segunda-feira, 20 de março de 2017

Hellstorm - o verdadeiro genocídio

HELLSTORM - filme de Kyle Hunt, radialista americano, criador do RENEGADE BROADCASTING, filme este lançado em maio de 2015 e baseado no livro de Thomas Goodrich. Tom também é americano, natural do Kansas. O seu livro foi editado em 2010. A obra videográfica, da qual Goodrich é coprodutor, documenta com extraordinário e chocante realismo os métodos de extermínio praticados pelos aliados contra a população alemã durante a Segunda Guerra Mundial. Os que vivenciaram aqueles acontecimentos, inclusive este que vos escreve, podem atestar que o filme reproduz aquela realidade com a maior fidelidade possível.


A primeira pergunta que aqui se impõe é: QUEM TEM TODA ESSA AUTORIDADE PARA DECIDIR SOBRE QUEM PODE VER O QUÊ? Ainda pode se imaginar que o governo da Alemanha falsificada, ou seja, a dona Merkel, tenha interferido junto ao Youtube e solicitado o bloqueio de um trabalho que não combina com as suas diretivas governamentais, mas será que os representantes de Nauru, do Chade, Tajiquistão, ou que tais, se deram esse trabalho? Os dois comunicados recebidos pela produtora RENEGADE BROADCASTING começam assim: “We have received a legal complaint regarding your video... (Nós recebemos uma reclamação legal referente o seu vídeo..)” Querem dizer que já existe jurisdição única sobre todas os estados citados? Que sofisma. É que este documento conta a história que os vencedores ainda não querem que você conheça. Alguns de vocês devem se lembrar dos tempos em que a TV do Sílvio Santos exibia semanalmente, acho que aos sábados, reprise após reprise da série “Holocausto” e não houve nenhuma reclamação legal. Tampouco as inúmeras produções hollywoodianas sobre o mesmo tema mereceram qualquer restrição. Mas também quem vai defender um país vencido, escamoteado, vilipendiado, hoje simples colônia, com um povo possivelmente condenado ao total desaparecimento.

Alguém já disse que os alemães mais germânicos, que melhor preservaram sua identidade, vivem no exterior, em outros países ao redor do mundo. Lembra a DIÁSPORA, não lembra? Por que não tiram disto algum ensinamento? O judeu em toda parte tem sua “federação israelita”, sem falar na portentosa B'nai B'rith (Filhos da Aliança). E se a conscientização da ameaça de extinção se espalhar por todos os povos germânicos, seria muito utópico pensar numa união mais abrangente, incluindo desde suecos até andaluzianos e lombardos? De qualquer forma, para que se possa dar ordens ao Youtube, há que se representar alguma coisa.

Proibido em quase 200 países, o documentário "Hellstorm" narra o que os vencedores não querem que o grande público saiba: a terrível verdade sobre as milhares de torturas, estupros, escravidão, pilhagens, mentiras e assassinatos em massa, além do não fornecimento de comida, abrigo e remédios de forma proposital infligidos, como política de Estado dos vencedores, a todo o povo alemão que se encontrava completamente rendido e desarmado pelos Aliados na Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Blog do ToedterDesatracado


*DOCUMENTÁRIO*
(legenda: português áudio: inglês) 


(AVISO! O material contém algumas cenas de violência explicitas sem cortes que podem ser chocantes para algumas pessoas)

NOTA:


Norberto Toedter nasceu em Curitiba, Paraná no ano de 1929 e exerceu a profissão de publicitário.  Tendo assistido de perto as convulsões da II Guerra Mundial, não aceitou as versões sobre os acontecimentos que a imprensa globalizada impôs à opinião pública. Escreveu cinco livros, dando sua visão aos fatos em função do que viveu.

Continuou em atividade na Internet através do Blog do Toedter, contradizendo a mídia politicamente correta e contestando sua orientação uniformizada.

domingo, 19 de março de 2017

Última entrevista com Erich Priebke


Faleceu a 11 de outubro de 2013, o mais antigo prisioneiro da Segunda Guerra Mundial, o alemão Erich Priebke. Perseguido implacavelmente por aquela comunidade movida a um ódio insano, Priebke nunca se retratou por aquilo que foi acusado ou amenizou sua participação no regime nacional-socialista. Uma fortaleza de retidão e honra na defesa dos valores de seu povo.

Entrevista:

REPÓRTER: Sr. Priebke, há alguns anos você disse que não iria negar seu passado. Aos 100 anos, você ainda pensa desta forma?

Erich Priebke: Sim.

O que você quer dizer exatamente com isso?

Eu decidi ser fiel a mim mesmo. 

Então você se sente ainda hoje como um nacional-socialista?

A lealdade ao seu próprio passado é algo que tem a ver com nossas convicções. É o meu jeito de ver o mundo, meu ideal, aquilo que foi a cosmovisão para nós, alemães, e que ainda está ligado ao amor próprio e ao sentimento de honra. A política é uma outra coisa. O Nacional-Socialismo caiu com a derrota e hoje não há qualquer perspectiva de ele se restabelecer.

Essa cosmovisão, a qual você se refere, compreende também o antissemitismo?

Se você quiser realmente reconhecer a verdade com sua pergunta, é necessário abrir mão de alguns clichês próprios e preconceitos: criticar não significa que você queira destruir alguém. Desde o início do século XX, na Alemanha, o comportamento dos judeus era criticado abertamente. O fato dos judeus terem angariado para si um enorme e crescente poder econômico e, consequentemente, poder político, enquanto perfaziam apenas uma pequena parcela da população mundial, foi considerado uma grande injustiça. Ainda hoje é um fato que, se tomarmos as mil pessoas mais ricas e poderosas do mundo, nós teremos que reconhecer que uma significativa parcela delas são judeus, banqueiros ou acionários de multinacionais. Principalmente após a derrota na Primeira Guerra Mundial e sob o julgo do Tratado de Versalhes, a imigração judaica proveniente do leste europeu levou a uma situação catastrófica na Alemanha, precipitada por um enorme acúmulo de capital dentro de poucos anos, enquanto neste mesmo período, na República de Weimar, a grande maioria dos alemães vivia na penúria. Neste ambiente, os agiotas multiplicaram seu patrimônio e cresceu o sentimento de frustração contra os judeus.

É uma velha história, segundo a qual é permitido aos judeus a prática da usura, enquanto esta é proibida aos cristãos. Qual é verdade para você?

Certamente não é minha ideia. Basta ler Shakespeare ou Dostoievski para reconhecer que de fato havia um problema semelhante com os judeus dentro da perspectiva histórica, de Veneza até São Petersburgo. Isso não significa que naquela época os judeus eram os únicos agiotas. Eu compartilho uma citação do poeta Ezra Pound: “Eu não vejo qualquer diferença entre um agiota judeu e um agiota ariano.”

Por causa de tudo isso você acha justificável o antissemitismo?

Não, veja que isso não significa que não exista entre os judeus, pessoas decentes. Eu repito, antissemitismo significa ódio, ódio indiscriminado. Mesmo também nos últimos dias de minha perseguição, como idoso e privado da liberdade, eu sempre evitei o ódio. Eu nunca quis odiar, nem mesmo aqueles que me odiaram. Eu falo apenas do direito à crítica, e tento explicar os motivos. Eu ainda quero lhe dizer mais uma coisa: você deve refletir que uma grande parcela dos judeus, devido à sua particular concepção religiosa, se consideram superiores e melhores que todas as outas pessoas. Eles se identificam com o “povo escolhido por Deus” da Bíblia.

Hitler também falava da superioridade da raça ariana.

Na ocasião da entrevista (2011)
Sim, Hitler também caiu na ideia da superioridade. Isso foi a razão para erros, de onde não há mais volta. Todavia, você deve considerar que o racismo era algo normal naquela época. E não foi apenas uma questão da vontade popular, mas era parte integrante de governos e até mesmo do ordenamento jurídico.

Mesmo depois que os norte-americanos haviam se tornado mercadores de escravos e tinham deportados os povos africanos, eles permaneceram racistas e mantiveram um comportamento discriminatório frente aos negros. As primeiras leis raciais de Hitler não restringiram mais os direitos dos judeus do que as restrições legais impostas aos ex-escravos africanos em muitos estados dos EUA. O mesmo pode ser dito de grupos populacionais da Índia discriminados pelos britânicos, e também os franceses não se comportaram de forma diferente frente a seus súditos das colônias. Sem mencionar o tratamento das minorias étnicas na antiga União Soviética da época.

E segundo sua opinião, como você acha então que a situação se escalou na Alemanha?

O conflito se radicalizou, cada vez mais foi se aguçando. Os judeus alemães, os americanos, os britânicos e o judaísmo internacional de um lado, contra a Alemanha do outro. Naturalmente os judeus alemães se encontravam numa situação cada vez mais difícil. A decisão resultante, aplicar leis mais duras na Alemanha, tornou a vida dos judeus cada vez mais difícil. Então, em novembro de 1938, um judeu, um tal de Grünspan, assassinou, em protesto contra a Alemanha, um funcionário da embaixada na França, chamado Ernst von Rath. Sucedeu a famosa “Noite de Cristal do Reich”. Grupos de demonstrantes quebraram por todo o Reich janelas das lojas de judeus. A partir de então, os judeus foram vistos apenas como inimigos. Após conquistar o poder, Hitler tentou encorajar os judeus a deixarem a Alemanha. Em seguida, diante de um clima de desconfiança crescente frente aos judeus alemães, causado pela guerra, boicote e conflito aberto com as mais importantes organizações judaicas mundo afora, eles foram confinados em campos de concentração como um inimigo normal. Naturalmente isso foi catastrófico para muitas famílias inocentes.

