quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

"Não me considero culpada" - Brunhilde Pomsel, ex-secretária de Goebbels


O testemunho da secretária de J. Goebbels

"Não quebro o silêncio para limpar minha consciência", diz Brunhilde Pomsel, única testemunha viva entre os que trabalhavam no Ministério da Propaganda pública alemã dos anos de 1933-1945. (bbc)

Ela trabalhou na pasta por três anos, sob o comando de Joseph Goebbels, responsável pela propaganda e um dos "braço direito" do führer.

A ex-secretária é figura central do documentário Ein deutsches Leben ("Uma vida alemã", em tradução livre), que estreou em junho de 2016 no Festival de Cinema de Munique e exibido também no Film festival de Jerusalém e no Festival de Cinema Judeu de San Francisco.


"Conhecemos a senhora Pomsel por coincidência, enquanto pesquisávamos outra história", contaram Christian Krönes e Florian Weigensamer, dois dos quatro diretores do filme, ao canal alemão Deutsche Welle e presunçosamente continua dizendo: "Não era uma nazista ávida. Mas também não se importou (com o que o regime nazista fazia) e olhou para o outro lado. Nisso recai sua culpa", disse Weigensamer ao jornal americano The New York Times. - bbc

Quanto jornalismo imparcial temos nesse declaração? Afirmando oque uma senhora de 105 anos nunca disse ou pensa. Realmente, que... "motivo de orgulho" - NR 

Mas o documentário não se concentra na responsabilidade ou não de Pomsel.

Segundo os diretores, "em um momento em que o populismo de direita está no auge na Europa", eles querem que o filme seja uma lembrança da "capacidade da complacência e da negação do ser humano". - bbc
- apoiar o bem estar e a sobrevivência de seu próprio povo, assim como o direito de existência sem interferência externa é "populismo" e "negação", segundo os autores. -NR

Uma capacidade que também fica evidente em uma entrevista dada por Pomsel ao jornal britânico The Guardian.

"Ver o filme é importante para mim, porque posso ver no espelho tudo o que fiz de ruim", disse a ex-secretária. "Ainda que isso não tenha sido mais que trabalhar no escritório de Goebbels." - B. Pomsel (bbc)

B. Pomsel na época de secretária de Goebbels
Brunhilde Pomsel sabe o que esperam dela – sabe-o há muito – mas não cede. Querem que se arrependa? Que finja sentir remorsos? Que diga que tudo aquilo era desagradável e penoso? Ela não o fará. Não está disposta a fazer concessões. Nem mesmo aos 103 anos (hoje tem 105), quando diz esperar que os seus dias acabem depressa. publico.pt

Brunhilde diz sem preocupações que aplaudiu Hitler em Janeiro de 1933, quando chegou ao poder, que a Alemanha o via como um “homem novo” capaz de a resgatar e que a Berlim de 1936 era uma cidade vibrante, cosmopolita, à espera dos Jogos Olímpicos. - publico.pt

Para ela, os meados da década de 1930 foram “tempos maravilhosos”, com tropas em parada e atividades recreativas do partido por toda a parte. “Tudo o que é bonito também tem manchas, assim como o que é mais horrível também tem algo de luminoso. Nada é a preto e branco. Há sempre cinzento em tudo.” publico.pt

O trabalho



B. Pomsel em 1943
Criada de acordo com os preceitos do dever prussiano, ela aprendeu a ser secretária com um advogado e agente de seguros judeu, Hugo Goldberg e depois de trabalhar para um membro do partido NS que estava a escrever as suas memórias, isto quando era ainda funcionária de Goldberg, conseguiu ser secretária no departamento de notícias da rádio do Reich em 1933 e só nove anos mais tarde foi transferida para o escritório de Goebbels, em 1942, onde ficou até descer ao bunker de Hitler, até ao fim da guerra.

Para isso, ainda que diga que era "apolítica", teve de se filiar ao Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (o "partido nazista"). "Por que não? Todo mundo fazia isso", afirmou no documentário.

“Não trabalhei com Goebbels, trabalhei para ele”, reforça. Tudo o que fazia no seu escritório era escrever à máquina, diz, embora admita mais à frente que, a dada altura, tinha por tarefa “maquilhar” os números das baixas nas tropas do Eixo e exagerar os que diziam respeito às mulheres alemãs violadas pelo Exército russo. “Tornei-me algo frívola e superficial”, acrescenta, reconhecendo que gostava do ambiente sofisticado do ministério e que sempre diz que o ministro e a sua mulher, Magda, de quem chegou a receber um fato de presente, eram muito gentis. - Publico.pt

Quando trabalhava para Goebbels, observou de perto o círculo de poder que rodeava Hitler. Ela descreve o ministro da Propaganda como "um cavalheiro, elegante e nobre", mas também um "ator" que, quando alguém tirava "sua máscara de homem culto e educado, ficava louco".

