Estado sionista na Palestina. No entanto, ele deixou uma vontade secreta afirmando que suas posses e seu vasto arquivo deviam ser transferidos para os sionistas em Israel, oque aconteceu 20 anos após sua morte, em 1987, e foi aclamado pela mídia judaica mundial como prova de que ele era um "judeu patriota". Ehrenburg foi homenageado pelo império soviético em 1952 com o Prêmio Stalin por sua vida de trabalho em nome do bolchevismo judeu internacional, mas a cláusula secreta em seu testamento, passando sua herança para o estado sionista, prova que  foi colocado seus interesses tribais em primeiro lugar ao seus últimos dia.

Matar, vocês bravos homens do Exército Vermelho-matem! Não há nada que o alemão não seja culpado. Camarada Stalin nos instrui a colocar para baixo este animal raivoso. Quebrar, com a sua força, o arrogante orgulho racial da mulher germânica. Leve-a como seu legítimo prêmio de guerra. Matar, bravos homens do Exército Vermelho. Matar...


Uma mulher chora entre escombros numa rua em Berlim. Os excessos soviéticos e o incentivo programado dado pelo alto escalão do Exército e governo russo é muito conhecido e documentado. Porém, a história das mulheres, crianças e remanescentes e a violência sofrida a eles durante e o pós guerra é uma história até hoje muito pouco procurada 


[...] Matar! Matar! Na corrida alemã não há nada, mas o mal; não um entre os vivos, nem um entre os ainda não nascidos, mas é mau! Siga os preceitos do Camarada Stalin. Carimbe para fora a besta fascista de uma vez por todas em sua toca! Use a força e quebre o orgulho racial dessas mulheres alemãs. Toma-lhes como o seu espólio legal. Matar! Como você avançam, matem, nobres soldados do Exército Vermelho... - Ilya Ehrenburg 

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Festas juninas - raízes antigas de nossas tradições

Festa de Santo Antônio, de Nerival Rodrigues

No mês de Junho ocorre uma das maiores festividades do calendário, as Festas Juninas. Aulas são interrompidas para o ensaio da quadrilha e os professores são convocados para as festas juninas. Para muitos alunos, a proximidade das férias torna o evento ainda mais excitante.

E nós, professores de História, o que fazemos neste clima de festas juninas e de pouca concentração nos estudos? Propomos inserir essa manifestação da cultura popular no conteúdo escolar para compreendê-la como um objeto de estudo, isto é, analisá-la sob uma perspectiva histórica buscando seu significado mais profundo das festas juninas.

Festas Juninas: Dia de São João

24 de junho, dia de São João Batista, o mais festejado santo católico entre nós, faz parte das chamadas festas juninas que, por homenagearem o santo eram chamadas, inicialmente, de festas joaninas.

Festa do solstício de verão, 21 de junho, em Poznan, na Polônia quando milhares de balões são soltos.
As origens das festas juninas remontam a um tempo longínquo, muito anterior ao cristianismo, quando se celebrava o solstício de verão na Europa e no Oriente Médio. Nesta ocasião, os povos de origem celta e germânica comemoravam a fertilidade da terra e dos animais e as boas colheitas. Por sua origem agrária, era (e ainda é) uma festa rural. Daí as festas juninasremeterem a elementos próprios do campo: as bandeirinhas são colocadas no “arraial”, os participantes usam trajes ditos “caipiras” e o local é decorado com bambus, palha, sabugos de milho, folhas de coqueiro e de bananeira.

A Igreja apropriou-se das festas pagãs do solstício de verão dedicando-as a São João Batista. Convencionou o dia 24 de junho como sendo o nascimento de João Batista, seis meses antes de Jesus. Com isso reforçava a ideia do profeta e apóstolo como precursor do Messias. Cristianizou-se, assim, as duas comemorações mais populares dos povos pagãos do hemisfério norte: o solstício de verão e o de inverno consagrando-os, respectivamente, para o nascimento de São João e o Natal de Jesus.

Do Beltane pagão ao São João cristão nas festas juninas

Fogueira de São João, em Mäntsälä, Finlândia.
As festas juninas incorporaram, também, outras celebrações pagãs. A fogueira e a dança ao seu redor, por exemplo, fazia parte do Beltane, festival celta realizado no dia 1º de Maio. Era uma festa alegre, feita no bosque, em que as mulheres usavam coroas de flores e todos dançavam. Acendiam-se duas fogueiras para as pessoas passarem entre elas, inclusive o gado e os animais, com o objetivo de purificarem-se de doenças e energias negativas. Daí veio o costume de pular a fogueira nas festas juninas.

