quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ramiro Ledesma Ramos: O Fascismo Italiano: A Segunda Mensagem das Juventudes Subversivas


Por Ramiro Ledesma Ramos (em 1935)

1 - Fascismo e Marxismo, frente a frente

O triunfo do fascismo em 1922, e principalmente sua vitória definitiva contra todas as oposições em 1925, que é realmente o fato que o aloja e consolida, equivale à primeira réplica que diz NÃO à revolução bolchevique mundial. O fenômeno tem um interesse culminante para perceber o leito exato por onde correm as novas formas europeias. Pois já hoje, aos treze anos do regime fascista, é ingênuo, e já falso, pensar que Mussolini congregou ao redor dos fasces litórios às forças passadistas e regressivas da Itália para combater e deter a ofensiva bolchevique com a instauração de um Poder reacionário. Essa interpretação do fascismo é absolutamente errônea, e se por efeito da batalha política, da agitação e da estratégia revolucionária, a fazem sua os partidos e as organizações marxistas, é seguro que nem o mais fanático de seus dirigentes o estima e julga desse modo.

Mussolini organizou e dirigiu o fascismo com apoio em uma mística revolucionária. E o que de verdade faz dele um criador e um inventor, quer dizer, um caudilho moderno, é precisamente ter intuído ou descoberto, antes de qualquer outro, a presença nessa época de uma nova força motriz com possibilidades revolucionárias, ou o que é o mesmo, a presença de um novo palanque, de signo e estímulo diferentes aos tradicionalmente aceitos como tais, mas capaz também de conduzir à conquista revolucionária do Estado.

O fascismo é, de fato, a primeira manifestação clara de que as consignas bolcheviques, não só não esgotavam ou polarizavam em sua defesa todas as energias transmutadoras da época, senão, ao contrário, deixavam de fora uma zona poderosíssima, e também subversiva e revolucionária, e tão extensa, que seria chamada a usurpar o próprio bolchevismo, em cruenta luta de rivalidade, a missão de desarticular o sistema caduco das formas demo-liberais. E criar uma nova ordem.

Foi na Itália, pois, onde ficou patenteada essa realidade, onde se evidenciou o erro em que se debatiam os propósitos universais do bolchevismo. E é curioso que alguns escritores socialistas, não bolcheviques mas sim revolucionários, como o espanhol Ramos Oliveira, imputem a razão da vitória de Mussolini sobre o marxismo na Itália "a que o leninismo se havia inoculado na maioria do socialismo italiano". Quiçá não se dão conta esses escritores do quão profunda é sua observação, mas não no sentido da mera influência tática, mas sim no que concerne a dimensão histórica do signo mundial bolchevique.

2 - O Fascismo, Fenômeno Revolucionário

Que o fenômeno fascista pertence à ordem dos acontecimentos revolucionários, nutridos com um estrito espírito da época, é para nós um fato incontestável. O que pediremos nestes tempos a um fato político destacado para poder situá-lo na órbita revolucionária, na linha subversiva de serviço à missão criadora e libertadora que corresponde a nossa época? Simplesmente o que segue:

I) Que contribua para decompor as instituições políticas e econômicas que constituem o embasamento do regime liberal-burguês, e isso, claro, sem facilitar a menor vitória às forças propriamente feudais;

II) Que ao arrancar da burguesia o papel de monopolizadora de todo o timão dirigente, edifique um novo Estado nacional, no qual os trabalhadores, a classe operária, colabore na missão histórica da Pátria, no destino assinado a "todo o povo";

III) Que tenda a subverter o atual estancamento das classes, postulando um regime social que dê base para o equilíbrio econômico, não no sistema dos lucros privados, mas no interesse coletivo, comum e geral de todo o povo.

IV) Que seu triunfo se deva realmente ao esforço das gerações recém-surgidas, mantendo uma ordem de coação armada como garantia da revolução.