"Ficávamos sabendo quando chegava ao escritório, mas não voltávamos a vê-lo até a hora em que ia embora", relatou. (bbc)

Ela diz que não sabia a que se dedicava exatamente o braço direito do Führer. Mas admite que tinha conhecimento da existência dos campos de concentração, apesar de alegar desconhecer na época sua função.

Segundo ela, acreditava-se então que "não se queria que as pessoas fossem diretamente para a prisão, então, iam para os campos para serem reeducados".

"Ninguém poderia imaginar algo assim", disse, sobre o suposto extermínio de judeus da Alemanha. (bbc)

Pomsel assegura que as pessoas que trabalhavam para o governo tinham certeza que os judeus "desaparecidos" haviam sido enviados para as aldeias dos Sudetos, nome da cadeia de montanhas na fronteira entre a República Tcheca, a Polônia e a Alemanha.


Brunhild Pomsel em cena do Documentário A German Life, exibido desde  junho de 2016

A versão oficial dava conta de que o objetivo seria repovoar aqueles territórios montanhosos da Europa oriental, naquele momento ocupado por tropas alemãs. "Tudo era secreto, e, por isso, acreditamos. Era totalmente crível", disse ela.

Pomsel insiste que nem sequer sabia do ocorrido durante a "Noite dos Cristais", que, seguindo a versão oficial da história da mídia aliada diz ter sido a série de linchamentos e ataques contra estabelecimentos judeus ocorridos na noite de 9 para 10 de novembro de 1938.

Ignorância

Segundo ela, essa ignorância do estado real das coisas era generalizada na Alemanha nas décadas de 1930 a 1940. "Todo o país parecia estar sob a influência de um feitiço", afirmou.

Por isso, para a ex-secretária, as pessoas que dizem ter se rebelado contra o regime "podem até acreditar sinceramente nisso", mas ela acha que "a maioria não o teria feito". Pomsel reconheceu no documentário que seu passado pesa sobre ela de certa forma. 


"Quando uma pessoa viveu uma época (...) e, no final, só pensou em si mesma, ela tem a consciência um pouco pesada", disse.

Mas esclareceu não se sentir culpada nem responsável pelas milhões de mortes causadas pelo regime.

Terminada a Segunda Guerra Mundial, Pomsel passou cinco anos em uma prisão soviética. 


"Fui tratada muito mal, e não tinha feito nada", afirmou.
"Não me considero culpada, a não ser que se culpasse todos os alemães por tornar possível que aquele governo chegasse ao poder", declarou em sua mensagem final.
"Não há justiça, não há Deus. Mas está claro que o diabo existe", concluiu.


- São sábias as últimas declarações da senhora Brunhilde. Os "teólogos" da culpa, se enfurecem cegamente pelo simples fato de uma mulher daquela época não "se martirizar o suficiente" segundo sua lógica. Oque por si só, que sentindo tem? Além do mais, é difícil sentir culpa por verdades inconsistentes das quais as testemunhas reais, confusas, com medo e ameaçadas, por vezes a alimentam, por vezes se confundem, por vez são levadas ao "martírio voluntário" por não sentirem a tal "culpa". 

Sim é uma loucura culpar um povo inteiro por qualquer coisa, ainda mais, algo infundado como o supostos holocausto judaico que nem mesmo, por força de lei não pode ser questionado, seus estudos de forma independente são dificultados e os acesso as fontes de informação reais são negligenciadas. Parabéns a Senhora Brunhilde Pomsel. Entendemos sua mensagem. - NR

Referências da pesquisa do artigo:

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Hermann Göring: Nacionalismo e Socialismo

Hermann W. Göring (1893 - 1946)
Pouco mais de dois meses após o glorioso 30 de janeiro de 1933, marco inicial do governo nacional-socialista alemão e ocasião em que Adolf Hitler e o NSDAP ascenderam ao poder, Hermann Göring discursa para a Organização Nacional-Socialista do Trabalho, estabelecendo alguns dos fundamentos desta cosmovisão revolucionária recém-vitoriosa:

Mulheres alemãs e homens alemães! Eu tenho discursado em vários encontros, e repetido posições acerca de muitas questões. Mas hoje há algo de muito especial para mim: é especial, porque hoje estou diante de alemães que trabalham duro todos os dias ou que vivem em pobreza extrema, e que, portanto, aprenderam com as suas próprias experiências o que o nacional-socialismo é, e o que sua vitória significa para os cidadãos produtivos.