Ponto central do festival de Beltane era a celebração da fertilidade, ocasião em que os casais se uniam para gerarem filhos. Cristianizada as festas juninas, ela resignificou o ritual matrimonial pagão tornando-o um casamento fictício em que um “noivo” e uma “noiva” abrem a dança da quadrilha

A fogueira de Beltane, incorporada à festa cristã de São João, um dos dias das festas juninas, recebeu outro significado. Contava-se que o antigo costume de acender fogueiras no começo do verão europeu tinha suas raízes em um acordo feito pelas primas Maria e Isabel. Esta, grávida de São João Batista, combinou que o nascimento da criança seria sinalizado com uma fogueira acendida sobre um monte, para que Maria viesse ajudar a prima depois do parto.

A tradição da fogueira nas festas juninas, está presente nas festas dos três santos, mas tem formatos diferentes para cada um. A fogueira de São João é redonda, a de Santo Antônio, quadrada e a de São Pedro, triangular.

Tradições das festas juninas

As fogueiras receberam outros elementos festivos nas festas juninas: os balões e os fogos de artifício. Cinco a sete balões eram soltos para avisar o início da festança. As pessoas escreviam seus desejos e pedidos em pequenos papeis que eram atados nos balões e levados ao céu. Os fogos de artifício, segundo a tradição popular, serviam para despertar São João para as festas juninas. Hoje, pelo risco de incêndios, acidentes e mortes, os balões são proibidos por lei no Brasil e os fogos de artifício com maior poder de estouro devem ser manuseados por pessoas qualificadas.

Dança das fitas durante a festa de São João, Fazenda Demétria, Botucatu, SP.
O mastro de fitas desdobrou-se nas festas juninas como mastro de São João, conhecido em Portugal como o mastro dos Santos Populares. Erguido durante as festas juninas, ele celebra os três santos ligados as festas juninas: São João, São Pedro e Santo Antônio. É decorado, no alto, com milho e laranja – elementos que evocam as oferendas de pedido ou agradecimento pelas boas colheitas e a fertilidade da terra.

Outra tradição oriunda do festival de Beltane era o mastro de fitas. Trata-se de um mastro de madeira preso no chão e enfeitado com diversas fitas coloridas bem compridas. As cores tem significados variados: amor, saúde, prosperidade, alegria, paz etc. Cada pessoa escolhe uma fita conforme seu desejo e, segurando sua ponta, todos giram ao redor do mastro trançando as fitas como se estivessem tecendo seu próprio destino. A dança de fitas é muito comum em Portugal e na Espanha.

Já a quadrilha tem uma origem mais complicada. Remonta a uma dança medieval, surgida por volta do século XIII, entre os camponeses ingleses. A dança se popularizou e, no século XVIII, chegou aos salões aristocráticos franceses onde foi chamada de contredanse (contradança). Daí ganhou seu formato de dança social, dançada em pares em que os casais formam uma longa fila no salão. No final do século XIX, com algumas mudanças nos passos, foi chamada de quadrille (quadrilha) difundindo-se pela Europa e Estados Unidos.

Outras comemorações nas festas juninas

A celebração do dia de São Pedro é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. O dia 29 de Junho é consagrado a São Pedro e também a São Paulo, data que se convencionou como sendo a do martírio de ambos. Mas a escolha do dia foi intencional: neste dia, os antigos romanos celebravam um culto pagão a Rômulo e Remo, os lendários fundadores de Roma. A Igreja apropriou-se da data considerando São Pedro e São Paulo como “Pais de Roma” que, com seu sangue,“fundaram” a Roma cristã.

Quadrilha de São João, em Campina Grande, PB.
Um costume curioso no dia de São Pedro é a obrigação daqueles batizados com o nome do santo de acenderem uma fogueira na porta de sua casa. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, este tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.

O dia de Santo Antônio foi consagrado na Idade Média pelo papa Gregório IX. Nascido em 1195, de família rica da nobreza portuguesa, ele entrou para a ordem dos franciscanos adotando o nome de Antônio. Pregou em muitas regiões da Itália e sul da França até seu falecimento, ocorrido próximo à cidade italiana de Pádua, em 13 de junho de 1231. Ficou, por isso, conhecido como Santo Antônio de Pádua. Sua popularidade era tamanha que logo seu sepulcro atraiu peregrinos de toda Europa, sendo venerado por ajudar a arranjar casamentos e a resolver causas perdidas.

