Pular para o conteúdo principal

Getúlio Vargas e a independência



Por: Dr. Eduardo Benayon 

Aproxima-se o 60º aniversário do golpe de Estado com o qual a oligarquia anglo americana derrubou o presidente Vargas, em 24 de agosto de 1954.

Esse acontecimento teve efeitos tão desastrosos como importantes. Trata-se, nada menos, que da cassação da independência do Brasil.

A soberania do País nunca foi plenamente exercida, mas, se houve governante que tomou iniciativas para alcançá-la, esse foi Getúlio Vargas.

Exatamente por isso, a oligarquia imperial anglo americana sempre conspirou contra ele, com a ajuda de pseudo-elites e de agentes locais da política e da mídia, amiúde recrutados por meio de corrupção.

Em 1932, a oligarquia paulista promovera o fracassado movimento de 9 de julho, movida pelos interesses britânicos. Intitularam-no constitucionalista, conquanto Getúlio organizara as eleições para a Constituinte que votou a Constituição de 1934, a qual instituiu significativos avanços econômicos e sociais.

Tão profunda como a estima dos verdadeiros industriais e a veneração dos trabalhadores brasileiros a Getúlio, foi a ojeriza da minoria desorientada pelos preconceitos da “democracia” liberal e dos contrários à industrialização, alimentada pela hostilidade da mídia, caluniosa e falsificadora dos fatos.

Vargas fora forçado, durante a Segunda Guerra Mundial, a ceder bases militares no Nordeste aos EUA, e cometeu o erro de insistir em enviar a Força Expedicionária Brasileira à Itália. A FEB foi equipada e armada pelos EUA e combateu sob comando norte-americano.   

Desfile da FEB (Força Expedicionária Brasileira) no Rio de Janeiro

Daí se criaram laços entre os comandantes e oficiais de ligação estadunidenses e os oficiais brasileiros que conspiraram nos quatro golpes pró-EUA (1945, 1954, 1961 e 1964).

Em outubro de 1945, o pretexto foi derrubar um ditador, o que não tinha sentido, pois o presidente viabilizara eleições, já marcadas para o início de dezembro, e não era candidato. Após o golpe, recomendou votar no marechal Dutra, pois o brigadeiro Eduardo Gomes representava os que sempre se haviam oposto a Vargas.

Quando Vargas, eleito em 1950, voltou à presidência, nos braços do povo, já estava em marcha a desestabilização de seu governo, a qual culminou com o crime da rua Toneleros, já em agosto de 1954.

O crime foi dirigido pelo chefe da delegacia de ordem política e social (DOPS), famosa por seus métodos desumanos de repressão aos comunistas, desde a época do Estado Novo, instituído por golpe militar, em 1937.

Esse golpe proveio de oficiais do exército, que colocaram Felinto Muller na chefia da polícia. Vargas, presidente constitucional desde 1934, permaneceu à frente do governo, mas não teve poder e/ou vontade suficiente para limitar significativamente as violências.

Ele sempre foi contemporizador, negociava com pessoas de diferentes tendências e, por vezes, as colocava ou mantinha no governo. Ao voltar Vargas, em 1951, continuou na DOPS, Cecil Borer, que vinha da administração do marechal Dutra. Como tantos pró-nazistas, mundo afora, movido pelo anticomunismo, Dutra subordinou-se aos interesses dos EUA.

Apesar de seus erros, Vargas merece lugar de honra na história do Brasil, por ter dado o indispensável apoio do Estado ao desenvolvimento industrial, que despontava desde o início do século XX e ganhou força, de 1914 a 1945, graças também à redução dos vínculos comerciais e financeiros com os centros mundiais, propiciada pelas duas guerras e a longa depressão dos anos 30.

Antes do fim da Segunda Guerra Mundial, o império já planejava fazer abortar esse processo. Mais tarde, diria o notório Henry Kissinger: “para os EUA seria intolerável o surgimento de uma nova potência industrial no hemisfério sul.”