Meus queridos cidadãos! Estamos vivendo uma revolução nacional-socialista. Enfatizamos o termo “socialista” porque muitos só falam de uma revolução “nacional”. Duvidoso, mas também errado. Não foi só o nacionalismo que levou à ruptura das linhas inimigas. Estamos orgulhosos de que o socialismo alemão também triunfou. Infelizmente, ainda há pessoas entre nós, hoje, que enfatizam a palavra “nacional” com muita força, e que não querem saber nada sobre a segunda parte de nossa cosmovisão, o que mostra que eles também não conseguiram compreender a primeira parte. Aqueles que não querem o reconhecimento de um socialismo alemão não têm o direito de chamar-se nacionais.

Somente aquele que enfatiza o socialismo alemão é verdadeiramente nacional. Aquele que se recusa a falar de socialismo, que acredita no socialismo apenas no sentido marxista, ou a quem a palavra “socialismo” tem um sentido desagradável, não compreendeu o significado mais profundo do nacionalismo. Ele não entendeu que só se pode ser nacionalista quando se vê os problemas sociais de forma aberta e clara. E, por outro lado, só se pode ser socialista quando se vê claramente que o nacionalismo deve triunfar para proteger o espaço vital de um povo contra forças externas.

Apenas o nacionalismo protege um povo de forças externas, de forma que o socialismo serve às necessidades domésticas de um povo. Queremos que a força do povo seja despendida para os anseios da nação, forjando o povo mais uma vez numa unidade forte. O cidadão tem de voltar a ter a sensação de que, mesmo se estiver em uma posição menor e mais simples, que a sua vida e as oportunidades estão asseguradas. Ele deve ver que a sua própria existência está enraizada na existência de seu povo, e que ele deve servir ao seu povo com toda a sua força. Se eu quiser garantir que cada indivíduo tenha a capacidade de sobreviver, que cada indivíduo alemão possa ser ativo, possa trabalhar, possa se sustentar, mais uma vez, eu também devo trabalhar para garantir que as condições para além das nossas fronteiras tornem isso possível.

Nós não fizemos uma revolução nacional, no sentido de um estéril, anacrônico hiper-patriotismo, mas esta revolução é, no verdadeiro sentido da palavra, uma revolução Nacional-Socialista. Anteriormente, os dois lutaram entre si, divididos pelo ódio e desafortunada inimizade. O nacionalismo e o socialismo estavam opostos: a burguesia apoiava o nacionalismo, e os marxistas, o socialismo. A burguesia caiu em um estéril hiper-patriotismo, perdido em covardia pacifista. Por outro lado, uma camada marxista das pessoas, uma classe marxista, não queria nada com o Reich ou um povo. Não havia nenhuma ponte entre eles.

O socialismo marxista foi degradado a uma preocupação apenas com o pagamento ou o estômago. O nacionalismo burguês degradou-se em estéril hiper-patriotismo. Ambos os conceitos, portanto, devem ser limpos e mostrados ao povo de novo, de uma forma clara como cristal. O nacionalismo de nossa visão de mundo chegou no momento certo. Nosso movimento tomou o conceito de socialismo dos marxistas covardes, e rasgou o conceito de nacionalismo dos partidos burgueses covardes, jogando ambos no caldeirão de nossa cosmovisão, produzindo uma síntese clara: o Nacional-Socialismo alemão. O qual forneceu a base para a reconstrução de nosso povo. Assim, esta revolução foi Nacional-Socialista.

Nossa ideia surgiu do povo. E porque cresceu a partir de pessoas lideradas pelo desconhecido cabo da Guerra Mundial, esta ideia estava destinada a pôr fim à fragmentação e forjar mais uma vez uma unidade entre nosso povo.

Exteriormente, o Reich era fraco, só existindo no papel. Interiormente, o povo foi dilacerado, sangrando de mil feridas. No âmbito doméstico, o conflito dominado pelos partidos, categorias profissionais, classes, religiões e demais grupos. Nosso Führer Adolf Hitler viu que o Reich poderia sobreviver e crescer forte apenas se alcançada a unidade no seio do povo alemão. Este foi o trabalho do nosso partido ao longo dos últimos 14 anos: forjar mais uma vez um povo alemão, em meio a um povo de interesses concorrentes, de um povo de diferentes religiões, profissões, grupos e classes.