Uma curiosidade: a escolha do 12 de junho como Dia dos Namorados, na véspera do dia de Santo Antônio, não tem nenhum apelo religioso. A ideia foi realmente comercial. A loja Clipper, em São Paulo, contratou em 1940, a agência de propaganda de João Dória. A loja precisava melhorar as vendas de junho, mês considerado fraco para o comércio. Depois das vendas do Dia das Mães, o comércio quase sucumbia até agosto, quando acontece o Dia dos Pais. João Dória elaborou uma campanha para o dia 12 de junho, inspirada no Valentine’s Day – um sucesso no comércio americano – e para o dia 13 de junho, Dia de Santo Antônio, popularmente consagrado como padroeiro dos namorados, com o slogan “Não é só de beijos que se prova o amor”, instituindo o Dia dos Namorados. Tornou-se um evento de sucesso e acabou entrando no calendário das tradições brasileiras.

Outra comemoração de junho que começa a ganhar força, é a do dia 14 quando se celebra o dia de Nhá-Chica, a primeira bem-aventurada negra do Brasil. Filha e neta de escravos, Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, nasceu em 1810, no povoado de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, um dos atuais distritos de São João del-Rey, em Minas Gerais. Viveu a maior parte de sua vida na cidade mineira de Baependi, onde faleceu em 1895. Órfã aos 10 anos de idade, Nhá-Chica dedicou sua vida à caridade e amor ao próximo sendo chamada de “Mãe dos Pobres” e “Santa de Baependi”. A beatificação de Nhá-Chica foi assinada pelo papa Bento XVI em 2012.

Festas juninas no mundo

Festa junina, em Arsnäs, na Suecia.
As festas juninas são particularmente importantes no Norte da Europa — Dinamarca, Estônia, Finlândia, Letônia, Lituânia, Noruega e Suécia —, mas também ocorrem em grande escala na Irlanda, Galiza, Inglaterra, Escócia, França, Itália, Portugal, Espanha, Malta, Ucrânia e em outros países como o Canadá, Estados Unidos, Porto Rico e Austrália.

No Brasil, as festas juninas foram trazidas pelos colonos portugueses. São João era festejado com entusiasmo nas missões jesuíticas. As fogueiras e tochas acesas provocavam grande efeito sobre os indígenas. Como as festas juninas coincidia com a época de colheita do milho e de preparação dos novos plantios, a tradição portuguesa acabava fundindo-se às práticas rituais indígenas ligadas à coivara.

Em outros países, as festas juninas também ganharam elementos culturais locais. Assim, por exemplo, na Polônia, as pessoas de fantasiam de piratas e comemoram com muita vodka; na Rússia, as moças colocam guirlandas de flores na água dos rios para dar sorte; na Suécia, as festas juninas são mais comemoradas que o Natal e dança-se ao redor de um mastro decorado com flores e folhas; em Portugal, as festas juninas são chamadas de Festa dos Santos Populares e a fogueira é mantida acesa com rosmaninho, uma planta perfumada.

Fonte: Ensinar História

Disponível em: Cultura e Sociedade

Do 11 de Setembro a irreversível auto-destruição da Europa


Por: Eduard Limonov

O processo já começou, o processo de auto-destruição do Ocidente...O escritor e político Eduard Limonov fala sobre o porquê da migração atual para a Europa em suas consequências pode ser comparados ao 11/09

Após o 11 de setembro de 2001, o mundo mudou para pior. Claramente, vimos que ele mudou nos aeroportos. O rastreio dos passageiros tornou-se uma rotina. Vocês todos já passaram por isso sozinho. Portanto, eu não vou tentar descrever pois é o óbvio.

A grosso modo, o mundo tornou-se menos democrático. Em resposta à tragédia de 11/09 há muito mais policiais e elementos do totalitarismo. Em todos os lugares: nos Estados Unidos, e nos velhos continentes, menos na descuidada Europa.

EUA, a fim de punir alguém pelo crime de 11/09, invadiu o Afeganistão, que aninhado pacificamente em sua versão particularmente belicosa da Idade Média, sob o pretexto de que o Afeganistão estava abrigando Bin Laden, e que esse "encrenqueiro da Arábia" organizara os ataques terroristas Em New York. Pessoalmente, penso que Bin Laden, o líder pretensioso da Al-Qaida ("O alicerce ou A base") simplesmente acabou tomando o crédito pelo maior ato terrorista da história.

Osama Bin Laden, então oficial da CIA ao lado de Zbigniew Brzezinski, atual conselheiro de política externa de Obama.

