Nacional-Socialismo e Fascismo


Há uma grande desinformação quando a questão é Fascismo, e a causa disso é que a maioria das pessoas que falam sobre o assunto não tem a mínima ideia sobre o que ele realmente se trata. O termo é freqüentemente utilizado para definir os movimentos europeus de caráter nacionalista e anti-comunista – principalmente os da primeira metade do século XX. 

Na verdade, o termo “fascismo” parece não ter uma explicação única, já que as pessoas o utilizam para o que elas bem entendem, seja pra movimentos nacionalistas ou pra qualquer vertente política da qual sejam contrário – de maneira pejorativa. 

O Nacional-Socialismo é quase sempre relacionado ao movimento fascista dos anos 20 e, também por muitos, considerado como uma “ideologia fascista”. Costuma-se dizer que o NS é uma vertente do movimento de Mussolini, ou que de alguma forma fora influenciado por este, ou mesmo que seja um Fascismo com os princípios raciais aplicados. Todas falsas afirmações, resultadas de difamação e especulação. 

O Nacional-Socialismo Originou-se do Fascismo?

Tanto o Partido Fascista quanto o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP) datam do ano 1919. Assim sendo, os dois movimentos surgiram na mesma época, não havendo nenhum contato entre eles. O motivo de haver certas semelhanças é simplesmente por terem nascido em um contexto histórico fértil para grupos nacionalistas e anti-comunistas.

Enquanto o Nacional-Socialismo surgiu da formação de uma Cosmovisão, o Fascismo surgiu como um movimento anti-ideológico, possuía como base apenas o sindicalismo sorelista pós-marxista. Apareceu como um regime de circunstância, uma reação ao avanço comunista e anarquista na Itália. O Fascismo não apresentava uma doutrina concreta como o Nacional-Socialismo, apenas um plano contra-revolucionário em relação aos movimentos vermelhos. Em seu manifesto não havia nenhum ponto ou qualquer traço de inspiração doutrinária ou espiritual, apenas simples reivindicações políticas como: o voto feminino, reorganização do setor de transportes, redução da idade mínima para aposentadoria, abolição do Senado, etc... Medidas quase nada revolucionárias se comparadas às do movimento Nacional-Socialista.

No ano de 1922, ocorre a Marcha sobre Roma, quando milhares de Camisas Negras conseguem colocar Mussolini no poder. Em 9 de novembro de 1923, os Nacional-Socialistas tentam a mesma coisa em Munique, e falham, resultando em prisões em massa, inclusive do próprio Adolf Hitler. Se, de qualquer forma, o Fascismo inspirou o Nacional-Socialismo foi na idéia de um golpe de Estado e da formação de milícias paramilitares como os Camisas Negras e a SA. Nunca no plano ideológico.

Marcha dos camisas negras sobre Roma 

Em 1920, Gottfried Feder e Adolf Hitler já haviam formulado os 25 pontos do NSDAP e, em 1925, o livro Mein Kampf fora publicado na Alemanha, enquanto Mussolini não tinha nada além de um discurso nacionalista e anti-comunista. As realizações do Partido Fascista eram meramente políticas e administrativas, carecendo de uma doutrina ou de uma Cosmovisão completa como o Nacional-Socialismo. 

Então, em 1932, aparece o termo “fascismo” na Enciclopédia Italiana, em um espaço de 37 páginas cheio de fotos e ilustrações. Fora essa a tentativa do Mussolini - dez anos depois de subir ao poder - de incluir um aspecto doutrinário e filosófico em seu movimento. Embora o texto seja assinado pelo Duce, sabe-se que fora escrito quase inteiramente por Giovanni Gentile. Este mesmo texto depois é publicado em formato de livro em 1935 – dez anos após o lançamento de Mein Kampf.

Embora o Führer cultivasse uma amizade por Mussolini por anos, de maneira nenhuma se deixou levar por suas opiniões, que eram quase apenas políticas e econômicas, enquanto havia defendido uma visão de mundo completamente nova. Se Adolf Hitler admirava o Duce foi por ter liderado a Itália como o primeiro país europeu a conter o comunismo, nunca por suas idéias. 

Se o movimento fascista inspirou Hitler e o Nacional-Socialismo foi apenas no plano prático: a idéia do golpe de Estado – depois abandonada pelo Führer – e a criação da SA. Porém, é muito mais provável a Cosmovisão Nacional-Socialista tenha inspirado a tentativa Fascista na criação de uma doutrina.

