sábado, 28 de março de 2015

Negros e árabes escravizaram portugueses por 741 anos. Onde estão minhas reparações?


A grande "dívida" que os brancos tem com os negros por 400 anos de escravidão é provavelmente a maior mentira já contada na história. O preconceito contra os brancos é tão grande que até o Google mudou o resultado da minha pesquisa de “império mouro escravidão” para “império romano escravidão”. Mouro vem do latim Maures que significa Negro, devido a cor da pele deles dos integrantes do Império Mouro.

O Império Mouro foi o grande império muçulmano que conquistou o norte da África, Oriente Médio e Península Ibérica ( onde hoje se localizam Portugal e Espanha), é o mesmo império que alguns muçulmanos querem refazer através do estado islâmico. Com o regime de Califado, onde um homem seria escolhido por Deus para liderar o povo muçulmano na conversão do mundo para o islamismo.

Com o declínio do Império Romano, o Califado conseguiu uma brecha e em menos de uma década conquistou a península Ibérica inteira. Apesar da resistência de algumas regiões que voltaram rapidamente ao domínio Cristão, o Império Mouro permaneceu de 711 até 1452 na península, oque nos leva a 741 anos de ocupação e também de escravidão do povo cristão.

Se considerarmos o tempo que os portugueses escravizaram negros de 1415 a 1975 ( se considerarmos o período colonial da Angola e Moçambique pós escravidão, pois a escravidão foi abolida em 1869), foram 560 anos. É um mal caratismo populista sem fim dessas organizações racistas promotoras de conflitos que nem deveria existir a essa altura do campeonato.

A escravidão sempre existiu e sempre foi com o intuito de gerar mão de obra e não por causa da cor da pele. Brancos já escravizaram brancos, negros já escravizaram negros. Nos primórdios o escravo era propriedade de outra ou em algumas nações os escravos eram os que pagavam impostos e os cidadãos não pagavam.

E com o fim da escravidão o que realmente aconteceu foi que todos nos tornamos escravos através da cobrança de impostos. E para manter seu poder escravocrata o governo vem promover o conflito entre brancos e negros.Mais liberdade, menos dependência, quanto menos pedirmos ao governo menos impostos pagamos e enfraquecemos o governo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Apesar da crise, lucros dos bancos crescem no Brasil



Consultoria afirma que rentabilidade de bancos brasileiros foi o dobro da dos bancos americanos.

Quando a economia brasileira vai bem, os bancos vão bem. Quando a economia vai mal… bem, ao menos alguns bancos parecem ir melhor ainda. Segundo um levantamento feito pela consultoria Economatica para a BBC Brasil, apesar da desaceleração econômica, a rentabilidade sobre patrimônio dos grandes bancos de capital aberto no Brasil foi de 18,23% em 2014 – mais que o dobro da rentabilidade dos bancos americanos (7,68%).

Foram considerados no levantamento os bancos com ativos acima de US$ 100 bilhões. Apenas o Banco do Brasil teve queda de rentabilidade em 2014 na comparação com 2013 (de 24% para 16,6%). O Itaú teve alta de 20% para 22,6%. O Bradesco, de 17% para 19,8%. E o Santander passou de 3,61% para 3,9%.

O Itaú teve ainda um aumento de seu lucro de 30,2% em 2014 – registrando o maior lucro da história dos bancos brasileiros de capital aberto segundo a Economatica (R$ 20,6 bilhões).

O lucro do Bradesco também se expandiu bastante – 25,6%. E isso em um momento em que consultorias econômicas estimam um crescimento próximo de zero para o PIB de 2014.

Diante desses números, não é de se estranhar que dos 54 bilionários brasileiros citados no último levantamento da revista Forbes, 13 estejam ligados ao setor bancário.

Mas afinal, o que faz os bancos terem resultados financeiros tão positivos no Brasil mesmo em meio a desaceleração econômica? E se o seu negócio principal é emprestar dinheiro não seria natural esperar resultados menos robustos em tempos de retração do crédito?

Resiliência 

Analistas e entidades ligadas ao setor explicam essa resiliência com fatores de duas ordens. De um lado, há os que enfatizam a solidez do sistema financeiro brasileiro, os ganhos de eficiência e avanços tecnológicos promovidos pelas empresas.

Uma das explicações para o lucro do Itaú, por exemplo, é que o banco teria conseguido melhorar a qualidade de sua carteira, cortando custos com inadimplência.

Os avanços tecnológicos também estariam tornando as empresas mais competitivas e ajudando a reduzir despesas. "É uma boa notícia que os bancos estejam apresentando bons resultados e demonstrem solidez em tempos de estagnação econômica, porque ninguém ganha com uma crise bancária", diz Ricardo Rocha, professor do Insper. "Problemas no sistema financeiro tendem a agravar crises econômicas – e, se há contágio, no final todos pagam a conta."

Rocha lembra que nos anos 80 e 90, alguns bancos brasileiros quebraram ou tiveram de ser socorridos. "Desde então, avançamos muito na regulação do setor e houve um movimento de consolidação desse mercado. Além disso, com tantos anos de instabilidade e inflação as empresas se tornaram mais resistentes, aprenderam a lidar com adversidades."

Juros altos 

De outro lado, porém, há quem tenha uma visão mais crítica, chamando atenção para a importância de fatores como a alta dos juros e do spread bancário nesses bons resultados. "Parte dos retornos dos bancos é garantida com aplicações financeiras que não são empréstimos a pessoas físicas ou empresas", diz o economista e professor da USP, Fernando Rugitsky.

"Se a Selic (taxa de juros básicas da economia) sobe, como tem acontecido, temos um aumento do piso de rendimento do mercado financeiro. Em última instância, se os bancos não conseguem emprestar seus recursos, podem aplicá-los em títulos do tesouro. Então quanto maior os juros pagos por esses títulos, mais os bancos ganham nesse tipo de operação."

Einar Rivero, da Economatica, diz que a diferença da taxa de juros básica de cada economia de fato ajuda a explicar a distância entre a rentabilidade de bancos americanos e brasileiros.

"No Brasil, as operações de curto prazo podem ser rentáveis e ao mesmo tempo ter uma liquidez elevada – e isso não ocorre em muitas partes do mundo", diz o economista Luiz Fernando de Paula, da Uerj.

Rocha, porém, diz que é mito dizer que os bancos sempre lucram com os juros altos. "Depende da situação, já que, por outro lado, a alta dos juros também tende a aumentar a inadimplência", opina.

Spreads 


Segundo os bancos, o ambiente de negócios no Brasil - com altos impostos e risco de inadimplência relativamente elevado – é o que faz com que o spread bancário tenha de ser maior que o de outros países.

O spread, simplificando, é a diferença entre o que banco cobra para emprestar recursos e o que paga para tomá-los emprestado. É dele que a empresa tira o lucro, depois de pagar os impostos e cobrir os custos administrativos e ligados ao risco de inadimplência.

"Aqui não é raro o Judiciário entravar a execução de uma garantia pelo banco, por exemplo, o que faz com que o risco de fazer um empréstimo e não receber seja maior", exemplifica Rocha.

De Paula, porém, diz que o fato de esse mercado ser relativamente concentrado no Brasil também impulsiona as taxas cobradas pelos empréstimos.

"Os bancos procuram se precaver dos efeitos negativos da desaceleração da economia aumentando o spread bancário", diz o economista. "O crédito não é como um produto de supermercado que o cliente escolhe na hora. São poucos bancos e há um índice de fidelização elevada – então não há muita resistência a elevação da taxa cobrada dos empréstimos ou mesmo das tarifas bancárias."

Em 2014, os juros bancários para as operações com pessoas físicas por exemplo, subiram 5,4 pontos percentuais, em média – três vezes mais que a alta da Selic no período (1,75 ponto porcentual). Já a taxa de captação dos bancos para operações desse tipo ficou praticamente estável.