Membro da nobreza saudita real, não só frequentou a mesma Universidade da família Bush, com era membro da CIA e da sociedade Skull n´Bones

E a ideia agora é mover as nações contra a Síria, como mostra a reportagem: "LINK" com certeza chover bombas na Síria vai fazer com que seus habitantes parem de fugir do lugar. Não, isso não é nenhuma "burrice". É intencional mesmo, porque a ideia é REALMENTE derrubar Assad e aumentar o fluxo de refugiados. Não se esqueçam que o primeiro-ministro francês, Manuel Valls não é francês de verdade, ele é um judeu. Sua lealdade é para com Israel, e não para com a França. É por isso que para ele tanto faz se a população francesa nativa sofrer com a imigração generalizada.

Todos nós vivemos os últimos 14 anos na atmosfera de liberdades decrescentes, e os elementos de "não-liberdade" que são muito semelhantes às práticas do livro de George Orwell "1984" estão cada vez mais enraizada em nossas vidas. Não como "fascismos", mas  com um tipo especial de totalitarismo: do medo, é claro.

Para compensar os cidadãos das suas liberdades políticas limitadas e implementação de práticas prisionais, a Europa e os Estados Unidos começaram enfatizando os desconfiados "direitos secundários" do indivíduo.

Eu me relaciono a epidemia de "amor doce" dos governos europeus e chefes de Estados Unidos em relação ao amor do mesmo sexo, casamentos do mesmo sexo, babando gestos humanitários dos direitos dos deficientes e adoção de crianças doentes e estrangeiras, etc. - você pode continuar a lista - em particular com o aperto da vida política no Ocidente e do aumento dos poderes das polícias (...ou "milícias estatais", por muitas vezes! - NR).

Isto nós fizemos para os últimos anos, 2013, 2014 e 2015...e do qual nos trouxe novas surpresas. E ainda continua. A Europa enfrenta uma escolha: ou se tornar militante nacionalista como os elementos do nazismo e fascismo, ou será mudada além do reconhecimento. O problema da invasão de imigrantes para a Europa - é o mais terrível desafio para ela em toda sua história.

Qual é a situação?

Como resultado da política predatória dos EUA e a Europa, a soberania de vários países importantes foi soprada para o inferno. Afeganistão, Iraque, Líbia - agora terminando na Síria - foram atacados pelo Ocidente. As chamadas guerras dos "direitos humanos", os conflitos armados travados pelo Ocidente, foram e continuam a ser somente agressões, únicas com "vestimentas modernas de direitos humanos" mas que escondem sua essência canibal. A África é desestabilizada, direta ou indiretamente, os confrontos entre o "bem" e "mal" em vários países africanos - Mali, o exemplo mais gritante - destruiu-se sua condição de Estado também.

Ucrânia quebrou sua soberania aparentemente por si só, mas ela não foi incentivada pelos americanos, os poloneses, os holandeses, os alemães, os finlandeses, os franceses, os bálticos, falando pelos ucranianos no Maidan? Assim, o número de Estados destruídos é acompanhado pela Ucrânia. Os europeus e os Yankees posicionam sistematicamente o Maidan contra a Rússia. Curiosamente, agora que a Rússia não é um país comunista e nem Soviético, somos odiados com o mesmo zelo, portanto, tornou-se claro, espero, que o anti-comunismo e anti-sovietismo eram apenas uma camuflagem para sua Russofobia.

É claro que os povos e tribos fugiram de suas áreas devastadas. E para onde correr? As costas norte-americanos estão longe, os barcos frágeis não podem fazê-lo através do oceano.

E a partir da costa da Líbia devastada, a ilha italiana de Lampedusa está a poucos passos de distância. E também a Grécia está próxima.

Não importa o quão sinistro, inteligente e rico é o ISIS, no entanto, não pode se dar ao luxo de organizar o êxodo de um número incontável de refugiados. Eu não suporto a hipótese de que os demônios do inferno organizados entregaram centenas de milhares de refugiados para a Europa. Não o ISIS.

E que a maioria dos bárbaros que chegam à Europa são homens jovens, vejo um padrão simples: só os homens estão em melhor forma física do que as mulheres e crianças, eles podem superar as dificuldades e os sofrimentos da viagem para além dos três mares e em seu coração, a rica Alemanha.