É evidente que o fascismo italiano admite esse quadrilátero, e que os fascistas creem de verdade que esse é o sentido histórico da marcha sobre Roma. Agora, que a subversão haja sido quiçá excessivamente modesta, que o grau de serviço concreto à ascensão social e política dos trabalhadores resulte ainda pequeno, que o influxo dos velhos poderes anti-históricos, representativos da grande burguesia e do espírito reacionário, seja ainda excessivo, etc., tudo isso, apesar de aceito, não priva à revolução fascista do caráter que atribuímos a ela, e admite explicações bem variadas.  Uma delas, a de que todo regime necessita de uma base de sustentação o mais ampla possível, e se o fascismo, por chegar à vitória após uma luta com a classe operária de tendência marxista, se viu privada da devida adesão e colaboração de grandes núcleos proletários, teve que se apoiar mais do que o conveniente em uma constelação social distinta.

(esquerda para direita) José Antonio Primo de Rivera, Ramiro Ledesma Ramos e Julio Ruiz de Alda

Mussolini retificou, com o fascismo, a linha que os bolcheviques se gabavam de apresentar como a única com direito a monopolizar a subversão moderna. Para isso, o primeiro foi considerá-la como exorbitante e monstruosa em seu duplo signo primordial e característico: a ditadura proletária e a destruição do "nacional", quer dizer, a aniquilação política absoluta de tudo que não fosse "proletário", e a aniquilação histórica, igualmente absoluta, da "Pátria".

O fascismo estava conforme, sem dúvida, em reconhecer a razão histórica do proletariado, a justiça de sua ascensão a ser de modo direto uma das forças sustentadoras do novo Estado. Não aceitava seu caráter único, sua ditadura de classe contra toda a nação, e menos ainda que isso aceitava o signo internacional, anti-italiano, da revolução bolchevique.

Mussolini demonstrou com seus "fascios" que não podia ser exata a imputação que os "vermelhos" faziam a "toda a burguesia", quer dizer, a todo "o não-proletário", de ser resíduo podre e moribundo. Para defesa da Itália, para triturar uma revolução que ele acreditava, naquelas duas ordens, monstruosa e injusta, mobilizou massas de combatentes, extraídos de todos os lugares, em boa parte procedentes dos setores assinalados pelos marxistas como podres e moribundos. Sua atuação, heroica em muitos casos, a serviço, não da ordem vigente e da sensatez conservadora, mas de uma possível revolução "italiana", se impôs como mais vigorosa, mais profunda e popular que a atuação paralela desenvolvida pelo bolchevismo.

O fascismo revelou a existência de juventudes, de uma massa ativa, extraída em geral das classes médias, que se montava por cima da luta de classes, contra o egoísmo e o passadismo da burguesia e contra o afrouxamento anti-nacional e exclusivista dos "proletários". E fez dessas forças um palanque subversivo, desencadeado contra o que realmente havia de podre e moribundo na burguesia, que era seu Estado mofado, sua democracia parlamentar, sua estupidez exploradora dos despossuídos com a artimanha da liberdade, seu sistema econômico capitalista e seu viver mesmo alheio e estranho ao serviço patriótico e nacional da Itália. Agora bem, esse palanque não podia ser uma revolução anti-proletária, anti-operária. Isso o viu e tinha que ver Mussolini, antigo marxista, homem absolutamente nada reacionário, para quem a primeira verdade social e política da época, verdade de signo terrível para quem a ignore, consistia na ascensão dos trabalhadores, em sua elevação a coluna fundamental do novo Estado.

3 - Os Interesses Econômicos das Grandes Massas

Julgue-se o difícil e delicado de uma revolução como a fascista de Mussolini, que tendo sido feita em grande parte contra a consciência proletária, mantida fiel ao marxismo, tinha, não obstante, que realizar a missão histórica de elevar a classe proletária ao mesmo nível de influência que os atuais grupos dominantes da burguesia.

Ramiro Ramos Ledesma (centro)

Por sua própria origem, por esse caráter seu de ter tido que se bater contra uma das forças motrizes evidentes da subversão moderna a que assistimos, o fascismo se ressente e até se retarda no cumprimento daquela missão histórica. Ele derrubou, de fato, as instituições políticas da burguesia, e dotou os proletários de uma nova moral e de otimismo político, proveniente de terem desaparecido as antigas oligarquias; mas, terá ele derrubado ou pelo menos enfraquecido as grandes fortalezas do capital financeiro, da alta burguesia industrial e dos terratenentes, em benefício da economia geral de todo o povo? E ainda, ele vai realmente tornando possível a eliminação do sistema capitalista e baseando cada dia mais o regime nos interesses econômicos das grandes massas? Não parece suficiente que os operários se formem na milícia fascista e participem na mesma medida que outras classes no sustento político do Estado, se ao mesmo tempo o Estado fascista não adota a crença de que é, precisamente, elevando o nível econômico dos trabalhadores como se fortalece de fato a verdadeira potência do Estado italiano.