Meus cidadãos alemães! Quantas vezes já estivemos nesse lugar, quantas vezes em outros lugares na Alemanha, hoje nesta cidade, amanhã em outra! Marchamos de lugar para lugar, discursamos, levantando os espíritos mesmo daqueles que estavam desesperados. E repetidamente temos clamado às massas, cem vezes, mil vezes, dez mil vezes: um povo alemão deve ser erguido! Nós resgatamos um após o outro do desespero dos partidos, classes e grupos, tornando-os a matéria-prima, os pilares desse novo Reich. Nós trabalhamos duro durante anos. Hoje, em meio ao júbilo da vitória, podemos tranquilamente lembrar da luta difícil, das necessidades terríveis, nas quais muitas vezes já não acreditávamos que poderíamos suportar, ainda que sempre nos impulsionasse uma nova força interior, para mais uma tentativa. O movimento caiu, mal havia nascido, se dividiu, mas reergueu-se novamente.

Que enorme esforço, enorme sacrifício, quanta devoção! É por isso que, no meio de nossos encontros e celebrações que demonstram o despertar poderoso do nosso povo, devemos sempre lembrar daqueles que deram tudo o que tinham. Inúmeros deles não estão mais vivos. Outros são aleijados, outros ainda foram abandonados. Eles lutaram, sacrificaram tudo. Seu lema era apenas combater e trabalhar. E quando os vermelhos afirmam que nós agora somos os figurões, nós respondemos – concidadãos – da seguinte forma: nós não tivemos o tempo para nos tornarmos figurões. Não tínhamos tempo, mas muito trabalho e muitas batalhas para lutar, que nos endureceram. Queremos apenas ser os trabalhadores na construção civil alemã, arquitetos dos projetos alemães. Por meio de exaustivo trabalho e grande esforço, construímos lentamente o que se ergueu.

Göring e Hitler acenando de sacada em Berlim. 1938
Os partidos estão acabados! Eles tremem na covardia. Eles foram covardes porque eles nasceram a partir da covardia. O sistema foi covarde, e se foi de uma forma covarde, porque também cresceu na covardia. Como eles foram miseráveis, encantados por um tenente e dois oficiais. Nem sequer tinham uma dúzia de homens. Como esses “líderes trabalhistas” traíram os trabalhadores! Eu posso vos afirmar o seguinte: se eu tivesse tempo e oportunidade para deixar que os trabalhadores alemães olhassem nos arquivos de seus assim chamados líderes, as inúmeras e muitas solicitações de apoio para seus chefes, mesmo quando ocupavam os mais altos cargos, eles iriam saber a verdade sobre tais “líderes”. Pode-se mostrar ao trabalhador alemão a tentativa de um figurão de um dos maiores partidos vermelhos, para que obtivesse crédito em razão de sua pensão, pelo tempo que ele traiu o povo alemão e nossa pátria como editor de um jornal social-democrata. Trinta ou quarenta anos de crédito de pensão não foram suficientes para estes senhores. Eles queriam começar com 18 seu serviço militar. É assim que esses senhores vermelhos eram! Eles perderam seus seguidores, porque eles só pensavam em si mesmos, não mais nos seus seguidores. Ninguém demandou a eles que vivessem na pobreza, mas não era esperado que esquecessem daqueles para os quais a vida era difícil. Esperava-se que eles iriam trabalhar para os outros, e não para si mesmos, pois os alemães sempre tiveram essa expectativa acerca da atividade laboral.

Nós começamos lentamente a criar uma unidade a partir do caos dos partidos. Hoje, esses velhos partidos desempenham apenas um papel cômico. Hoje, quando se diz algo sobre certos partidos políticos, um orador dificilmente conseguirá fazê-lo. Assim que ele se refere a certos partidos, o riso irrompe a reunião, uma vez que as pessoas já não os levam a sério. Quem hoje sabe alguma coisa sobre todos esses partidos ridículos e correntes partidárias dissidentes? Todo mundo ri desses resquícios de outros tempos, tal como se olha para os animais antediluvianos. Um dentre todos confirma com a cabeça que essas coisas já existiram no Reich alemão.

Só depois que Adolf Hitler estabeleceu as bases iniciais da unidade doméstica é que pudemos pensar em reforçar o Reich internacionalmente. Durante séculos, tinha sido apenas uma esperança, um sonho na Alemanha. Ele restabeleceu a unidade do Reich com uma única lei do soberano do Reich. Onde estão todos os líderes de partido que há alguns meses estavam dizendo: Herr Hitler vai aprender mais rápido que, ao sul do rio Main, seu dia está acabado. Esta lei alcançou o que gerações ansiavam: o Reich, o cetro do Reich, governa todas as províncias alemãs. A variedade, a singularidade, a herança étnica, tudo isso será mantido.


