Olimpíadas de Berlim 1936. Hilter x Jesse Owens


"Hitler não me esnobou - foi Roosevelt quem me esnobou. O presidente nunca sequer me mandou um telegrama". Jesse Owens, atleta e medalhista olímpico.

Por: S.E. Castan

Uma mentira de 78 anos.

A imprensa "internacional" há vários anos vem noticiando que o excepcional atleta Jesse Owens, conquistando quatro medalhas de ouro nas Olimpíadas de 1936, em Berlim, que teriam sido organizadas para mostrar ao mundo a superioridade da raça ariana, teria desmoralizado essa raça; que Hitler não o teria cumprimentado, por ser ele negro e teria ficado tão irritado com as vitórias do mesmo que abandonou o estádio olímpico... Ultimamente estão sofisticando cada vez mais o assunto e já foi publicado que o Führer babava de raiva ante as vitórias do atleta negro... Uma notícia desse tipo tem no mínimo três objetivos, já que nunca entraram em detalhes sobre aquela Olimpíada:

1. Racismo contra os negros;
2. dá uma ideia de derrota e desmoralização alemã;
3. quem baba de raiva é louco...

Os únicos cumprimentos públicos de Hitler

O Correio do Povo, jornal de Porto Alegre, em 5/8/1936 publicou o seguinte sobre acontecimentos verificados em Berlim no dia 2/8/1936, primeiro dia das competições:

"Hitler assistiu a parte das provas no estágio e se fez apresentar aos vencedores das provas que acabava de assistir da tribuna do governo. Felicitou pessoalmente a Srta. Fleischer, da Alemanha, pela vitória no arremesso de dardo. O diretor de esportes, Von Tschammer Osten, apresentou também as Srtas. Krüger da Alemanha, 2ª colocada, e Knasniewska, da Polônia. 3ª colocada. Algum tempo depois os três finlandeses dos 10.000 metros, o alemão Woellke, primeiro colocado no lançamento de peso, o finlandês Baerlunde, 2º colocado e o alemão Stoeck, 3º colocado, também foram apresentados ao Führer".

"Após esses cumprimentos e antes de se retirar do estádio, conforme Informação dada pelo Sr. K.C. Duncan, secretário-geral da Associação Olímpica Britânica, membros do C.O.I (Comitê Olímpico Internacional) solicitaram a Hitler que não mais cumprimentasse publicamente os vencedores de qualquer competição. Tal fato ocorreu no momento em que Cornelius Johnson (não Jesse Owens), atleta dos Estados Unidos, estava sendo laureado com medalha de ouro pelo salto em altura".

Naturalmente, após o pedido do C.O.I, não mais houve cumprimentos do Führer, em público, durante o resto da Olimpíada, nem para os "negros", nem para os próprios "arianos".

A primeira medalha de ouro de Jesse Owens Na prova final dos 100 metros, venceu Jesse Owens, conforme já era esporado pelo público que o havia visto bater o record mundial nas eliminatórias O tempo da prova final foi de 10,3 segundos, igualando o record olímpico Sobre essa vitória o mesmo jornal, Correio do Povo, de 4/8/36, escreveu o seguinte:

"Logo após o triunfo nos 100 metros, Jesse Owens declarou aos representantes da imprensa: 'É difícil imaginar como me sinto feliz. Pareceu-me, de um momento para o outro, que quando corria eu possuía asas. Todo o estádio apresentava um aspecto tão festivo que me contagiou e foi com mais alegria que eu corri, parecendo que havia perdido o peso do corpo. O entusiasmo esportivo dos espectadores alemães me causou profunda impressão, especialmente a atitude cavalheiresca da assistência. Podem dizer a todos que agradecemos a hospitalidade germânica". Era a sua primeira medalha de ouro.

Salto em distância

A segunda medalha de ouro foi conquistada no salto em distância, em disputa com o atleta Lutz Long, que na série havia igualado o fantástico atleta negro com 7,87 metros. Aí Owens deu seu último salto, atingindo os 8,06 metros, novo record olímpico e mundial durante 24 anos. Long também deu seu último salto, porém ansioso por superar a marca de Jesse, queimou a marca de partida do salto. Importante é registrar o espírito esportivo entre os atletas, que existiu nessa Olimpíada, pois após a vitória Jesse comentou ter conseguido esse salto graças a um conselho que recebera de seu principal competidor, o "ariano" Long, do qual foi amigo íntimo durante muitos anos. 