Facilmente se adivinham os perigos de que resulte futuramente falida neste aspecto a revolução. Claro que isso não tiraria do fascismo o caráter que já tem, mas evidenciaria seu fracasso histórico, seu caráter de coisa inacabada, de tentativa, de começo. Sua marcha sobre Roma recordaria então mais à marcha sobre Roma de Sila do que a de Julio César, e sua etapa de mando mais a um período conservador e regressista que a um revolucionário e fértil.

4 - O Fortalecimento do Estado por meio da Incorporação dos Trabalhadores

Neste momento, a eficácia fascista, quanto a ter conquistado a colaboração proletária, parece superior à da democracia burguesa. Não se pode por em dúvida que os operários italianos estão hoje mais identificados com o Estado fascista do que os operários franceses, por exemplo, com o Estado democrático-parlamentar da França. Este fato pode proceder de uma situação sentimental, o que significaria seu caráter transitório e movediço, mais que de uma realidade social-econômica, o que lhe proporcionaria um valor mais firme, mas é um fato existente e formidavelmente representativo.

Ramiro Ledesma Ramos
O Estado fascista vê diante de si a possibilidade de ampliar sua força história, fazendo com que a incorporação proletária represente para ele a própria eficácia que a incorporação da burguesia, com a revolução francesa, supôs para o Estado napoleônico. É evidente que a surpresa da Europa, ante a pujança imperial de Napoleão, procedia de que a Europa desconhecia, ao que parece, que a primeira consequência do fato revolucionário de 1789 foi vigorizar consideravelmente o Estado com a ascensão política da burguesia. Isso, hoje vemos com clareza solar. Antes de 1789, o Estado não tinha outro poder que o emanado dessas três forças: o rei, a nobreza e a Igreja. A revolução francesa pôs o Estado sobre os quadris e costas da burguesia, grande e pequena, e as consequências foram aprendidas pela Europa através das jornadas imperiais de Napoleão. Não se esqueça que o espírito bonapartista era o próprio espírito jacobino tornado hierarquia e disciplina, quer dizer, milícia.

Pois bem, parece que não escapa à perspicácia e à agudeza histórica e política de Mussolini que sozinho, na medida em que consiga realizar com os trabalhadores um fenômeno similar, conquistará para o Estado fascista verdadeira transcendência, e para a Itália verdadeiro império.

As dificuldades do fascismo italiano para a plena realização de semelhante perspectiva histórica são enormes. No que escrevemos estão insinuadas as de linhagem mais perigosa. Quiçá o fascismo, agoniado com o problema de se assegurar ferrenhamente desde o princípio, está ligado excessivamente a velhos valores, cuja vigência perturbaria quase por inteiro a ambição histórica a que temos nos referido.

5 - O Fascismo e as Instituições Demo-burguesas

Mussolini derrubou com grande sentido revolucionário as instituições políticas da burguesia. Desfez o parlamento, destruiu as oligarquias partidárias e acabou com o mito da liberdade política, coisas todas elas que não vacilamos um só minuto em assinalar como um serviço à subversão moderna. Não há, em efeito, nada mais insólito e deprimente que ver hoje as massas concedendo o menor crédito a esses redutos políticos da democracia parlamentar, cuja vigência, ademais de desmoralizar e corromper os partidos operários, assegurará sempre a vitória à burguesia, dona do dinheiro, e, portanto, monopolizadora da grande propaganda, da imprensa e de todos os estímulos do triunfo eleitoral.

