segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Militares e a dominação comunista


"O general sutilmente lembra que vários 'guerrilheiros' de ontem agora são presos condenados, que de novo se autoproclamam presos políticos".

Por: General de Exército Pedro Luis de Araújo Braga. Presidente do Conselho Deliberativo do Clube Militar

31 DE MARÇO DE 1964 – UMA DATA A SER LEMBRADA

O General de Exército Pedro Luis de Araújo Braga, Presidente do Conselho Deliberativo do Clube Militar, disse que o exército está pronto para dar a vida contra o comunismo se for preciso.

Completa no próximo mês o seu Jubileu de Ouro o Monumento Cívico-Militar ou a Revolução Democrática Brasileira, na realidade uma contra-revolução que salvou o País do caos para o qual estava sendo conduzido e que postergou, por vários anos, o êxito de nova tentativa de tomada do poder por uma minoria comunista, então encastelada nos sindicatos e outras instituições, bem como em diversas esferas do Governo.

Nossos detratores, os vencidos de então, que anistiamos na esperança de paz e de concórdia nacionais, incansáveis, obliterados e empedernidos que são, e outros que não viveram aqueles tempos sombrios mas que procedem como “o papagaio de casa de tolerância do interior”, rotulam-no de “Golpe Militar” que implantou a “ditadura” no Brasil. Este meio século, para eles, significa “anos de chumbo”, ou “anos de escuridão”.

A técnica da propaganda aconselha que os slogans, os chavões, as idéias-força, as palavras-chave, devem ser repetidas à larga, até tomarem foros de realidade. E não faltam “marqueteiros” milionários, vendedores de ilusão, para ajudar nesse mister, que conta com a ampla difusão de certa mídia, comprada ou comprometida ideologicamente, e que não respeita ética e nem tem compromisso com a verdade.

Se perguntarmos a um desses que engrossam tal corrente, até bacharéis, se sabem o que caracteriza uma ditadura e quais são os parâmetros de uma democracia, terão dificuldade em responder. Ignoram que todos os Presidentes Militares foram eleitos pelo Congresso e que a maioria dos países democráticos utiliza uma forma indireta de escolha de seus mandatários. Nunca se deram conta – ou esqueceram-se, ou jamais lhes disseram – por exemplo, que José Maria Alkmin, ex- Ministro da Fazenda de JK, foi o Vice-Presidente de Castelo Branco, e que Aureliano Chaves, ex-Governador de Minas Gerais, o foi de João Figueiredo. Não lhes interessa lembrar que o MDB era o partido de oposição e que, por duas vezes, chegou a lançar candidato à Presidência da República, derrotado no voto. E que havia, circulando, jornais contra o governo, como, no Rio de Janeiro, o Correio da Manhã….Ditadura?

Mas, por quê ocorreu, há meio século, o movimento de que estamos falando? A situação nacional deteriora-se a tal ponto que se temia um iminente golpe comunista, tal como o tentado em Novembro de 1935, para a tomada do Poder. Eram greves em atividades essenciais, desabastecimento, inflação galopante, comícios ameaçadores, serviços públicos em crise, as intimidações da CGT. E a Nação, cuja voz era a voz de Deus, aflita, temerosa, apelou para suas Forças Armadas – povo fardado que sempre, ao longo dos tempos, estiveram a seu lado, pois nunca foram intrusas na História Pátria.

Como bem escreveu o lendário Osório, “a farda não abafa o cidadão no peito do soldado”. Sempre é bom lembrar a extraordinária “Marcha com Deus e a Família pela Liberdade”, que congregou, em passeata cívica e ordeira, um número incontável e inimaginável de bons brasileiros, de iniciativa e coordenação de Senhoras da sociedade.

Marcha com Deus pela família e liberdade promovida por comunidades civis e a igreja católica. Ninguém queria uma "nova Cuba".

No âmago das Forças Armadas, a disciplina e a hierarquia, suas bases constitucionais e verdadeiras cláusulas pétreas, eram violentadas às escâncaras. Inspirados na velha tática napoleônica, tentaram dividir-nos, para nos bater por partes. Falava-se, abertamente, em “classe dos sargentos” e “classe dos oficiais”, como se não houvesse uma classe militar única e indivisível, organizada em círculos hierárquicos, sob uma disciplina comum. Teciam-se freqüentes loas aos chamados “Generais e Almirantes do povo” – os “legalistas”, afinados com o Governo e que colocavam a lealdade à figura do Presidente acima de seu compromisso para com a Nação, pois só esta é eterna – e os “Gorilas”, os que manifestavam preocupação com o estado das coisas e, por várias vezes, haviam alertado o Governo para a situação preocupante, na esperança de uma mudança sensata de postura. Mas o Comandante Supremo só ouvia os “pelegos” que tinham livre acesso a ele.

