quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

As origens do Natal e seu significado

Festa de natal com membros do alto comando Munique, 1941. (Hugo Jaeger/Time & Life Pictures/Getty Images).

Origem histórica na Era Cristã

A palavra natal do português já foi nātālis no latim, derivada do verbo nāscor (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De nātālis do latim, evoluíram também natale do italiano, noël do francês, nadal do catalão, natal do castelhano, sendo que a palavra natal do castelhano foi progressivamente substituída por navidad, como nome do dia religioso.

Já a palavra Christmas, do inglês, evoluiu de Christes maesse ('Christ's mass') que quer dizer missa de Cristo.

Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus Cristo e assim é o seu significado nas línguas neolatinas. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 d.C, no entanto parece que os primeiros registros da celebração do Natal têm origem anterior, na Turquia, a 25 de Dezembro, já em meados do séc II.

Os primeiros indícios da comemoração de uma festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus em 25 de dezembro é a partir do Cronógrafo de 354. Essa comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania, em 6 de janeiro. A comemoração em 25 de dezembro foi importada para o oriente mais tarde: em Antioquia por João Crisóstomo, no final do século IV, provavelmente, em 388, e em Alexandria somente no século seguinte. Mesmo no ocidente, a celebração da natividade de Jesus em 6 de janeiro parece ter continuado até depois de 380.

No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional.

Dies Natalis Solis Invicti

- "dia de nascimento do Sol Invicto"

O festival foi colocado sobre a data do solstício, porque foi neste dia que o Sol voltou atrás em sua partida em direção ao o sul e provou ser "invencível".

Deus Sol Invicto romano, séc III d.C.(museu britânico).
Também conhecido pelo nome completo, Deus Sol Invicto, era um título religioso que foi aplicado a três divindades distintas durante o Império Romano tardio. Ao contrário de outros, como o culto agrário do Sol Indiges ("Sol na Terra"), o título Deus Sol Invicto foi formado por analogia ao título imperial pius felix invictus ("pio, feliz, invicto").

O título foi introduzido pelo imperador romano Heliogábalo, durante a sua tentativa abortada de impor o deus Elagabalo Sol Invicto, o deus-sol da sua cidade natal Emesa na Síria. Com a morte do imperador em 222 d.C., contudo, o seu culto esvaneceu-se. Em segundo instante, o título invicto foi aplicado a Mitra em inscrições de devotos. Também, aparece aplicado a Marte.

Finalmente, o imperador Aureliano introduziu um culto oficial do Sol Invicto em 270 d.C., fazendo do Deus Sol a primeira divindade do império. Contudo, não oficialmente identificado com Mitra, o Sol de Aureliano tem muitas características próprias do mitraísmo, incluindo a representação iconográfica do jovem deus imberbe. O culto do Sol Invicto continuou a ser base do paganismo oficial até a adesão do império ao cristianismo — antes da sua conversão, até o jovem imperador Constantino tinha o Sol Invicto como a sua cunhagem oficial. E depois, com o Édito de Milão, que concedia liberdade religiosa, houve o uso do símbolo do Chi Ro.

Os festivais de inverno eram os festivais mais populares do ano em muitas culturas. Entre as razões para isso, incluí-se o fato de que menos trabalho agrícola precisava ser feito durante o inverno, devido a expectativa de melhores condições meteorológicas com a primavera que se aproximava (vê-se em Roma por exemplo, se comemorava em Dezembro a Larentália "23/12";  Divália "21/12";  Opália "19/12"; Epona "18/12" e etc;). As tradições de Natal modernas incluem: troca de presentes e folia do festival romano da Saturnália (17/12); verde, luzes e caridade do Ano Novo Romano; o Yule e diversos alimentos de festas germânicas.

Yule 

A Escandinávia pagã comemorava um festival de inverno chamado Yule, realizado do final de dezembro ao período de início do janeiro. Como o Norte da Europa foi a última parte do continente a ser cristianizada, suas tradições pagãs tinham uma grande influência sobre o Natal. Os escandinavos continuam a chamar o Natal de Jul.

Yule é uma celebração do Norte da Europa pré-Cristã. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs.

Desse festival também derivam figuras míticas pagãs que deram origem ao Papai Noel (ou Pai Natal, em português europeu).