Os serviços secretos dos EUA e do Reino Unido vinham, de há muito, operando na desestabilização do presidente. Em 1954, Borer envolveu informantes da polícia e pistoleiros no crime da Toneleros, que matou o major Vaz, da aeronáutica, simulando que o alvo seria o virulento adversário de Vargas, Carlos Lacerda.

Na armação policial-jornalistica-militar, Vaz, casado e pai de filhos pequenos, substituiu, na ocasião, o solteiro major Gustavo Borges. Lacerda engessou o pé dizendo ter tomado um tiro de revólver, mas, se isso fosse verdade, o pé teria sido destroçado. Nunca se encontrou um prontuário de atendimento em hospital.

A conspiração enredou a guarda pessoal do presidente e o fiel guarda-costas Gregório Fortunato, que foi torturado e ameaçado para confessar o que não fez. Condenado a 15 anos de detenção, foi assassinado na prisão, em operação de queima de arquivo.

O golpe de 1954 é o maior marco negativo da história do Brasil, pois o governo udenista-militar, dele egresso, criou vantagens incríveis para as empresas transnacionais dominarem por completo a produção industrial do País. Fez os brasileiros pagar caríssimo para serem explorados.

Foi, assim, inviabilizado o desenvolvimento de tecnologias nacionais, a não ser por grandes empresas estatais ou apenas em nichos menores, no caso de indústrias privadas nacionais, ainda assim, fadadas a ser desnacionalizadas.

Tanto o golpe de 1964, que instituiu os governos militares, como a falsa democratização, a partir de 1985, intensificaram as políticas pró-capital estrangeiro em detrimento do País.

Os governos de 1954-1955 e 1956-1960 (JK) foram motores da desnacionalização da economia. Os de Collor e FHC os mais monoliticamente entreguistas. Nenhum operou reversões nessa marcha infeliz.

A herança hoje é a desindustrialização e a colossal dívida pública, tendo a União já gastado nela, desde 1988, quase 20 trilhões de reais. Além disso, recorrentes crises devidas aos déficits de comércio exterior.

As realizações do presidente Vargas fazem dele o principal herói nacional e exemplo para futuros líderes. Mas não sem reservas, porque lhe faltou combatividade e espírito revolucionário.

Não me parece verdade que o nobre sacrifício de sua vida tenha frustrado os objetivos dos imperialistas. Preservaram-se as estatais, mas a própria Petrobrás – que já nascera sem o monopólio na distribuição, o segmento mais lucrativo – acabou, em parte, arrancada da propriedade estatal. Além disso, nos anos 90, ocorreram as doações-privatizações de dezenas de fabulosas estatais, algumas criadas durante governos militares.

A grande derrota estratégica deu-se com a entrega dos mercados e da produção industrial privada às transnacionais. Sem isso, a dívida externa não teria explodido em 1982, nem sido torradas as estatais, a pretexto de liquidar dívidas públicas, as quais, depois disso, ao contrário, se avolumaram como nunca.

O momento para evitar esse lastimável destino, era com Vargas, amado pelo povo, que foi às ruas, em massa nunca vista, pronto a tudo, quando de sua morte. Aí não havia liderança, nem plano.

Getúlio precisava ter cortado, no nascedouro, os lances que minaram suas bases de poder. Entre estes, o acordo militar Brasil-Estados Unidos, de 1952, negociado por Neves da Fontoura, ministro das Relações Exteriores, e por Góes Monteiro, chefe do Estado-Maior das FFAA, sem o conhecimento do ministro do Exército, Estillac Leal.

Este se demitiu, pois Vargas assinou o acordo, e, com isso, cedeu aos que, mais uma vez, o traíam, e perdeu seu ministro nacionalista.

Fraquejou novamente em 1953, quando, embora mantendo o correto reajuste do salário mínimo, demitiu João Goulart do ministério do Trabalho, medida exigida em memorial assinado por 82 coronéis do Exército. Nesse episódio, caiu o ministro do Exército, Cyro do Espírito Santo Cardoso.

