quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Je suis Der Stürmer - "Da hipocrisia a contradição"


Já chega às alturas o espetáculo midiático em torno da desgraça que ocorreu na redação da revista Charlie Hebdo, semana passada em Paris. Que tenha sido algo terrível e digno de protesto, não há dúvida, mas a hipocrisia com que este assunto é tratado tanto pela mídia, quanto pelas autoridades do “mundo ocidental esclarecido”, provoca náuseas e ânsia àqueles que estão atentos aos seus movimentos.


Primeiramente, prestem atenção a esta foto reproduzida no blog Alles Schall und Rauch, mostrando a linha de frente da passeata em Paris: Trauermarsch von Massenmördern angeführt

Na primeira fila, em protesto ao ato terrorista, caminham justamente aqueles genocidas e belicosos que não se cansam de semear desgraça e terror nos dias atuais: Netanjahu, Lieberman, Zarkozy, Hollande, Valls, Merkel, Cameron e Poroschenko.

Até o presidente turco Ahmet Davutoglu esteve presente. Em nenhum outro país do mundo foram presos mais jornalistas do que na Turquia em 2013. Nos países destes hipócritas não existe liberdade de expressão. Israel dispensa comentários. Centenas estão presos hoje na Alemanha e na França por causa do parágrafo 130 do código penal alemão – Maulkorbparagraph, e da lei francesa Fabius-Gayssot que proíbem qualquer conclusão diferente daquela reproduzida há anos pelos vencedores da guerra sobre o suposto “holocausto judeu”. E não só nesses países, mas também na Áustria, Suíça, Polônia, Rússia, República Tcheca, Bélgica e Holanda: Je suis Charlie? Que piada. O Tribunal Constitucional da Espanha, em um ato de honestidade, declarou inconstitucional tal monstro de Frankenstein jurídico.

Hipocrisia

E justamente na França é onde podemos encontrar o ápice da hipocrisia midiática em torno da liberdade de expressão. Recordemos do caso de Dieudonné, humorista que foi exorcizado pela mídia por ter criticado o sionismo e os judeus poderosos. Este vídeo é exemplar:

(video)

No vídeo, Djamel Bouras pergunta ao moderador Ardisson: “Por que você vai ofender milhares de pessoas? (ao publicar charges ofensivas ao Islã)”; Ardisson: “Porque é a liberdade de expressão”. Em outra edição do programa, o mesmo moderador pergunta a Dieudonné, depois que esse havia feito o papel de um judeu ortodoxo em um teatro parisiense: “Por que ofender essas pessoas?”; Dieudonné: “Por que não podemos nos exprimir sobre esse assunto?” Ardisson: “Eu vou falar porque não podemos; porque nós mandamos judeus para as câmaras de gás durante a guerra…”. Percebam, as mesmas câmaras de gás que nunca existiram para matar pessoas (apenas para matar piolhos), cuja discussão é proibida nesses países que defendem agora a “liberdade de expressão”…. Hipocrisia pura!


Dieudonné  M'bala M'bala preso, perseguido e processado por opiniões anti-sionistas um tanto... "indesejáveis" aos politicamente corretos. 

Liberdade de expressão

Qual seria a reação destes paladinos que defendem a liberdade de expressão, mesmo tratando-se da Charlie Hebdo que não poupava as mais grotescas charges contra a religião islâmica, se fossem defrontados hoje em dia com as charges publicadas pela revista Der Stürmer, do ativista nacional-socialista Julius Streicher? Streicher também foi “oficialmente” assassinado em Nuremberg, apenas por exprimir suas opiniões grotescas contra os judeus. Seria deveras curioso observar estampado na frente de todos os jornais do mundo a audaciosa tirada: Je suis Der Stürmer…





Do UOL, em São Paulo 12/01/2015 08h54
Atualizada 12/01/2015 10h56

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