Demissões 

Curiosamente, entre as vozes mais críticas aos altos lucros dos bancos estão representantes de seus funcionários. Os sindicalistas reclamam, por exemplo, que, apesar dos ganhos extraordinários, o setor demitiu no ano passado.

"Só a ganância explica isso. Houve um fechamento de 5 mil vagas e cada vez mais há uma sobrecarga de trabalho entre os empregados do setor porque as empresas querem reduzir suas despesas cortando a folha salarial", critica Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Moreira diz que, em alguns casos, há funcionários responsáveis por mais de 400 clientes. Na busca por resultados, segundo a líder sindical, muitos seriam submetidos a metas abusivas e pressionados a vender para os clientes não os produtos e aplicações financeiras melhores para eles, mas sim o que dá mais retorno para o banco.

"Os bancos são uma concessão pública e têm um papel social. Eles poderiam ter um lucro menor, se preocupando mais com o emprego ou cobrando juros menores. Não há porque as instituições financeiras brasileiras ganharem muito mais que as americanas", opina Moreira.

Magnus Ribas Apostólico, diretor de relações do trabalho da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nega que haja um corte de pessoal significativo no setor.

Ele diz que nos últimos anos o número de funcionários de bancos passou de 400 mil para 511 mil "mesmo considerando as mudanças tecnológicas – entre elas o avanço das operações eletrônicas."

Na sua versão as recentes demissões seriam um "pequeno ajuste". "É difícil pensar que os trabalhadores estejam sobrecarregados", diz Apostólico. "O setor bancário tem o maior índice de permanência dos funcionários em uma mesma empresa, depois do setor público. Isso não aconteceria se não oferecessem boas condições de trabalho e oportunidades de carreira."

Fonte:

Terra

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terça-feira, 24 de março de 2015

Sylvia Stolz condenada a 20 meses de prisão


A advogada Sylvia Stolz (51), que já passou mais de três anos atrás das grades por ter contrariado às leis que defendem a "memoria alemão", foi re-sentenciada por suas opiniões a 20 meses de prisão por um tribunal de Munique. No última dia 25 de Fevereiro.

Esta foi a primeira vez desde o julgamento do famoso revisionista Ernst Zündel em 2006, onde o representou, que a levou a sua primeira condenação e uma proibição de não poder exercer sua profissão por cinco anos.

Stolz foi liberado da prisão de Aichach em 13 de abril de 2011. Em 2012, ela fez um discurso na 8ª Conferência da AZK (Anti-Zensur Koalition, uma espécie de manifestação contra a censura, que organiza uma conferência anual) que continha uma série de questões geralmente levantadas pelos revisionistas. Stolz disse, por exemplo, que a existência de uma vontade organizada e legal do regime nazi de exterminar todo o povo judeu nunca foi comprovada e que nunca o Holocausto foi comprovado com regras rígidas e demonstrações de um julgamento na devida forma.

Como resultado deste discurso, a advogada tem enfrentado processos por incitamento ao "ódio racial " e a Negação do Holocausto (crime na Alemanha!!!!). O organizador da conferência, Ivo Sasek, também foi mantido.

Vista como uma mulher valente e corajosa por parte de grupos que compartilham suas visões, Stolz tem sido muitas vezes considerada enérgica por diferentes observadores, devido ao fervor com que ela defendeu Zündel e suas palavras.

Outra ilustração da natureza esquizofrênica de nações ocidentais que, embora gozando de liberdade de expressão como primeiro valor, continuam a condenar pessoas por crime de opinião com penas muito mais altas que muitos crimes comuns.

Stolz é casada com Horst Mahler, que está na prisão por "negação" do Holocausto e "incitação ao ódio".


Fonte:

Auschwitz - As Câmaras de Gás são uma Farsa



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sábado, 14 de março de 2015

Lula e FHC unidos sob o teto de Sion e a vital defesa da Petrobrás e a engenharia nacional

Reunião da fundação do PT no Colégio Sion em São Paulo
Ao centro, o ex-presidente Lula; no fundo à esquerda, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Estamos diante de mais uma onda de protestos e as alternativas não existem. Somos obrigados a orbitar no entorno de um sistema de partidos políticos compostos em sua grande maioria por vendilhões da Pátria; a escolha final é sempre entre dois candidatos que servem à farra dos juros bancários. Independente da posição e pragmatismo individual dos leitores, uma coisa temos que lembrar: tanto PSDB como PT representam a continuidade do jogo dos plutocratas. Uma foto rara nos revela o princípio de tudo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava… estava em Sion!”

Fundado no dia 10 de fevereiro de 1980, em evento no Colégio Sion, em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores reuniu grande parte da esquerda brasileira. O surgimento do partido era impulsionado, entre outros fatores, pela popularidade do movimento operário do ABC paulista, com as grandes greves de 1978 a 80, pelo retorno de diversos militantes de esquerda do exílio, com a Anistia, em 1979, e a ascensão do movimento de base da Igreja Católica, inspirado na Teologia da Libertação.

O partido é fruto da aproximação dos movimentos sindicais, a exemplo da Conferência das Classes Trabalhadoras (CONCLAT), que veio a ser o embrião da Central Única dos Trabalhadores (CUT), grupo ao qual pertenceu o atual presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, com antigos setores da esquerda brasileira.

Lula liderava os metalúrgicos em suas greves, as primeiras grandes manifestações populares no país desde o fim dos anos 60. “São Bernardo funcionava como o pavio que acende a pólvora que já estava distribuída pelos quatro cantos”, resume Hamilton Pereira, um dos fundadores.

Pereira conta que, no ato de fundação do partido, estavam representantes do movimento operário, intelectuais universitários, comunidades eclesiais de base e militantes da esquerda clandestina.

Na década de 80, o PT participou de todas as eleições, mas conquistou apenas algumas prefeituras e vagas no parlamento, conseguindo algumas vitórias, como eleger a primeira mulher para prefeita de uma capital, Maria Luiza Fontenelle, em Fortaleza, e também a primeira mulher prefeita de São Paulo, Luiza Erundinda.

A consolidação, no plano eleitoral, veio nos anos 90, após o impeachment de Fernando Collor. Em 1989, o alagoano derrotara Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das primeiras eleições presidenciais diretas do país desde os anos 60. O amplo movimento da opinião pública contra Collor, em virtude de denúncias de corrupção, elevou Lula à condição de favorito para sucedê-lo. A estabilização da inflação, com o Plano Real, em 1994, entretanto, construiu as bases para que Fernando Henrique Cardoso lhe impingisse sua segunda derrota em uma disputa presidencial. O PT, por sua vez, não parou de ampliar sua participação na administração pública e nos parlamentos. O partido só chegaria ao cargo máximo do país em 2002, em sua quarta eleição presidencial, quando elegeu seu líder, Lula ao cargo de presidente da República.

O programa do PT passou por diversas reformulações desde sua fundação. Isso fez com que, ao longo dos anos, grupos inicialmente aglutinados em torno do partido se afastassem da legenda. O PT se declara um partido que visa ao socialismo, por exemplo, mas a definição do conceito não é unânime entre as inúmeras correntes políticas internas. Uma coalizão conhecida como Campo Majoritário comanda atualmente o partido, tendo pouco mais de 50% dos votos no diretório nacional. Entre as correntes minoritárias mais conhecidas, estão a Democracia Socialista (DS) e Movimento PT.

Em seus acalorados discursos, o ex-presidente Lula raramente deixava de mencionar os “endinheirados”, o temor que as “zelites” têm do “governo dos trabalhadores”. Mas que elites são estas? Certamente não é “aquela elite” que recebe anualmente mais de 40% do orçamento da União a título de juros e rolagem da Dívida Pública. E tem gente que ainda não entendeu porque qualquer ministro da fazenda terá sempre que aumentar os impostos ou fazer com que a economia cresça…

Tanto capitalismo como comunismo são sistemas que se sustentam basicamente na luta de classes; eles tentam dividir a nação entre o “povo” e “elite”, instigando uns contra outros. Mas nós já sabemos há muito tempo que enquanto os dois lados brigam, há aqueles que lucram sempre: os banksters – NR.