Efetivamente, a revolução fascista tem em seu haver o desmoronamento real e teórico das formas políticas demo-burguesas. E ainda que isso seja avaliado, desde o setor marxista mundial, como um fortalecimento das posições da burguesia, já que fortalece sua segurança com instituições mais firmes que as parlamentares, as consequências históricas que em nossa opinião devem se deduzir daquele fato são precisamento de orientação contrária. Pois deslocada a burguesia das formas políticas e das instituições que lhe são próprias, aquelas que são uma típica criação sua e a cuja vigência deve de fato seu desenvolvimento econômico e sua força social, é notório que resulta debilitada enquanto poder histórico e político.

Arrancar da burguesia sua democracia parlamentar, seu culto ao livre jogo econômico e político das energias individualistas, e isso de um modo definitivo, sistemático e doutrinário também, quer dizer, não ao estilo de ditaduras reacionárias transitórias, dessas que deixam resquícios para o futuro e as quais desde logo o bom burguês aplaude, como aqui na Espanha aconteceu com o general Primo de Rivera, arrancar-lhe tudo isso do jeito que o fascismo fez, com certo sabor catilinária e adoração pública aos mitos de império, ação direta e coação absoluta, é, não o duvide ninguém, iniciar a decomposição radical da burguesia enquanto classe dominante. Em resumo, que o espírito burguês, e disso trataremos em outro capítulo posterior, não respira livremente na atmosfera do fascismo, não está nele nem se move em seu seio como o peixe na água ou o leão na selva. Não está em seu elemento próprio. Isso nos conduz a extrair uma consequência: o fascismo não é uma criação da burguesia, não é um produto de sua mentalidade, nem de sua cultura, nem de suas formas de vida.

Quiçá acontece com o fascismo o que já apontávamos em relação ao regime soviético. Que são fenômenos típicos da subversão que começa a se desenvolver em nossa época, e fenômenos com características de índole nada definitivo ou concluído, mas como as primeiras erupções, anunciadoras de algo ainda sem previsão. Por isso, abundam neles contradições que não se apresentam nunca em sistemas definitivos, acabados e perfeitos. Assim resulta que o marxismo, doutrina internacional e estranha em absoluto à ideia de Pátria, salva a Rússia "nacionalmente", fenômeno pelo menos tão estranho quanto o de nascer uma amendoeira onde se houvesse posto uma semente de laranjeira. E que o fascismo italiano, vitorioso contra os supostos "proletários", e em muitos aspectos, não sendo o menor o de seu financiamento, elevado pela grande burguesia, tenha que ser quem busque o fortalecimento de seu Estado na adesão e colaboração dos trabalhadores.

Trecho de "Discurso às Juventudes da Espanha" (1935)

Artigo disponível na sessão: Personalidades

Sobre o autor: Ramiro Ledesma Ramos

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A Verdade Histórica do Clube Bilderberg (o que eles podem estar planejando)


Por Stephen Lendman

Por mais de 14 anos, Daniel Estulin tem investigado e pesquisado a ampla influência do Clube Bilderberg sobre negócios e finanças, política global, guerra e paz, e o controle dos recursos globais e seu dinheiro.

Seu livro, "A Verdadeira História do Clube Bilderberg", foi publicado em 2005 e foi atualizado em uma edição de 2009. Ele afirma que em 1954, "os homens mais poderosos do mundo se encontraram pela primeira vez" em Oosterbeek, Holanda, "debateram o futuro do mundo", e decidiram se encontrar anualmente em segredo. Eles se chamaram Clube Bilderberg com uma lista de membros representando um "quem é quem" das elites globais, principalmente da América, Canadá e Europa Ocidental com nomes familiares como David Rockefeller, Henry Kissinger, Bill Clinton, Gordon Brown, Angela Merkel, Alan Greenspan, Ben Bernanke, Larry Summers, Tim Geithner, Lloyd Blankfein, George Soros, Donald Rumsfeld, Rupert Murdoch, outros chefes de Estado, senadores influentes, congressistas e parlamentares, oficiais do Pentágono e da OTAN, membros da realeza europeia, figuras seletas da mídia, e outros convidados - alguns discretamente, segundo relatos, como Barack Obama e muitos de seus principais burocratas.

