sábado, 26 de abril de 2014

Gustavo Barroso




“No início foi João, João do Norte…”

Documentário realizado pela Assembleia Legislativa do Ceará em homenagem ao membro mais novo da Academia Brasileira de Letras e fundador do Museu Histórico Nacional. Aos poucos a verdade vem à tona…

A Assembléia Legislativa do Ceará publicou no youtube um documentário sobre o maior expoente da Academia Brasileira de Letras, o nobre cearense Gustavo Adolfo Luiz Guilherme Dodt da Cunha Barroso, ou simplesmente como ficou conhecido posteriormente, Gustavo Barroso.

Autor de um provável acervo de 128 livros, Gustavo Barroso disputa com o maranhense Coelho Neto o título de escritor brasileiro com maior número de obras publicadas. Seu primeiro livro foi escrito sobre um caixão de querosene na fazenda Água Boa, interior do Ceará:

“A alma do sertanejo é calcada na alma do sertão. Lá a natureza quando recusa seu auxílio, nega avaramente a sombra, nega cruelmente a gota de água, recusa tudo. Mas quando dá, dá demais, dá com fartura, com abundância.” – Gustavo Barroso, em Terra de Sol.

Outra obra de sua autoria foi “Ao som da viola”, um dos melhores livros publicados no Brasil que remete ao folclore.

Gustavo Barroso em seu traje da Academia Brasileira de Letras

Sobre seus pais ele escreve:

“Meu pai é de ferro. Muito lido, muito culto e muito paradoxal ao mesmo tempo, dispõe de uma memória formidável…[...] Ana Guilhermina foi minha mãe… diplomada com as mais altas notas pela Escola Nacional de Hamburgo, era uma moça perfeita.” – Gustavo Barroso, em Coração de menino.

“Antissemitismo”

Mas como não poderia deixar de ser, a participação de Gustavo Barroso na Ação Integralista Brasileira ainda gera muita controvérsia, principalmente quanto à sua posição crítica frente ao domínio exploratório das riquezas nacionais por grupos de interesses estrangeiros.

Na terceira parte do documentário, constatamos a tentativa em denegrir sua atuação no maior movimento nacionalista que já existiu no Brasil. Na opinião do sociólogo Eduardo Diatahy Bezerra de Menezes, Gustavo Barroso “era tão fanático que chegava ir às reuniões da Academia com a farda e o quepe paramilitar do Movimento Integralista”, parecendo ser o resultado e a condição sine qua nom em ser “o único antissemita dentro do partido integralista e doentiamente nazista, do ponto de vista do ódio aos judeus”. 

Declarações como esta apenas atestam a total ignorância de quem as profere sobre as obras do autor cearense. Gustavo Barroso nunca atacou a pessoa do judeu como ser humano, mas sim, como bem destaca posteriormente a direção do programa da Assembléia Legislativa do Ceará, “procurava conscientizar os brasileiros para a luta contra o domínio econômico do país pelos grandes grupos nacionais e internacionais”. Em sua obra “História Secreta do Brasil”, o fato de Gustavo Barroso criticar certos grupos judeus por participarem da exploração do tráfico negreiro, o torna um ferrenho “antissemita”? Os leitores devem julgar por si próprios.

“E o grande homem aqui descansa
deixando de ser o peregrino dos continentes…
… através dos livros que deixou, das obras que escreveu,
dos trabalhos que realizou vimos a força de seu talento,
a grandeza dos seus pensamentos e a beleza dos seus ideais.” [Luis Sucupira]

“Gustavo Barroso: O Ceará não te esquecerá!”

Mais sobre o Movimento Integralista na atualidade pode ser obtido nos seguintes endereços:



Documentário: (Link Youtube)

Fonte:

Um comentário:

  1. Camarada, parabéns pela sua excelente página. Só uma coisa, não fale mais sobre Mussolini. Ele na verdade era um defensor da maldita raça judaica. Só implantou a lei racial contra os ratos, digo contra os lixos, digo contra os judeus porquê tinha medo de Hitler. Mussolini tinha uma amante judia, a Margherita Sarfatti.

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