Nas palavras de Adriano Benayon...

Uma nova e profunda crise abate-se sobre o povo brasileiro, enquanto seus fabulosos recursos minerais e a produção agropecuária são exportados a preço vil.

Aumentam os lucros reais dos carteis no País, e os salários caem, com a alta dos preços e a elevação das tarifas dos degradados serviços públicos. Os empregos desaparecem, especialmente os qualificados.

O povo, atado em novas armadilhas, é condenado à pobreza e ao subdesenvolvimento permanentes. As pessoas sentem o baque, cada vez mais forte, pois os concentradores financeiros exigem arrochos do governo, diante, inclusive, do desequilíbrio nas transações correntes com o exterior, acima de US$ 90 bilhões/ano.

Desorientado pela grande mídia, o público sofre e ignora que as desgraças, agora mais nítidas, decorrem da estrutura de mercado formada ao longo de 60 anos, concentrada e desnacionalizada.

Enquanto isso, uma das mãos do establishment, George Soros, o narcotraficante, compra cada vez mais, ações da Petrobrás (LINK)

Os próprios causadores disso aproveitam-se do descontentamento para assestar mais um golpe sobre as vítimas, condicionadas a ver na corrupção o maior problema do País. Elas não percebem que os desnacionalizadores comandam a mega-corrupção, a sistêmica.

Com o objetivo de apropriar-se, ao custo mais baixo possível, da exploração das reservas de petróleo da Petrobrás – de 200 bilhões de barris, uma das três maiores do mundo – o cartel transnacional do petróleo dirige os ataques da mídia contra a estatal.

O caminho passa por enfraquecer a Petrobrás e as empresas nacionais de engenharia. Assim, fragilizam a economia, já combalida, e, juntamente com ela, a atual presidente, podendo derrubá-la em favor de alguém convictamente vinculado aos concentradores estrangeiros. A enviesada campanha mediática transparece nos editoriais do Globo, contumaz promotor da desnacionalização – a reclamar a revogação das leis que asseguram à Petrobrás parte da exploração do Pré-Sal, e exigir contratos de concessão.

Os vazamentos de informações da “Lavajato” são ilegais e seletivos, abusados pela mídia corruptíssima. Nas licitações e encomendas da Petrobrás só estão sendo investigados ou trazidos à tona os delitos cometidos na era PT. A grande mídia oculta, ademais, que os envolvidos ingressaram na Petrobrás pelas mãos do governo do PSDB, quando já cometiam seus crimes. É imperioso cessar as nomeações políticas na Petrobrás, e isso exigirá um sistema político no qual o dinheiro e as TVs comerciais deixem de ser os fatores preponderantes das eleições!

Será????
Enquanto isso não ocorre, a atual presidente teria de impor medidas de emergência para recuperar a estatal (tarefa tecnicamente fácil) e só o poderia fazer apoiada em expressivas manifestações populares. Ou seja: estas têm de ser conscientes e não teleguiadas por golpistas a serviço do império.

São também necessários os acordos de leniência com as empresas de engenharia, sobre as quais se têm lançado os raios fulminantes da Operação “Lavajato”. As ações dos falsos moralistas conduzem a: 1) a entrega do mercado brasileiro a empreiteiras estrangeiras; 2) o desemprego em massa, já em curso.

Afora esses resultados e de abalar indevidamente o crédito da Petrobrás, a Lavajato, como tem sido conduzida, abusa de ilegalidades.

É contra a Lei manter presos diretores das empresas de engenharia, para forçá-los a confissões e delações. A delação premiada é condenável, pois dá vantagens imorais a corruptos contumazes, e desnecessária: a Polícia Federal e o MP têm meios técnicos para apurar os fatos, sem recorrer a esse expediente.

Há que punir os diretores e gerentes, cuja culpa for provada, mas tirar as empresas do mercado é um tiro no pé do País. Ademais, os acordos em nada obstam a punição dos responsáveis, nem a imposição de multas adequadas às empresas, além de fazê-las ressarcir os sobrepreços.

Em suma, nosso povo precisa entender que a maior das corrupções e fonte das demais é a corrupção sistêmica, intrínseca ao modelo desnacionalizante e concentrador.

Como mostra Paulo Cesar Lima, a Petrobrás tinha tudo para entrar numa era de grandes resultados financeiros, não fosse a operação Lavajato. Então, é o modo como esta se realiza que a impede de colher os frutos suas magníficas descobertas de reservas.

Ele assinala que os custos de extração do pré-sal são inferiores a US$ 20 por barril. Ora, o valor da produção supera US$ 50, mesmo com os preços, neste momento, deprimidos pela pressão da agressiva geopolítica dos EUA. Lima aponta também: “de 2005 a 2014, o preço médio de realização da gasolina nas refinarias da Petrobras foi de R$ 1,085; no porto de Nova Iorque, R$ 1,207.”

A Petrobrás ainda importa mais de 20% do petróleo e derivados consumidos no Brasil. Com a forte queda dos preços mundiais, ela não mais arca com os prejuízos que contribuíram para causar-lhe perdas de R$ 60 bilhões, segundo Silvio Sinedino da AEPET, forçada, durante anos, pelo governo a reajustar derivados abaixo da inflação geral. Tudo isso demonstra a inverdade de apresentar a Petrobrás como problema, quando ela é a principal joia da coroa. Seu aparente enfraquecimento é artificial e armado por inimigos do País.

A Agência de risco Moody’s calcula as dívidas da Petrobrás em US$ 137 bilhões (US$ 110 bilhões com credores privados). R$ 40 bilhões seriam devidos ao BNDES. A dívida para 2015 (US$ 14 bilhões) é facilmente administrável.

Ora, além de pouco expressivas em relação ao patrimônio – subavaliado pelo “mercado” – as dívidas pouco significam independentemente de prazos e juros. Ambos caem substancialmente, se o crédito da empresa se recuperar da degradação, advinda da ação combinada do cartel mundial, da grande mídia e autoridades movidas por conceitos enganosos.

A Petrobrás tem tido receitas anuais de R$ 300 bilhões. Ademais, embora descapitalizada pela política de preços, determinada pelo governo, a estatal adquiriu grande quantidade de blocos, além de investir pesado na exploração. Com isso, só no pré-sal, já produz acima de 800 barris diários. Ela investe 100 bilhões de reais por ano, opera 326 navios, 35.000 quilômetros de dutos, 15 refinarias e 134 plataformas de produção de gás e de petróleo. Fez ressurgir a indústria naval, com aumento de 2 mil empregados para 85 mil.

Para que a Petrobrás seja reconhecida como mais que viável só precisa pôr ordem em sua administração, inclusive expurgando os imperiais infiltrados desde os anos 90. E basta o Tesouro, como principal acionista, sinalizar que fará, se necessário, novos aportes de capital, que lhe renderão incalculáveis ganhos a curto, médio e longo prazos.

É isso que tem de fazer o governo, se não quiser cometer suicídio e simplesmente entregar o País inteiro. Quanto mais ceder à chantagem mais se debilitará.


A falsa crise torna-se real, à medida que o governo se deixa acuar, e a Petrobrás desiste de rentáveis projetos produtivos. Ridiculamente, proibida de captar recursos no mercado financeiro, por falta de publicação do balanço auditado do 3º semestre de 2014, a empresa tem evitado contratações e reduzido os investimentos em projetos contratados.

Em suma, a passagem da miséria para a riqueza, e a da humilhação para a dignidade, depende apenas da percepção dos fatos e de coragem.