Sempre bem representadas estão figuras centrais do Conselho de Relações Exteriores, do FMI, do Banco Mundial, da Comissão Trilateral, da União Europeia, e poderosos banqueiros centrais da Reserva Federal, Jean Claude Trichet do Banco Central Europeu, e Mervyn King do Banco da Inglaterra.

Por mais de meio século, nenhuma agenda ou tópico de discussão se tornou público, nem qualquer cobertura de mídia foi permitida. Os poucos convidados do Quarto Estado e seus chefes juram manter segredo. Não obstante, Estulin ingressou em uma "jornada investigativa" que se tornou a obra de sua vida. Ele afirma:

"Lentamente, uma por uma, eu penetrei nas camadas de segredo que cercam o Clube Bilderberg, mas eu não poderia ter feito isso sem a ajuda de 'objetores de consciência' de dentro, bem como de fora, da lista de membros do Clube". Como resultado, ele mantém seus nomes em segredo. 
Qualquer fosse sua missão inicial, o Clube é agora um "governo mundial nas sombras...ameaçando tomar nosso direito de dirigir nossos destinos, criando uma realidade perturbadora", fundamentalmente danosa para o bem-estar público. Em resumo, os bilderbergers querem suplantar a soberania nacional individual com um governo global onipotente, controlado por corporações e mantido no lugar pela imposição militar. 
"Imagine um clube privado em que presidentes, primeiro-ministros, banqueiros internacionais e generais sentam lado a lado, onde chaperones monárquicos cheios de graça garantem que todos se deem bem, e onde as pessoas que controlam as guerras, os mercados, e a Europa (e a América) dizem o que jamais ousariam falar em público".

Cedo em sua história, os bilderbergers decidiram "criar uma 'aristocracia de propósito' entre a Europa e os EUA para atingir consenso para governar o mundo em questões de política, economia, e estratégia". A OTAN foi essencial para seus planos - para garantir "guerra perpétua e chantagem nuclear" a serem usadas conforme necessário. Então prosseguem ao saque do planeta, alcançam riqueza e poder fabulosos e esmagam toda oposição para mantê-los.

Junto à dominação militar, controlar o dinheiro do mundo é crucial porque com isso vem o controle absoluto como a poderosa família Rothschild entendeu no século XIX. Como disse o patriarca Amschel Rothschild uma vez: "Dê-me o controle do dinheiro de uma nação e eu não me importo com quem faz suas leis".

Os bilderbergers compõem o clube mais exclusivo do mundo. Ninguém consegue comprar ingresso. Apenas o Comitê Diretor do grupo decide quem convidar, e em todos os casos os participantes são aderentes à governança unipolar das elites.

Segundo as regras do Comitê Diretor:

"os convidados devem vir sozinhos; sem esposas, namoradas, maridos ou namorados. Assistentes pessoais (significando seguranças, guarda-costas, protetores da CIA ou de outros serviços secretos) não podem participar da conferência e devem comer em um salão separado. Os convidados estão explicitamente proibidos de dar entrevistas e jornalistas ou divulgar qualquer coisa que ocorrer nos encontros. 
Os governos-sede fornecerão segurança geral para manter os penetras longe. 1/3 dos convidados são figuras políticas. Os outros são da indústria, finanças, academia, trabalho e comunicações. 
O procedimento dos encontros segue as Regras da Chatham House deixando os convidados livres para que expressem suas opiniões em uma atmosfera relaxada, sabendo que nada dito será citado ou revelado ao público. Os encontros são sempre francos, mas não concluem sempre em consensos".

A participação consiste em convidados anuais (por volta de 80 dos mais poderosos do mundo) e outros convidados apenas ocasionalmente por causa de seu conhecimento ou envolvimento em tópicos relevantes. Aqueles mais valorizados são convidados novamente, e alguns marinheiros de primeira viagem são escolhidos por sua possível utilidade posterior.

O (ex-)governador do Arkansas Bill Clinton, por exemplo, que participou em 1991. "Ali, David Rockefeller lhe disse porque a NAFTA era uma prioridade do Bilderberg e que o grupo precisava que ele desse apoio. No ano seguinte, Clinton foi eleito presidente", e em janeiro de 1994 a NAFTA entrou em vigor. Vários outros exemplos são similares, incluindo quem é selecionado para posições de governo, militares e outras centrais.

