quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A despedida (triunfal) de Rosenberg



Alfred Rosenberg foi um homem muito à frente de seu tempo. Passadas décadas desde a disponibilização de sua obra magna, podemos mesmo afirmar que fora capaz de profetizar inúmeros acontecimentos negros do pós-guerra, como fruto da derrota do Eixo. Contudo, também seus escritos trazem em si a fórmula de um novo despertar; não apenas na Alemanha, senão em âmbito mundial, pois é de um poder centralizado que emana a decadência a nível global. Para isto, evocou o despertar do mito racial como essência única de uma possível revolução mundial, "não na Europa somente, senão em todo o âmbito da terra. Este despertar é o contra-movimento orgânico que faz frente às últimas proteções caóticas do Imperialismo mercantil liberal-econômico, cujos objetos de exploração se deixaram abraçar pelo despertar das redes do marxismo bolchevique, para completar o que a Democracia havia começado: a erradicação da consciência nacional e racial".

E como todos os homens santos ou de bem foram vítimas da injustiça e incompreensão de seu tempo, com Rosenberg não poderia ser diferente: o filósofo e teórico-chave do Movimento Nacional-Socialista fora levado a julgamento em Nuremberg, e, sob os auspícios dos vencedores, enforcado enquanto "criminoso de guerra".

No livro "Entrevistas em Nuremberg", o psiquiatra judeu-americano Leon Goldensohn revela um dos últimos diálogos tidos com Rosenberg antes de sua morte. Esta obra, que conta também com a participação de Robert Gellately, constitui quase uma exceção, se comparada com o fenômeno sempre constante da produção literária sobre a Segunda Guerra Mundial. Muito embora estando também longe de ser um trabalho de cunho revisionista, Goldensohn disponibiliza na íntegra os trechos de entrevistas com os presos alemães, apesar de suas observações por vezes serem um tanto quanto infelizes e impertinentes.

A esquerda, Alfred Rosenberg  (1893 -  1946) ao lado de Hitler, foi um político e escritor alemão, sendo o principal teórico do nacional-socialismo, sintetizado na obra O Mito do Século XX ("Der Mythus des zwanzigsten Jahrhunderts", 1930). Conselheiro de Adolf Hitler, chegando a ser ministro encarregado dos territórios da Europa Oriental em 1941.


O primeiro encontro se dá a 3 de Fevereiro de 1946. Goldensohn observa que Rosenberg vestia um casaco de uniforme americano e que o saudou, assim como a seu intérprete Gilbert, com "amabilidade superficial". Gilbert há algumas semanas havia trazido a Rosenberg uma versão comentada dos "Protocolos dos Sábios de Sião" e o psiquiatra desejou saber se, após a leitura, Rosenberg continuava a pensar da mesma maneira sobre os judeus. O ideólogo então afirmou que sendo verdadeiros ou falsos, a questão em si lhe era indiferente, pois isto não encobria o "segredo oculto" da tamanha influência e poderio judaicos em nosso tempo. 

Para Rosenberg, o ponto central desta questão está muito além do simples apócrifo. A causa da questão judaica era o próprio povo judeu. "Os judeus são uma nação", afirmava, "e, como qualquer nação, têm um espírito nacionalista. Isso não tem problema, mas os judeus deviam estar na sua própria nação. Ora, em 1936, os ingleses propuseram diversos locais para os judeus (houve uma proposta conjunta dos franceses e alemães, que os judeus recusaram). Esses locais eram o Alasca, a Guiana, Madagascar e Uganda".

O filósofo do NS, preso em Nuremberg, 1946
E seguiu a mencionar que "os judeus não poderiam ficar onde estavam" pelo fato de terem escarnecido a cultura alemã, controlando "o teatro, a edição, as lojas, etc.". No entanto, Rosenberg, apesar das críticas, não se considerava um fanático com relação aos judeus, mencionando que em sua obra "Blut und Ehre" não há uma sequer passagem que faça referência aos judeus.

Sobre a questão da raça, afirmou simplesmente, quando perguntado, que "todos os médicos sabem que há diferentes tipos de raças". 

Em 8 de Junho, Goldensohn encontra Rosenberg pela segunda e última vez. Quando questiona o teórico sobre o que o levava a se opor ao bolchevismo, Rosenberg reagiu como se isto sequer necessitasse de explicações:

"O bolchevismo quer destruir pelo poder uma cultura estatal muito sensível, sem qualquer consideração pela história da nação. Em segundo lugar, o bolchevismo quer fazer isto para benefício de uma única classe da população. Em terceiro lugar, o bolchevismo luta essencialmente contra a propriedade privada. Cria cooperativas entre os agricultores e destrói o sistema agrícola. Opõe-se aos princípios sobre os quais mais ou menos todos estados se baseiam".

Expôs que "o Partido Comunista é controlado por um departamento central. Este departamento central situa-se em Moscou. Por isso, em vários países, o comunismo está na origem do estado individual ou é uma expressão de nacionalismo. Este bolchevismo da Internacional Comunista tem o apoio de um estado forte, a Rússia. A comissão só faz a política na Rússia, como prescreve a política dos bolchevistas de todo o mundo".