Explica Geraldo Samor que as perdas devidas às propinas ocorrem nos últimos 19 anos, desde os desmontes de FHC, quando nomeou diretores da Petrobrás P.R. Costa (PRC), Duque, Barusco etc., desde 1996, ligados a políticos. Eles receberam valores ilícitos (3%), entre 1996 e 2003, em parte repassados a partidos. Algum dinheiro captado por PRC já foi repatriado de bancos suíços, e outros o estariam sendo pela ação da Justiça do Paraná. Nesse Estado foram operadas pelo BANESTADO, já nos anos 90, as escandalosas contas CC5 instituídas pelo BACEN, na gestão Gustavo Loyola, FHC.

Recorda Samor que a CPI do BANESTADO investigou desvios de R$ 150 bilhões de reais, por 61 políticos e 30 colaboradores internos. A CPI teve muita dificuldade para prosseguir entre 2001 e 2003, até a prisão do doleiro Alberto Youssef pelo delegado Protógenes, relaxada em 2001 por decurso de prazo e morosidade no Judiciário.

Permanece funcionando a rede de proteção criada por FHC, para garantir a lavagem do dinheiro de propinas a políticos coniventes com as privatizações: de empresas de energia; petroquímicas pertencentes ao Grupo Petrobrás; telecomunicações; siderurgia; mineração.

Completando o lastimável cenário, o COPOM/BACEN elevou, em 04.03.2015, de novo, a taxa de juros dos títulos do Tesouro (SELIC), agora 12,75% aa. A taxa efetiva é, na média, 3 pontos ainda maior. Moderadíssima queda de 5 pontos faria o Tesouro economizar R$ 150 bilhões/ano (três vezes o que a Petrobrás deve em 2015).

Se a política não for urgentemente revertida, o País estará em depressão econômica, com sua grande população – na grande maioria já muito pobre – e desprovido de infra-estruturas. Inviável, pois, a estabilidade política: somente, radicalização da falência de qualquer ordem pública e democrática. Enquanto não surge o amadurecimento do povo, só se poderiam conter pesadas perdas no curto prazo, com uma, até agora, inexistente condução política hábil e firme, por parte do Executivo.

Fonte:

Varg Vikernes: "Uma vida mais simples"

(LEGENDADO)



quinta-feira, 12 de março de 2015

O Surgimento dos Protocolos Sionistas


Obra escrita em 1936 pelo diretor do Instituto para Estudo da Questão Judaica, E. Freiherr von Engelhardt, que descreve o aparecimento dos assim denominados “Protocolos Sionistas”, um suposto plano para o domínio mundial, e mostra algumas novas relações entre judaísmo e maçonaria.


Introdução


O livro reapareceu em 2003 dentro da série Análise dos bastidores – Volume 35 da Archiv-Edition, a qual tem propósito documental, científico e bibliotecário. A editora publica livros e textos que tratam de acontecimentos históricos significativos e que são abafados diante da dominante manipulação de opinião ou foram retirados das bibliotecas através da censura reinante pós-1945.

Capítulo 1: Os chamados “Protocolos” – não são protocolos de uma reunião, mas sim diretrizes de uma política mundial judaica

Os chamados “Protocolos dos Sábios de Sião” foram publicados pela primeira vez pelo russo Krushewan, em 1903, no jornal “Znamja”, e em 1905, pelo russo Nilus.

Outras edições no idioma russo seguiram em 1907 (através do russo Butmi), 1911, 1917 e 1920. A primeira tradução para o alemão apareceu em 1919, publicada pelo então condecorado, e entrementes falecido, presidente da “Associação contra a arrogância da judiaria”, o capitão da reserva Müller von Hausen (pseudônimo: Gottfried zur Beck). Logo a seguir, em 1921, apareceu a edição dos “Protocolos” na editora Hammer de Theodor Fritsch, que já em 1924 estava na 6ª edição (30 mil tiragens) e na 16ª em 1935 (107 mil tiragens). Aqui foi utilizada como fonte para tradução, a edição original em russo de Nilus, de 1905, que estava no British Museum em Londres. Seguiram-se edições em quase todos os principais idiomas do mundo, pois o material ali contido parecia verdadeiro e importante para todos os povos – e com razão. Segundo uma notícia no jornal judaico “Moment”, nº 249, de 31 de outubro de 1934, este livro é o mais divulgado do mundo desde a Bíblia!

O termo “Protocolos”, utilizado por Nilus para estas diretrizes, foi uma escolha infeliz; não se trata de protocolos de uma reunião, mas sim de diretrizes que foram apresentadas por alguma liderança judaica diante de um círculo restrito, durante ou pouco antes ou depois do Congresso Sionista na Basileia, em 1897.


Algumas edições do livro (1)
Disponível em nossa Biblioteca virtual (LINK) - (Letra "O" da lista em ordem alfabética)

Quem já leu os protocolos percebe que esta “liderança judaica”, no caso os sionistas, teria escrito os alegados Protocolos tomando o cuidado de colocar como sujeito “os judeus”. Esta tática é antiga e visa trazer o judeu comum para a “causa”, como um escudo social. Desta forma, os adversários estariam promovendo um ataque injusto, generalizado, e forneceriam à mídia sionista a munição necessária para futuros processos jurídicos – NR.

Hoje, após quase 50 anos desde o Congresso Sionista na Basileia em 1897, é naturalmente improvável que se possa determinar por qual caminho estas diretrizes foram parar nas mãos do governo russo e dos adversários russos dos judeus. Pode ser considerado dentro de uma limitada probabilidade que a explicação esteja correta, que algum dos ativos agentes da polícia política russa – talvez até um de seus agentes judeus como, por exemplo, Asew ou Manassewitch-Manuilow, teve êxito em conseguir o documento ou tenha obtido vista a ele.

Deve-se saber que o governo imperial russo, antes da guerra, era o único governo do mundo que tinha reconhecido acertadamente, em linhas gerais, a questão judaica, e procurou proteger por todos os meios seu próprio povo e o Estado diante da desnacionalização e destruição através da judiaria. Como o movimento revolucionário na Rússia é dirigido e financiado quase que exclusivamente por judeus (ver o livro do renomado historiador judeu A. Rappoport, “Pioneers of the Russian Revolution”, London, Editora Stanley, 1918) e grande parte destes judeus estavam nos estrangeiro, é compreensível que tanto o general Ratschkowski, chefe da polícia secreta russa em Paris, como também o departamento policial em Petersburgo, dispensaram grande atenção ao Congresso Sionista na Basileia e mandaram para lá seus mais competentes agentes.

Capítulo 2: O reservado Congresso paralelo dos maçons judeus

Um dos principais argumentos dos judeus contra a autenticidade do documento denominado “Protocolos dos Sábios de Sião” é a menção do fato, que o protocolo oficial da reunião do primeiro Congresso Sionista na Basileia não corresponde aos chamados Protocolos Sionistas e que, durante os três sobrecarregados dias do evento, não havia de forma alguma tempo disponível para 24 reuniões especiais, cujo resultado poderia compor os alegados “Protocolos Sionistas”.

Como já discorrido, os assim denominados Protocolos não são os protocolos de uma reunião, mas devem ser vistos na forma de diretrizes oriundas de palestras. É óbvio que tais diretrizes não foram apresentadas no Congresso Sionista oficial (onde participaram correspondentes, convidados e estenógrafos não-judeus). Pode ser visto como comprovado que durante, pouco antes ou depois do Congresso Sionista na Basileia, em 1897, aconteceram reuniões estritamente confidenciais e secretas entre membros da associação maçônica judaica B’nai Brith e B’nai Moische (fundador: Achad Hamm).

O próprio Theodor Herzl escreveu a 10 de março de 1897, no primeiro volume de seu “diário”, página 595:

Theodor Herzl
“No domingo nós fizemos uma conferência na associação sionista para realizar o Congresso Geral Sionista, o qual eu queria que fosse em Zurique. Decidiu-se, todavia, realizá-lo em Munique. Uma comissão foi formada após longas e vazias discussões, e eu incumbido de organizar o evento. Haverá um congresso público e um confidencial.”