Então, para você, tudo o que os judeus sofreram, foi culpa própria deles?

Culpa existe um pouco em ambos os lados. Também do lado dos aliados que declaram a guerra contra a Alemanha, após a entrada das tropas na Polônia. Um território onde um grande número de descendentes de alemães estava sob constante ataque, e foi colocado sob o controle do recém-criado Estado polonês concebido em Versalhes. Contra a Rússia de Stalin e sua invasão no restante da Polônia, ninguém mexeu um dedo. Ao contrário, ao final do conflito, para defender a independência da Polônia contra os alemães, toda a Europa Oriental, incluindo a própria Polônia, foi dada a Stalin.

Excetuando a questão política, então você se simpatiza com as teorias do revisionismo histórico?

Eu não entendo muito bem o que se quer dizer com Revisionismo. Quando conversamos sobre o Processo de Nuremberg de 1945, posso lhe dizer que se tratou de um processo inacreditável, um grande circo com o único propósito de estampar o povo alemão e seus líderes, diante da opinião pública mundial, como desumanos e desprezíveis. Para humilhar os vencidos que não estavam mais em condições de se defender.

Onde você baseia esta afirmação?

Priebke jovem, como oficial SS 
O que dizer de um tribunal que se autodeterminou, que condena apenas os crimes dos vencidos e não dos vencedores; onde os vencedores são simultaneamente os acusadores, os juízes e a parte prejudicada, e leis especiais são criadas a posteriori para o processo, apenas para conseguir uma condenação? Até mesmo o presidente dos EUA, Kennedy, condenou este processo como “repugnante”, pois ele “feria os princípios da constituição norte-americana, (e foi feito) para punir um adversário derrotado”.

Também quando você afirma que o delito “crime contra a humanidade”, que foi aplicado em Nuremberg, não existia anteriormente, mas sim foi criado para este tribunal internacional, temos que admitir que as acusações se referiam a crimes horríveis.

Em Nuremberg, os alemães foram culpados pelo massacre de Katyn, mas em 1990 Gorbachow admitiu que foram os próprios russos acusadores que tinham assassinado 20.000 oficiais poloneses na floresta de Katyn com um tiro na nuca. Em 1992, o presidente Jeltzin apresentou o documento original da ordem assinada por Stalin.

Os alemães foram também acusados de terem feito sabão de judeus. Exemplares destes sabões foram parar até em museus nos EUA, Israel e outros países. Somente em 1990, um professor da universidade de Jerusalém teve que admitir que se tratava de um engodo.

Sim, mas os campos de concentração não são invenções dos juízes de Nuremberg.

Nos terríveis anos da guerra, tratava-se de uma necessidade natural, prender a população civil que representava uma ameaça para a segurança nacional. Durante a Segunda Guerra Mundial, tanto os russos, como também os EUA fizeram isso. Principalmente este último prendeu nos campos os norte-americanos de origem asiática.

Mas na América não havia câmara de gás nos campos de concentração para os japoneses.

Como eu já disse, muitas acusações foram inventadas pelos acusadores. No que concerne à existência de câmaras de gás nos campos de concentração, nós ainda estamos esperando pelas provas. Nos campos, os detentos eram obrigados a trabalhar. Muitos deixavam o campo durante o dia e retornavam à noite. A necessidade de força de trabalho durante uma guerra é incompatível com a acusação de que simultaneamente pessoas estavam em fila em algum lugar do campo, para encontrar a morte nas câmaras de gás. O funcionamento de uma câmara de gás interfere no seu arredor, é extremamente perigoso também para o exterior, mortal. A ideia em mandar para a morte milhões de pessoas desta forma é loucura, e isso no mesmo local onde outras pessoas vivem e trabalham, sem que saibam. E difícil de colocar em prática.

Quando você ouviu pela primeira vez sobre o plano de extermínio dos judeus e as câmaras de gás?

Quando eu ouvi essas coisas pela primeira vez, eu me encontrava como prisioneiro em um campo de concentração inglês, juntamente com Walter Rauff. Nós dois estávamos chocados. Nós não podíamos acreditar em tais coisas: câmara de gás para exterminar homens, mulheres e crianças. Durante todo o dia nós conversamos com o coronel Rauff e outros detentos. Todos nós fazíamos parte da SS, cada um em seu nível com uma determinada posição no regime NS, mas ninguém nunca havia ouvido algo assim.

Pense apenas que eu soube anos depois, que meu amigo e superior Walter Rauff, que compartilhou comigo no cativeiro alguns pedaços de pão duro, foi acusado de ser o inventor deste misterioso carro a gás. Algo assim somente poderia sair da mente de alguém que nunca conheceu Walter Rauff.

E todos os testemunhos sobre a existência das câmaras de gás?

Nunca foi encontrada câmara de gás nos campos, exceto aquela que foi construída depois da guerra pelos norte-americanos em Dachau. Provas de câmaras de gás que possam ser confiáveis no sentido jurídico e histórico, não existem; da mesma forma não são confiáveis os depoimentos do último comandante de Auschwitz, Rudolf Höß. Independente das grandes contradições de seus relatos, ele foi torturado antes de seu testemunho em Nuremberg e posteriormente enforcado a mando dos russos com a boca cheia. Para estas testemunhas consideradas extremamente importantes pelos vencedores, foram inúmeros os caso de uso do terror físico e psíquico caso houvesse pouca cooperação; as ameaças se estendiam também aos familiares. Eu sei de experiência própria durante minha prisão e também por parte de meus colegas, como os depoimentos dos detentos obtidos pelos vencedores foram forçados, os quais nem dominavam o idioma inglês. O tratamento dos prisioneiros nos campos russos da Sibéria já é de domínio público; eles deveriam apenas assinar qualquer tipo de declaração, mais nada.

Então para você os milhões de mortos são apenas uma invenção?

Eu vi e conheci pessoalmente os campos. A última vez eu estive em Mauthausen, em maio de 1944, para interrogar, por ordem de Himmler, Mario, o filho de Badoglio. Eu permaneci por dois dias no campo. Havia ali uma imensa cozinha para os detentos e até um bordel para saciar suas necessidades. Nenhuma câmara de gás.

Infelizmente muitas pessoas morreram nos campos, mas não por vontade de matar. A guerra, as duras condições de vida, a fome, a falta de cuidados adequados foram responsáveis pelas mortes. Mas essa tragédia dos civis não aconteceu apenas nos campos, mas se estendeu por toda Alemanha, principalmente por causa do bombardeamento indiscriminado das cidades alemãs.

Então você ameniza a tragédia dos judeus, o holocausto?

Priebke na ocasião da entrevista
Há pouco para amenizar: uma tragédia é uma tragédia. Aqui trata-se mais da problemática da verdade histórica.

O interesse dos vencedores da Segunda Guerra era de não ser responsabilizados pelos seus crimes. Eles destruíram por completo algumas cidades na Alemanha, onde não havia qualquer soldado, apenas para matar mulheres, crianças e idosos e com isso tentar quebrar o espírito de luta de combater o adversário. Este destino foi compartilhado por Hamburg, Lübeck, Berlim, Dresden e outras cidades. Eles aproveitaram a superioridade de seus bombardeios para matar impunemente a população civil, em um louco descaso sem precedente. Então isso atingiu os habitantes de Tóquio e, finalmente, a insanidade alcançou com as bombas atômicas os civis de Nagasaki e Hiroshima.

Por isso foi necessário inventar crimes horrorosos que teriam sido cometidos pela Alemanha, e assim apresentar os alemães como criaturas do mal e todas as outras idiotices: como figuras de romances de horror, dos quais centenas foram filmados em Hollywood.

Fora isso, os métodos dos vencedores da Segunda Guerra não se alteraram tanto assim: segundo sua visão, eles exportaram sua democracia com as chamadas missões de paz contra a escória; para isso inventaram o inimigo terrorista que está sempre a fazer coisas cada vez mais monstruosas. Mas na prática eles atacam, principalmente com sua força aérea, todos aqueles que não se curvam. Eles aniquilam soldados e a população civil, os quais não possuem os meios para se defender. E assim, ao final de cada intervenção, aparece nos diferentes países um governo marionete que defende seus interesses econômicos e políticos.

Mas como você explica algumas provas inquestionáveis como vídeos e fotografias dos campos de concentração?