Terceira e quarta medalhas: Homenagem

Tornado já um dos ídolos do POVO ALEMÃO, desde as eliminatórias dos 100 metros, Jesse Owens se prepara para sua terceira medalha de ouro, nos 200 metros rasos. Apesar do mau tempo, o estádio, construído para acomodar 110.000 espectadores, estava como sempre inteiramente lotado, pois ninguém queria perder o espetáculo. Nas eliminatórias ele já havia batido o record mundial em 21,3 segundos.

Desde a partida ele pegou a frente e cruzou a chegada em 20,7 segundos, baixando seu record olímpico e mundial.

Hitler também assistiu a essa prova, para a qual os alemães não se haviam classificado. Os alemães prepararam uma cerimônia de coroação muito especial para Jesse Owens, prevendo sua vitória. Os três vencedores, primeiro a terceiro colocados nessa prova, se alinharam numa tribuna especialmente construída, enfeitada de folhagens verdes e de ouro, diante do camarote do Führer, onde também se achavam os convidados de honra. Jesse ficou ao centro, ligeiramente acima do vencedor da medalha de prata, à sua direita, e do terceiro colocado à sua esquerda. Quando os três atletas dirigiram o olhar à tribuna de honra, a banda dos organizadores da Olimpíada, dirigida pelo Conde Henri de Baillet Latour, e uma fanfarra de trombetas na extremidade do estádio, começaram a tocar e todo o povo presente se levantou. Três lindas jovens em uniformes brancos encaminharam-se até os vitoriosos e os coroaram com louros. Jesse recebeu também um vaso com um pequeno carvalho. Os alto-falantes anunciaram os nomes dos três atletas e a banda executou o hino nacional norte-americano, enquanto os atletas permaneciam em posição de sentido e os "arianos" que lotavam o estádio, com os braços estendidos para a frente, faziam sua habitual saudação. Após o hino, a multidão voltou a sentar-se para ver as moças, em alinhamento perfeito, saindo pelos lados, enquanto os vencedores saudavam o camarote de Hitler e se retiravam.

A quarta e última medalha de, ouro foi conquistada no revezamento de 4 x 100 metros, com o tempo de 39,8 segundos para a equipe norte-americana, que Jesse Owens integrava, também estabelecendo novo record mundial. Autógrafos

O "negrão" era tão querido e popular junto ao povo alemão que não teve, após a primeira vitória, praticamente, mais descanso, pois onde andava tinha de dar autógrafos. Após a vitória no revezamento, viu-se obrigado a mudar de residência para fugir à multidão de caçadores de autógrafos. (Racistas nunca fariam isso!). Milhares esperavam em fila ao lado de fora da Casa Bautzen, na Vila Olímpica. De início agradava a Owens ser tão popular e de bom grado dava autógrafos a torto e a direito. Mas no fim das competições os músculos de seu braço direito estavam tendo cãibras e Larry Snyder, seu companheiro de equipe, chegou a temer que essas cãibras viessem a lhe prejudicar as pernas. Teve para isso a ajuda de Herb Fleming, outro atleta negro com o qual era constantemente confundido, que tinha recebido sua autorização para assinar seu nome.

Exibição em Colônia

Concluída a Olimpíada, o governo alemão proporcionou a exibição de Jesse Owens e mais alguns atletas norte-americanos na cidade de Colônia (Köln). O Correio do Povo de 12/8/1936 publicou em Porto Alegre a seguinte notícia:

"Jesse Owens, em entrevista telefônica que manteve com a United Press, declarou hoje em Colônia que abandonará sua viagem através da Europa e seguirá o mais cedo possível para os Estados Unidos, a fim de estudar diversas ofertas recebidas para ingressar no profissionalismo".

Mistério

Após a exibição em Colônia a delegação norte-americana acertou uma exibição na Noruega e outra na Suécia, porém ele se recusou a partir para esses dois países. Não se conseguiu ainda apurar fatos concretos sobre o que ocorreu com Jesse nesse período.