No relatório da reunião sobre o Terceiro Congresso Sionista na Basileia em 1899 (editora da associação Eretz Israel), lê-se na página 51:

“Ao final da reunião de 15 de agosto de 1899, falou o delegado Professor Gottheil:

Minhas senhoras e meus senhores! Como é de nosso conhecimento, encontra-se entre os delegados um número de irmãos da Ordem B’nai Brith, assim como também os presidentes de algumas Lojas. Como nós temos agora o desejo de conferenciar em particular com estes irmãos sobre o posicionamento frente ao Sionismo, nós solicitamos por favor que todos os irmãos da Ordem B’nai Brith compareçam hoje à noite, às 8:00 hs’.”

Em sua “História da Ordem B’nai Brith na Alemanha 1882 – 1907”, impresso por Max Cohn, Berlim, o maçom Dr. Maretzki escreve na pág. 141:

“O movimento sionista aumentou sua atuação, e muitos membros das Lojas participaram deste movimento. E desta forma não poderia faltar, que no Congresso Sionista na Basileia, em 1903, inúmeros irmãos tenham participado. E não havia lá qualquer fato que pudesse atingir a Ordem. Somente 35 irmãos, dentre eles vários provenientes das Lojas alemãs, convocaram uma reunião especial, onde o parentesco do Sionismo com a Ordem foi salientado e os irmãos foram convocados a preencher a Ordem com os pensamento do judaísmo moderno”.

Dr. A. Goldschmidt escreve em “Der Deutsche Distrikt des Ordens Bne Briß” (O distrito alemão da Ordem Bne Briß), editora da Grande Loja Berlim, pág., 68: “Quase todos líderes importantes do Sionismo alemão são membros da Ordem.”

No mesmo livro, Goldschmidt escreve a respeito da mudança do I. Congresso Sionista, planejado inicialmente para Munique, na pág. 66 – 68:

“Posteriormente foi escolhido um canal de comunicação privado, onde, por parte da Loja, o ex-presidente Irmão Dr. Merzbacher foi enviado a Viena para tratar pessoalmente com Dr. Herzl. Isto resultou que Munique foi preterida como local do congresso, e foi escolhida a Basileia.”

Mas que também durante o Congresso oficial algumas idéias foram expressas e por descuido, chegaram também nos protocolos oficiais do congresso, que se aproximam bastante daqueles dos denominados Protocolos Sionistas, comprovam os seguintes discursos (ver protocolo estenográfico das negociações do III Congresso Sionista na Basileia,a 15, 16, 17 e 18 de agosto de 1899, editora da Associação ‘Erez Israel’, Viena 1899):

Página 161/163/164: Discurso do amigo íntimo e funcionário de Herzl, Dr. Gaster:

“Nós temos tido, porém, um grande ideal diante dos olhos, incomparável àqueles ideais que influenciaram outros povos, e nós perseguimos o ideal de forma destemida através dos milênios… Pois nós sonhamos, sonhamos com um peculiar reino sobre a Terra, onde justiça e amor devem dominar, e nós denominamos isso o reino de Deus na Terra, o ideal do povo judeu… É bem diferente, está repleto do empenho de todo o mundo, e por isso nós permanecemos sempre diferentes e, eu proclamo daqui, permanecemos mais elevados do que todas as nações do mundo. Pois nenhuma nação pode se comparar à nossa…”

Página 20: Discurso do Dr. Max Nordaus:

“Nos textos judaicos aparece de diversas formas o pensamento que uma pequena minoria dos vivos, a mais importante, é sozinha a parte mais decisiva do povo. Não aos 220.000, mas sim aos 300 guerreiros de Gideão coube a missão de atacar os amalequitas (fortes manifestações e aplausos). Nossos rabinos são mais incisivos e afirmam que o impulso de todo o povo está sobre 36 justos (fortes manifestações e aplausos). Poderia ser a maior ambição dos sionistas, ser os 36 justos, através do quais todo o povo vive (fortes manifestações e aplausos), os 300 guerreiros de Gideão, que sozinhos, por todo o povo, lutam e vencem…” (Nota de v. E.: quem não está pensando aqui nos 300 homens de Rathenau?)

Interessante também é o seguinte comentário do mesmo Max Nordau (ver: “Max Nordau’s Zionistische Schriften”, publicado pelo Comitê da Ação Sionista, editado pela Editora Judaica, Colônia e Leipzig, 1909, Palestra em Amsterdam, 17 de abril de 1899):

Página 264: “… Os proletários judeus, que se tornaram socialistas, são da opinião que eles devem descartar o sionismo, pois socialismo e sionismo são completamente diferentes em sua essência. Isto é um erro grave. O socialismo tem sim como ideal distante a irmandade entre todas as pessoas, sem diferença da procedência, mas justamente o mesmo ideal tem o sionismo também…”

Capítulo 3: Pode ser Herzl o autor dos “Protocolos”?

Se o autor de fato dos assim chamados Protocolos Sionistas é Theodor Herzl, Achad Hamm ou algum outro proeminente líder judeu, infelizmente isso dificilmente se deixará comprovar com documentos. Todavia, como Theodor Herzl – lendo apenas aqui os três volumes de seu “diário” e considerando o quanto ainda foi suprimindo pelos editores – também estava inclinado a diversos fundamentos maquiavélicos, a mentira e trapaças, suborno e traição, não parece de forma alguma algo impossível, que este “nobre” (no fundo, tudo é relativo! Nota de v. E.) judeu tenha redigido as diretrizes da política judaica segundo o conteúdo dos Protocolos. Toda uma série de ideais que ele almejava para seu Estado judeu, reformas, instituições, fundamentos etc correspondem claramente àqueles dos Protocolos.

É também provável que Theodor Herzl, durante seu período como jornalista em Paris, tenha sido informado sobre o livro de seu já falecido colega Joly e que ele o tenha – reconhecido ou suposto como programa maçom e judaico, ou considerado coincidências ocasionais – tenha-o tomado como base para elaboração do programa mundial judaico dos Protocolos Sionistas.

Que Theodor Herzl, como a maioria dos principais representantes do povo judeu que se dirigiram à Basileia em 1897 para o Congresso Sionista, era maçom de alguma Loja ou pertencia a alguma Ordem judaica como a B’nai Brith ou semelhante, isso não se questiona. Se extrai claramente da seguinte passagem de seu “diário”, volume 3, pág. 27.

Na ocasião da visita do sr. N… temos ali:

“Eu o acompanhei respeitosamente até a porta. Junto à escada, ele me disse:
‘Je rendrai ces 40.000 Francs à cette banque. Et jê compte sur vous comme tel’ (onde ele me deu um aperto maçônico na raiz da mão ).

‘Vous me conaissez’, eu disse, e retornei o sinal por diversão.”

Que ele tenha mencionado em uma carta ao deputado e promotor von Hauer, a 10 de julho de 1901 (ver diário, vol. III, pág. 75): “eu nem sou maçom”, não prova de forma alguma o contrário, pois é uma carta dirigida a um promotor, onde ele não achou conveniente revelar sua filiação à maçonaria por razões diversas, enquanto a primeira passagem mencionada da pág. 27 do mesmo volume é uma anotação confidencial de um diário. A negação de sua participação na maçonaria na carta ao promotor von Hauer parece provar mais que o promotor – que deveria estar bem informado – tinha a suspeita, não injustificada, de que Herzl era maçom.