Hermann Goering em marcha do Dia do Trabalhador. Berlim 1 de Maio de 1934 - (Stock Image)

Agora que o Reich uma vez mais firmemente controla as províncias individualmente, o povo alemão deve ser forjado em uma unidade similar. Agora, meus camaradas nacionais, vocês, membros de células de fábrica são agora os ferreiros que estão forjando o nosso povo alemão. Vocês devem trabalhar para isso em suas células, em suas fábricas. Você deve constantemente explicar, educar constantemente, constantemente tentar deixar claro para seus companheiros nacionais fragmentados, o que está em jogo.

Camaradas, há anos temos lutado pelo espírito alemão, para conquistar cada indivíduo, para transformá-lo, libertá-lo de toda a sujeira de um sistema corrupto, e fazê-lo novamente um guerreiro alemão, um cidadão alemão. Agora vocês devem continuar isso em suas fábricas. Vocês devem continuamente lutar por cada alma alemã. Vocês devem tirá-los da letargia, e devem educar e convencer aqueles que foram enganados.

Para se ter certeza, nós ganhamos uma grande vitória, e cada vitória tem certas consequências. Uma consequência tal é a concorrência. Sabemos que existiam muitas pessoas que realmente não nos apoiavam, que não tinham afinal um entendimento sobre o Nacional-Socialismo, mas hoje eles de repente se tornaram os melhores nacional-socialistas que há por aí. Eles se espalharam como cogumelos. Devemos ser cautelosos! A roupa não é suficiente para fazer um nacional-socialista, nem o emblema pelo qual fomos perseguidos por uma década, nem a saudação "Heil". O coração por si só determina se a pessoa é um nacional-socialista. Não queremos lutador algum, nem nacional-socialista, da “boca-pra-fora”! Não! Apenas aquele que o é de coração, ele deve vir a nós a partir de seus próprios sentimentos e impressões, e tornar-se um dos nossos. Portanto, devemos olhar de forma clara e nítida, friamente, em seus corações, não em seus discursos, para ver se eles se tornaram nacional-socialistas. Mas por outro lado – cidadãos – também devemos ser generosos. Não queremos tomar uma vingança mesquinha. Somos, afinal, os vencedores. Que diferença faz se alguém já nos chamou de criminosos, bandidos ou marrons, ou qualquer outra coisa! Anos se passaram, e agora eles vêm até nós com convicção. E nós, também, não éramos nacional-socialistas já desde o nascimento. Por isso, vamos ser generosos, lembrando que também pensávamos de forma diferente, e somos hoje gratos àqueles que nos conduziram a este objetivo esplêndido! Quanto mais nós formos nacional-socialistas, mais fortes e mais livres nos sentirmos, mais poderemos esquecer o passado e calorosamente estender a mão para a reconciliação. Mas, por outro lado, onde crimes reais foram cometidos contra o povo, deve haver impiedosa vingança tão somente. Esse é o pré-requisito para podermos perdoar os outros. Os grandes devem ser capturados, não os pequenos. Devemos deixar os pequenos, mas temos de acertar as contas com os grandes, que sabem como manipular as coisas ao seu gosto, fazendo negócios aqui e ali. Estes devem receber apenas a vingança com dureza implacável.

Poucos dias antes de assumir em 30/1/1933. 
Adolf Hitler, Ernest Röehm, líder da S.A (direita) 
e Herman 
Göring (sentando), 
em Berchtensgaden. 
Este é o contexto em que nós temos que entender a nova lei civil, como tudo está sendo limpo, purificado e reconstruído. Cidadãos, não podemos negá-lo: esta é uma lei dura. Afeta o indivíduo, quando necessário, com um grande impacto. Destrói carreiras se aplicada com perfídia. Uma vez que é tão difícil – e deve ser mesmo tão difícil -, ordenei que ninguém, exceto um próprio ministro possa decidir a carreira de um subordinado. Quer se trate o destino de um trabalhador, um porteiro, ou um secretário estadual, não faz diferença. Todos são afetados igualmente. Queremos ser claros sobre isso: a lei não pode ser usada por qualquer um que quer aplicar seus propósitos pessoais, que quer acertar velhas contas com alguém com quem tenha tido desavenças desde seus tempos de escola. Isso não pode acontecer. O único fator que importa é se a pessoa em questão está em favor do Estado ou contra o seu povo. Esse é o único fator que pode ser considerado. O trabalhador civil individual, com a consciência em dia, poderá orgulhosamente manter a cabeça alta. Nada vai acontecer com ele ou com qualquer outro funcionário. Tanto quanto uma pessoa possa ser justa será a política aqui. Estar ciente da grande responsabilidade, por que você tem essa responsabilidade também, não só o ministro.