Algumas Medidas e Idéias do Estado Corporativo Fascista

A filosofia Fascista nunca apresentou qualquer caráter racial antes do contato com o Nacional-Socialismo. Na realidade, as primeiras correntes Fascistas anti-sionistas só surgiram após 1938 – cinco anos após a chegada de Hitler ao poder e dezesseis após Mussolini. O mais surpreendente é que havia uma quantidade razoável de Judeus no movimento Fascista e, muitas vezes, ocupando cargos importantes e, mesmo depois de 1938, pouquíssimos destes hebreus perderam suas posições no Estado “italiano”.

O Estado Fascista declarou que os Judeus estrangeiros com mais de 65 anos, e que antes de 1938 contraíram matrimônio com italianos – a mesma miscigenação que os Nacional-Socialistas tentavam IMPEDIR pelas Leis de Nuremberg – eram agora considerados italianos. 

Os Judeus não se assimilam, criam um Estado dentro de outro e se conservam através da parasitagem de outros povos, nunca podem ser considerados como europeus. Apenas a visão meramente política e estatal do Fascismo e outras “democracias” atuais podem aceitar sionistas em sua pátria e ainda chamá-los de nacionais!

É Possível ser Fascista e Nacional-Socialista?

“O Estado é um meio para um fim. Sua finalidade consiste na conservação e no progresso de uma coletividade sob o ponto de vista físico e espiritual”.

“O direito humano anula o direito do Estado”.
Adolf Hitler

“Nada fora do Estado, nada contra o Estado, tudo para o Estado”
Benito Mussolini



Quase só se conhece as semelhanças entre o Fascismo e o Nacional-Socialismo, porém suas diferenças são muito mais cruciais. 

Pelo Nacional-Socialismo, o Estado é um MEIO de conservar a raça, de melhorar o Homem, é um instrumento orgânico criado pelo Homem para o Homem. O Estado na concepção Nacional-Socialista só existe enquanto o Povo o aceitar, pois ele existe para eles. 

Somente as raças criam cultura, valores e civilização. O Estado apenas os conserva e colabora em seu progresso. O Estado é a aplicação administrativa e política de uma série de valores desenvolvidos naturalmente durante o tempo pelo próprio Povo. 

Para o Fascismo, o Estado é tudo. O Estado formula e põe em prática a vida do Homem. As necessidades individuais são suprimidas, enquanto a finalidade SEMPRE é o Estado. O Estado não existe para o Homem, mas o Homem para o Estado. O Estado produz, o Estado cria a Nação e as pessoas. 

O Fascismo nunca acreditou em uma Comunidade natural e orgânica, não possuía a idéia do Sangue, ou mesmo de Povo, era apenas um modelo de Estado político em um espaço geográfico demarcado por mapas.

O Fascismo não difere muito das atuais “democracias”, que se constituem apenas como Estados políticos sem conservar raça e cultura e sem grande moral ou valor. Assim como os governos europeus hoje aceitam imigrantes não-Arianos, o Estado Fascista também os aceitava e ainda os considerava como legítimos. 

A concepção Fascista de Estado é, por princípio, puramente política e administrativa. Assim sendo, totalmente anti-natural e, conseqüentemente, anti-Nacional-Socialista. Sua visão de mundo está em um perpétuo conflito com a nossa, portanto nunca existiria um Estado que fosse simultaneamente Fascista e Nacional-Socialista.

Diversos dos que proclamam-se Nacional-Socialistas também consideram-se Fascistas – geralmente por serem de origem italiana –, porém isso é apenas uma demonstração de ignorância e de nenhum estudo sobre o que o Fascismo realmente é.

É absolutamente impossível ser Fascista e Nacional-Socialista ao mesmo tempo por se tratarem de ideologias e doutrinas radicalmente contrárias em pontos cruciais. O Nacional-Socialismo apresenta uma visão de mundo fundamentada nas Leis Naturais e movida por nobre ideais onde a conservação e o progresso do Povo é o objetivo da vida e, através do Estado, esta finalidade é alcançada. Enquanto para o Fascismo o Povo não é nada, o Estado é tudo e as pessoas não passam de súditas do governo. 

Nada temos a ver com o movimento ou com a “doutrina” fascista. Um Nacional-Socialista é apenas um Nacional-Socialista. 

7 comentários:

  1. eu sou descendente de italiano e portugueses me considero fascista, mas tenho muitas ideias nacionais socialista eu admiro muito Hitler eu posso me considerar nacional socialista ou eu tenho que ser de sangue alemão para ser um nacional socialista?

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    1. não, de modo algum. Precisa ser você mesmo.

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  2. EXPULSSE O SINISMO DE TUA TERRA NATAL

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  3. Sou descendente de japoneses. Posso ser nacional-socialista ou nazista?

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    1. qualquer um pode ser nazista. essa putaria de "raça superior ariana" é pura mentira, propaganda de guerra

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  4. Os negros podem ser nacional-socialistas?

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