Não era tarefa simples sustentar-se sob constante e intensa pressão contrária da alta finança anglo americana, a qual não economiza recursos nem hesita em recorrer à corrupção e a práticas celeradas. Entretanto, a pior maneira de reagir a essa pressão é fazer concessões, em vez de cortar a crista dos golpistas.

Deixando de coibir aquelas práticas, Vargas facilitou o caminho dos inimigos. Sobraram-lhe escrúpulos, ao exagerar em sua tolerância, para não ser acoimado de ditador. Faltaram bons serviços de inteligência e a compreensão de que seria derrotado, se não mobilizasse o povo e a oficialidade nacionalista.

Fonte: Inacreditavel

Comentários

O mais lido da semana

A família de Hitler e seus descendentes hoje

Adolf Hitler e Eva Braun, sua futura esposa, com quem se casaria, segundo relato, pouco antes da capitulação frente aos aliados

Um assunto bastante curioso e interessante, porém, pouco e até mesmo delicado de se tratar é a questão da família de Hitler e seus descendentes no contexto do pós guerra. Evitado tanto pelo lado daqueles que lutaram contra a Alemanha Nacional-Socialista, quem sabe pelo fato de terem em cheque uma acusação de perseguição infundada e por isso mantenham interesses em ocultar certos segredos, quanto por aqueles que são e foram seus simpatizantes, talvez por falta de informação ou censura. 
Muitas foram e ainda são as especulações a cerca da origem do Chanceler alemão e sua descendência. Umas dizem que Hitler teria sangue judeu correndo e suas veias, vindas de seu avô (ou bisavô), ou que seria um membro família Rotschild (banqueiros judeus) ou mesmo que Hitler teria tido filhos e escondido tal fato da mídia, mas que porém, com a queda da Alemanha, os Aliados teriam …

América Latina, o último bastião ocidental? Porque o islã não cresce aqui

Segundo um estudo feito pelo Pew Research Center (Centro de Pesquisas Pew - PRC) (1), intitulado; "O Futuro das Religiões do Mundo", divulgado em abril desse ano, prevendo a projeção para o futuro das religiões, indicou que o número de adeptos do islã irá ultrapassar, caso assim continue, o número de cristãos até o fim desse século (entre 2050 - 2100, tornando-se a religião com o maior número absoluto de fiéis do planeta. E, seguindo a contra corrente mundial, a única região do mundo em que isso não vai acontecer é a da América Latina, pois o aumento do número de seguidores do Corão não acompanha o ritmo registrado em outras partes do mundo. Oque, por conseguinte, aponta essa parte da América como a única região onde a taxa de crescimento da população estimada para 2050 supera com folga o aumento de muçulmanos.
O islã, como se pode deduzir no parágrafo acima, é de fato a religião que mais cresce no mundo. O levantamento prevê que, entre 2010 e 2050, enquanto a média de cresci…

2 milhões de alemãs - O Maior estupro em massa da História

Na foto, mulheres que suicidaram-se em uma praça, para não vivenciarem os estupros.
Aos 80 anos, Gabriele Köpp tem problemas com sono, por vezes, simplesmente não consegue comer. Aos 15 anos, ela foi repetidamente violada por soldados soviéticos, sendo virgem e não tendo nenhum conhecimento prévio sobre o sexo.
A revista "Spiegel" escreve que não existem os dados exatos sobre a quantidade de mulheres alemãs violadas pelo exército soviético, o número que aparece em várias publicações aponta para dois milhões de mulheres (2.000.000). Segundo a investigação do Dr. Philipp Kuwert, especialista de traumas e chefe do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia do Hospital universitário de Greifswald, a idade média das vítimas de violações soviéticas era de 17 anos e cada mulher foi violada em média 12 vezes. Quase metade das vítimas possui síndromes pós – traumáticos, incluindo os pesadelos, tendências de suicídio, anestesia emocional. Cerca de 81% destas mulheres adquiriram o efeito…

Matt Parott: A capital de israel é Washington D.C.