Eu sei hoje que está surgindo um “denuncismo”, quase uma pilha de denúncias, queixando-se desta ou daquela pessoa, principalmente por causa de inveja, pois talvez se almeje tomar o trabalho de alguém, ou porque alguns não gostam dessa pessoa. As pessoas são colocadas no ostracismo, vítimas de fofoca, ou denunciadas. Camarada, aquele que denuncia alguém revela seu verdadeiro caráter. Aquele que abertamente diz “eu acuso” será ouvido, mas ele deve estar disposto a responder por sua acusação. O “denuncismo” é feito daqueles que exercem a sua atividade imunda à noite, com cartas anônimas com o pior tipo de acusações. Na maior parte dos casos, estas consistem em mentiras. Temos que manter o nosso Estado e nosso povo puro. Qualquer pessoa tem o direito de fazer uma acusação, mas se suas acusações são falsas, se elas são mentirosas, as leis de difamação se aplicam. Se seguirmos esta orientação, estou certo de que esta lei será uma bênção para o nosso povo, apesar de todas as dificuldades.


(À CORES) - Göring no Julgamento em Nuremberg (Tribunal de Guerra dos Aliados), Alemanha 1946
Camaradas do povo! Muita coisa aconteceu nas últimas semanas. Temos visto e experimentado coisas novas. Nas semanas passadas, o marxismo aparentemente entrou em colapso – vendo de fora, pelo menos. Através de leis, através de regulamentos, e outras coisas do gênero, pôde-se destruir a organização externa do marxismo. Mas isso é apenas a aparência. O Estado, a polícia, o governo só podem lidar com as formas aparentes. Vocês, no entanto, devem esmagar e destruir a ideia do marxismo. Não se pode destruir e eliminar uma ideia com meios exteriores, mas sim a força para superar uma ideia deve vir de uma outra ideia, uma ideia melhor. Deve ficar claro, mais ativo, mais enérgico, se for para forçar a outra ideia para fora do mundo. A cosmovisão Nacional-Socialista esmagou a loucura marxista desta forma. As células de fábrica têm que continuar atacando o marxismo. Vocês podem fazer isso apenas a partir de dentro. A força que vocês precisam deve ser encontrada em sua confiança no que pregamos, no que fazemos, no que queremos construir. E, além disso, exige lealdade cega, a lealdade ao Führer, que criou tudo, sem o qual não haveria nada do que vemos hoje. A força de vocês cresce com a disciplina. Uma unidade militar pode ter tudo o que precisa. Pode ter a melhor posição, melhor material, grande superioridade, a melhor liderança – ela pode ter tudo isso, mas sem uma disciplina de ferro será derrotada, ela será destruída. Uma unidade pequena, mas disciplinada, sempre superará e derrotará uma multidão indisciplinada. É por isso que a disciplina interna é necessária – em primeiro lugar a disciplina interna do indivíduo – que então brilhará no grupo, a partir do movimento a que pertence.

Há mais de duas fontes de força, e elas, acima de tudo, irão ajudá-los a trazer a nossa ideia para a vitória, levando a outra ideia à derrota. É essa fé inabalável: a Alemanha deve viver, o alemão vai viver, porque queremos, porque é necessário. Esta ideia vai lhes dar força. E a partir desta fé virá a esperança, a pátria, a saudade, que sempre ajuda a pessoa a vencer, mesmo quando ela quer se desesperar. A escuridão pode nos cercar, mas enquanto a tocha da esperança brilhar, ninguém será derrotado. A ação deve vir a partir destas fontes internas de força. Carregar a ideia e ajudá-la na vitória.

Auto-confiança, lealdade, disciplina, fé e esperança: estes são os pilares sobre os quais este movimento deve repousar, porque este movimento se tornou o portador desta poderosa ideia.

Queremos viver e, portanto, vamos viver. Há um vasto campo de ruínas antes de nós. Tudo entrou em colapso. Onde quer que se olhe, as coisas têm sido minadas, esvaziadas, destruídas; tornaram-se apodrecidas. Pequenos passos já foram dados. Um pouco foi varrido, aqui e ali, e é o começo de terra firme sobre o qual se pode construir. Mas a destruição vai muito, muito longe para o horizonte, com terreno baldio em todos os lugares, tudo em ruínas. Camaradas do povo, vocês estão acostumados a trabalhar e, portanto, nos próximos dias, só há um lema: trabalho, trabalho, e ainda mais trabalho para o nosso povo, para a nossa pátria, que deve ser reconstruída.

Ao trabalho, e que Deus abençoe nossos trabalhadores!