É um fato importante e notável que tanto Theodor Herzl tenha apresentado seu projeto de um “Estado judeu” na forma de uma palestra com diretrizes para um grêmio eleito, neste caso a família Rothschild, como também o autor dos “Protocolos” também tenha se utilizado de uma palestra para a apresentação de diretrizes a um grêmio eleito, neste caso um Congresso ou um Conselho de judeus proeminentes. Isso me reforça na consideração de que Theodor Herzl possa ser sim o autor dos Protocolos. Durante sua longa permanência em Paris, e como judeu e maçom, certamente caiu em suas mãos os “Diálogos” de Joly e ele retrabalhou o texto dentro de um contexto judaico, resumindo-o na forma de diretrizes para a política mundial judaica. Chama a atenção em todo caso – e pouco explicável pelo acaso – que tanto na forma como também no conteúdo entre os Protocolos e o discurso de Herzl ao conselho da família Rothschild, onde ele descrevera sua ideia do Estado judeu, predomina uma coincidência em vários ângulos. Eu cito a seguinte passagem dos “diários” de Herzl, volume I, onde sobressai o relato de seu “estado judeu” aos Rothschild:

Página 144: “Ao Conselho familiar: (Nota de rodapé: as notas seguintes até o final do primeiro livro, levam na cópia feita pelo pai de Herzl, o título: Fala aos Rothschild).”

Página 312: “Conversa com o Grão-Rabino Zadok Kahn. Eu li o discurso para ele. No Coupé durante a viagem até Paris, eu tinha riscado completamente os Rothschild do discurso. Zadok Kahn pareceu escutar com interesse a leitura de duas horas.”

Página 487: “Em um dos quartos onde eu me hospedo no Hotel Catille, foi onde eu escrevi o Estado judeu (na forma de discurso aos Rothschild).”

Página 646 (observações): “Ao Conselho familiar: o primeiro apontamento de Herzl sobre o discurso, que ele intencionava proferir diante da reunião da família Rothschild a ser convocada.”

Justamente os dois pontos do programa dos Protocolos que são apontados pelos adversários como extremamente improváveis, ou seja, que os judeus, em uma situação de emergência provocada por uma revolta dos não-judeus, deveriam utilizar contra eles, em última instância, a implosão das capitais a partir dos metrôs; e por outro lado a menção ao processo do Panamá, apontam para o fato que o autor dos Protocolos pode ser muito bem Theodor Herzl. Na “Enciclopédia Judaica”, volume VI, página 408, que apareceu antes da guerra no idioma russo, em Petersburgo, temos:

“Em Paris, onde Herzl viveu desde 1891 como correspondente da “Nova Imprensa”, ele se deparou imediatamente com o Caso Panamá, e sua desconfiança para com o lado externo da Política cresceu mais e mais.”

Comparado com o assassinato sistemático de centenas de milhares de pessoas valorosas, principalmente por parte da Tscheka organizada e dirigida por judeus na Rússia, o aparecimento de um plano para explodir bairros de cidades grandes ou outros atos terroristas (pensemos aqui na explosão da catedral de Sofia realizada pela GPU do estrangeiro, dirigida por judeus), não parece ser de forma alguma algo tão terrível para as mentes judaicas.

Árvore genealógica da maçonaria, desenhada por um irmão maçom do 
Rito de Zinnendorf (2)

Justamente a ameaça de explosão dos metrôs prova que o autor dos Protocolos não podia de forma alguma ser da polícia secreta russa, pois esta ameaça seria completamente ineficaz dentro de uma perspectiva russa, porque lá não existem metrôs. A polícia secreta russa, no caso de uma falsificação de tal documento, teria disseminado terror com a queima de todo um bairro, pois a exemplo de Moscou grande parte constitui de construções de madeira. Da mesma forma a polícia secreta russa não teria nunca inserido o ponto do protocolo, onde se lê, que a polícia política de todos os países é conduzida e liderada por judeus, pois assim eles teriam que ser expostos a si próprios. Ao contrário, eles teriam escrito, a polícia política, principalmente a Ochrana russa, representava o maior perigo para a judiaria.

Dois aspectos achamos interessante ressaltar: primeiro, que podemos observar mais uma vez como lideranças sionistas valem-se de frases como “os judeus querem isso, almejam aquilo” para englobar todo um povo como escudo para suas ações. Segundo, que nesta época ainda havia debate em torno dos chamados Protocolos. Hoje em dia, a liberdade democrática sabe apenas perseguir aqueles que editam ou distribuem o conteúdo deste livro, como foi o caso das editoras Revisão e Centauro – NR.

Fonte


Nota:

(1) - Livro em PDF livre disponível em nossa biblioteca (letra "O" da lista em ordem alfabética) - LINK

(2) - Árvore genealógica das maçonarias, das sociedades secretas. Foi desenhada por um irmão maçom do Rito de Zinnendorf, se apresenta como um ramo principal do tronco — a Maçonaria, nascida das raízes Judaísmo, Talmud e Cabala, que o genealogista se esqueceu de assinalar e nós assinalamos. Da maçonaria Inglesa brota o Rito de Zinnendorf. Da Escocesa, a Francesa que decai nas maçonarias Alquímica, mágica e Martinista; a Alemã; a Holandesa; a Sueca; a Templária que fenece nos ramos da Beneficente e da Eclética. De uma semente tombada da grande árvore brota no solo a Rosa-Cruz, da qual sai a antiga maçonaria Russa. Da própria raiz do Judaísmo surge o lluminismo, cujo derradeiro broto é o Buchismo, a Burschenchaft.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Otto Skorzeny, "o homem mais perigoso da Europa"


Otto Skorzeny foi um lendário comandante das Waffen-SS que nunca traiu o seu líder e  nem seus companheiros.

A vida em Viena

Skorzeny, era austríaco e nasceu no dia 12 de junho, 1908 na capital, Viena, em uma família de classe média de origem alemã e também possivelmente polaca. Após a Primeira Guerra Mundial (1914 - 1918) sua família sofreu com as consequências do Tratado de Versalhes e sobreviveu graças à assistência da Cruz Vermelha.

Após o fim do ginásio, ele ingressou na Universidade de Viena, na parte de engenharia e construção do motores, tornando-se um engenheiro em 1931. Era um atleta com espírito aventureiro e amante de desafios. Participava de uma Schlagende Verbindungen (sociedade de duelos de esgrima), numerosas na Alemanha e Áustria. Participou de catorze duelos e no décimo recebeu a Schmisse (cicatriz de honra) que era para ele motivo de orgulho.

Neste período, ele estava entre outras coisas, envolvido em suas primeiras atividades políticas através da participação no corpo de estudantes e na sua luta pela união da Alemanha e Áustria. Em 1932, ele se tornou um membro do NSDAP, o que foi, porém, proibido em 1933.

A entrada na waffen-SS

Após a Áustria tornar-se parte do Reich alemão em março de 1938, já formado em engenharia e com mais de 30 anos, o gigante (tinha 1,94m) Otto Skorzeny não conseguiu ingressar na Luftwaffe (Força Aérea Alemã) e foi colocado na Waffen-SS, corpo armado do partido, não integrante do Exército alemão, mas uma força auxiliar deste. A partir de setembro de 1939, Skorzeny foi treinado com a Leibstandarte SS Adolf Hitler em Berlim. Ele participou da campanha no oeste, nas fileiras do regimento Germania e em 30 de janeiro de 1941, ele foi promovido a SS-Untersturmführer.

Depois que ele marchou para Sérvia com as tropas alemãs em abril de 1941, ele participou da campanha no leste nas fileiras da divisão SS Das Reich. Foi condecorado com a Cruz de Ferro e lutou no leste de Kiev (Capital da Ucrânia) contra formações de soviéticos que a cercaram. Depois disso, ele avançou com a sua divisão sobre Moscou.

Após ser ferido na antiga Rússia soviética, estava em convalescença quando foi convidado a ingressar no recente corpo de comandos das forças armadas, ao estilo dos "comandos" britânicos. O grupo chamava-se Friendenthale Jagerverband, comandado por Walter Schllemberg, chefe da contra-espionagem da SS.