Quando perguntado sobre se acaso aprovaria o sistema do comunismo, desde que ele existisse num único país e adquirisse poder sem ajuda da Internacional Comunista, Rosenberg respondeu que "todos os estados podem e devem escolher a sua forma de governo; é um direito da nação. Se, por exemplo, em território russo existisse um comunismo russo, não teríamos nada a ver com isso, desde que se limitasse a esse país".

Com relação a uma discussão que diz respeito aos sistemas políticos, respondeu: "Sou da opinião que teria sido um erro o Partido Nacional-Socialista tomar o poder pela força. Os nacional-socialistas foram eleitos legalmente em 1933 e não houve um movimento revolucionário como na Rússia bolchevique. Também estou convencido de que o Nacional-Socialismo conseguiu chegar ao poder em 1933, porque a Alemanha se encontrava numa pobreza extrema e à beira de uma guerra civil".

Goldensohn desejou saber se Rosenberg teria sido um democrata caso a Alemanha de 1933 o tivesse sido. "Durante catorze anos", afirmou, "a Alemanha teve um governo democrático, que fracassou - Havia muitas facções partidárias. O Partido Nacional-Socialista foi eleito pela maioria dos votos, no que se costuma designar de modo democrático. De fato, se nessa altura tivéssemos uma eleição segundo o sistema eleitoral inglês ou americano, os lugares do Reichstag teriam ficado todos preenchidos com nacional-socialistas. Na França e na Alemanha, existe um sistema proporcional em que membros de partidos rivais conseguem ocupar lugares do parlamento se tiverem a maioria dos votos numa seção particular da região de que são oriundos. O Partido Nacional-Socialista chegou ao poder de um modo legal, porque foi o partido com mais votos na eleição".

E seguiu a afirmar de maneira categórica: 

"Ao fim de catorze anos, o governo democrático deixou-nos com sete milhões de desempregados, seis milhões de votos comunistas e empresas que se encontravam em estado de falência. O total de empresas falidas era do tamanho de todo o estado de Wüttenberg. Numa tal situação, o estado teve de dar ordens abrangentes e autoritárias para acabar com o desemprego e evitar a guerra civil. Em todos os estados, há leis que são criadas e não são votadas se o estado se encontrar numa situação crítica. Até o vosso presidente Truman, recentemente, teve de ameaçar tomar posse dos caminhos-de-ferro, porque os trabalhadores estavam a ameaçar fazer greve geral, ou uma emergência semelhante, o governo tem de atuar". 

Rosenberg também mencionou que, diante disso, muitos americanos eliminaram seus preconceitos com relação ao Nacional-Socialismo após terem visitado a Alemanha, convictos de que este país "não podia viver sujeito ao Tratado de Versalhes". Como exemplo, citou o presidente da câmara de Boston, que, inclusive, proferiu discursos em favor da Nova Alemanha. Também o Gen. Tasker Bliss, assim como Lloyd George, reconheceu-o, durante a Convenção de Versalhes. Para Rosenberg, o tratado fora uma "violação internacional dos Catorze Pontos de Wilson". 

Acerca do tribunal em questão, o teórico observou que se tratava de uma grande hipocrisia, pois enquanto se falava sobre possíveis "atrocidades alemãs", esquecia-se do drama vivenciado pelas comunidades alemãs em territórios como a Polônia.

Em seção do Julgamento de Nuremberg, 1946

Antes de encerrar a entrevista, Rosenberg ainda fez questão de mencionar que, por compreender o russo, sabia que estava sendo prejudicado pelos intérpretes russos, cujas traduções não correspondiam com o sentido original de suas palavras.

Alfred Rosenberg fora muito além de um simples teórico, pois pôde construir através de palavras os alicerces sobre os quais todo um povo, reconhecendo sua grandeza arquetípica e revivendo o mito racial, pôde levar a cabo de 12 anos uma revolução sem igual neste período último da história da humanidade. Acima de tudo, sustentou seus ideais até o fim. É ainda hoje vítima de injustiça, mas outros tempos virão. Rosenberg não apenas será estudado com apreço, como admirado por sua trajetória. Em 100 ou 200 anos, dirão: "Rosenberg foi levado à forca pelos seus próprios escritos, e defendeu seus ideais até a morte. Foi banido das universidades e dos círculos intelectuais, mesmo tendo sido um revolucionário no campo das idéias, a enxergar a história da humanidade sob o prisma racial. Hoje, por sorte, os tempos são outros e nos é permitido conhecê-lo em sua profundidade". 

2 comentários:

  1. ROSENBERG SE OPUNHA AOS IMPERIOS DE LONDRES ALEM MAR E CIA; NY E MOSCOU QUERIAM UMA GUERRA NA EUROPA PRA DESTRUIR ESSES IMPERIOS E TOMAR ELES PRA SI SÓ QUE DE MODO MENOS OFICIAL QUE OS CLASSICOS; PELOS BASTIDORES; O MELHOR GADO É AQUELE QUE ACHA QUE É LIVRE DAI POR QUE NY TODA HORA REPETIR LEMAS COMO FALSA LIBERDADE SÓ PARA DIZER COISAS KOSHERS ETC

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  2. É UTOPICA QUALQUER SOLUÇÃO PARA ESTE ESTADO DE COISAS FORA DE UM INVERNO NUCLEAR TOTAL

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