segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Hitler e Wagner

É difícil afastar o compositor do Führer, apesar de não serem definitivamente conhecidos nem pertencessem à mesma geração. No entanto, correta ou erradamente, o que é inegável é a influência que Wagner teve em Hitler.

Já desde muito pequeno Hitler sentiu atração para a música. Mesmo até tomou lições de piano com o mesmo professor do seu amigo Kubizek. A irmã de Hitler, Paula, lembrava dele durante horas sentado perante um piano de cauda. A má saúde da mãe de Hitler impediu que o futuro Führer continuasse com as aulas ( toland, página 47 ). Não é por acaso que o encontro de Hitler e kubizek Em 1938 fora precisamente durante as representações de Bayreuth E precisamente durante "O declínio dos deuses". Os dois Visitaram um dos seus locais sagrados: o túmulo de Wagner.

Hitler nunca se cansava de ouvir Wagner. A ópera favorita de Hitler era Lohengrin, que era capaz de ver em muitas interpretações. O Führer lia sempre a biografia de Wagner escrita por Houston Stewart Chamberlain. Era conhecido que Hitler era capaz de silbar passagens de óperas de Wagner e que entrevia com isso aos seus colegas. A primeira vez que Hitler esteve em Bayreuth, onde residia Wagner, foi em 1923. Hitler Chegou ao teatro e ficou extasiado. Já desde um princípio Winifred Wagner, que foi a esposa do filho de Wagner Siegfried, ficou encantada por Hitler e tiveram uma relação muito amigável durante toda a vida.

É um fato importante Hitler conhecer Winifred Wagner e Houston Stewart Chamberlain. Este último era também um fanático de Wagner e era casado com a filha mais jovem do compositor. Certamente existiu um círculo fechado em torno Wagner liderado por Hitler já durante os anos de luta. O fato de que Hitler tivesse tão boa relação com Winifred fez que esta fosse a regente do festival de Bayreuth até o ano 1944. o Nome de Hitler e Wagner sempre estiveram unidos não apenas porque Hitler fora um grande admirador do compositor. Descendentes do mestre foram amigos e partidários de Hitler. Não só isso, os Wagner ajudaram a Hitler durante os anos de luta. Lhe prestavam coisas tão simples como roupa branca e porcelana. Mesmo lhe enviaram um exemplar das obras completas de Wagner bem como partituras originais ( joachim Fest, pag. 356 ).

Hitler foi o homem de tanta importância às artes quanto a política. Nas suas conversações nunca faltam comentários para os artistas:

- Um grande homem vale muito mais que mil milhões nos cofres do estado. Um homem que tem o privilégio de estar à frente de um país, não poderia fazer melhor uso do seu poder que pô-lo ao serviço do talento. Desejo ao Partido considerar sempre que o seu principal dever é descobrir e encorajar os talentos! Os grandes homens são aqueles que exprimem a alma de uma nação.

- Não há nada mais belo que oferecer à nação monumentos dedicados à cultura.

- A longo prazo as guerras se esquecem. Só ficam as obras do gênio humano.

- Que estou absolutamente decidido a imbuir um pouco de cultura nas mais pequenas das nossas cidades, de sorte que cada uma delas possa apresentar de se mesma uma imagem cada vez mais atraente. Verdade é que toda cidade não pode pretender receber a influência da cultura mais que na medida das suas tradições, já que estas duas ideias são sempre inseparáveis desta. Bayreuth, Weimar e Dresden, para falar de exemplos clássicos, são prova disso. Se pensamos, é verdade que é muito difícil associar uma cidade à ideia da cultura se não houve homens famosos que respirasem entre os seus muros. São eles que lhe conferem esse flash de humanismo que se identifica à longa com sua imagem.

Joachim Fest relata em sua biografia de Hitler uma anedota que ilustra até que ponto a música de Wagner era tão importante para Hitler:

-Durante a viagem, enquanto atravessava à noite o território do Ruhr, perante altos fornos incandescentes, perante montanhas de lixo e torres extratoras, lhe embargou um daqueles sentimentos de sonhador próprio que despertavam nele o desejo de ouvir música. Pediu que lhe colocassem um disco com música de Richard Wagner, meditando depois de ter ouvido o prelúdio de Parsifal: do Parsifal crearé minha própria religião. Um ofício divino em forma solene... sem teatro de humildade... apenas com A capa do herói pode recorrer a deus.

Também Não devemos esquecer que a estética do nacional-socialismo deve muito à Wagner. As representações e congressos do partido tinham uma teatralidade própria de as óperas de Wagner. Fest diz que "as ideias de Hitler sobre uma política convertida em estética se cobrem perfeitamente com o conceito", a fazer referência à música de Wagner E que a magnificência há ostentação de morte. outro passagem da biografia de Fest nos Diz:

A sua expressão mais elevada constituía o fim de O crepúsculo dos deuses. Sempre que em Bayreuth se derrubavam entre chamas o castelo dos deuses, sob a influência da rebelião musical, seguia em suas mãos, na escuridão do palco, a da senhora Winifried, sentada ao seu lado, e animado.

Wagner e Hitler não foram contemporâneos. Podemos separar Wagner de Hitler. Mas não A Hitler de Wagner. Hitler esteve intimamente ligado à sua família e deu um grande impulso ao festival de Bayreuth. Wagner foi o compositor que mais se ouviu durante o III Reich.

Como curiosidade do destino, o funcionário que casou Hitler e Eva Braun se chamava Wagner. Hitler não pôde encontrar ninguém melhor para a ocasião.


Nota

- As imagens são de Hitler no festival de música de Bayreuth . 

Um comentário:

  1. Fico a imaginar por ke o proprio inimigo criou um mito tao forte em torno de hitler e sua figura tal como fizeram a napoleao..napoleao por expandir o golpe burgues maconico e hitler pra pretextuar zion recolonizacao da asia/indico/med etc trojan mor?..

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