Estes filmes são mais uma clara prova da falsificação: eles provêm quase que exclusivamente do campo de Bergen-Belsen. Este campo era para onde as autoridades transferiam os detentos de outros campos, que eram inaptos ou incapazes para o trabalho. Dentro do campo encontrava-se uma estação para convalescênça. Apenas isso já deveria dar o que falar sobre a intenção assassina dos alemães. Parece estranho que se construa em tempos de guerra uma estrutura como essa para aqueles que deveriam ser gaseados. Os ataques a bomba dos aliados, em 1945, deixaram o campo sem suprimento, água e medicamentos. Espalhou-se uma epidemia de tifo, que causou a morte de milhares. Os filmes são originários desta época, de abril de 1945, onde o campo de Bergen-Belsen era devastado por uma epidemia e já se encontrava nas mãos dos aliados. As gravações foram filmadas especialmente para fins de propaganda pelo diretor britânico e mestre dos horrores, Alfred Hitchcock. O cinismo e a falta de humanidade com os quais ainda hoje se especula em torno destes filmes, é assustador. Há anos eles são projetados nas telas, com impressionantes músicas de fundo, o público foi enganado sem qualquer escrúpulo através da ligação destas imagens com as câmaras de gás, onde não há qualquer relação. Tudo falso!

O sentido para todos estes engôdos não seria tirar o foco dos crimes dos aliados?

No início foi. O mesmo cenário do processo de Nuremberg também foi inventado pelo general MacArthur, no Japão, com o processo de Tóquio. Neste caso pensou-se em outra história e em outros crimes, que levaram à morte todos os acusados por enforcamento. E para incriminar os japoneses que tinham acabado de sofrer o impacto das bombas atômicas, inventou-se até acusações de canibalismo.

Por que somente no início?

Por que a literatura posterior sobre o holocausto veio a servir especialmente ao Estado de israel, por dois bons motivos. O primeiro é bem explicado pelo escritor Norman Finkelstein, filho de judeus deportados. Em seu livro, “A indústria do holocausto”, ele explica como este negócio se traduziu no pagamento de indenizações e reparações na casa dos milhões para instituições judaicas e o Estado de israel. Ele escreve sobre uma “ordeira chantagem organizada”. O segundo motivo é explicado pelo escritor Sergio Romano, que certamente não pode ser considerado um revisionista. Após a guerra do Líbano, israel reconheceu que uma expansão e dramatização da literatura do holocausto traria vantagem em sua disputa territorial com os árabes e levaria a “uma arte de imunidade meio-diplomática”.

Por todo o mundo, o holocausto é sinônimo de extermínio. Você tem dúvidas sobre isso ou até mesmo nega?

Os meios de propaganda, daqueles que têm hoje o poder global nas mãos, é imensurável. Através de uma subcultura histórica, criada em casa e disseminada através da televisão e cinema, a consciência foi manipulada através da influência das emoções. Principalmente as novas gerações, já ao iniciar a vida escolar, foram submetidas a uma lavagem cerebral, com uma horrível história para reprimir a liberdade de opinião.

Como eu já disse, nós aguardamos há quase 70 anos pelas provas do crime que é imputado ao povo alemão. Historiadores não encontraram um único documento que reporte sobre as câmaras de gás. Nem uma ordem escrita, um relatório ou uma declaração de um órgão alemão, um manuscrito de algum funcionário. Nada.

Diante desta falta de documentos, os juízes de Nuremberg assumiram que o programa da “Solução final da questão judaica”, que avaliava as possibilidades de deportação dos judeus da Alemanha e posteriormente dos territórios ocupados, incluindo um possível reassentamento em Madagascar, era um codinome secreto que significava seu extermínio. Isso é um absurdo! Em pleno cenário de guerra, quando nós ainda éramos considerados vencedores tanto na África quanto também na Rússia, os judeus, que no início foram apenas encorajados, foram então convocados intensivamente até 1941 a deixar espontaneamente a Alemanha. Somente após estes dois anos desde o início da guerra é que começaram as medidas para restringir sua liberdade.

Imaginemos apenas uma vez que as provas, às quais você se refere, sejam descobertas. Eu falo de um documento que tenha sido assinado por Hitler ou algum outro abaixo na hierarquia. Como você reagiria diante disso?

Neste caso eu sou a favor de uma condenação rigorosa de tais atos. Todas as medidas de violência gratuita contra grupos sem consideração da responsabilidade individual, são inaceitáveis e absolutamente condenáveis. Isso aconteceu com os índios nas Américas, com os kulaks na Rússia, as vítimas italianas na Ístria, os armênios na Turquia, os prisioneiros alemães nos campos de concentração norte-americanos na Alemanha e França assim como os russos, que pereceram por vontade de Eisenhower e Stalin. Ambos chefes de Estado ignoraram conscientemente a convenção de Genebra, para conduzir a tragédia até seu ápice. Todos estes episódios devem ser condenados com toda veemência, inclusive a perseguição dos judeus pelos alemães, que sem dúvida alguma aconteceu. A verdadeira, não essa inventada pela propaganda de guerra.

Você então reconhece que existe a possibilidade de alguma prova do extermínio por parte dos alemães ter escapado ao final do conflito e apareça talvez um dia?

Erich saindo de audiência na Itália
Eu acabei de dizer que determinados atos devem ser condenados. Assumamos apenas uma vez que absurdamente encontre-se um dia uma prova da existência das câmaras de gás. A condenação daqueles que planejaram e executaram o assassinato em massa, é inquestionável e claro. Veja, eu aprendi que surpresas nesta área nunca acabam. Todavia, neste caso eu creio poder excluir com certeza, porque já faz mais de sessenta anos que documentos alemães, confiscados pelos vencedores, são investigados e analisados por centenas de pesquisadores; até hoje nunca foi apresentada uma única prova e no futuro provavelmente nada será apresentado.

Eu considero também muito improvável por outro motivo: já durante a guerra, nossos adversários começaram a disseminar suspeitas sobre os assassinatos nos campos. Eu falo da declaração dos aliados de dezembro de 1942, onde se falava generalidades sobre os bárbaros crimes contra os judeus na Alemanha e pleiteava uma punição aos culpados. Então, ao final de 1943, eu soube que não se tratava de uma mera propaganda de guerra, mas sim que nossos inimigos até planejavam a fabricação de falsas provas para estes crimes. A primeira notícia sobre isso, eu recebi de um amigo, o capitão Paul Reinicke, que trabalhava junto ao número dois do governo do Reich, o Reichsmarschall Göring: ele era chefe de sua segurança. A última vez que o vi, ele me contou do plano das falsificações. Göring estava indignado, pois ele considerava difamatória tais falsificações diante dos olhos de todo o mundo. Göring, antes de cometer suicídio, condenou severamente este tipo de produção de falsas provas diante do tribunal de Nuremberg.

Uma outra evidência eu recebi depois do chefe da polícia, Ernst Kaltenbrunner, o homem, que substituiu Heydrich após sua morte e foi parar na forca no processo de Nuremberg. Eu o vi antes do final da guerra para reportar a traição do rei Vittorio Emanuele. Ele mencionou que as futuras potências vencedoras já estavam trabalhando na construção de falsas provas de crimes de guerra e outras atrocidades, que eles teriam inventado para os campos como provas das atrocidades alemãs. Eles estavam dispostos a chegar a um consenso sobre os detalhes, como um único julgamento poderia ser encenado com os perdedores.

Digno de nota, entretanto, foi o encontro que tive em agosto de 1944, com o ajudante direto do general Kaltenbrunner, o chefe da Gestapo, Heinrich Müller. Graças a ele, eu pude entrar na escola de oficiais. Eu lhe devo muito e ele tinha também muita consideração por mim. Ele chegou em Roma para encarar um problema particular de meu comandante, o tenente coronel Herbert Kappler. Naqueles dias, o quinto exército norte-americano conseguiu furar o bloqueio em Cassino, os russos avançavam em direção à Alemanha. A guerra estava irremediavelmente perdida. Nesta noite ele me pediu para acompanha-lo ao hotel. Devido à existente confiança, eu arrisquei lhe perguntar detalhes sobre este assunto. Ele me contou que através do serviço de espionagem havia claros sinais que à vista da vitória final, o inimigo tentava criar provas para nossos crimes, para produzir uma encenação espetacular após a derrota que deveria levar à criminalização da Alemanha. Ele conhecia detalhes exatos e estava seriamente preocupado. Ele afirmou que não se poderia confiar nessas pessoas, pois eles não conheciam nem honra nem tinham escrúpulos. Eu era ainda jovem na época e não dei a devida importância a suas palavras, mas tudo aconteceu exatamente como o general Müller havia me dito. Estes eram os homens, os líderes que hoje são acusados de terem planejado e organizado o extermínio dos judeus em câmaras de gás! Eu iria considerar tudo isso um grande circo, caso o assunto não fosse tão trágico.

Quando os norte-americanos atacaram o Iraque em 2003, com a desculpa de que eles possuíam “armas de destruição em massa”, com ajuda do falso juramento do secretário de estado Powell diante do Conselho de Segurança da ONU, justamente aqueles que são os únicos a usar tais armas nas guerras, eu disse a mim mesmo: nada de novo!

Você, como cidadão alemão, sabe que segundo certas leis na Alemanha, Áustria, França, Suíça, existe uma punição para quem negar o holocausto?

Sim, as potencias mundiais mais poderosas aprovaram o texto e logo a Itália vai fazê-lo. O truque reside justamente ali, em fazer as pessoas acreditarem que aqueles que se opõem ao colonialismo israelita e sionismo na Palestina, são antissemitas. Aqueles que ousam criticar os judeus, são e permanecem sempre um antissemita. Quem ousa a questionar por provas da existência de câmaras de gás nos campos de concentração, valem automaticamente como defensores da ideia do extermínio dos judeus. É uma manipulação infame. Justamente estas leis são provas do medo que eles têm, da verdade se revelar algum dia. Claramente existem receios, que apesar de tal campanha propagandística emocional, os historiadores partam atrás das provas e os pesquisadores tornem-se cientes das falsas representações. Justamente a existência de tais leis abre os olhos daqueles que ainda acreditam na liberdade do pensamento e da importância de uma pesquisa histórica independente.

