Rudolf Hess: o eterno herói

Rudolf Hess (1894 - 1987)

Wunsiedel - Quanto em 1954 perguntaram ao poeta alemão Hanns Grimm "Onde está a Alemanha?", ele respondeu: "A Alemanha está na prisão de Spandau, na cela de Rudolf Hess." Os aliados proibiram seu nome, falavam do "prisioneiro número sete." O prisioneiro número sete passou serenos e orgulhosos quarenta e seis anos de prisão, sem pedir perdão. "Compreendam (escreveu à sua família), minha honra importa mais que minha liberdade."

Em 17 de Agosto de 1987 foi estrangulado por dois agentes do SAS britânico. Em Wunsiedel, pequena cidade alemã, perto de Bayreuth, está sua tumba. As autoridades proibiram as marchas da juventude nacionalista da Europa a dar aqui sua homenagem. Homem livre é quem se atreve a escolher seus heróis. Mas não podem impedir que centenas de camaradas vão individualmente por uma coroa de flores cada ano ao seu HERÓI.

Que todos entendam o sentido desta homenagem, falamos só para quem tiver a eventualidade e por acaso do destino estar perto deste lugar sagrado para dar-lhe as homenagens.

Para nós a história acontece como contato do tempo com o Ser indo-europeu, indestrutível, em eterno retorno de heróis, mitos e arquétipos. Em seu artigo premiado em 1921 escrevia Hess: "Se queremos buscar o que provavelmente ocorrerá no futuro, devemos voltar nosso olhar ao passado. A história se repete de modo geral. À explosão de doenças semelhantes, seguem como médicos homens de caráter similar".

Túmulo de Rudolf Hess, que por muito tempo permaneceu sobre vigilância forte, foi recentemente destruído pelas autoridades para prevenir aglomeração nacionalista européia

Hess, membro da sociedade Thule e discípulo de Karl Haushofer, sabia o que estava dizendo e atuou desta forma.

Os vencedores de Yalta o condenaram por "crimes contra a paz" quando buscava justamente isto e estava em seu poder para acabar com a guerra. Isto pertence à lógica de um sistema que é inimigo de todos os povos.

No Tribunal de Nuremberg, Hess evitou se defender e só rompeu o silêncio para declarar ante seus juízes vencedores:

"Me alegra saber que cumpri com meu deve para com meu povo, meu dever como alemão, como nacional-socialista, como leal tenente de meu Líder. Não me arrependo de nada. Se estivesse de novo no princípio de tudo, voltaria a fazer tudo de novo da mesma forma como foi feito, embora soubesse que ao final haveria de arder em uma fogueira para minha morte em chamas."

E isto é para nós Glória e Honra.

VIDA

Rudolf Walter Richard Hess (ou Heß), nasceu em Alexandria, atual Egito, em 26 de Abril de 1894. Nascido de uma família de comerciantes bávaros e de mãe britânica, Hess alistou-se no 7.º Regimento de Artilharia Terrestre da Baviera no início da Primeira Guerra Mundial em 1914. Foi ferido por diversas vezes e recebeu a Cruz de Ferro de segunda classe, em 1915. Pouco antes da guerra terminar, Hess matriculou-se na força aérea como piloto-aviador, mas não chegou a combater. Deixou as forças armadas em Dezembro de 1918 com a patente de Leutnant der Reserve (Tenente de Reserva).

No Outono de 1919, Hess entrou para a Universidade de Munique, onde estudou geopolítica com Karl Haushofer, um proponente do conceito de Lebensraum ("espaço vivo"), que mais tarde se tornaria um dos pilares da Sociedade Thule e Vrill.

Hess juntou-se ao NSDAP em 1 de Julho de 1920, e esteve ao lado de Hitler a 8 de Novembro de 1923 no Putsch da Cervejaria, uma tentativa falhada dos apelidados "nazis" de tomarem o controlo do governo alemão. Durante o tempo de prisão devido ao golpe, Hess ajudou Hitler a escrever a sua obra, Mein Kampf, que se tornou numa das fundações da plataforma política do NSDAP.

Em 1933, Hess foi designado para Delegado do Führer do NSDAP (Stellvertreter des Führers), e recebeu um cargo no gabinete de Hitler Para além de aparecer em manifestações e palestras. (imagem: Hess e filho)

Hess continuou o seu interesse na aviação, e aprendeu a pilotar os mais modernos aviões que estavam a ser desenvolvidos no início da Segunda Guerra Mundial.

RUDOLF HESS PRISIONEIRO DA PAZ

"Serve de algo por flores? Serve de algo, algo, diria eu? Tem passado os anos, Hess, apesar dos bons desejos não se converteu em um mártir. Se converteu em um desconhecido. Agora a tumba acolhe a esposa e também o filho. Finalmente estão reunidos. Rudolf Hess foi esquecido, mas tem de ser considerado um exemplo não somente para a ideologia que sempre defendeu, mas para qualquer pessoa honesta.

Os fatos são muito próximos como para poder ser julgado com objetividade. Quando por fim se publiquem os documentos secretos sobre o caso Hess, talvez então será o momento de poder julgar o homem, o Herói, acima das atitudes políticas. Hess, um dos homens mais relevantes do III Império decidiu abandonar seu pais, deixar sua esposa e filho e tentar a paz com a Inglaterra. É um caso único na história, profundamente humano e excepcionalmente emotivo. Hess não voou à Inglaterra em 1944 com a guerra quase perdida. Marchou no momento de máximo esplendor, quando ele mesmo estava convencido da vitória da Alemanha.

Sua atitude foi, pois, totalmente desinteressada e absolutamente espiritual. O voo de Hess é um dos acontecimentos mais heróicos e idealistas da história mundial. E esse homem que deixou tudo para trás pela paz, foi sempre fiel à suas idéias e nunca quis renunciar elas. Toda uma vida preso não bastaram para fazê-lo ceder. Foi um exemplo de firmeza em suas convicções (que tenham que admirar tanto seus amigos como inimigos), e é de esperar que tarde ou cedo, se converterá no símbolo da Fidelidade que, junto com a compaixão, é a virtude mais excelsa e da qual mais necessitados estamos.

Muitas pessoas lutaram pela liberdade de Hess. Alguns criando obras de arte ou compondo ou interpretando belas canções, outros recolhendo assinaturas, além dos que fizeram quadros e desenhos ou publicando livros... Todo este trabalho terá valido a pena se com o passar dos anos Hess for reconhecido como um exemplo de homem de honra para o qual a paz na Europa foi mais importante que sua própria vida e sua própria liberdade."

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