A busca das origens da época especial

Enquanto a religião cristã permaneceria inabalável na Alemanha Nacional-Socialista com a política de não favoritismo a nenhuma religião oficial, disseminar traços da cultura pagã nórdica no dia-a-dia da população foi algo comum naqueles dias. Era a festividade mais popular do ano, cheia de adornos, canções e tradições. Assim, a propaganda oficial tratou de introduzir, desde trechos de músicas até os adornos presentes nas árvores. A suástica tomava o lugar da Estrela de Davi, e as referências ao paganismo e o sincretismo romano ganhavam destaque e nunca foram tão exaltadas desde seus primeiros dias.

Também foi feito o redirecionamento para o verdadeiro significado do foco na família e a identificação com esses valores e símbolos. Figuras modelo de uma tradicional família alemã, com bebês angelicais e vestimentas típicas, sempre realizavam a leitura de cenas do Natal cristão.  

>>>(Clique nas imagens abaixo para ampliar)<<<

(Von wegen Heilige Nacht)










A própria estratégia da propaganda do Reich daquela época deixava bem clara a exaltação da sua simbologia ancestral, a mentalidade do corpo coletivo do cidadão comum, do jovem que seria um cidadão um dia, o orgulho ao seu dever e de nunca esquecer aqueles que lutam para manter a paz interna. Elevou-se a cultura, o dever e o trabalho.

Homenagem a nossos ancestrais

De 21/22 de dezembro até 1/2 de janeiro temos novamente as doze noites sagradas. Nesta época, a Terra e os seres humanos estão com seus espíritos mais atentos. Durante as doze noites sagradas, poderemos ter uma prévia do decorrer do próximo ano, onde é percorrido o horóscopo de Peixes até Áries. Também é dito que os sonhos neste período possuem um significado especial. Sentimos que aqui o tempo tem uma espiritualidade especial e se nós registrarmos as idéias e pensamentos destes dias sagrados poderemos aproveitá-los enormemente no próximo ano.

As doze noites sagradas

Einmal im Jahr

Einmal im Jahr, in der heiligen Nacht,
Verlassen die toten Soldaten die Wacht,
Die sie für Deutschlands Zukunft stehn,
Und kommen nach Haus, nach Art und Ordnung zu sehn.

Schweigend treten sie ein in den festlichen Raum –
Den Tritt der genagelten Stiefel – man hört ihn kaum –
Sie stellen sich still zu Vater und Mutter und Kind;
Aber sie spüren, daß sie erwartete Gäste sind:
Es steht für sie ein Stuhl am gedeckten Tisch,
Es glüht für sie im Glase dunkel der Wein,
Und in die Weihnachtslieder, gläubig und frisch
Stimmen sie fröhlichen Herzens mit ein.

Hinter dem Bild mit dem Stahlhelm dort an der Wand
Steckt ein Tannenreisig mit silbernem Stern.
Es duftet nach Tannen und Apfel und Mandelkern
Und es ist alles wie sonst – und der Tod ist so fern –
Wenn dann die Kerzen am Lichterbaum zu Ende gebrannt,
Legt der tote Soldat die erdverkrustete Hand
Jedem der Kinder leise aufs junge Haupt:
"Wir starben für euch, weil wir an Deutschland geglaubt."
Einmal im Jahr, nach der heiligen Nacht,
Beziehen die toten Soldaten wieder die ewige Wacht.

Thilo Scheller

Uma vez por ano

E nos conta o poeta que é na noite sagrada, uma vez por ano, que aqueles soldados que tombaram em batalhas, deixam a vigília que fazem pelo destino da pátria e voltam às suas casas para saber da espécie e ordem. Que participam silentes ao lado de pai, mãe e prole do ambiente festivo, no qual eram esperados, como demonstra a cadeira vazia junto à mesa servida e a taça de vinho cintilante. Que, quando na árvore as velas se apagam, o visitante deita a mão incrustada sobre as cabeças juvenis, como que dizendo: “Morremos por vocês, porque acreditamos na Alemanha.” Uma vez por ano, depois da noite sagrada, eles voltam para a sua vigília eterna. 

Para os nacional-Socialistas de hoje, essa data, de tanto significado terá que ser lembrada como um marco para repensar em nossos atos e nos perguntar se estamos honrando nossos ancestrais, se o que temos feito tem valido a pena, o que é e o que significa sagrado para nós? O que defender nesse mundo em ruínas. Então pergunte-se, oque/quem você mais ama? Até onde estará disposto a ir? A questão não oque homem deve fazer para manter viva a ideologia, as leis e o segmento de vida que ele jura defender, mas oque um homem livre faria para mantê-las vivas? 







Fonte de pesquisas: História IlustradaWikipédia

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