segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A Ultima entrevista de Rochus Misch, o guarda-costas de Hitler


Rochus Misch acompanhou o Führer durante cinco anos e testemunhou seus últimos momentos no Bunker em Berlim: “Ele era um chefe ótimo. Não era um monstro”

Durante cinco anos, Rochus Misch trabalhou como segurança do Chefe de Estado Alemão* Adolf Hitler, tendo acesso direto a tudo o que acontecia no dia a dia do Führer, desde o início da guerra até a derrota. Atualmente com 87 anos e exercendo papel de uma das poucas lembranças vivas da Segunda Guerra Mundial, Misch vive em um bairro tranqüilo em Berlim (Alemanha), para onde retornou após nove anos de prisão na ex-União Soviética.

Sobre Hitler ele não cansa de dizer que o Führer era um homem absolutamente normal e de monstro não tinha nada. Com o lançamento do filme “Downfall” (A queda em Português) **, de Oliver Hirschbiegel, os últimos dez dia de vida do grande líder*** voltam a ser foco de especulações. Misch se torna um personagem que, diferentemente dos demais, pode assistir à transformação de sua própria história em ficção. Na entrevista a seguir, o ex-segurança de Hitler fala da experiência no Bunker e compara com o que viu em “Downfall”.


Como foi o seu último encontro com Hitler?

Rochus Misch: Eu estava presente quando ele suicidou. O fim de tudo começou em 22 de abril de 1945, quando os aliados enviaram um telegrama recomendando que os Alemães protegessem Berlim. Hitler percebeu que era muito tarde. Ele disse que a guerra estava perdida. Lá estavam Bormann, Goebbels, Otto Günsche, eu. Nesse momento ele se despediu definitivamente. Pediu para não ser mais incomodado e entrou no quarto. Não se ouvia nada. Silêncio absoluto. Depois aproximadamente de uma hora, Heinz Linge e Otto Günsche abriram a porta o Führer caído à mesa e Eva Braun, no sofá, com a cabeça para trás. Hitler não morreu só envenenado, ele também deu um tiro na cabeça. Depois,corri aos escritórios para comunicar o que tinha acontecido. Quando retornei ao Bunker, o corpo de Hitler já havia sido deitado no chão e estava pronto para ser cremado. Aí eu senti medo. Havia homens da Gestapo (Polícia secreta Alemã) e achei que eles iam nos matar também, para eliminar testemunhas. Mas isso não aconteceu. O corpo de Hitler foi queimado na saída do Bunker. Era um desejo dele. Não queria que fizessem com o corpo dele, o que fizeram com o corpo de Mussolini.

O filme “Downfall” lhe agradou?

Rochus Misch: Não. Como testemunha do que ocorreu, posso dizer que não gostei do filme. O Bunker não era exatamente como o filme mostra. Parecia um cemitério, uma cova. Nunca aconteceu uma cena de histeria sequer. Nesse filme os fatos foram muito americanizados, exagerados.

Mas a imagem de uma pessoa equilibrada, lutando até suas últimas forças contra os inimigos, não é a imagem ideal para a guerra psicológica travada ainda hoje contra o povo alemão por meio da propaganda de guerra, desde o término dos conflitos bélicos em 1945 – NR.

Hitler não ficava o tempo todo lá. Quando soava o alarme ele descia e, depois, ia embora. O Bunker era muito pequeno, 10 ou 12 metros quadrados. Havia um quarto pequeno onde Hitler trabalhava, uma sala de estar e um quarto de dormir. A idéia de construir esse Bunker surgiu em 1940, quando o Ministro das Relações Exteriores russo, Molotov, visitou Berlim. O chanceler russo não ficou em edifícios públicos. Foi levado ao Hotel Adlon, onde havia proteção contra bombas. Desde então, Hitler decidiu construir locais protegidos também nos prédios do governo. Na sua própria residência, não havia um Bunker, apenas um porão onde ele protegia dos bombardeiros.

Rochus Misch durante o período que serviu à Schutzstaffel (SS) Divisão Liebstandart Adolf Hitler, guarda de Adolf Hitler

Hitler sentiu medo?

Rochus Misch: Não. Nunca. Ele não tinha medo. Mesmo ao se suicidar, não demonstrou medo. Ele não iria deixar Berlim em hipótese alguma.

Qual sua impressão de Hitler?