Muitos não querem lembrar da revolta dos sargentos em Brasília; da “Associação de Marinheiros e Fuzileiros”, que pregava abertamente a insubordinação e cujos dirigentes, seguidos por outros, acabaram refugiando-se no Sindicado dos Metalúrgicos, que lhes deu apoio e de onde foram retirados, presos; da reunião no Automóvel Clube do Brasil, no Passeio Público do RJ, com o incentivo e a presença de João Goulart, e do espetáculo deprimente de praças carregando nos ombros um Almirante, seu adepto – todos fardados -, demonstração inequívoca de quebra de disciplina e de hierarquia. Não interessa mencionar os comícios comunistas, a ação das Ligas Camponesas, dos “Grupos dos 11”… Era a própria revolução marxista em marcha!

O Atendo ao quartel no Rio de Janeiro, da qual deliberadamente Dilma e seu ex-marido participaram, causando a morte do soldado até hoje está sem solução. Nem mesmo foi julgado pela dita "comissão da inverdade verdade", nem sua família recebeu qualquer indenização. 

Vitorioso o movimento democrático, tão solicitado e aplaudido pela maioria esmagadora da Nação e sem derramamento de sangue – diferente, pois, do que ocorreu em outros países onde foi implantado, pela força, o regime comunista – o Brasil ainda viveu anos difíceis, com o surgimento da luta armada, nas cidades e no campo: assaltos, sequestros, roubos, atentados, guerrilhas. Foram os comunistas novamente derrotados e, outra vez, não contaram com o apoio da população.

Mas, como resultado ou vingança, nossos detratores rotularam todos os que, cumprindo ordens superiores, empenharam-se na defesa da democracia, como “torturadores”, tal como dão, genericamente, a todo profissional da área de Inteligência – essencial a qualquer Estado democrático – o epíteto de “Araponga”.

Derrotados naquela luta, apresentam-se hoje como “heróis da democracia”, cada qual fingindo ser um idealista que só queria o bem do Brasil… No fundo, há um interesse por indenizações, bolsas e cargos. E um exemplo dessa desigualdade e injustiça é patente: Mario Kozel Filho, um jovem soldado que durante a prestação do Serviço Militar inicial, estava de serviço de sentinela no Quartel-General do então II Exército, em S. Paulo, foi vítima de um atentado terrorista e morreu; sua beneficiária recebe pensão normal de 3º Sargento, graduação à qual foi promovido post mortem, enquanto que o assassino que o matou, anistiado, recebeu polpuda indenização e tem um salário mensal vitalício, isento de Imposto de Renda…

Guerrilheiros de ontem, condenados hoje por outros crimes recentes de corrupção e afins, têm a desfaçatez de se declararem “presos políticos”. De seus companheiros de aventura, hoje no Poder?

As obras destes cinqüenta anos aí estão, Brasil afora. É impossível alinhá-las todas nestas poucas linhas. Bem feitas, porque construídas com competência, honestidade e fiscalização. Ninguém foi acusado de corrupção. Não houve majoração indecorosa de preços, nem “mensaleiros”, tampouco dinheiro na meia ou na cueca, nem lavagem e depósitos em contas em paraísos fiscais. Aqueles que as edificaram morreram pobres. Mas, para os detratores sempre ativos, é imperioso desvinculá-las daqueles que as idealizaram e tornaram-nas realidade. Daí até o nome de algumas tentam agora mudar.  Na modesta placa de bronze colocada na Ponte Costa e Silva, lê-se: “…É um exemplo da determinação do Povo Brasileiro em caminhar firmemente para o futuro.” Este era o espírito nacional àquela época! Os jovens cantavam: “Pra frente, Brasil!” Hoje, uma entidade que parece não ter nada mais para fazer, quer mudar-lhe o nome. Está olhando pelo retrovisor da História! Será que pretende retirar o nome de Getúlio Vargas, ou Presidente Vargas, que exerceu, verdadeiramente, o governo ditatorial, do Estado Novo, dado a inúmeras cidades, usinas, escolas, hospitais e tantos outros logradouros públicos, no País, de Norte a Sul? E a propósito, não reconhecem que tal ditadura de quinze anos só teve fim, na realidade, quando do regresso vitorioso dos nossos pracinhas que lutaram contra o nazi-fascismo no Teatro de Operações da Itália.