Naturalmente eu posso ser acusado pelo que acabei de falar, minha situação pode piorar mais ainda, mas eu tenho que dizer as coisas, pois elas correspondem à verdade; eu considero esta coragem perante ao que é correto, como um dever perante meu país, minha contribuição para comemorar meu centésimo aniversário, para salvação da honra de meu povo.

(Assinatura)

Na segurança de meus 100 anos! Erich Priebke



Sobre sua vida

hauptsturmführer Erich Priebck
Erich Priebke nasceu em Hennigsdorf, Brandemburgo, Alemanha, em 29 de julho de 1913. Foi um hauptsturmführer (capitão) da SS durante a Segunda Guerra Mundial.

Recaía sobre ele a acusação de assassinato de 355 civis italianos (dez cicis italianos civis para cada soldado alemão morto em um atentado da resistência italiana), no chamado massacre das Fossas Ardeatinas em Roma, em 24 de março de 1944. Uma suposta represália pelo ataque partigiano de via Rasella, onde morreram 33 militares alemães.

Em junho de 1944, Priebke foi capturado nos Alpes italianos pelo exército americano, quando teria supostamente confessado sua participação no massacre e ficou detido por cerca de quase dois anos em uma série de campos de prisioneiros de guerra na Europa em seu período final.

Uma noite, Priebke decidiu fugir com mais dois cúmplices, e foi pelo arame farpado que eles conseguiram escapar do campo. Ele sabia que não podia ficar escondido por muito tempo, e que seria mais seguro imigrar com a família para outro país. Tendo escapado do campo pelos arames farpados e tomou o infamemente apelidado pelos aliados de "caminho dos ratos" (ratlines), uma rota europeia conhecida para fuga até a América do Sul, que passava por Nápoles e, de navio, se refugiou no interior da Argentina.

Viveu na Argentina com seu nome verdadeiro e passaporte alemão. Erich Priebke levou uma pacata vida em Bariloche, fez uma pequena alteração no seu nome e era chamado de "Erico Priebke". Vivia entre famílias imigrantes da Europa, em um clima familiar nos Andes de Bariloche, onde predominava um clima frio, com neve, montanhas e lagos, viviam abertamente como se estivesse na Baviera, frequentava teatros, restaurantes, sempre rodeado de alemães e austríacos. 

Na cidade, Priebke ministrava aulas em uma escola alemã, e viveu por lá sem ser incomodado por cerca de 40 anos.

No início do ano de 1994, uma equipe de jornalista da Norte-americana ABC News, decidiram fazer uma matéria de como muitos alemães considerados "criminosos de guerra" que fugiram da Europa para América Latina, após a Segunda Guerra Mundial. A matéria, levou uma das melhores equipes de jornalistas da ABC News a um dos últimos e mais procurados oficiais: o capitão da SS Erich Priebke e Reinhard Kopps (1914 - 2001), um antigo espião alemão das SS. 

Reinhard Kopps, na época do encontro com a ABC News
A equipe da TV norte-americana da CBS, que confirmou a sua identidade e inclusive ainda o entrevistou na saída de um colégio, onde ministrava aulas. Preso pela polícia argentina depois da matéria ter ido para o ar nos Estados Unidos, levou mais um ano e meio até a justiça argentina expatriá-lo para a Itália, para julgamento por crimes de guerra por lá.

Em 1996, foi condenado à prisão perpétua. Cumpriu prisão domiciliar pelas leis italianas, proibido de estar numa prisão pela sua idade avançada.

Morreu em 11 de outubro de 2013 aos cem anos de idade em Roma, na Itália. Seu sepultamento e local do túmulo foi considerado do mais alto segredo, após diversas cidades negarem acolher o corpo do ex-comandante da SS, temendo que seu túmulo se convertesse num local de peregrinação para os neonazistas. Segundo seu advogado, deixou uma entrevista escrita e um vídeo como testamento humano e político.

Erich Priebck, na época do encontro com a ABC News
Na década de 1990 , o Centro Simon Wiesenthal trouxe à tona o seu paradeiro. Kopps estava morando em San Carlos de Bariloche, uma pequena cidade na Argentina, em que numerosos alemães fugitivos das "caça as bruxas" dos aliados, como Josef Berger e Josef Mengele poderia estar escondido.

Reinhard Kopps, foi um ex espião responsável por arquitetar fugas de criminosos de guerra para a América Latina, dentre eles os croatas e húngaros pela rota que saia da Alemanha, indo para a Áustria ou a Suíça, depois até a Itália, onde contavam com a ajuda do Vaticano. Eram colocados em navios que viriam para a América Latina.

Logo após a guerra Kopps arquitetou a sua própria fuga para Argentina, onde conseguiu milhares de vistos para ex companheiros viverem na Argentina. Kopps viveu com o pseudônimo de Juan Maler. Trabalhou em um jornal, e tinha um escritório onde o mesmo conseguia os passaportes para os ex companheiros de guerra. A sua participação no pós guerra, teve muita importância pois proporcionou um recomeço para muitos.

Kopps foi surpreendido na saída de uma farmácia em 6 de maio 1994, onde o mesmo confirmou a sua identidade e confirmou a vivencia de Erich Priebke, em solo argentino. Chegou a ser preso e logo depois solto, morreu de causas não divulgadas para a imprensa em 2001 em Bariloche.

Para a surpresa dos jornalista, Priebke assumiu claramente a sua participação no massacre de Roma, ao ser confrontado do porque ele fez isso, Priebke disse que apenas cumpriu ordem, mas que não havia matado ninguém.

O ABC News filmou os dois que eram procurados e não haviam sido "julgados" pelos  "crimes" dos quais eram acusados.

Após a matéria ter ido ao ar, a reação foi de justiça em vários lugares do mundo, além de ter uma grande repercussão na mídia argentina, e dos italianos. 

Depois de uma luta de quase dois anos nos tribunais argentinos, em 1996, Priebke foi extraditado para ser julgado na Itália'. Em agosto de 1996, Priebke e julgado por um tribunal militar, é considerado culpado pelo que fez, e acabou absolvido em primeira instância. Houve muita indignação e protestos de acompanhantes do julgamento, que quase que imediatamente Priebke foi preso, e depois de recorrer por duas vezes do veredito, foi condenado à prisão perpétua. Segundo a lei italiana, em uma certa idade, uma pessoa não pode ser levada à prisão, por isso Erich Priebke cumpriu a sua pena em um apartamento em prisão domiciliar em Roma. 

Morreu na própria Roma, em 11 de outubro de 2013, com a idade de 100 anos. Logo após a sua morte, de causas naturais, nenhuma cidade italiana quis receber o corpo do capitão alemão, o seu advogado tentou levar o corpo para a Argentina, onde seu corpo seria enterrado com o da sua esposa, mas não teve sorte, e além da escolha do local do enterro, o velório de Priebke já havia sido alvo de controvérsias na Itália.

Seu corpo foi enterrado em um cemitério desconhecido abandonado de uma prisão, depois que tanto a Igreja Católica quanto a cidade de Roma impediram sua família de fazer um funeral público ou uma sepultura marcada.

Em 2015, o jornal italiano L'Espresso informou haver localizado o cemitério e a tumba de Erich Priebke.

sábado, 18 de março de 2017

Como o Nacional-Socialismo na Alemanha acabou com o desemprego


Por Mark Weber


Dentro de três anos o desemprego foi banido e a economia da Alemanha estava florescendo. E enquanto o recorde de Roosevelt ao lidar com a Depressão é muito bem conhecido, a excepcional história de como Hitler enfrentou a crise não é amplamente conhecida ou apreciada.

Hitler se tornou chanceler da Alemanha em 30 de janeiro de 1933. Poucas semanas mais tarde, em 4 de março, Franklin Roosevelt tomou posse como presidente dos Estados Unidos. Cada homem permaneceu como o chefe executivo de seu país pelos próximos doze anos – até abril de 1945, pouco antes do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. No início de 1933, a produção industrial em cada país havia caído para cerca de metade do que ela tinha sido em 1929. Cada líder rapidamente lançou novas e fortes iniciativas para enfrentar a terrível crise econômica, acima de tudo o flagelo do desemprego em massa. E, entretanto, existirem surpreendentes semelhanças entre os esforços dos dois governos, os resultados foram muito diferentes.

Um dos economistas americanos mais influentes e amplamente lidos do século vinte foi John Kenneth Galbraith. Ele foi um assessor para muitos presidentes e, por um tempo, serviu como embaixador na Índia. Ele foi o autor de várias dúzias de livros e por anos ensinou economia na universidade de Harvard. A respeito do recorde da Alemanha, Galbraith escreveu: 

“… A eliminação do desemprego na Alemanha durante a Grande Depressão, sem inflação – e com respaldo inicial em atividades civis essenciais – foi uma realização significante. Ela raramente tem sido louvada e não muito notada. A noção de que Hitler não podia fazer algo bom estende-se à sua economia, como também, mais plausivelmente, a tudo o mais.”

