A máquina da morte e a Utopía


"Enquanto o proletariado tiver necessidade do Estado, não será no interesse da liberdade mas sim para reprimir os seus adversários! E no dia em que for possível falar-se livremente de liberdade, o Estado deixará de existir…" (F. Engels, "Carta a Bebel").

"A liberdade política é uma ideia e não uma realidade. Ideia que, no entanto, é preciso saber aplicar quando for necessário atrair as massas populares a um lado da questão. Eis onde surgirá o triunfo da nossa teoria. A questão será de fácil solução caso o adversário tenha recebido o poder de uma ideia de liberdade a que se chama liberalismo. As rédeas do poder serão tomadas facilmente porque a força cega de um povo não pode ficar um só dia que seja sem guia. Assim, a nova força nada mais tem a fazer do que assumir um comando enfraquecido pelo liberalismo". (Protocolos dos Sábios de Sião, 1.º Mandamento).

"Há uma necessidade urgente de uma autoridade verdadeira no mundo, para ordenar a economia mundial, reavivar economias atingidas pela crise e evitar qualquer deterioração e os desequilíbrios maiores que dela resultariam. Obviamente, essa autoridade teria de dispor do poder de garantir o cumprimento das suas decisões …" (Bento XVI, "A Caridade com Verdade').

A rede conspirativa que se vai instalando na terra tem claramente origem em formações capitalistas proclamadamente religiosas. Basta olhar-se para o esquema organizativo que vai chegando ao conhecimento público para nele se reconhecer a mãozinha sinuosa dos jesuítas e dos illuminati maçônicos. O que está em jogo tem sempre dois pés para andar: um deles, vai sendo gradualmente desvirtuado, o da utopia do Estado; o outro, avança e calça a "botifarra nazi".

A história dos Protocolos poderia, em princípio, parecer um conto de fadas. Mas os quadros dos anúncios que aí se promovem são bem reais. A democracia e as liberdades foram um sonho mal escrito e mal entendido pelos homens. As maiorias enganaram-se nas encruzilhadas dos caminhos. E a própria Igreja surgiu com uma inesperada novidade: agora, as hierarquias querem destruir as estruturas da sua própria Igreja para depois realizarem o sonho mefistofélico de uma cristandade apocalíptica que represente o universo de interesses dum Estado capitalista mundial. Tudo poderia ser pura imaginação não fosse o caso do enunciado teórico dos Protocolos ser acompanhado por uma listagem de objetivos a curto e médio prazos: um governo mundial oculto que promova uma Nova Ordem mundial; um único sistema econômico, financeiro e monetário, de obediência universal; o fim das crises econômicas através da ocupação, por um só exército, de todas as fontes mundiais de matérias-primas e energia, mesmo que para isto seja de prever o desencadear de uma III Guerra Mundial; e o estabelecimento de uma Religião Única cuja chefia seja desempenhado pela Igreja Católica.


Judaísmo, sionismo = maçonaria

Todos os antecedentes desta Nova Era estão lançados ou funcionam já. Há políticas altamente complexas, como as que intervêm na crise financeira internacional, no terrorismo, nas área do gás e do petróleo, etc., que necessariamente estão a ser já coordenadas por um único governo oculto. As grandes disputas financeiras que convergem nos benefícios das grandes fortunas e nas mega fusões, nas troikas ou nas guerrilhas entre os mercados denunciam a existência atual de gigantescas centrais capitalistas articuladas entre si. Em tudo, desde as relações entre as pessoas até ao convívio entre os estados, os ricos serão mais ricos e os pobres conhecerão a miséria. Embora as lutas de classes subam de tom.

Dá-se como certo que na base deste tenebroso programa final figuram os sionistas, o Vaticano e a Maçonaria. Nada custa a crer que assim seja: o plano atual da Nova Era tem as marcas do "Apocalipse", das ambições planetárias ilimitadas dos grandes estados ocidentais, das alfurjas das caves do Vaticano e da Maçonaria e das tenebrosas ordens secretas, laicas ou religiosas.

Uma nota informativa complementar: os Protocolos não são proféticos. Não foram redigidos de uma só vez, para sempre. São fichas que incluem tópicos de matérias já conhecidas no seu tempo. Depois, vão sendo atualizadas à medida do tempo que passa. E os seus mentores e condutores do processo são os illuminati que repartem ligações entre a Santa Sé, a Maçonaria, o Pentágono e a Wall Street.

Voltaremos a este tema. Quem lê os jornais portugueses cada vez mais se enreda na confusão.


Reação: Artigo no “Avante!” reabilita obra falsa e anti-semita


A citação dos “Protocolos dos Sábios de Sião”, um texto anti-semita, de finais do século XIX, num artigo de opinião publicado na última edição do jornal “Avante!”, órgão oficial do PCP, está a gerar polêmica.

O artigo, titulado “A máquina da morte e da utopia”, assinado por Jorge Messias, resume-se a uma teoria conspirativa: um “Governo oculto”, em cujo programa figuram “os sionistas, o Vaticano e a Maçonaria”, coordena a crise financeira internacional.

Link da notícia: (aqui!)

“A história dos Protocolos poderia, em princípio, parecer um conto de fadas”, escreve Messias, “mas os quadros dos anúncios que aí se promovem são bem reais”. E acrescenta: “Tudo poderia ser pura imaginação não fosse o caso do enunciado teórico dos Protocolos ser acompanhado por uma listagem de objetivos a curto e médio prazos: um governo mundial oculto que promova uma nova ordem mundial; um único sistema econômico, financeiro e monetário, de obediência universal; o fim das crises econômicas através da ocupação por um só exército, de todas as fontes mundiais de matérias-primas e energia, mesmo que para isto seja de prever o desencadear de uma III Guerra Mundial; e o estabelecimento de uma religião única cuja chefia seja desempenhada pela Igreja Católica”.

Para o publicista do “Avante!”, os “antecedentes desta Nova Era estão lançados” e “dá-se como certo que na base deste tenebroso programa final figuram os sionistas, o Vaticano e a Maçonaria”.

A utilização de um texto que chegou a ser citado por Hitler no seu “Mein Kampf” suscitou a indignação do escritor Richard Zimler, que, na sua página no Facebook, lamentou a divulgação de “mentiras de uma falsificação anti-semita e repugnante”.

Ao PÚBLICO, o escritor afirmou: “Na melhor das hipóteses este artigo é perigoso, muito mal escrito e vago; na pior das hipóteses, o autor está a levar a sério um documento forjado, anti-semita e repugnante”.

Os “Protocolos” surgiram na última década do século XIX e foram forjados pela Okhrana, a polícia secreta do czar Nicolau II, veiculando uma conspiração judaica para dominar o mundo. Zimler frisa que, neste âmbito, o PCP deveria “retirar o artigo e pedir desculpa aos leitores”, uma vez que os Protocolos “chegaram a ser utilizados para justificar o genocídio” dos judeus durante a II Guerra Mundial.

No final do artigo, Jorge Messias aponta ainda que os Protocolos “não são proféticos”, contendo “fichas” que são atualizadas. “Os seus mentores e condutores do processo são os illuminati que repartem ligações entre a Santa Sé, a Maçonaria, o Pentágono e a Wall Street”. E promete regressar ao tema.

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