Cartazes de boas-vindas e uma população acolhedora e sorridente para receber uma vaga de refugiados sem precedentes. é a face que a Alemanha, novo Eldorado, quer oferecer aos cerca de 800.000 refugiados que devem chegar este ano. 
Por detrás desta onda de solidariedade estão também motivos econômicos e demográficos. 
A primeira economia da Europa, com uma taxa de desemprego de apenas 6,4% e uma população a envelhecer, precisa desta mão-de-obra e vai precisar mais ainda dentro de alguns anos. 
Os empresários alemães pedem um acesso rápido e simples destas pessoas ao mercado de trabalho. 
Com 670.000 nascimentos contra 870.000 óbitos por ano, a população alemã tem dificuldade em renovar-se. A taxa de fertilidade é muito baixa, apenas de 1,36 por cada mulher em idade fértil. Os menores de 15 anos representam apenas 13% da população. Os menores de 25 anos são 22%, enquanto os maiores de 65 representam já mais de 20%. Em 2060, podem ser um terço da população.
A Alemanha faz assim apelo à mão-de-obra imigrante. Com a recente crise financeira, a Alemanha começou a recrutar licenciados vindos dos países do sul da Europa mais afetados, incluindo Portugal.
Neste momento, a Alemanha precisa de recrutar 140.000 engenheiros, programadores informáticos e técnicos, segundo a confederação patronal.
Se nada for feito, o país vai precisar de 1,8 milhões de trabalhadores de todos os setores dentro de 5 anos e de 3,9 milhões em 2040.
Outros setores a precisar de mão-de-obra são a saúde, a hotelaria e o pequeno comércio. Só este ano, há 40.000 postos de formação que devem ficar por preencher.
As iniciativas locais para recrutar estrangeiros multiplicam-se. Por enquanto, a lei exige que, antes de se dar emprego a um refugiado ou imigrante, haja uma prova de que nenhum candidato alemão é indicado para aquele posto de trabalho. Uma lei que pode ter os dias contados.  - Por Ricardo Figueira | Com SOPHIE DESJARDIN, 07/09 - Euronews notícias
Quem está por trás das ondas migratórias para o primeiro mundo? O capital. O que ele quer? Mão-de-obra barata e submissa... -NR

Qual deles fugiu da guerra, outros de ruína e da pobreza, que são as consequências da guerra, é difícil de saber. E o maior professor na Sorbonne não pode resolver isso. Ambas são verdadeiros.

Vocês, europeus e americanos, tem mexido com o formigueiro, chutando-o com suas botas, então o que vocês querem? Não reclamem, não ranjam, a culpa é sua! Para que os migrantes não se bandeiem para vocês, vocês devem criar para eles condições insuportáveis. Mas vocês não vão fazer isso. Bem, não porque eles não são do tipo não-gentil, mas suas imagens de "simpatizantes" é importante, e apenas limpam as mãos do sangue de cidadãos dos Estados quebrados em pedaços.

Como em 11 de setembro de 2001, os migrantes (imagens da estação de trem em Budapeste são marcante e fortes, porque este é o Oriente Médio, Ásia e África em fotos e vídeo, não a Europa) vai mudar o mundo para além do reconhecimento. Já mudou...

Ou haverá outra religião, olhos negros e pele escura. Deus nos salve de acusações de racismo (apenas no caso), mas os cidadãos da Alemanha serão semelhantes aos cidadãos do Oriente Médio. Ou haverá estados fascistas e racistas, que escondem atrás se escondem atrás de arame farpado, paredes e metralhadoras. Não há uma terceira opção.





Na Rússia, aprendi hoje, existem 2,5 milhões de refugiados provenientes da Ucrânia (ou melhor, 2.503.680 pessoas), mas eles não podem ser distinguidos dos russos. Então a assimilação não está nos ameaçando. Vamos ter os mesmos olhos, a mesma pele, a mesma religião. Nós não temos um problema de adaptação dos ucranianos. Que aconteceu para estar em uma posição melhor do que a Europa infeliz, condenada a desaparecer na forma em que existiu durante meio milênio.

Eu me importo. Eu preferiria a velha Europa. Mas se outra opção é impossível e a Europa é hostil à Rússia, deixem-na desaparecer.

O processo de auto-destruição do Ocidente é já irreversível. Como Gorbachev costumava dizer, "o processo se iniciou". Nós assistimos o processo de auto-destruição da URSS. Agora é a vez da Europa. Cada um por conta própria.

12 de Setembro de 2015

Fonte: Fort Russ

Nota: notas de autoria do editor.

Sobre o autor:

Eduard Veniaminovich Savenko (22 de fevereiro de 1943),  é russo, escritor pós-moderno, poeta, ensaísta, jornalista, editor do jornal Limonka e dissidente político. Fundador e ex-líder do banido Partido Nacional Bolchevique. Um adversário de Vladimir Putin, Limonov é um dos líderes do Partido A Outra Rússia.



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