Em Abril de 1943, uma nova tarefa foi oferecido a Skorzeny, o curso especial de instrução Oranienburg da Waffen-SS, precisava de um novo chefe, que, ao mesmo tempo tinha que se acumular com o Friedrichsthal perto de Oranienburg, uma escola para treinar agentes para realizar operações por trás das linhas inimigas. Skorzeny aceitou ambas as missões e foi destacado como um reserva SS-Obersturmführer para Amt IV, SD-Ausland (serviço de inteligência externa) do Reichssicherheitshauptamt (RSHA). Juntamente com seu ajudante, SS-Obersturmführer Karl Radl, ele recrutou soldados adequados para a nova unidade e estudou a fundo todos os relatórios sobre formação e de comando operacional de tropas. Algumas tarefas da tropa foram: infantaria e formação pioneira, a manipulação de lançadores de granadas, artilharia leve e tanques, treinamento de motorista de moto, carro, barco a motor e locomotiva, bem como do esporte a cavalo e exercícios. Em breve, uma importante missão teria de ser realizada.

A Missão na Itália

Em 25 de julho de 1943, Benito Mussolini era - como resultado de uma conspiração inventada pelos altos funcionários do escalão do Partido Fascista - deposto, preso e levado para um lugar desconhecido. Skorzeny foi logo a seguir, juntamente com cinco outros oficiais, convocados pelo Führerhauptquartier. O Führer o escolheu para uma missão, que ele discutiu com ele de forma confidencial. Estava convencido de que a Itália, sob um governo nomeado pelo rei, em breve iria acabar com a guerra e extraditar o Duce aos Aliados. A missão de Skorzeny era descobrir onde Mussolini estava detido e libertá-lo. A operação teria de ser preparado e realizado em completo sigilo.

Depois de ter realizado uma consulta com o general Student, Skorzeny deu a Berlim - a partir do Führerhauptquartier - suas instruções para a formação de um Einsatzgruppe. Antes do amanhecer, quase quarenta homens tiveram que ser equipados com uniformes tropicais, roupas civis, armas, explosivos, receptores de rádio, pára-quedas e novos livros de pagamento, a fim de esconder a presença de membros da Waffen SS na Itália. Graças ao adido policial na embaixada alemã em Roma, SS-Sturmführer Herbert Kappler, soube-se que os lugares onde Mussolini estava preso sempre estavam em mudança. Um dos lugares onde Mussolini foi detido estava a fortaleza de costa Maddalena, ao norte da Sardenha. Skorzeny fez os preparativos para libertar Mussolini através de um inesperado ataque de soldados, que teriam de ser trazidos para a ilha por torpedeiros motor e superar os guardas italianos. A operação, que era para ser realizada em 28 de agosto de 1943, no entanto, teve de ser cancelada, porque o novo governo italiano aparentemente sabia sobre a operação planejada e, consequentemente, tinha tirado Mussolini no último momento. Mais tarde, verificou-se que o chefe da Abwehr, o almirante Canaris, que era nada mais do que um traidor covarde, também havia traído a operação que tinha sido planejado para 28 de agosto de 1943.

"Befreierfällen vom Himmel" ("libertadores caiem do céu") - Karl Radl

Felizmente, o novo lugar onde Mussolini foi mantido, logo foi localizado. Era o Hotel Sport , no Gran Sasso, nas montanhas Abruzzen, cerca de 2.000 metros de altitude. Em 8 de setembro de 1943, Skorzeny e Radl sobrevoaram a área e tiraram fotos do Gran Sasso. Pouco depois, o desarmamento dos italianos por tropas alemãs poderiam ser realizados. Porque depois da capitulação do exército italiano a extradição de Mussolini aos Aliados se poderia esperar, tinham que tentar libertá-lo o mais rapidamente possível. Um ataque contra o hotel só foi possível com pára-quedistas em planadores. No curto prazo, doze desses aviões foram encomendados ao sul da França pela a Itália. A aeronave pode transportar nove homens além do piloto. Skorzeny escolheu um pasto em volta do hotel como o local de desembarque. Ao mesmo tempo, um batalhão de pára-quedistas tinham que ocupar a estação terrestre de um teleférico no vale que leva ao hotel. Karl Radl teve a ideia de ter o Carabiniere, Soleti, que era conhecido pelos guardas, acompanhá-los e deixá-lo dar a ordem para não atirar em soldados alemães.

Em 12 de setembro a operação poderia começar. Despediu-se os 17 homens da Waffen-SS e 90 pára-quedistas no aeroporto de Pratica di Mare. Uma vez acima da área de aterragem, Skorzeny notou, no entanto, que a superfície que ele tinha levado em conta, ser um pasto era, na realidade, uma pista de esqui. É, portanto, não foi possível pousar lá. Skorenzy agora ordenou o piloto a pousar tão perto do hotel quanto possível. Seu planador chegou a um impasse de apenas 15 metros do edifício. Skorzeny, os homens de sua aeronave e o Carabiniere Soleti correram para o hotel o mais rápido possível. Karl Radl, que pousou com o planador logo após Skorzeny, descreveu este momento em seu livro: "Befreier fällen vom Himmel" ("libertadores caiem do céu").

Skorzeny e seus homens moveram-se na direção do hotel. Havia um guarda italiano lá. Soleti chamou-lhe: "Não atire Não atire!" Deixamos a guarda e foram para o hotel. A porta se abre. É a sala de rádio. Um soldado italiano ficou atrás do rádio. O arrebataram de sua cadeira. Um, dois golpes com a coronha da pistola-metralhadora e o rádio está fora de ordem. É isso. Eles não podem pedir mais ajuda. Ao nada encontrarem, voltam para fora. Vamos ao virar da esquina da adição. Outro guarda. "Não atire! Não atire!", As chamadas gerais. Este guarda, também, não atirou. Lá, havia um muro de concreto de dois metros de altura. Skorzeny saltou sobre ele sob os ombros de seus homens. Os outros escalaram a parede da mesma forma. Eles ficam no terraço em frente à fachada da casa e caminharam até a entrada principal. 

Karl Radl nos conta: o encontro com Mussolini

"Então a aeronave começou a descer. Talvez um minuto se passou. Foi uma questão de segundos. Minha máquina estatela-se, é levantada uma vez e arremessada mais cinquenta metros, e finalmente conseguimos ficar cerca de 100 metros do hotel. Corremos para a assistência do chefe. Ele agora vê o Duce na janela. "Duce, fique longe da janela, longe da janela!", Grita Skorzeny. Ele, aparentemente, temia que o Duce pudesse ser acidentalmente baleado. Aproximamo-nos do hotel. Antes de eu chegar à entrada, Skorenzy e Schwerdt passaram pelos acessos por um caminho através dos carabinieri sem o uso de suas armas. Os carabinieri estavam muito chateados e queriam deixar o hotel. Eles devem ter apenas o seu descanso a tarde. Alguns estão carregando suas metralhadoras e alguns estão desarmados. Eles vêem seu general, a quem muitos sabiam, e ninguém dispara. Skorzeny e Schwerdt sobem as escadas para o hotel completamente desconhecido.

Skorzeny abre uma porta no segundo andar. É o caminho certo. Dentro da sala está Mussolini. Com ele estão dois oficiais e um homem em trajes civis. Eles correm para fora. Em seguida, eles estão sozinhos. Após, os graduados Gföller e Gläsnert transformam-se na soleira da porta. Quando eu cheguei, Skorzeny simplesmente relata: "Duce, o Führer nos enviou para liberá-lo!". Mussolini está muito emocionado. Ele só responde: "Eu sabia que o Führer não me deixaria para trás". Ele aperta a mão de Sorzeny, abraça-o, beija-o nas bochechas. O mesmo acontece comigo, Schwerdt e Wartger.

Otto Skorzeny (centro) após o resgate de Benito Mussolini (de preto).

