terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Racismo Israelense PARTE I



Israel expulsa imigrantes negros num crescendo de linguagem racista

A expulsão de imigrantes sudaneses ilegais, descritos por políticos como "um cancro", chocou Erika Davis, uma negra americana convertida ao judaísmo [...] "Mas os judeus não são, ou eram os perseguidos na história da humanidade? - NR

No mesmo dia em que os primeiros 120 imigrantes ilegais eram repatriados de Israel para Juba, capital do Sudão do Sul, Erika Davis - uma "orgulhosa judia, negra e lésbica" do Brooklyn (Nova Iorque) - questionava se estes africanos teriam o mesmo destino "se fossem brancos".

Mais do que a expulsão, iniciada faz hoje uma semana, o que mais escandalizou Erika, membro de uma organização não-governamental nos Estados Unidos, foi alguns responsáveis políticos israelitas, incluindo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, terem insultado os imigrantes como "um cancro no nosso corpo", "uma praga nacional", "uma ameaça, por serem muçulmanos - a doença mais terrível que há no mundo", "um vírus que pode explodir a qualquer momento". Ora vejam só, os perseguidos pelos maldosos nazistas não são os bonzinhos propagadores do discurso tolerante nos países em que instalam e regulam suas comunidades SEPARADAS dos "goyns" (não-judeus)? - NR.


Das cerca de 60 mil pessoas que pediram asilo em Israel, menos de 1000 são oriundas do Sudão do Sul, país recém-nascido após a divisão do Sudão entre o Norte, árabe-muçulmano, e o Sul, cristão e animista, referem grupos de apoio como a Hotline for Migrant Workers. A maioria dos que atravessaram a península egípcia do Sinai em busca de segurança - homens, mulheres e crianças - provêm da Eritreia ou de zonas do Sudão como o Darfur, onde as suas vidas correm perigo se voltarem às suas casas.

Depois de vários dos indesejados terem sido vítimas de ataques em Telavive - casas queimadas, espancamentos e outras agressões - uma sondagem conduzida pelo Israel Democracy Institute indicou que 53% dos israelitas se identificam com as declarações dos seus políticos. Após a primeira deportação, o ministro do Interior, Eli Yshai - filho de judeus mizrahi (originários do Médio Oriente, do Magrebe ao Irão) que emigraram da Tunísia -, anunciou que as detenções de ilegais, 300 até agora, "são apenas o começo"


Fonte: - Publico

Ministro defende prisão dos imigrantes africanos em Israel

O ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, disse que todos os imigrantes africanos “deveriam ser presos” 

Após o registro de vários delitos nas últimas semanas – supostamente cometido por imigrantes ilegais -, o ministro do Interior de Israel, Eli Yishai, declarou nesta quarta-feira que todos os imigrantes africanos “deveriam ser presos”. Em uma entrevista à emissora do Exército israelense, Yishai afirmou que a solução para esses últimos fatos é “dura, mas simples: pôr todos eles, sem exceção, em prisões e centros de detenção”, informou hoje o jornal israelense Hayom em sua versão online.

“Acho que a maioria deles não (cometem delitos). Mas aqueles que cometerem, incluindo o delito mais leve, devem ser presos. Desta forma, eles poderão receber uma bolsa de deportação para ser enviados de volta aos países de origem. Estamos perdendo o país. Estes incidentes não ocorriam há três anos”, remarcou. Segundo o ministro, os imigrantes ilegais “não respeitam a lei em Israel, e a prisão não assusta. Não possuem trabalho e ainda cometem delitos sexuais e contra a propriedade”.

Para Yishai, somente os considerados refugiados deveriam receber permissão para ficar no país. “Não se pode pôr em perigo a segurança dos cidadãos de Israel”, disse Yishai, pertencente ao partido ultra-ortodoxo sefardita Shas, que faz parte da coalizão de Governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

Quatro imigrantes africanos foram detidos ontem suspeitos de ter atacado e estuprado uma jovem de 19 anos no sul de Tel Aviv. Poucos dias atrás, um imigrante ilegal palestino também foi preso pelas mesmas acusações.

Aproximadamente 60 mil imigrantes ilegais residem em Israel, a maioria africanos vindos de países como Eritréia e Sudão. Eles chegam ao país através da península egípcia do Sinai, onde Israel constrói uma barreira de segurança para impedir a entrada dos mesmos. Em janeiro, o Parlamento israelense (Knesset) aprovou uma controvertida lei que permite prender por até três anos e sem julgamento os imigrantes ilegais e os refugiados.