A política econômica do regime de Hitler, Galbraith continua, envolvia 

“empréstimos de larga escala para despesas públicas, e em primeiro isto era principalmente para trabalho civil – ferrovias, canais e as Autobahnen [malha rodoviária]. O resultado era um ataque muito mais efetivo contra o desemprego do que em algum outro país industrial.” [1] “Ao fim de 1935,” ele também escreveu, “desemprego estava acabando na Alemanha. Em 1936 a alta da renda estava puxando os preços para cima ou tornando possível aumentá-los… Alemanha, ao final da década de trinta, tinha a todos empregados com os preços estáveis. Isto era, no mundo industrial, uma realização absolutamente única.” [2] “Hitler também antecipou a moderna política econômica,” o economista observou, “ao reconhecer que uma rápida aproximação ao desemprego zero era somente possível se ela fosse combinada com controle de salário e preço. Que uma nação oprimida por temores econômicos responderia a Hitler como os americanos fizeram a Roosevelt não é surpreendente.” [3]

Outros países, Galbraith escreveu, falharam em compreender ou aprender da experiência alemã: 

“O exemplo alemão era instrutivo, mas não persuasivo. Conservadores ingleses e americanos olhavam para as heresias financeiras dos Nazis – o empréstimo e o gasto – e uniformemente previam um colapso… E os socialistas liberais americanos e britânicos olhavam para a repressão, a destruição dos sindicatos, os camisas-marrom, os camisas-negra, os campos de concentração, e a oratória estridente, e ignoravam a economia.” Nada bom [eles acreditavam], nem mesmo desemprego zero, poderia vir de Hitler.” [4]

Dois dias depois de tomar posse como chanceler, Hitler se dirigiu à nação por rádio. Apesar de ele e outros líderes de seu movimento tivessem feito claras as suas intenções de reorganizar a vida social, política, cultural e educacional da nação de acordo com os princípios Nacional-Socialistas, todo mundo sabia que, com cerca de seis milhões de desempregados e a economia nacional em paralisia, a grande prioridade do momento era restaurar a vida econômica da nação, acima de tudo por enfrentar o desemprego e prover trabalho produtivo.

“A miséria de nosso povo é horrível de se observar!” disse Hitler neste discurso inaugural. [5] “Juntamente com a fome de milhões de trabalhadores industriais desempregados, há o empobrecimento de toda a classe média e dos artesões. “Se este colapso finalmente também destruir os agricultores alemães nós enfrentaremos uma catástrofe de dimensões incalculáveis. Pois isto não seria apenas o colapso de uma nação, mas de uma herança de dois mil anos de algumas das maiores conquistas da cultura humana e civilização…”

O novo governo, disse Hitler, 

“efetuaria a grande tarefa de reorganizar a economia de nossa nação por meio de dois grandes planos de quatro anos. O agricultor alemão deve ser resgatado para manter o suprimento de alimento e, em seqüência, a fundação vital da nação. O trabalhador alemão será salvo da ruína com um ataque combinado e abrangente contra o desemprego.” 
“Dentro de quatro anos,” ele garantiu, “desemprego deve ser decisivamente superado… Os partidos marxistas e seus aliados tiveram 14 anos para mostra o que eles podem fazer. O resultado é um monte de ruínas. Agora, povo da Alemanha, nos dê quatro anos e então passe julgamento sobre nós!”

Rejeitando as visões econômicas nebulosas e impraticáveis de alguns ativistas radicais em seu partido, Hitler se voltou para homens de provada habilidade e competência. Mais notavelmente, ele recrutou a ajuda de Hjalmar Schacht, um proeminente banqueiro e financista com um impressionante recorde em ambos, serviço público e serviço privado. Apesar de que Schacht não fosse certamente nacional-socialista, Hitler nomeou-o Presidente do Banco Central da Alemanha, o Reichsbank, e então como Ministro da Economia.

Após tomar o poder, escreve Prof. John Garraty, um proeminente historiador americano, 

"Hitler e seu novo governo imediatamente lançaram um assalto total contra o desemprego… Eles estimularam a indústria privada através de subsídios e descontos de impostos, encorajaram o consumidor a gastar, por meios tais como, empréstimos para casamentos, e lançaram-se no programa massivo de trabalho publico, que produziu as Autobahn [sistema de auto-estradas], e habitação, ferrovias e projetos de navegação.” [6]

Os líderes do novo regime também lograram em persuadir antigos céticos e mesmo alemães hostis de sua sinceridade, resolução e habilidade. Este crédito e confiança promovidos, que por sua vez encorajou empresários a contratar e investir, e consumidores a gastar com um visão para o futuro.

Como ele prometeu, Hitler e seu governo Nacional Socialista baniu o desemprego dentro de quatro anos. O número de desempregados caiu de seis milhões no início de 1933, quando ele tomou poder, para um milhão em 1936. [7] Tão rapidamente a taxa de desemprego foi reduzida que por 1937-38 havia uma escassez nacional de mão de obra. [8]

Para a grande massa de alemães, salários e condições de trabalho melhoraram prontamente. De 1932 a 1938 o ganho bruto semanal aumentou 21%. Após levar em conta taxas e deduções de seguro e ajustes ao custo de vida, o aumento de ganho semanal real durante este período era de 14%. Ao mesmo tempo, os aluguéis se mantiveram estáveis, e houve um relativo declínio no custo de aquecimento e luz. Preços realmente caíram para os bens de consumo, tais como aparelhos elétricos, relógios, tanto como para alguns alimentos. A renda dos trabalhadores continuou a aumentar mesmo após a eclosão da guerra. Em 1943, a média de ganhos por hora dos trabalhadores alemães havia aumentado em 15%, e os ganhos semanais em 41%. [9]

O dia de trabalho “normal” para a maioria dos alemães era de oito horas, e o pagamento por hora extra era generoso. [10] Em adição à altos salários, benefícios incluíam, notavelmente, melhoradas condições de trabalho, tais como melhores condições de saúde e segurança, cantinas com refeições quentes subsidiadas, campos para atletismo, parques, performances de teatro e concertos subsidiados, exibições, grupos de esporte e caminhadas, danças, cursos para educação de adultos, e turismo subsidiado. [11] Uma já extensiva rede de programa de bem-estar social, incluindo seguro para a velhice e um sistema nacional de assistência médica, foi expandida.

Hitler queria que os alemães tivessem “os mais altos padrões de vida,” ele disse em uma entrevista com um jornalista americano no início de 1934. 

“Em minha opinião, os americanos estão certos em não querer fazer de todos o mesmo, mas pelo contrário, defender o princípio da escada (N.T.: de progressão na vida). Entretanto, à toda pessoa deve ser garantida a oportunidade de ascender na escada.” [12] 

Em consonância com este panorama, o governo de Hitler promoveu a mobilidade social, com amplas oportunidades para melhorar e avançar. Como Prof. Garraty observa: 

“Está além de argumento que os Nazis encorajavam a mobilidade econômica e social da classe trabalhadora.” 

Para encorajar a aquisição de novas habilidades, o governo expandiu grandemente programas de treinamento vocacional, e ofereceu incentivos generosos para maior avanço de trabalhadores qualificados. [13]

Ambos, a ideologia Nacional Socialista e a perspectiva básica de Hitler, escreve o historiador John Garraty, 

“inclinavam o sistema a favorecer o alemão comum sobre qualquer outro grupo de elite. Trabalhadores… tinham um lugar honrado no sistema.” 

Em acordo com isto, o regime providenciava uma substantiva margem de benefícios para os trabalhadores, o que incluía habitação subsidiada, excursões a baixo custo, programas de esportes, e instalações mais agradáveis nas fábricas. [14]

Em sua detalhada e crítica biografia de Hitler, o historiador Joachim Fest reconheceu: 

“O regime insistia que não havia o domínio de uma classe social acima das outras, e que por garantir a todos oportunidades de se erguer, ele de fato demonstrava neutralidade de classe… Essas medidas, de fato, romperam as velhas, petrificadas estruturas sociais. Eles nitidamente melhoraram as condições materiais de muito da população.” [15]

Uns poucos números dão uma ideia de como a qualidade de vida melhorou. Entre 1932, o ultimo ano da era pré-Hitler, e 1938, o ultimo ano completo antes do início da guerra, o consumo de alimento aumentou por 1/6, enquanto que o volume de negócio têxtil e de vestuário aumentou por mais de um quarto, e de mobília e artigos domésticos em 50%. [16] Durante os anos de paz do Terceiro Reich, o consumo de vinho aumentou em 50%, e o de champanhe cinco vezes. [17] Entre 1932 e 1938, o volume de turismo mais que dobrou, enquanto que a propriedade de automóveis durante a década de 30 triplicou. [18] A produção alemã de motores de veículos, o que incluía carros produzidos pelas americanas Ford e General Motors, dobrou nos cinco anos de 1932 a 1937, enquanto que as exportações da Alemanha de motores para veículos aumentaram oito vezes. O tráfego de passageiros aéreos na Alemanha mais que triplicou de 1933 a 1937. [19]

Negócios alemães reviveram e prosperaram. Durante os primeiros quatro anos da era Nacional Socialista, o lucro líquido de grandes corporações quadruplicou, e a renda do setor gerencial e empresarial aumentou aproximadamente 50%. 