O comandante italiano capitula no hotel. Logo um Frieseler Storch pousa em terra para trazer Mussolini e Skorzeny do Gran Sasso para um aeródromo de onde eles voam para Viena. Lá, Skorzeny telefona ao Führer, que lhe diz: "Skorzeny, por ter realizado uma operação militar com uma conclusão bem sucedida, que passará a fazer parte da história, você me deu de volta o meu amigo Mussolini. Eu vou conceder-lhe a Cruz de Cavaleiro e promovê-lo a SS-Sturmbannführer. Quero parabenizá-lo. "


As missões em Berlim e Budapeste

Skorzeny havia ganho fama principalmente após o resgate de Mussolini, nos jornais aliados de todo mundo e nos do eixo. O "Homem mais perigoso da Europa", diziam. Seus feitos tinham repercussão dentro e fora da Alemanha e Europa, onde virara lenda.

Durante os meses seguintes, Skorzeny estava muito ocupado com o reforço de suas tropas de comando e no desenvolvimento de novas armas para suas operações. Sua formação especial foi transformado em Jagdverband Mitte com cinco batalhões, um batalhão de instrução e de outras unidades. Por acaso, ele teve que cumprir outra missão inesperada em 20 de julho de 1944. Naquele dia, o coronel Stauffenberg fez uma tentativa para assassinar Adolf Hitler e outros funcionários explodindo uma bomba durante uma reunião sobre a situação militar no Führerhauptquartier. Após a eliminação do Führer, as tropas de reserva teriam de tomar o poder (Operação Valquíria). A tentativa falhou, no entanto, e Adolf Hitler foi apenas ligeiramente ferido. Em 20 de julho de 1944. Skorzeny tinha acabado de chegar de trem de Berlim, em Viena, quando soube que as tropas, já alarmados com os conspiradores, estavam avançando sobre Berlim. Skorzeny, em conjunto com uma companhia de soldados, marcharam sobre os do comandante das tropas de reserva, onde os oficiais do exército já haviam prendido os conspiradores. Ele disparou em alguns deles. Enquanto isso, o comandante das tropas de reserva foi libertado, mas afastado de seu comando. Skorzeny por isso pediu aos policiais para continuarem as suas funções, enquanto ele cuidava do funcionamento da unidade do exército que competente para armamento, abastecimento e reserva.


Em setembro de 1944, Skorzeny recebeu novas encomendas do Führer. O regente húngaro Horthy tinha feito contato com ambos os Aliados ocidentais e os soviéticos e preparou a capitulação de seu país. Era tarefa do Skorzeny evitar isso. Ele concentrou suas unidades nos arredores de Viena, completou o seu equipamento com material novo e veículos e fez o seu caminho como um civil a Budapeste. Durante cinco semanas, ele orientou-se às circunstâncias locais. Depreende-se que, como plenipotenciário de Horthy, seu filho, Niklas tinha entrado em contato com os soviéticos por meio do líder partidário iugoslavo Tito. Um par de horas mais tarde, uma rádio húngaro proclamou que Horthy havia chegado a um acordo de armistício com os soviéticos. Skorzeny, então, ordenou a ocupação do castelo de Budapeste, onde Horthy como regente tinha a sua sede. 

Na manhã de 16 de outubro de 1944, por volta de meia-noite algumas das suas tropas cercaram a montanha em que o castelo estava situado. Os outros foram montados em uma coluna que era um rota traçada por Skorzeny; ele queria dar impressão de que seu avanço em direção ao castelo foi uma medida acordada. O plano deu certo. As armas húngaras permaneceram em silêncio e o general húngaro capitulou. No dia seguinte, o exército húngaro fez um juramento para um novo governo que continuou a lutar contra os soviéticos ao lado da Alemanha. Um perigo considerável para as tropas alemãs havia sido evitado, graças a Skorzeny e seus homens. Quando Skorzeny descreveu a operação em Budapeste para o Führer, este lhe disse: "Você tem feito muito bem, meu querido Skorzeny e eu  vou promovê-lo a SS-Obersturmführer a partir de 16 de outubro de 1944 e conceder-lhe a Cruz Germânica em Ouro". Em seguida, ele informou a Skorzeny sobre sua próxima missão.

A ponte sobre o Öder

No oeste, o avanço das tropas inglesas e norte-americanos tinham sido paradas na fronteira. O Führer planejava uma nova ofensiva, que iria começar na área entre Aachen e Luxemburgo, então, levar através das Ardenas até a costa do Canal, a fim de destruir as forças inimigas ao norte da linha Bastogne-Bruxelas-Antuérpia, bem como negar a porta da Antuérpia para os Aliados. A tarefa de Skorzeny foi a tomar posse das pontes Meuse entre Liège e Namur, com soldados em uniformes ingleses americanos. Além disso, as pequenas unidades de comando no uniforme inimigo, atrás das linhas americanas, dariam ordens falsas, comunicações sobre levar tropas aliadas, desviar e causar confusão em suas fileiras. Esta operação foi certamente eficaz. Em breve, relatórios úteis vieram com a situação por trás das linhas americanas. Por exemplo, o líder de uma unidade enviou um regimento de tanques americanos na direção errada, destruiu as linhas telefônicas e os sinais de trânsito foram retirados. Ainda mais eficaz, no entanto, foi a confusão e sabotagem histérica que eclodiu por trás das linhas americanas.

Após a guerra: prisão e vida civil

Após o colapso da frente oriental, Skorzeny e seus homens foram obrigados a formar e manter uma ponte a leste do Oder, perto de Schwedt, que foi destinada para futuras operações contra o Exército Vermelho. Skorzeny assegurou a área como pedido e suplementou seus quatro batalhões com o retorno de soldados alemães, criando assim o núcleo da divisão Schwedt. Ele também resgatou muitos refugiados com segurança em todo o Oder. Em 28 de fevereiro de 1945 o Führer disse a ele: "Skorzeny, tenho de lhe agradecer por suas realizações em frente ao Oder. Sua ponte é o único ponto brilhante para esses dias, onde eu posso atribuir-lhe as Folhas de Carvalho da Cruz de Cavaleiro e será entregue em mãos para você dentro de poucos dias. Então você deve me contar sobre suas experiências. "

Otto Skorzeny em sua cela em Nuremberg.
No final da guerra Skorzeny, que havia sido promovido a SS-Standartenführer em 20 de abril de 1945, foi levado para um cativeiro norte-americano perto de Salzburgo. Em 1947, ele foi indiciado em Dachau por operações com soldados em uniformes inimigos, mas absolvido. Até julho de 1948, ele esperou no acampamento em Darmstadt por sua chamada audiência de "desnazificação", que foi, no entanto, adiada uma vez e outra, a fim de mantê-lo na prisão por tanto tempo quanto possível. Por isso, ele escolheu libertar-se. 

Ele permaneceu na Alemanha e na França mais de dois anos e foi para a Espanha em 1951, onde trabalhou com sucesso como um engenheiro. Ele também ajudou na formação do serviço de inteligência egípcio sob o nome de Moukhabarat. Uma doença pulmonar incurável o trouxe para Heidelberg, em 1975, para tratamento médico. Lá, Hans-Ulrich Rudel e Waldemar Schütz foram seus últimos camaradas a visitá-lo antes de seu retorno à Espanha, oito dias antes de sua morte. Otto Skorenzy disse a eles nesta ocasião de sua visita na Führerhauptquartuer no outono de 1944, quando o Führer estava doente e recebeu-o em sua cama. O Führer disse a ele naquele dia que a Alemanha não tinha construído a bomba atômica, porque ele não queria assumir aquela responsabilidade perante a humanidade que está sendo destruída por uma "Obra do diabo".

Skorzeny no pós guerra

Em 5 de julho de 1975, Otto Skorzeny morreu em Madrid. Sua urna foi enterrado em Viena. Ele chegou a escrever vários livros sobre sua época de guerra, dos quais são ótimos relatos sobre as maravilhosas forças especiais alemãs daquele período, sua competência e sua tradição, assim como um pouco da verdade sobre este período.



Fonte:

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