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O Purim de Alcácer- Quibir


No dia 4 de Agosto, dia da Batalha de Alcácer-Quibir, foi um dia de má memória para Portugal, mas um dia de boa memória para os judeus do Magrebe. Ontem, os judeus de Marrocos celebraram um Purim (*), uma festa religiosa que comemora o salvamento miraculoso dos judeus, vítimas duma suposta perseguição dos portugueses. Segundo reza a lenda judaica, D. Sebastião teria jurado, antes de embarcar para Alcácer-Quibir, converter todos os judeus à força. Mas os judeus anteciparam-se, e através de dois soldados desertores, souberam das intenções do Rei de Portugal. Assim, como forma de evitar tamanha "crueldade", os judeus teriam feito um dia de jejum e oração. (Foto acima: Rei D. Sebastião de Portugal (1554 - 1578))


Tudo isto foi escrito numa Meguilá, rolo em pergaminho manuscrito, de que ainda existem alguns exemplares em Israel, e provavelmente em outros países. São lidas nas sinagogas e nas famílias, no dia a que eles chamam "Purim Sebastiano", ou "Purim de Sebastian YSV" (abreviatura de "Que se apaguem o seu nome e a sua memória"). É isto que os judeus de Tânger e de Tetuão comemoram todos os anos naquela data.

O dia 4 de Agosto de 1578, data tristemente célebre na história de Portugal – pela derrota das tropas portuguesas em Alcácer Quibir, e o desaparecimento misterioso do jovem rei D. Sebastião.
A tradição local conta que, quando o exército português chegou às imediações de Alcácer Quibir (a Grande Fortaleza), dois “anussim” (judeus convertidos ao Cristianismo), que faziam parte do exército português, se dirigiram em segredo aos judeus da cidade, e lhes revelaram que o rei cristão, antes de embarcar para África, fora a uma igreja de Lisboa, e fizera o solene juramento de que, se vencesse a batalha, obrigaria todos os judeus daquelas terras a converter-se ao Cristianismo, tal como D. Manuel I havia feito a toda a população judaica de Portugal.
Os judeus de Alcácer-Quibir entraram em pânico, mas os rabinos pediram-lhes que, tal como fizera a rainha Ester no seu tempo, fizessem um dia de jejum e de oração, implorando a Deus que os salvasse daquela crueldade.
No decorrer da batalha, morreu o rei mouro Mulay Mohammed, que havia sido destronado por seu tio Abd-al-Malik (Mulay Moluco), e que se aliara ao rei português, para recuperar o trono.
Pouco depois pereceu também o próprio Abd-al-Malik, segundo a lenda, por efeitos de uma intoxicação. No entanto, os mouros de Alcacer-Quibir, com a ajuda do médico judeu do rei, decidiram ocultar o facto da morte e prosseguir na batalha, sob o comando do irmão do soberano.
Logo a seguir, inesperadamente, o rei cristão desapareceu, provavelmente ferido na batalha. Na ausência de um comandante, os portugueses que já murmuravam contra grande número de erros tácticos de D. Sebastião, desorientaram-se e dispersaram-se, caindo aos milhares sob as espadas dos mouros, ou foram aprisionados.
Alcácer-Quibir não caiu e D. Sebastião desapareceu para nunca mais ser encontrado. Há-de voltar um dia, numa manhã de nevoeiro...
A batalha ficou conhecida na história como a “batalha dos três reis”, que ali pereceram.
Então, determinaram os rabinos de Marrocos que, a partir desse ano, e para todo o sempre, de geração em geração, aquelas comunidades fariam, no segundo dia de Rosh Hodesh Elul, uma festa de Purim, com muita alegria, descanso de todo o trabalho, e oferta de esmolas aos pobres (Mishloah manot laEvionim).
A sacrossanta Casa de Avis são os Hohenstaufen de Portugal.
Nota (*) - Purim, em 14 do mês de Adar, no calendário judaico, é a única festividade  que comemora um evento ocorrido na Diáspora, fora da Terra de Israel, na Pérsia, no tempo de Mardoqueu (Mordehai) e da Rainha Ester. O grão-vizir, Amman, decretou a morte de todos os judeus do vasto império persa, e graças à intervenção da rainha judia, o rei permitiu que Mardoqueu, tio de Ester, organizasse a defesa dos judeus, que assim escaparam da destruição e da morte.

A história oficial nos conta da forma mais sutil, porém, é inegável o fato da "praga judaica", dentre os períodos históricos, o povo judeu, com seu Talmud, suas próprias leis e sua cobiça por cima dos povos hospedeiros, fere, corrompe e trama contra todos os goym, que segundo seu credo, só existem para lhes servir. - NR


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Origem Atlante presente na alma portuguesa

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