Suspeito de tentar linchar palestino diz que, ‘por ser árabe’, vítima deveria morrer

Eli Yishai: "todos os imigrantes africanos deveriam ser presos"
“Por mim, ele poderia morrer. Ele é um árabe”, disse ontem diante da Justiça de Jerusalém um dos sete adolescentes israelenses detidos por tentar linchar um palestino de 18 anos na cidade, na noite da quinta-feira.

O preso afirmou que a vítima do espancamento ofendeu sua mãe. Segundo a polícia, centenas de pessoas assistiram à agressão, ocorrida na Praça Zion, em Jerusalém Ocidental. Outros três palestinos sofreram ferimentos. Jamal Joulani ficou gravemente ferido e foi levado ao hospital inconsciente. Ele passava pelo local com parentes quando foi atacado. O caso provocou revolta entre palestinos dentro e fora da cidade, onde judeus e árabes vivem em comunidades adjacentes, mas raramente mescladas

Prisão de adolescentes por linchamento de palestino choca sociedade israelense

O linchamento de um jovem palestino no centro de Jerusalém e a indiferença mostrada por um dos suspeitos, um dos quatro adolescentes israelenses entre 13 e 15 anos, deixaram estupefatos setores da sociedade de Israel.

Na última sexta feira, dezenas de adolescentes israelenses – incluindo meninas e meninos – estiveram envolvidos em uma tentativa de linchamento de quatro jovens palestinos que passavam pela rua Yaffo, no centro de Jerusalém.

Um dos palestinos quase morreu. Um dos suspeitos, um menino de 15 anos cuja identidade não foi revelada, disse nesta segunda feira aos jornalistas que estavam na Corte que “por mim, é melhor que morra”, em referência ao ferido.

De acordo com a policia, o conflito se deu quando dezenas de adolescentes começaram a correr atrás dos jovens palestinos gritando “morte aos árabes” e outros xingamentos de conteúdo racista.

Não há precedentes na história de Israel de crimes tão graves, motivados por ódio étnico, e cometidos por pessoas tão jovens.

Um dos palestinos, Jamal Julani, de 17 anos, ficou em estado critico depois de receber socos e chutes na cabeça, chegou a sofrer parada cardíaca e foi ressuscitado pela equipe de salvamento que chegou ao local do crime.

Menores de idade

Nesta segunda feira os suspeitos foram levados à Corte de Jerusalém e o juiz determinou a prolongação da detenção, apesar de serem menores de idade.

Segundo a policia, mais adolescentes que estiveram envolvidos no incidente deverão ser presos em breve.

A policia também afirma que uma das meninas do grupo incitou os garotos a agredirem os jovens palestinos.

O representante da policia na Corte, Shmuel Shenhav, disse que “foi um verdadeiro linchamento, o ferido perdeu a consciência e já era considerado morto, até a chegada dos paramédicos que realizaram a ressuscitação. Trata-se de um crime muito grave que, só por um milagre, não terminou em morte”.

A policia também mencionou que dezenas de transeuntes foram testemunhas da agressão e não intervieram.

‘Educação racista?’

A deputada Zahava Galon, do partido social-democrata Meretz, disse que o crime cometido pelos adolescentes é “chocante”.

Em entrevista à radio Kol Israel, a deputada atribuiu a responsabilidade ao sistema judiciário que, segundo ela, “não trata de maneira suficientemente enérgica aqueles que incitam o ódio na sociedade israelense”.

Para a pedagoga Nurit Peled Elhanan, da Universidade Hebraica de Jerusalém, o comportamento dos adolescentes envolvidos na tentativa de linchamento é “resultado direto da educação que recebem tanto nas escolas como de seus pais“.

Em entrevista à BBC Brasil, a pedagoga afirmou que “o sistema de Educação de Israel ensina as crianças a odiarem os árabes em geral e palestinos em particular”.

“As crianças são ensinadas, tanto pelas escolas, como por seus pais, que todos os árabes querem matá-las, e crescem sem desenvolver qualquer sentimento de empatia humana com eles”, disse.

“Daí, até a agressão física, a distância não é grande, e agora estamos vendo os frutos da educação que essas crianças recebem”, acrescentou Elhanan.

O vice-primeiro-ministro Moshe Yaalon classificou a tentativa de linchamento como “terrorismo”

Fonte: - Operamundi

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