Hermann Göring, Berlin, 9 de abril de 1933

SOBRE O AUTOR

Hermann Wilhelm Göring,  nascido em Rosenheim, Baviera em 12 de Janeiro de 1893, era filho de Heinrich Ernst Göring (31 de Outubro de 1839 – 7 de Dezembro de 1913), antigo oficial de cavalaria, primeiro governador-geral do protetorado alemão da África Ocidental (atual Namíbia) e Franziska Tiefenbrunn (1859–15 de Julho de 1923), uma camponesa bávara. Herman era o quarto filho de cinco, do casamento de Heinrich com a sua segunda esposa, sem contar outros cinco do pai no casamento anterior. 

Desde cedo demonstrou interesse pela carreira militar. Já alpinista amador, com dezesseis anos é enviado para uma academia militar em Lichterfelde, uma localidade em Berlim, onde se formou com distinção. Göring juntou-se ao Regimento do Príncipe Wilhelm (112.º Regimento de Infantaria) do exército prussiano em 1912. Hospitalizado com reumatismo resultante da umidade nas trincheiras, enquanto recuperava-se, o seu amigo Bruno Loerzer convenceu-o a mudar-se para a Luftstreitkräfte ("força aérea"). Efetuaram missões de bombardeamento e de reconhecimento e, por estas missões, receberam a Cruz de Ferro, de primeira classe, das mãos do Príncipe. Como piloto de aeronaves atingiu estatuto de Ás da aviação, recebendo a cobiçada condecoração Pour le Mérite. Foi o último comandante da unidade Jagdgeschwader 1, anteriormente comandada por Manfred von Richthofen, o "Barão vermelho".

Além de um militar alemão foi um dos políticos que encabeçavam o NSDAP desde o início. Göring ficou ferido permanentemente, em 1923, durante o golpe falhado que ficou conhecido como Putsch de Munique. Em 1933, fundou a Gestapo e logo foi nomeado para comandante-chefe da Luftwaffe (força aérea alemã), em 1935, posição que manteve até ao final da Segunda Guerra.

Em 1940, como ministro encarregado pelo Plano de Quatro Anos, ele era responsável por uma grande parte do funcionamento da economia alemã na preparação para a Segunda Guerra Mundial. Adolf Hitler promoveu-o ao posto de Reichsmarschall, o mais elevado em relação aos outros comandantes da Wehrmacht e, em 1941, Hitler nomeou-o como seu sucessor e assessor em todos os gabinetes.

Depois da Guerra, Göring foi culpado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade nos Julgamentos de Nuremberg. Foi condenado à morte por enforcamento, mas cometeu suicídio ingerindo cianeto na noite anterior à sua execução segundo pelo menos as fontes oficiais em  15 de Outubro de 1946. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Uma oportunidade histórica para a Europa - e provavelmente a última

Petry, Le Pen, Matteo Salvini, Geert Wilders e Harald Vilimsky no encontro em Koblenz


Nenhum nascimento vem sem as dores do parto. Antes da grande convenção de Koblenz realizada pelo Movimento pela Europa das Nações e pela Liberdade (ENF), a mídia liberal na Alemanha estava atacando a política de imprensa dos organizadores, especialmente o deputado alemão Marcus Pretzell. Como os organizadores decidiram fazer uma lista negra de jornalistas e meios de comunicação anti-direita notórios, não lhes permitindo participar da conferência, as lágrimas de crocodilo dos jornalistas excluídos inundaram a mídia alemã durante muitos dias - mas o partido AfD não mudou sua postura e Manteve a lista negra, apesar das duras críticas.

A ENF é o grupo pan-europeu mais influente e poderoso de patriotas e soberanistas. O holofote em Koblenz esteve em Marcus Pretzell (AfD, Alemanha), Frauke Petry (AfD), Marine Le Pen (Frente Nacional, França), Matteo Salvini (Lega Nord, Itália), Geert Wilders (PVV, Holanda) e Harald Vilimsky FPÖ, Áustria). Todas as mensagens eram claras: O monstro Frankenstein  de Bruxelas chamado de "União Europeia" é o inimigo, a migração em massa ilegal tem de ser interrompida, valores europeus e nossas diversas identidades nacionais têm de ser defendidos.


Mas a convenção da ENF em Koblenz também foi palco para outros políticos menos conhecidos da esfera eurocética, como o deputado Laurentiu Rebega da Romênia, que fez um importante discurso. Rebega entende que lutar contra o inimigo comum é apenas um lado da moeda. Ele também falou sobre como esta "Nova Europa" deve tomar forma. Como as diferentes nações europeias organizarão as suas relações? Como vamos negociar conflitos? Não há dúvida de que há interesses nacionais diferentes, também dentro da Europa.