O certo é que ele foi suspenso pela Associação Atlética dos Estados Unidos, retornou à sua pátria, onde não foi recebido por banda de música ou fanfarras, nem honras, abandonou seu curso universitário e assinou um contrato de... regente de conjunto musical!! E nunca mais competiu!!! Muito estranho, tudo isso. Um dos maiores atletas de todos os tempos, foi feito herói e foi festejado pelos alemães, e ignorado por sua pátria, na volta. Ou terá sido justamente por isso que a imprensa internacional o ignorou? Teria caído em desgraça, em algum tipo de arapuca?

Por motivos de indisciplina, após o início da Olimpíada, os dirigentes norte-americanos da delegação dos Estados Unidos afastaram da mesma os atletas Sam Stoller e Martin Glickman, os únicos judeus da equipe de pista e campo dos EE.UU. que foram substituídos pelos negros Jesse Owens e Ralph Metcalfe, no revezamento de 4 x 100 metros. A partir desse momento a tendência a criticar o comitê americano predominou nas manchetes da imprensa "internacional", principalmente nos Estados Unidos. Stoller e Glickman diziam que também poderiam ter batido o record mundial... A imprensa afirmava que o afastamento deles tinha sido inoportuno e desencadeou acusações de preconceito racial contra a equipe norte-americana, que duraram alguns anos. Os apreciadores do esporte nos EE.UU. puderam ler muito mais notícias sobre as façanhas de Eleanor Holm Jarret, campeã de nado de costas feminino, que foi também afastada da equipe americana por não ter cumprido todos os treinos previstos no navio que levava a equipe à Alemanha. Cantora de clubes noturnos e atriz de cinema, Eleanor afirmou ter treinado com champanha e caviar.

Pois a imprensa dava muito mais cobertura a essa moça do que à equipe norte-americana de natação, que conquistou várias medalhas. Também havia muito mais notícias sobre outros dois atletas, boxeadores, que haviam sido igualmente afastados, do que sobre os outros que lutaram. Tudo isso parece apenas evidenciar um fato: a imprensa "racista internacional" não aceitou o afastamento e substituição de atletas judeus por negros, nem o fato das espetaculares vitórias dos mesmos ser festejado pelo povo alemão!

Para completar, devemos citar que entre os atletas alemães se encontrava a Srta. Helene Mayer, uma judia, que ganhou a medalha de prata em florete feminino, e que recebeu do governo alemão a plena cidadania alemã, fato que irritou os sionistas.

Quem venceu a Olimpíada?

Fora as quatro notáveis vitórias de Jesse Owens, que teriam derrubado o mito "ariano", nada se encontra na imprensa e mesmo nas bibliotecas, que mostre o quadro de honra, com o resultado final de todos os países participantes, medalha por medalha. Nem nos consulados alemães. Em agosto de 1985 finalmente consegui o que tanto procurava. Foi na Biblioteca Nacional de Viena, e o livro se intitula "Só Kaempfte und Siegte die Jugend der Welt" (Assim lutou e venceu a juventude do mundo), dos autores Franz Miller, P. v. Le Fort e H. Harster, e do qual mandei tirar várias cópias, das partes mais interessantes. Quase um ano após, consegui um exemplar desse livro no "mercado das pulgas" de Porto Alegre. Após examinarem o Quadro de Honra, os leitores entenderão por que a imprensa nunca o publicou:

País Ouro Prata Bronze

Alemanha........................................................ 33/ 26/ 30
EE.UU. da América .......................................... 24/ 20/ 12
Itália .............................................................. 8/ 9/ 5
Finlândia ........................................................ 7/ 6 /6
França ............................................................ 7/ 6/ 6
Hungria .......................................................... 10/ 1/ 5
Suécia ........................................................... 6/ 5/ 9
Japão ............................................................ 6/ 4/ 8
Holanda ......................................................... 6/ 4/ 7
Grã-Bretanha .......................................... 4/ 7/ 3
Áustria ..................................................... 4/ 6/ 3
Suíça ............................................................. 1/ 9/ 5
Checoslováquia ............................................. 3/ 5/ 0
Canadá .......................................................... 1/ 3/ 5
Argentina ....................................................... 2/ 2/ 3
Estônia .......................................................... 2/ 2/ 3
Noruega ........................................................ 1/ 3 /2
Egito ............................................................. 2/ 1 /2
Polônia .......................................................... 0 /3 /3
Dinamarca ...................................................... 0/ 2/ 3
Turquia .......................................................... 1/ 0 /1
Índia .............................................................. 1/ 0 /0
Nova Zelândia ................................................ 1/ 0/ 0
Letônia .......................................................... 0/ 1/ 1
México .......................................................... 0/ 0/ 3
Iugoslávia ...................................................... 0/ 1 /0
Romênia......................................................... 0/ 1/ 0
África do Sul ................................................. 0/ 1/ 0
Bélgica .......................................................... 0/ 0/ 2
Austrália ........................................................ 0/ 0/ 1
Filipinas ......................................................... 0/ 0 /1
Portugal ......................................................... 0/ 0 /1

Vamos analisar agora os três pontos anteriormente citados, que seriam o objetivo desse falso noticiário que aparece na imprensa mundial, sempre por ocasião das Olimpíadas, pois a de Berlim foi a última, antes da segunda guerra mundial.

Racismo contra negros? Com certeza houve, mas não foi do lado alemão, que festejou e glorificou as vitórias de Jesse Owens, tornando-o seu ídolo. Que o "negrão" teria desmoralizado a raça ariana, que organizou a Olimpíada para demonstrar sua superioridade?... Não posso acreditar que essa imprensa não saiba quem venceu, mas ela semeia falsidades durante décadas e mais décadas, sendo que esta é uma das veteranas, pois já perfaz 50 anos, meio século...

Quanto ao último ponto em análise, teria motivo para babar de raiva um Chefe de Estado, que venceu a Olimpíada da forma mais brilhante possível? Os atletas alemães conquistaram um total de 89 medalhas, número igual ao conquistado EM CONJUNTO pelos Estados Unidos da América, França e Grã- Bretanha, as três maiores potências mundiais na época. JESSE OWENS, no hospital de câncer, antes de falecer, deu as seguintes informações ao Tampa Tribune de 1/4/80, páginas 1 e 3-6: Que Hitler não cumprimentou mais atleta algum, após a solicitação feita pelo presidente do C. O. l. Que chegando de volta aos EE.UU. como grande campeão olímpico, não recebeu qualquer aperto de mão de seu Presidente Roosevelt. Ao contrário do que ocorrera na Alemanha, em sua própria pátria não lhe permitiam sequer sentar-se nos bancos da frente dos veículos coletivos — tinha de ir para a parte traseira, destinada aos negros. Nas repartições públicas, tinha de usar a porta dos fundos e não podia morar onde gostaria. Joe Louis e ele foram os primeiros atletas negros de fama mundial. Mas não podiam fazer propaganda de artigos esportivos nos EE.UU. da América, pois os estados sulinos boicotariam esses produtos. "Nós vivíamos na América, sob essa discriminação", asseverou ele.

Recentemente, segundo o site de notícias BOSS - Where The Black Man Control de Conversation, escrito por Yolanda SpiveyJesse, que resgatou essa mesma temática, a afirma que Owens carregava uma foto de Adolf Hitler em seu bolso de trás porque ele havia o tratado melhor que Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos. Coisa que por muito tempo, ele próprio nunca negara. Segundo o repórter Siegfried Mischner do Telegraph.co.uk, foi Hitler quem enviou para Jesse Owens uma foto comemorativa de si mesmo. Mischner também relatou que nos anos 60 Owens estava desesperadamente tentando reverter a falsa notícia de que Hitler havia o desprezado. Porém, sabiamente, nunca o grande atleta fora sequer consultado sobre o assunto.

Fonte:

- Livro: "Holocausto Judeu ou Alemão. Nos bastidores da mentira do século". CASTAN, S.E. - Editora Revisão. 26 Edição. pgs: 14 - 20.

Um comentário:

  1. OS ARROGANTES AMERICANOS FORAM ESMAGADOS PELOS "NAZISTAS" NA OLIMPIADA DE 1936, COM 89 MEDALHAS CONTRA OS 56 MEDALHAS DOS COVARDES IANQUES! QUEM VENCEU, HITLER OU JESSE OWENS?!

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