Rochus Misch: Na primeira vez que iria encontrá-lo, senti medo. Mas ele entrou na sala onde eu estava, perguntou de onde eu vinha e me pediu para enviar uma carta a sua irmã Paula, que estava em Viena (Áustria). Desde então, nunca mais fiquei nervoso, era indiferente se iria vê-lo ou não. Ele era um chefe ótimo. Não era um monstro, não era uma pessoa má, não tinha problemas psíquicos. Quanto as suas atitudes políticas, eu não posso dizer nada. Mas no dia-a-dia ele era um homem absolutamente normal, descomplicado, nada de especial. Gostava de crianças e cachorros. À noite, não permitia que se falasse em política. Ouvia música e tomava chá.

Descrição totalmente contrária à imagem produzida pela propaganda de guerra aliada. E existem aqueles que acreditam ainda na grande mídia, nosso inimigo comum – NR.

Você sabia algo sobre o Holocausto?

Rochus Misch: Nunca fiquei sabendo de nada. Hitler nunca visitou um campo de concentração. Estávamos o tempo todo juntos. Eu teria ficado sabendo. O ódio contra os judeus era mais uma questão política. Ele não era contra o povo judeu, mas contra o poder do capital judeu. A cozinheira de Hitler, de quem ele gostava muito, era judia. Acho que os campos de concentração foram uma decisão tomada em outras esferas do governo. Hitler era só um homem, por trás dele havia toda uma máquina estatal.

É óbvio que Hitler estava ciente sobre os Campos de Concentração. A questão é de outra natureza: tudo aquilo que sabemos “oficialmente” sobre o Holocausto é verdade? Por que não podemos estudar, pesquisar e escrever livremente sobre este assunto? Que verdade é essa que necessita da força da lei para se manter? – NR.

Como você começou a trabalhar diretamente com Hitler?

Rochus Misch: Eu não era nazista. Era apenas um soldado como outros milhões de Alemães. Mas logo no começo da guerra fui ferido na Polônia e o chefe do meu batalhão me indicou para exercer a função de segurança do Führer.

Intolerantes da Antifa incitam ao ódio contra Rochus Misch durante entrevista

Depois da guerra, quanto tempo passou preso na União Soviética?

Rochus Misch: Nove anos. Em 1946, voltei a Berlim só para o Tribunal de Nuremberg, não como acusado, mas como testemunha.

O que acontece durante os nove anos na União Soviética?

Rochus Misch: Fui torturado. Eles não acreditavam que Hitler estivesse morto.

O que teria acontecido caso a Alemanha não tivesse perdido a guerra?

Rochus Misch: Hitler era pró-ingleses. Acreditava que aconteceria uma guerra entre Leste e Oeste, comunismo contra capitalismo, e os ingleses iam liderar a guerra contra os bolchevistas. Em 1940 ingleses e alemães se encontraram em Portugal para negociar o fim da guerra. Nós, testemunhas, sabemos disso. Os historiadores só escrevem o que querem escrever.

**nota: O Oberscharführer Rochus Misch nasceu em Oppeln, Baixa Silésia, em 29 de julho de 1917 e faleceu em Berlim, 5 de setembro de 2013 aos 96 anos de idade, quatro anos depois de dar essa famosa entrevista e merece ser lembrado como um homem que defendeu e lutou pelo seu país até o fim, sem mudar suas convicções por conta de terceiros ou opiniões.


Fonte:



Nota:

*Alteração da edição do blog (no jornal: “ditador” – NR)

**Alteração da edição do blog

***Alteração da edição do blog (no jornal: “grande ditador” – NR)

Fonte original: Jornal “O Sul”. Caderno de Reportagem, página 15. Porto Alegre, segunda-feira, 28 de fevereiro de 2005.

2 comentários:

  1. " ... Mas Hitler e os alemães não querem a guerra! De acordo com os nossos princípios de política, o "equilíbrio de poder", temos incitado, através dos americanos ao redor de Roosevelt, a guerra contra a Alemanha, a fim de destruir isso. Nós não respondeu às várias solicitações por Hitler para a paz! Agora, temos de estabelecer, de que Hitler estava certo: em vez de uma cooperativa alemã ofereceu-nos por Hitler, somos confrontados com o poder imperial gigantesco da União Soviética ... "Sir Hartley Shawcross
    http://www.germanvictims.com/2015/01/04/murderer-of-our-leaders/

    "… but Hitler and the German people did not want war! According to our principles of politics, the “balance of power,” we have incited, through the Americans around Roosevelt, war upon Germany in order to obliterate it. We have not answered to the various entreaties by Hitler for peace! Now we must establish, that Hitler was right: Instead of a cooperative Germany offered us by Hitler, we are confronted with the gigantic imperial power of the Soviet Union”
    Sir Hartley Shawcross

    https://www.youtube.com/watch?v=aVRlx92yyyQ

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  2. só quem vive alienado pelo sionismo, pode achar ou acreditar que Hitler era um monstro, quando na verdade era um ser humano bom.

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