Eça de Queiroz na época de Bismmarck



Por: S. E. Castan


O maior escritor português de todas as épocas, Eça de Queiroz (1845 - 1900), foi também diplomata, tendo exercido as funções de cônsul português em Cuba, Londres e Paris. Assistiu à inauguração do canal de Suez, viajou pelo Oriente e toda a Europa. Da época em que esteve na embaixada portuguesa em Londres, de 1874 a 1878, vem seu livro Cartas de Londres, de onde transcrevo páginas 72 e 73. Tratando da questão judaica na Alemanha, no tempo de Bismarck, depois de salientar a ostentação de riqueza que tanto irrita os naturais do país, descreve a situação dos semitas, no antigo império germânico:

"Mas o pior ainda, na Alemanha, é o hábil plano com que fortificam a sua prosperidade e garantem a sua influência — plano tão hábil que tem o sabor de uma conspiração. Na Alemanha o judeu, lentamente, surdamente, tem-se apoderado das duas grandes forças sociais — a Bolsa e a Imprensa. Quase todas as grandes casas bancárias, quase todos os grandes jornais, estão na posse do semita. Assim, torna-se inatacável. De modo que não só expulsa o alemão das profissões liberais, o humilha com a sua opulência rutilante, e o traz dependente do capital; mas, injúria suprema, pela voz de seus jornais, ordena-lhe o que há de fazer, o que há de pensar, como se há de governar e com quem há de se bater!"

"Tudo isso seria suportável se o judeu se fundisse com a raça indígena. Mas não. O mundo judeu conserva-se isolado, compacto, inacessível e impenetrável. As muralhas formidáveis do templo de Salomão, que foram arrasadas, continuam a pôr em torno dele um obstáculo de cidadelas. Dentro de Berlim há uma verdadeira Jerusalém, inexpugnável: aí se refugiam com o seu Deus, o seu livro, os seus costumes, o seu Sabbath, a sua língua, o seu orgulho, a sua secura, gozando o ouro e desprezando o cristão. Invadem a sociedade alemã, querem lá brilhar e dominar, mas não permitem que o alemão meta sequer o bico do sapato dentro da sociedade judaica. Só casam entre si; entre si ajudam-se regiamente, dando-se uns aos outros milhões, — mas não favoreceriam com um troco um alemão esfomeado; e põem orgulho, um coquetismo insolente em se diferenciar do resto da nação em tudo, desde a maneira de pensar até a maneira de vestir. Naturalmente, um exclusivismo tão acentuado é interpretado como hostilidade e pago com ódio".

Esta citação de Eça de Queiroz se destina, primordialmente, a mostrar quem, já há 110 anos, estava fazendo a cabeça das pessoas, pela imprensa. Á Alemanha de hoje, salvo raras exceções, continua igual!

Fonte:

- DE QUEIROZ, Eça. "Cartas de Londres", pgs 72 - 73. Ano: 1878

Um comentário:

  1. "Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe. Deve-se temê-lo mais que a um assassino." Marco Túlio Cícero 03 janeiro 106 A.C. ~ 07 dezembro 43 A.C. - jurista, político, filósofo, escritor e orador romano

    https://archive.org/details/BrasilColC3B4niadeBanqueirosGustavoBarroso5B15D ¿Coincidências? https://www.youtube.com/watch?v=1hhRRhP79Kk

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