segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O Plano Morgenthau, um genocídio alemão (PARTE II), "Grande Fome para Europa?"

Mulheres começam a reconstruir Berlim após a guerra, 1945.

Segundo alguns dados, terão morrido cerca de 3,5 milhões de alemães neste período entre 1945 e 1953, mas há fontes e dados que nos dizem que podem ter sido muitos mais milhões, entre 9 a 15 milhões! Existem algumas fonte que falam em número maiores (1).

Por esta altura algumas autoridades começavam já a falar do perigo de uma "Carência Alimentar Mundial", que poderia criar um clima de instabilidade por toda a Europa. Em Fevereiro de 1945, o brigadeiro-geral T. J. Davis, avisou Eisenhower de que "não era possível satisfazer os pesados compromissos em matéria de provisões decorrente da concessão (aos prisioneiros) dos estatuto de POW´s." Em Abril, Sam Rosenman, um velho amigo do presidente Roosevelt encarregado por este para estudar a situação alimentar do mundo, comunicou ao presidente que "no futuro imediato, o factor limitativo será a falta... de provisões, e não de meios de transporte." E acrescentava misteriosamente: "Não serão pedidas nem distribuídas provisões pelo SHAEF a menos que urja fazê-lo por motivos de necessidade militar." Aqui residem dois mistérios. Um, é a insinuação anteriormente rejeitada de que havia na verdade alimentos suficientes para todos os civis, excluindo os alemães, e o outro é a expressão "necessidade militar" aplicada a civis na Alemanha do pós-guerra. Aqui Rosenman, assim como Roosevelt e Eisenhower, pensa obviamente na possibilidade da inanição provocar um clima de instabilidade entre os civis alemães, o que obrigaria à repressão pelo exército. No que toca às rações atribuídas aos civis alemães, o perigo era de facto visível... para estes, a quantidade máxima de alimentos de todas as proveniências "será de aproximadamente 1.500 calorias por cabeça e por dia". Segundo diversos especialistas, o mínimo de calorias requeridas que possibilitem manter a vida a um adulto deitado e sem desenvolver qualquer esforço para além dos cuidados pessoais, varia entre as 1.800 e 2.250 calorias por dia!

D. David Eisenhower (1890 - 1969). 1º Supremo Comandante Aliado na Europa, 34º Presidente dos Estados Unidos de 1953 até 1961, 16º Chefe do Estado Maior do Exército dos Estados Unidos (1945 - 1948), 1ª governador da Zona Americana na Alemanha Ocupada (Maio - Novembro 1945)

A Noção de uma carência alimentar mundial, foi divulgada pela primeira vez no Norte de África, em 1943, pelo general Everett S. Hughes, velho amigo de Eisenhower, nomeado assistente especial do mesmo. Em Abril de 1945 escreveu:

"Começa a falar-se de uma carência alimentar mundial. Eu falei dela há muito. Começou no Norte de África."

Na altura e mesmo depois, a carência não poderia ter sido de alimentos. No território anteriormente conhecido como Alemanha Ocidental, a população em Maio de 1945 era inferior em 4% aos valores que tinha no mesmo território em 1939, embora estivesse a aumentar diariamente devido ao influxo de refugiados vindos do leste. Havia mesmo muito mais trigo disponível no território formado pela Alemanha Ocidental, França, Grã-Bretanha, Canadá e EUA no seu conjunto, do que a mesma área física possuía em 1939. Isto devia-se ao fato de o aumento da produção de trigo na América do Norte e no Reino Unido compensar largamente a quebra de produção na Alemanha Ocidental e na França. No final das colheitas de 1943-44 e 1944-45, os excedentes de trigo do Canadá ultrapassavam os 440 milhões de alqueires. Nos Estados Unidos, também se verificava grandes excedentes de milho. Apenas a produção da batata diminuíra relativamente pouco no conjunto daquele território, sendo que essa diminuição tinha sido principalmente causada por uma quebra de 30%, em 1945, na zona ocidental da Alemanha. Não obstante, em França, a produção de trigo excedeu em 500 mil toneladas o consumo. Tal como Churchill observara a Roosevelt em Março de 1945, não existia nenhuma carência geral de trigo, embora grande parte da população europeia tivesse falta de açúcar, carne e algumas gorduras. À escala mundial, a produção de alimentos relativa à colheita de 1945-46, expressa em calorias per capita, representava 90% da média registada em 1935-39, de acordo com os dados fornecidos pelo gabinete de Relações Agrícolas Externas dos EUA em Outubro de 1945.