“Coisas estavam para ficar ainda melhores,” escreve o historiador judeu Richard Grunberger, em seu detalhado estudo, The Twelve-Year Reich (N.T.: O Reich de Doze Anos). “Nos três anos entre 1939 e 1942 a indústria alemã expandiu tanto quanto nos cinqüenta anos precedentes.” [20]

Apesar dos negócios alemães florescerem, ganhos eram controlados e por lei, foram mantidos dentro de limites moderados. [21] Começando em 1934, dividendos para acionistas de corporações alemães eram limitados a seis por cento anuais. Lucros não distribuídos eram investidos em títulos do governo do Reich, que tinham um rendimento anual de juros de seis por cento, e então, após 1935, de 4,5%. Esta política tinha o efeito previsível de encorajar a reinvestimento e auto-financiamento, e desse modo, reduzir empréstimos de bancos e, mais amplamente, de diminuir a influência do capital comercial. [22]

Taxas de impostos sobre corporações foram gradualmente elevadas, de 20% em 1934 para 25% em 1936, e para 40% em 1939-40. Diretores de companhias alemães poderiam conceder bônus aos gerentes, mas somente se estes fossem diretamente proporcionais aos lucros e eles também autorizavam bônus correspondentes ou “contribuições sociais voluntárias” aos empregados. [23]

Entre 1934 e 1938, a renda bruta tributável dos empresários alemães aumentou cerca de 148%, e o volume fiscal total aumentou durante este período cerca de 232%. O número de contribuintes na mais alta faixa de renda – aqueles ganhando mais de 100.000 Marcos anualmente – aumentaram neste período cerca de 445%. (Em contraste, o número de contribuintes na mais baixa faixa de renda – aqueles ganhando menos de 1500 Marcos anualmente – aumentou apenas cerca de 5%.) [24]

Tributação na Alemanha Nacional Socialista era nitidamente “progressiva”, com aqueles de maior renda pagando proporcionalmente mais que aqueles de menor renda. Entre 1934 e 1938, a taxa fiscal média sobre rendimentos de maiores que 100.000 Marcos aumentou de 37,4% para 38,2%. Em 1938, alemães nas mais baixas faixas de imposto eram 49% da população e tinham 14% da renda nacional, mas pagavam apenas 4.7% de carga tributária. Aqueles na categoria de renda mais alta, que eram apenas 1% da população, mas com 21% da renda, pagavam 45% de carga tributária. [25]

Judeus compunham cerca de 1% do total da população da Alemanha quando Hitler chegou ao poder. Enquanto o novo governo agiu rapidamente para removê-los da vida cultural e política da nação, judeus foram permitidos continuar na vida econômica, ao menos por vários anos. De fato, muito judeus se beneficiaram das medidas de recuperação do regime e o reavivamento econômico geral. Em junho de 1933, por exemplo, Hitler aprovou um investimento de larga escala de 14,5 milhões de Marcos na firma de propriedade de judeus Hertie, uma cadeia de lojas de departamento de Berlim. Este “bail out” foi feito para prevenir a ruína dos fornecedores, financiadores, e, acima de tudo, dos 14.000 empregados da grande firma. [26]

Prof. Gordon Craig, que por anos ensinou história na Stanford University, aponta: 

“Em vestuário e mercado de varejo, firmas judias continuaram a operar proveitosamente até 1938, e em Berlim e Hamburgo, em particular, estabelecimentos de conhecida reputação e gosto continuaram a atrair seus antigos clientes, apesar de sua propriedade por judeus. No mundo da finança, nenhuma restrição foi colocada sobre as atividades de firmas judias na Bolsa de Berlim [mercado de ações], e até 1937 as casas bancárias de Mendelssohn, Bleichröder, Arnhold, Dreyfuss, Straus, Warburg, Aufhäuser, e Behrens ainda estavam ativas.” [27] 

Cinco anos após Hitler ter chegado ao poder, o papel judaico na vida empresarial era ainda significativo, e judeus ainda mantinham considerável patrimônio imobiliário, especialmente em Berlim. Isto mudou notavelmente em 1938, entretanto, e ao fim de 1939, judeus haviam sido largamente removidos da vida econômica da Alemanha.

A taxa de crime na Alemanha caiu durante os anos de Hitler, com significantes quedas nas taxas de homicídio, roubo, furto, fraude e pequeno estelionato. [28] Melhorias na saúde e no panorama dos alemães impressionou muitos estrangeiros.

“Mortalidade infantil tem sido grandemente reduzida e é consideravelmente inferior à da Grã Bretanha,” escreveu Sir Arnold Wilson, um membro do parlamento britânico que visitou a Alemanha sete vezes após Hitler ter chegado ao poder. “Tuberculose e outras doenças notavelmente diminuíram. As cortes criminais nunca tiveram tão pouco para fazer e as prisões nunca tiveram tão poucos ocupantes. É um prazer observar a aptidão física da juventude alemã. Mesmo as pessoas mais pobres estão melhores vestidas que estavam antes, e suas faces alegres testemunham a melhora psicológica que tem sido forjada dentro delas.” [29]

A melhoria do bem estar psicológico-emocional dos alemães durante este período também foi notada pelo historiador social Richard Grunberger. 

“Pode haver pouca dúvida,” ele escreveu, “que a tomada de poder [Nacional Socialista] engendrou uma generalizada melhoria na saúde emocional; isto não foi apenas um resultado da ascensão econômica, mas da elevação do senso de identificação de muitos alemães com o propósito nacional.” [30]

Áustria experimentou uma dramática ascensão após se unir ao Reich alemão em março de 1938. Imediatamente após o Anschluss (“União”), oficiais agiram rapidamente para aliviar a aflição social e revitalizar a moribunda economia. Investimento, produção industrial, habitação, construção, gastos dos consumidores, turismo e o padrão de vida subiram rapidamente. Entre junho e dezembro 1938 apenas, a renda dos trabalhadores da Áustria subiu cerca de 9%. O sucesso do regime Nacional Socialista em banir o desemprego foi tão rápido que o historiador americano Evan Burr Bukey chamou-o de “uma das mais notáveis realizações econômicas na história moderna.” A taxa de desemprego na Áustria caiu de 21,7% em 1937 para 3,2% e, 1939. O PIB austríaco subiu de 12,8% em 1938, e um surpreendente 13,3% em 1939. [31]

Uma importante expressão de confiança nacional foi o aumento acentuado na taxa de nascimentos. Dentro de um ano após Hitler chegar ao poder, a taxa de natalidade alemã pulou para cerca de 22%, elevando-se a um alto ponto em 1938. Ela se manteve mesmo alta em 1944 – o último ano completo da Segunda Guerra. [32] Na visão do historiador John Lukacs, este salto na taxa de natalidade foi uma expressão do “otimismo e confiança” dos alemães durante os anos de Hitler. 

“Para cada duas crianças nascidas na Alemanha em 1932, três nasceriam quatro anos mais tarde,” ele nota. “Em 1938 e 1939, a mais alta taxa de casamentos em toda a Europa foi registrada na Alemanha, superando mesmo aquelas entre os prolíficos povos da Europa oriental. A fenomenal alta da taxa de nascimentos alemães na década de 30 foi até mais acentuada do que o aumento na taxa de casamentos.” [33]  
“A Alemanha Nacional Socialista, sozinha entre países povoados por brancos, sucedeu em alcançar algum aumento na fertilidade,” registra o excelente historiador americano, escocês por nascimento, Gordon A. Craig, com um acentuado aumento na taxa de natalidade após Hitler chegar ao poder, e uma elevação regular nos anos seguintes. [34]

Em um longo discurso ao Reichstag no início de 1937, Hitler relembrou os compromissos que ele havia feito quando seu governo assumiu o poder. Ele também explicou os princípios sobre os quais sua política estava baseada, e olhou para trás ao que ele havia realizado em quatro anos. [35]

“… Aqueles que falam sobre ‘democracias’ e ‘ditaduras’,” ele disse, “simplesmente não entendem que uma revolução foi realizada neste país, os resultados do que pode ser considerado democrático no mais alto senso do termo, se democracia tem algum significado real… A revolução Nacional Socialista não objetivou em tornar uma classe privilegiada em uma classe que não terá direitos no futuro. Seu objetivo tem sido dar direitos iguais para aqueles que não têm direitos… Nosso objetivo tem sido fazer possível para todo o povo alemão ser ativo, não somente na economia, mas também no campo político, e garantir isto por envolver as massas organizacionalmente… Durante os últimos quatro anos nós aumentamos a produção alemã em todas as áreas a um grau extraordinário. E este aumento na produção tem sido para o benefício de todos os alemães.”

Em outro discurso, dois anos mais tarde, Hitler falou brevemente sobre as realizações econômicas de seu regime: [36] 

“Eu superei o caos na Alemanha, restaurei a ordem, aumentei enormemente a produção em todos os campos de nossa economia nacional, por árduos esforços produzimos substitutos para numerosos materiais que nos falta, encorajamos novas invenções, desenvolvemos tráfego [N.T.: de veículos], fizemos a construção de poderosas estradas e cavamos canais, erguemos fábricas gigantes, e ao mesmo tempo empenhamo-nos para favorecer a educação e cultura de nosso povo para o desenvolvimento de nossa comunidade social. Eu logrei em encontrar trabalho útil uma vez mais para o todo de sete milhões de desempregados, o que tão tocou nossos corações, em manter o camponês alemão em seu solo apesar de todas as dificuldades, e em preservar a terra ela própria para ele, em restaurar o próspero comércio alemão, e em promover o intercâmbio comercial ao máximo.”