Por Matt Parott
A capital de uma nação é o seu lugar de poder incontestável, a base de onde ele dirige sua política militar e doméstica, seu centro de gravidade e seus cofres econômicos. Trump se inverteu em mais uma promessa de campanha, declarando que a embaixada dos Estados Unidos em Israel precisa se mudar de Tel Aviv, o centro neuronal real de Israel, para Jerusalém, como parte de um esforço para roubar mais território dos árabes. Em sua campanha, Trump prometeu ser um corretor honesto, para alavancar suas habilidades de negociação de classe mundial para tentar negociar a paz no Oriente Médio. Sem desculpas, ele está quebrando essa promessa.
O homem que escreveu "The Art of the Deal" não conseguiu concessões de Israel. Ele envolveu esta declaração sem nenhum acordo global de qualquer tipo que possa ser interpretado como uma tentativa de tentar chegar a um resultado justo. Trump está intimidando os palestinos em nome dos judeus, mesmo que a comunidade judaica americana per…

A investigação que revelou "exércitos" de perfis falsos usados para influenciar eleições e a política no Brasil

Todos os seres humanos pensantes ao uns poucos anos atrás só sabiam de monitoramento em escala mundial através de filmes de ação e espionagem geralmente hollywoodianos. Essas mesmas pessoas ficaram bestificadas, outras em negação e muitas nem se quer suspeitam da gravidade dos fatos, quando Eduard Snowden desertou do próprio país e revelou ao mundo que a NSA investigava a tudo e a todos através de todos os meios de comunicação existentes. Também tivemos o mesmo tipo de reação, quando Julian Assange através do intrépido "Wikilliks" revelou os esquemas de chantagem, sabotagem e falcatruas contra os povos da terra cometidos pelo governo estadunidense através de anos, incluindo suas figurinhas mais proeminentes como o "satã de saias" sra. Hillary Clinton. 
Depois de tudo isso não é difícil, porém não menos grave, que em nosso país geopoliticamente estratégico enquanto nação dominada não tivesse seus próprios meios de sabotagem interna parecidos, onde um grande exemplo s…

6 anos sem Kadhafi: o "fenômeno" cuja morte arruinou Líbia

Faz hoje cinco anos desde que o líder líbio foi morto a sangue frio perante câmeras de celulares e com o consentimento dos países que participaram da campanha anti-líbia de 2011. 
NT: matéria de 28/11/2016
O coronel Muammar Kadhafi liderou o país por 42 anos. A guerra civil que se iniciou no momento de sua morte continua há já cinco anos. Todas as tentativas de criar órgãos de governação fracassaram, a economia está arruinada. A crise foi substituída pelo caos, que ameaça toda a região, e isso se tornou no resultado da tentativa das potências ocidentais para alterar a organização política dos países africanos.
A Sputnik Árabe falou com o jornalista favorito do líder líbio, Abdel Baset bin Hamel. A experiência líbia, que continuou por 42 anos sob o governo de Muammar Kadhafi, permanecerá como parte incomparável da história do país. O país passou de forma regular por reformas, porque de vez em quando surgiam problemas na educação, saúde ou infraestrutura. Entretanto, a razão da crise de hoj…