 Agora, usando a mesma tática do grande general francês antes mencionado, procuram separar o “Exército de hoje” do “Exército de ontem”, fosso este que tentam cavar também nas outras Forças Singulares. Como se iludem! As infiltrações sensíveis de antes de 1964 nelas não se repetiram. Somos todos, da Ativa, da Reserva e Reformados, uma classe que pensa igual, que está alerta e vigilante, que troca idéias e que quer o progresso do País e o bem-estar do povo.

O Brasil, que nasceu sob a sombra da cruz e que, como diz o cancioneiro popular, “é bonito por natureza e abençoado por Deus”, será sempre uma nação cristã, fraterna e acolhedora, amante da paz, livre e democrata. Jamais será dominada pelos comunistas, mesmo que isto custe a vida de muitos. É o nosso compromisso.

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3 comentários:

  1. Eu amo o meu Brasil e amo a Democracia e também o meu exército e sei que Deus esta protegendo há nossa pátria destes tenebrosos que são
    os comunistas.

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  2. Esperar que esses bundões dos militares brasileiros do século 21 façam alguma coisa contra a corja judaica e comunista é perda de tempo. Nunca mais existirá nas Forças Armadas generais íntegros e de caráter como o saudoso Olimpio Mourão Filho ou o Médici. Essa corja aceitou se vender ao judaísmo e a maçonaria. Agora até dentro do exército essa idiotice de "igualdade e inclusão social". Já era camarada, o mundo está cada vez mais judaizado. Os narizes sujos e deformados dos ratos já contaminou de vez a humanidade.

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  3. “Um engano não se torna verdade por meio de ampla divulgação, nem a verdade se torna um engano porque ninguém a enxerga.” M.K.Gandhi

    A desinformação conduz à fatalidade, torna o indivíduo suscetível às inúmeras técnicas manipulativas, de convencimento, todavia, a experiência empírica percebida em tempo permite algum discernimento o suficiente para alterar escolhas segundo a própria cosmovisão.

    Destarte, sem conhecer a razão dos discursos de esquerda, permiti-me influenciar durante algumas décadas pelos seus sofismas, entretanto, ao esmiuçar literaturas reveladoras sobre a trajetória milenar do Anti-Cristianismo, suas inúmeras sociedades secretas, responsáveis pela escravidão, por todos genocídios consumados, desde a Guerra do Paraguai, o extermínio da monarquia russa, as duas guerras mundiais contra o último bastião cristão – a Alemanha, a bomba atômica sobre áreas civis no Japão, a destruição do Iraque, da Líbia, Síria …….. rumo à 3ª Guerra Mundial, conforme planejado nos Protocolos dos Sábios de Sião visando a abolição de todas as soberanias e constituição de um governo único mundial, enfim, uma manobra comprovadamente esquerdista, seja pelo Comunismo, Bolchevismo, pela Maçonaria em todas suas variações – todos estes, sem exceção, conforme os fatos e inúmeras literaturas comprovam, tutelados pelos mesmos que acusaram, torturaram, e conduziram Jesus Cristo até à morte.

    Hoje, melhor informado, desaconselho qualquer opção sionista, também disfarçada de neoliberal, porém adeptas do ateísmo, do aborto, e contra as Leis de Deus – as leis da natureza.

    Podendo e querendo, confrontem - propaganda e realidade em: http://wp.clicrbs.com.br/casodepolicia/2016/12/08/policia-investiga-movimento-armado-que-recrutou-neonazistas-gauchos-para-lutar-na-ucrania/comment-page-1/?topo=52%2C1%2C1%2C%2C171%2C77#comment-15374

    Carpe Diem

    „Tatsachen schafft man nicht dadurch aus der Welt, dass man sie ignoriert.“ Os fatos não se extirpam do mundo só porque se os ignora. (Aldous Huxley – engl. Schriftsteller, escritor inglês – 1894-1963)

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