O historiador americano John Garraty comparou as respostas alemãs e americanas para a Grande Depressão em artigo muito discutido publicado no American Historical Review. Ele escreveu: [37] 

“Os dois movimentos [isto é, no EUA e na Alemanha], entretanto reagiram à Grande Depressão de formas similares, distintas daquelas de outras nações industriais. Dos dois, os Nazis foram os mais bem sucedidos em curar as doenças econômicas dos anos 30. Eles reduziram o desemprego e estimularam a produção industrial mais rápido que os americanos fizeram e, considerando seus recursos, manejaram seus problemas monetários e de comércio com mais sucesso, certamente mais imaginativamente. Isto foi em parte porque os Nazis empregaram o déficit financeiro em uma escala muito maior e em parte porque seu sistema totalitário melhor se prestava para a mobilização da sociedade, ambos por força e por persuasão. Por 1936 a depressão estava substancialmente acabada na Alemanha, e muito distante de terminar nos Estados Unidos.”

De fato, a taxa de desemprego nos Estados Unidos permaneceu alta até que o estímulo de larga escala de produção de guerra teve lugar. Mesmo tão tarde quanto em março de 1940, a taxa de desemprego nos EUA ainda estava quase 15% da força de trabalho. Foi a produção para a guerra, não os programas do “New Deal” de Roosevelt, que finalmente trouxeram todos os empregos. [38]

Prof. William Leuchtenburg, um proeminente historiador americano, melhor conhecido por seus livros sobre a vida e carreira de Franklin Roosevelt, resumiu o recorde misto do presidente em um altamente aclamado estudo. 

“O New Deal deixou muitos problemas não resolvidos e mesmo criou alguns perplexamente novos,” concluiu Leuchtenburg. “Ele nunca demonstrou que ele poderia alcançar prosperidade em tempos de paz. Tão tarde quanto 1941, o desemprego ainda contava seis milhões, e não até o ano de guerra de 1943 o exército de desempregados finalmente desapareceu.” [39]

O contraste entre os registros da economia alemã e a americana durante os anos 30 é tão mais impressionante quando se leva em conta que os EUA tinham uma riqueza de recursos naturais vastamente maiores, incluindo grandes reservas de petróleo, tanto quanto uma densidade populacional mais baixa, e vizinhos não hostis e bem armados.

Uma comparação interessante das abordagens americana e alemã para a Grande Depressão apareceu em 1940 em um artigo do semanário berlinense Das Reich. Intitulado 
“Hitler e Roosevelt: Um Sucesso Alemão, Uma Tentativa Americana,” o artigo citava o “sistema parlamentar-democrático” dos Estados Unidos como o fator chave na falha dos esforços da administração Roosevelt para restaurar a prosperidade. 

“Nós [alemães] começamos com uma ideia e levamos adiante medidas práticas sem levar em conta as consequências. A América começou com muitas medidas práticas que, sem coerência interna, encobriu cada ferida com um curativo especial.” [40]

Poderia as políticas econômicas de Hitler funcionar nos Estados Unidos? Essas políticas são provavelmente mais manobráveis em países tais como Suécia, Dinamarca, e a Holanda, com uma população bem educada, auto-disciplinada e étnica-culturalmente coesiva, e um tradicionalmente forte caráter “comunitário” com um alto nível de confiança social. As políticas econômicas de Hitler são menos aplicáveis nos Estados Unidos e outras sociedades com uma população étnica-culturalmente diversa, um marcado individualismo, tradição “laissez-faire[N.T.: total liberalismo econômico], e um espírito “comunitário” correspondentemente mais fraco. [41]

Hitler ele próprio uma vez fez uma impressionante comparação dos sistemas social-político-econômico dos Estados Unidos, União Soviética e Alemanha. Durante um discurso no final de 1941. Ele disse: [42]

“Nós agora viemos a conhecer dois [social-político] extremos. Um é aquele dos estados capitalistas, que usam mentiras, fraude e embuste para negar a seus povos os direitos vitais mais básicos, e que estão inteiramente preocupados com seus próprios interesses financeiros, pelos quais eles estão prontos para sacrificar milhões de pessoas. De outro lado nós temos visto o extremo comunista [na União Soviética]: um estado que trouxe miséria indescritível para milhões e milhões, e que, seguindo sua doutrina, sacrifica a alegria de outros. Disto [conscientização], em meu ver, há para todos nós somente uma obrigação, nominalmente, de empenharmo-nos mais do que nunca em direção a nosso ideal nacional e socialista… Neste estado [alemão] o princípio prevalecente não é, como na Rússia Soviética, o princípio da tal chamada igualdade, mas ao contrário, somente o princípio de justiça.”

David Lloyd George – que tinha sido primeiro ministro britânico durante a Primeira Guerra Mundial – fez uma extensa tour pela Alemanha no final de 1936. Em um artigo publicado mais tarde em um dos principais jornais de Londres, o homem de estado britânico recontou o que ele tinha visto e experimentado. [43] 

“O que quer que alguém possa pensar de seus [Hitler] métodos,” escreveu Lloyd George, “e ele são certamente não aqueles de um país parlamentar, não pode haver dúvida que ele realizou uma maravilhosa transformação no espírito do povo, em sua atitude acerca de um para com o outro, e em seu panorama econômico e social. 
Ele com direito clamou em Nuremberg que em quatro anos seu movimento tinha feito uma nova Alemanha. Ela não é a Alemanha da primeira década que seguiu a guerra – quebrada, desanimada e encurvada com um senso de apreensão e impotência. Ela é agora cheia de esperança e confiança, e de um renovado senso de determinação que conduz sua própria vida sem interferência de qualquer influência do exterior de suas próprias fronteiras. 
Há pela primeira vez desde a guerra um senso geral de segurança. As pessoas estão mais alegres. Há um grande senso de alegria geral de espírito por todo o país. É uma Alemanha mais feliz. Eu vi isso em todos os lugares, e ingleses que eu conheci durante minha viagem e que conheciam bem a Alemanha estavam muito impressionados com esta mudança. 
Este grande povo,” o experiente estadista passou a avisar, “trabalhará melhor, sacrificará mais, e, se necessário, lutará com maior resolução porque Hitler lhes pede que o façam. Aqueles que não compreendem este fato central não podem julgar as presentes possibilidades da moderna Alemanha.”

Apesar do preconceito e ignorância ter impedido o entendimento e uma compreensão mais ampla das políticas econômicas de Hitler e seu impacto, seu sucesso na política econômica tem sido reconhecido por historiadores, incluindo estudiosos que são geralmente muito críticos do líder alemão e das políticas de seu regime.

John Lukacs, um historiador húngaro-americano cujos livros tem gerado muitos comentários e elogios, escreveu: 

“As realizações de Hitler, doméstica em vez de estrangeiras, durante os seis anos [de paz] de sua liderança da Alemanha foram extraordinárias… Ele trouxe prosperidade e confiança aos alemães, o tipo de prosperidade que é o resultado da confiança. Os anos 30, após 1933, foram anos dourados para a maioria dos alemães; algo que permaneceu nas memórias de uma geração inteira entre eles.” [44]

Sebastian Haffner, um influente jornalista e historiador alemão que também era um feroz crítico do Terceiro Reich e sua ideologia, comentou a vida e legado de Hitler em livro muito discutido. Apesar de sua representação do líder alemão em The Meaning of Hitler (N.T.: O Significado de Hitler) ser áspera, o autor escreve todo o mesmo: [45]

“Entre as realizações positivas de Hitler a que resplandece sobre todas outras foi seu milagre econômico.” Enquanto o resto do mundo estava ainda atolado na paralisia econômica, Hitler fez da “Alemanha uma ilha de prosperidade.” Dentro de três anos, Haffner continua, “necessidade gritante e dificuldade em massa geralmente se tornou em prosperidade modesta, mas confortável. Quase igualmente importante: desamparo e desesperança deram lugar à certeza e auto-confiança. Mesmo mais miraculoso foi o fato que a transição da depressão ao boom econômico foi realizada sem inflação, em salários e preços totalmente estáveis… É difícil de descrever adequadamente a grata admiração com que os alemães reagiram àquele milagre, que, mais particularmente, fez vastos números de trabalhadores alemães trocarem dos social-democratas e comunistas para Hitler após 1933. Esta gratificante surpresa dominou o humor das massas alemãs durante o período de 1936 a 1938…”

Joachim Fest, outro proeminente jornalista e historiador alemão, examinou a vida de Hitler em uma aclamada e compreensiva biografia. 