Benjamin Freedman, um judeu expondo a judiaria organizada pelo mundo

Benjamin Harrison Freedman [Friedman] foi uma das pessoas mais intrigantes e surpreendentes do século XX. Nascido em 1890, foi um empresário judeu bem-sucedido de Nova Iorque e chegou a ser o principal proprietário da Woodbury Soap Company. Rompeu com a Judiaria organizada após a vitória judaico-comunista de 1945 e gastou o resto de sua vida e grande parte da sua considerável fortuna, avaliada em cerca de 2,5 milhões de dólares, expondo a tirania judaica que envolveu os Estados Unidos.
Mr. Freedman sabia do que falava, porque tinha sido um insider [membro de um grupo com acesso a informação confidencial] nos mais altos níveis de organizações e maquinações judaicas que tinham por objectivo obter poder sobre a nossa nação [EUA]. Mr. Freedman privou de perto com Bernard Baruch, Samuel Untermyer, Woodrow Wilson, Franklin Roosevelt, Joseph Kennedy, John F. Kennedy e muitos dos homens mais poderosos dos nossos tempos.
Este discurso no Willard Hotel, em Washington DC, foi proferido perante uma…

A Grande Farsa do Holocausto Judaico (PARTE I) - "Fotos Falsificadas"

Todos os anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial nos deparamos com centenas de livros, documentários, seriados de TV e tantos outros materiais relacionados ao genocídio ou ao assassinato de 6 milhões de judeus em câmaras de gás nos campos de concentração, cometidos pelos Nacional-Socialistas durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente do ano de 1942 à 1945. Não seria lógico entender a invenção do Holocausto como uma maneira de esconder os crimes cometidos pelos próprios aliados em Hiroshima, Nagasaki, Dresden e tantos outros? Como podemos explicar a atual posição de alguns historiadores e até mesmo do ex-presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em negar tal acontecimento? Como muitos sabem, e também muitos não sabem, na Europa a negação do Holocausto vêm sendo criminalizada com leis específicas, impedindo pesquisadores e pessoas sérias de saberem o que de fato aconteceu nos campos de concentração alemães durante o período de 1942 até 1945. 
No entanto, este grave crime cont…

Nimrod de Rosario, Sabedoria Hiperbórea e Geopolítica

Luis Felipe Moyano (1946-1996), mais conhecido como Nimrod de Rosario, foi um escritor argentino que estudou profunda e extensivamente a comparatividade de religiões, a espiritualidade e a mitologia ao longo da história; e deu desenvolvimento a uma Cosmologia gnóstica conhecida como Sabedoria Hiperborea. Ele é o autor de "El Misterio de Belicena Villca" (O Mistério de Belicena Villca), um romance místico-histórico, e dos dois volumes do tratado "Fundamentos de la Sabiduría Hiperbórea" (Fundamentos da Sabedoria Hiperbórea), um estudo complexo, incluindo muitos detalhes científicos, lidando muitas vezes com a Física e as correlações de tempo-espaço.
Ele também foi o fundador da sociedade esotéricasecreta OCTRA (Orden de Caballeros Tirodal de la República Argentina -  Ordem Tirodal dos Cavaleiros da República Argentina, sendo "Tirodal" uma contração dos nomes das duas runas "Tyr" e " Odal "), e se correspondia com o conhecido escritor chil…

Uma homenagem à Hitler e...ao "Holocausto?" A verdade por trás da Industria do "Shoa"

Por Alain Soral "Cena sórdida ocorreu no jogo de futebol entre Omdurman Al-Hilal e Al Merreikh (2-0), no Sudão, fim de semana passado. Os ultras do Al-Hilal puseram um cartaz muito grande onde poderíamos ver a representação gigante do rosto de Adolf Hitler com, ao lado, uma bandeira onde foi escrita a palavra "Holocausto". [...] A polícia local não teria se interposto na plataforma onde essas bandeiras foi implantada para não causar tumultos. A televisão que retransmitia a partida teve o cuidado de não transmitir as imagens dessas mensagens odiosas." - sport24.lefigaro.fr
Os fãs sudaneses do Al-Hilal estão provocando. Mas eles não são idiotas: eles entenderam uma coisa fundamental.
Ao forçar a "Shoah" (como é chamado o "holocausto", pelos judeus em sua cultura) nas cabeças de todos os habitantes da terra, a mídia ocidental produziu um consumidor mutante que alimenta dessa pressão ao jogar com os "códigos nazis".
Cartazes no jogo entre entr…