Já no mesmo mês de Março, uma mensagem originada e rubricada por Eisenhower, propunha um surpreendente desvio à Convenção de Genebra. Esta medida passava pela criação de uma nova categoria de prisioneiros que não seriam alimentados pelo exército após a rendição da Alemanha. A mensagem, datada de 10 de Março, reza o seguinte: 

"Embora haja a intenção de atribuir às autoridades alemãs a responsabilidade pela alimentação e manutenção de todos os prisioneiros de guerra aliados (ou seja, os alemães em poder dos aliados) e pessoas deslocadas, é de prever que, na situação de caos que provavelmente sobrevirá, isso exceda as suas capacidades, vendo-se os aliados confrontados com a necessidade de fornecer grandes quantidades de alimentos até ao seu repatriamento. Se os elementos das Forças Armadas alemãs fossem considerados prisioneiros de guerra, devendo como tal receber rações equivalentes às das tropas das bases, as obrigações adicionais em termos de manutenção excederiam também largamente as capacidades dos aliados, mesmo que todas as fontes alemãs para isso fossem canalizadas. Além disso, seria indesejável que as Forças Armadas recebessem rações superiores àquelas que se dispõe para a população civil." 


Sendo assim, esta medida decretava que todos os prisioneiros feitos após o dia seriam designados "forças inimigas desarmadas", as quais "até à desmobilização seriam administradas e mantidas pelo exército alemão sob supervisão das forças aliadas." A mensagem terminava assim:

"Submete-se o assunto à sua consideração. Os planos existentes foram elaborados segundo estes pressupostos."


Nota:


Fonte:

Um comentário:

  1. Essa foi a pior guerra de todas com muitas atrocidades sobre civis...e mesmo depois da guerra conheci brasileiros que tinham ido estudar e trabalhar na Alemanha, foram convocados para a guerra e não puderam voltar, muitos brasileiros descendentes de imigrantes, morreram nessa guerra.Outros conseguiram voltar e poucos queriam falar..Quando fui interrogar alguns sobreviventes da guerra, alemães, russos e brasileiros vi que tremiam de medo, e nada falavam...No entanto tive vizinho ele o irmão entraram para a guerra um sendo piloto que foi atingido na Russia, não quis saltar de para quedas por temer a tortura dos comunistas tentou voltar e seu avião explodiu...O outro que foi meu vizinho lutou com Rommel da Africa, preso pelos americanos, levado por dois anos num campo de concentração nos USA onde teve que trabalhar por dois anos e dali remetido para a Inglaterra onde ficou preso por um tempo...Conseguiu volver ao Brasil depois..Onde faleceu faz um ano...Nem TV nem cinemas no Brasil passam filmes ou mesmo em livros as atrocidades que os comunistas russos cometeram contra os alemães, croatas, e outros como da Volinia...Muitos russos e alemães russos, bessarábios vieram para o Brasil pouco antes da guerra e outros depois, fugindo a pé pelas geleiras...isso nunca é contado aqui.. Só se fala nas TV filmes livros que o único vilão do mundo foi Hitla...os que tentaram escrever sobre o assunto como C CERAM do RS, Holocausto Alemão ou Judeu, foi preso, processado pelos judeus e seus livros proibidos...As vezes se acha na net para baixar....Mas o grande público nem imagina, principalmente os jovens.No Brasil tanto na primeira como segunda guerra os descendentes de alemães , italianos e japoneses foram perseguidos e presos, suas casas invadidas, seus livros e documentos, biblias, imagens retratos todos apreendidos, igrejas saqueadas, proibidos de terem radios e de falar alemão, japones e italiano....Além de depois da guerra sermos taxados de nazistas,quinta colunas que nos crianças nem sabiamos o que era...

    ResponderExcluir

O Sentinela - Mídia dissidente brasileira

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

converter este artigo em PDF

converter este artigo em PDF