“Se Hitler tivesse sucumbido em assassinato ou um acidente no final de 1938,” ele escreveu, “poucos hesitariam de chamá-lo de um dos maiores estadistas alemães, o consumador da história alemã.” [46] “Nenhum observador objetivo da cena alemã poderia negar as consideráveis façanhas de Hitler,” notou o historiador americano John Toland. “Se Hitler tivesse morrido em 1937 no quarto aniversário de sua chegada ao poder… ele indubitavelmente teria caído como uma das maiores figuras da história da Alemanha. Por toda Europa ele tinha milhões de admiradores.” [47]
Atualmente, Desemprego no Brasil salta a 12,6% no tri até janeiro, com 13 milhões sem trabalho. Oque há realmente de tão bom nas democracias ocidentais da atualidade? Que liberdade e representatividade são essas tão positivas que nós temos mesmo? Onde elas estão? - NT


Tradução livre e adaptação por Viktor Weiß

Notas:

[1] J. K. Galbraith, Money (Boston: 1975), pp. 225-226.

[2] J. K. Galbraith, The Age of Uncertainty (1977), pp. 214.

[3] J. K. Galbraith em The New York Times Book Review, Abril 22, 1973. Citado em: J. Toland, Adolf Hitler (Doubleday & Co., 1976), p. 403 (nota).

[4] J. K. Galbraith, The Age of Uncertainty (1977), pp. 213-214.

[5] Hitler discurso na rádio, “Aufruf an das deutsche Volk,” Feb. 1, 1933.

[6] John A. Garraty, “The New Deal, National Socialism, and the Great Depression,” The American Historical Review, Oct. 1973 (Vol. 78, No. 4), pp. 909-910.

[7] Gordon A. Craig, Germany 1866-1945 (New York: Oxford, 1978), p. 620.

[8] Richard Grunberger, The Twelve-Year Reich: A Social History of Nazi Germany, 1933-1945 (New York: Holt, Rinehart and Winston, 1971), p. 186. Primeiro publicado na Inglaterra sobre o título, A Social History of the Third Reich.

[9] R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (1971), p. 187; David Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (Norton,1980 [softcover]), p. 100.

[10] David Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (Norton,1980), p. 101.

[11] David Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (Norton,1980 [softcover]), pp. 100, 102, 104; Historiador Gordon Craig escreve: “Em adição a estes inegáveis ganhos [isto é, na qualidade de vida], trabalhadores alemães recebiam significantes benefícios suplementares do estado. O partido conduziu uma campanha sistemática e impressionantemente bem sucedida para melhorar as condições de trabalho em instalações comerciais e industriais, com vistorias periódicas projetadas não somente para ver que regulações de saúde e segurança foram aplicadas, mas para encorajar algum alívio da monotonia do trabalho diário por meios de amenidades tais como música e crescimento de plantas e prêmios especiais por realizações.” G. Craig, Germany 1866-1945 (Oxford, 1978), pp. 621-622.

[12] Entrevista com Louis Lochner, correspondente da Associated Press em Berlim. Citado em: Michael Burleigh, The Third Reich: A New History (New York: 2000), p. 247.

[13] G. Craig, Germany 1866-1945 (Oxford, 1978), p. 623; John A. Garraty, “The New Deal, National Socialism, and the Great Depression,” The American Historical Review, Oct. 1973 (Vol. 78, No. 4), pp. 917, 918.

[14] J. A. Garraty, “The New Deal, National Socialism, and the Great Depression,” The American Historical Review, Oct. 1973, pp. 917, 918.

[15] Joachim Fest, Hitler (New York: 1974), pp. 434-435.

[16] R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (New York: 1971 [hardcover ed.]), p. 203.

[17] R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (1971), pp. 30, 208.

[18] R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (1971), pp. 198, 235.

[19] G. Frey (Hg.), Deutschland wie es wirklich war (Munich: 1994), pp. 38. 44.

[20] R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (1971), p. 179.

[21] D. Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (1980), pp. 118, 144.

[22] D. Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (1980), pp. 144, 145; Franz Neumann, Behemoth: The Structure and Practice of National Socialism 1933-1944 (New York: Harper & Row, 1966 [softcover] ), pp. 326-319; R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (1971), p. 177

[23] R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (1971), p. 177; D. Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (Norton,1980), p.125.

[24] D. Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (1980), pp. 148, 149.

[25] D. Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (1980), pp. 148, 149. (Por comparação, Schoenbaum observa, a média de imposto de renda para a faixa mais alta em 1966 na República Federal da Alemanha era cerca de 44 por cento.)

[26] D. Schoenbaum, Hitler’s Social Revolution (1980), p. 134.

[27] G. Craig, Germany 1866-1945 (Oxford, 1978), p. 633.

[28] R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (1971), pp. 26, 121; G. Frey (Hg.), Deutschland wie es wirklich war (Munich: 1994), pp. 50-51.

[29] Citado em: J. Toland, Adolf Hitler (Doubleday & Co., 1976), p. 405. Fonte citada: Cesare Santoro, Hitler Germany (Berlin: 1938).

[30] R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (1971), p. 223.

[31] Evan Burr Bukey, Hitler’s Austria (Chapel Hill: 2000), pp. 72, 73, 74, 75, 81, 82, 124. (Bukey é um professor de história em University of Arkansas.)

[32] R. Grunberger, The Twelve-Year Reich (1971), pp. 29, 234-235.

[33] John Lukacs, The Hitler of History (New York: Alfred A. Knopf, 1997), pp. 97-98.

[34] G. Craig, Germany 1866-1945 (Oxford, 1978), pp. 629-630.

[35] Discurso de Hitler no Reichstag de Jan. 30, 1937.

[36] Discurso de Hitler no Reichstag de Abril 28, 1939.

[37] John A. Garraty, “The New Deal, National Socialism, and the Great Depression,” The American Historical Review, Oct. 1973 (Vol. 78, No. 4), p. 944. (Garraty ensinou historio na Michigan State University e na Columbia University, e serviu como presidente da Society of American Historians.)

[38] John A. Garraty, “The New Deal, National Socialism, and the Great Depression,” The American Historical Review, Oct. 1973 (Vol. 78, No. 4), p. 917, incl. n. 23. Garraty escreveu: “Certamente, desemprego zero nunca se aproximou da América até que a economia estivesse totalmente alterada para a produção de guerra… Desemprego americano nunca caiu muito abaixo de oito milhões durante o New Deal. Em 1939 cerca de 9.4 milhões estavam fora de trabalho, e à época do censo de 1940 (em março), desemprego estava em 7.8 milhões, quase 15% da força de trabalho.”

[39] William E. Leuchtenburg, Franklin Roosevelt and the New Deal (New York: Harper & Row, 1963 [softcover]), pp. 346-347.

[40] De Das Reich, May 26, 1940. Citado em John A. Garraty, “The New Deal, National Socialism, and the Great Depression,” The American Historical Review, Oct. 1973, p. 934. Fonte citada: Hans-Juergen Schröder, Deutschland und die Vereinigten Staaten (1970), pp. 118-119.

[41] Durante uma visita à Berlim nos anos 30, o ex-presidente americano Herbert Hoover se encontrou com o Ministro de Finanças de Hitler, Conde Lutz Schwerin Von Krosigk, que explicou em detalhes as políticas econômicas de seu governo. Enquanto que reconhecendo que essas medidas eram benéficas para a Alemanha, Hoover expressou a visão de que elas não eram adequadas para os Estados Unidos. Políticas de preço e salário dirigidas pelo governo, ele acreditava, seriam contrárias à noção americana de liberdade pessoal. Veja: Lutz Graf Schwerin von Krosigk, Es geschah in Deutschland (Tübingen/ Stuttgart: 1952), p. 167; O influente economista britânico John Maynard Keynes escreveu em 1936 que suas políticas “Keynesianas”, que em alguma extensão foram abraçadas pelo governo de Hitler,” “podem ser muito mais facilmente adaptadas às condições de estado totalitário” do que em um país onde “condições de livre competição e um grande grau de laissez-faire” prevalecem. Citado em: James J. Martin, Revisionist Viewpoints (1977), pp. 187-205 (Veja também: R. Skidelsky, John Maynard Keynes: The Economist as Savior 1920-1937 [New York: 1994], p. 581.); Pesquisas em anos recentes mostram que maior diversidade étnica reduz os níveis de confiança social, e a funcionabilidade de políticas de bem estar social. Veja: Robert D. Putnam, “E Pluribus Unum: Diversity and Community in the Twenty-first Century,” Scandinavian Political Studies, June 2007. Veja também: Frank Salter, Welfare, Ethnicity, and Altruism (Routledge, 2005)

[42] Discurso de Hitler em Berlim, Oct. 3, 1941.

[43] Daily Express (London), Nov. (or Sept.?) 17, 1936.

[44] John Lukacs, The Hitler of History (New York: Alfred A. Knopf, 1997), pp. 95-96

[45] S. Haffner, The Meaning of Hitler (New York: Macmillan, 1979), pp. 27-29. Primeiro publicado em 1978 sob o título Anmerkungen zu Hitler. Veja também: M. Weber, “Sebastian Haffner’s 1942 Call for Mass Murder,” The Journal of Historical Review, Fall 1983 (Vol. 4, No. 3), pp. 380-382.

[46] J. Fest, Hitler: A Biography (Harcourt, 1974), p. 9. Citado em: S. Haffner, The Meaning of Hitler (1979), p. 40.

[47] J. Toland, Adolf Hitler (Doubleday & Co., 1976), pp. 407. 409.

Fonte da tradução em português original de: Inacreditável
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