Rebega disse em seu discurso:

Laurentiu Rebega (FWM)
"Cada país tem que fazer suas próprias escolhas com base em seus valores, sua própria história e seus próprios interesses particulares. Tudo dentro de uma Europa das Nações onde todos nós pertencemos. 
Precisamos de uma Europa de tradições e de liberdade autêntica, uma Europa com uma política multipolar que respeite a ideia de estabilidade e segurança partilhada por todos os Estados-Membros. 
A reforma tem de ser iniciada de baixo para cima, partindo da vontade das populações e das comunidades na Europa e não o contrário, de grupos ocultos de interesses que tomam decisões a portas fechadas. 
Queremos uma Europa de Estados nacionais que cooperem uns com os outros com base nesses princípios. Penso que a Europa não pode ser forte se os seus componentes forem fracos. Vamos fortalecer os Estados e então a Europa será forte ".

Por que é tão importante ter uma visão do que acontece no "dia seguinte" se Bruxelas já não for o centro de uma organização supranacional chamada "UE"? O que acontece no dia em que Angela Merkel deixar de ser chanceler e até mesmo - vamos ser otimistas - quando a líder da AfD, Frauke Petry, se tornar chanceler alemão? A Alemanha continuará a ser o poder industrial e econômico dominante na Europa? Outros países europeus como a França podem ver uma ameaça nesse fato. Não devemos esquecer por que razão a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) - o "antepassado" da UE de hoje - foi criada no início da década de 1950: manter o olho no controle da indústria siderúrgica e de carvão alemã. A CECA foi proposta pela primeira vez pelo ministro das Relações Exteriores da França, Robert Schuman, em 9 de maio de 1950, como forma de evitar novas guerras entre a França e a Alemanha.

Todos os patriotas e soberanistas europeus estão hoje lutando contra o super-Estado de Bruxelas. É claro que a luta une todos os patriotas europeus. Mas o que vai acontecer depois de Bruxelas quando mais uma vez for apenas a capital da Bélgica? Ainda será a sede da NATO? O que a "Nova Europa" fará a respeito? Teremos um "Exército Europeu" com ou sem a hegemonia americana? Vamos substituir o poder extraterritorial dos EUA pelo poder da parte européia da Rússia? 

E o que a "Nova Europa" fará quando recuperar o controlo sobre as suas fronteiras e permitir um sistema de defesa funcional e bem organizado contra a migração ilegal em massa? Será ainda um poder desestabilizador na África e no Médio Oriente? Ou será que a "Nova Europa" fará um giro geopolítico e parará de financiar e apoiar o terrorismo, como faz a UE hoje na Síria ou na Líbia? A "Nova Europa" cooperará com o governo sírio para desenvolver um plano sólido para uma repatriação boa e pacífica dos refugiados sírios na Europa? Será que a "Nova Europa" imediatamente levantará as sanções e embargos contra a Síria - para muitos sírios a verdadeira razão para fugir de seu país? Estas são questões importantes: Porque, mais cedo ou mais tarde, uma "Nova Europa" com uma agenda de política externa "da UE" terá de perceber que cercas e muros não serão suficientes contra uma crescente pressão migratória.

E isso também é importante - o que acontece com a Ucrânia? Há ainda uma guerra no Donbass. Será que a "Nova Europa" dará um sinal claro para Kiev para parar a sua agressão contra civis em Donbass? Será que a "Nova Europa", enquanto pólo geopolítico, atuará como um poder de paz para apoiar a soberania e a independência do povo de Donbass?

Será que a "Nova Europa" evoluirá do idiota transatlântico (UE) para um pólo geopolítico de forte poder? Como definiremos o nosso interesse europeu comum em relação aos outros pólos geopolíticos? E como equilibraremos os diferentes interesses europeus? Como agiremos para impedir que as potências extra territoriais e as ONGs globalistas aproveitem a diversidade dos diferentes interesses nacionais no nosso continente?

Todas essas questões são importantes. Haverá apenas uma chance para um "re-boot" completo da Europa. Se falharmos, a causa é perdida. Por quê? Porque o tempo está se esgotando para o nosso continente. Não haverá tempo para transições a longo prazo, longos debates sobre reformas ou um lento desmantelamento da burocracia da UE. Nós já precisamos dos conceitos da "Nova Europa" agora, o novo "sistema operacional" depois que formatarmos o disco rígido europeu.

Koblenz foi um sinal de partida. Agora todos nós temos que correr o mais rápido que pudermos. É uma oportunidade histórica para a Europa - e muito provavelmente a última.


Manuel Ochsenreiter é diretor do Centro Alemão de Estudos Eurasiáticos e Editor-Chefe da revista de notícias alemã ZUERST!

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