Objetivos do Bilderberg

O grande projeto do Clube é o de "Um Governo Mundial (Corporação Mundial) com um único mercado global, policiado por um único exército mundial, e financeiramente regulado por um único Banco Mundial, usando uma moeda global". Sua "lista de desejos" inclui:

- "Uma única identidade internacional observando um único conjunto de valores";

- Controle centralizado de populações mundiais através de "controle mental"; em outras palavras, controlar a opinião pública mundial;

- Uma Nova Ordem Mundial sem classe média, apenas "governantes e servos", e, é claro, sem democracia;

- "Uma sociedade de crescimento zero" sem prosperidade ou progresso, apenas mais riquezas e poder para os governantes;

- Crises manufaturadas e guerras perpétuas;

- Controle absoluto da educação para programar a mente pública e treinar os escolhidos para vários papeis;

- "Controle centralizado de toda política doméstica e externa"; um único "tamanho de sapato" para todos;

- Usar a ONU como governo mundial de facto impondo uma taxa da ONU sobre os "cidadãos globais";

- Expandir a NAFTA e a OMC globalmente;

- Tornar a OTAN um exército mundial;

- Impor um sistema jurídico universal; e

- "Um Estado de Bem-Estar Social global no qual escravos obedientes serão recompensados e inconformistas serão alvo de extermínio".

Parceiros Secretos do Bilderberg

Nos EUA, o Conselho de Relações Exteriores é dominante. Um de seus fundadores em 1921, Edward Mandell House, era conselheiro-chefe de Woodrow Wilson e dizia-se à época que ele era o real governante de 1913 a 1921. Sob seus olhos o Ato da Reserva Federal foi aprovado em dezembro de 1913, dando aos banqueiros o poder de criação de dinheiro, e a 16ª Emenda foi ratificada em fevereiro criando o imposto de renda federal para fornecer uma fonte de renda para pagar pela dívida governamental.

Woodrow Wilson (esquerda) e Edward Mandell House (direita)

Desde seu início, o Conselho de Relações Exteriores tem estado comprometido com "um governo mundial baseado em um sistema financeiro global...". Hoje, o CRE possui milhares de membros influentes (incluindo membros na mídia corporativa), mas mantém um perfil público discreto, especialmente em relação a sua verdadeira agenda.

O historiador Arthur Schlesinger Jr. o chamou de "organização de fachada para o coração do Establishment Americano". Ele se reúne em privado e só publica o que deseja que o público saiba. Seus membros são exclusivamente americanos. 

A Comissão Trilateral (discutida abaixo) é um grupo similar que "reúne mediadores globais". Fundada por David Rockefeller, ele também é um importante bilderberger e Presidente Emérito do CRE, organizações que ele continuar a financiar e apoiar (nota1).

Seus membros passados atuais refletem seu poder:

- quase todos os candidatos presidenciais de ambos os partidos;

- importantes senadores e congressistas;

- membros importantes do Quarto Estado e seus chefes; e

- oficiais de alto escalão do FBI, CIA, NSA, da defesa e de outras agências governamentais, incluindo estado, comércio, judiciário e tesouro.

De sua parte, "o CFR tem servido como agência de emprego para o governo federal tanto sob democratas quanto sob republicanos". Quem quer que ocupe a Casa Branca, "o poder e agenda do CFR" permanecem imutáveis desde sua fundação em 1921.

Ele defende um Superestado global com a América e outras nações sacrificando sua soberania em prol de um poder central. O fundador do CRE Paul Warburg foi um membro do "truste cerebral" de Roosevelt. Em 1950, seu filho, James, disse ao Comitê de Relações Exteriores do Senado: 

"Nós teremos um governo mundial, quer vocês queiram ou não - por conquista ou consenso".

Depois, no encontro do Clube Bilderberg em 1992, Henry Kissinger disse:

"Hoje, americanos ficariam ultrajados se tropas da ONU entrassem em Los Angeles para restaurar a ordem; amanhã, eles ficarão agradecidos. Isto é especialmente verdadeiro se lhes fosse dito que havia uma ameaça externa, fosse real ou promulgada, que ameaçasse nossa própria existência. É então que todos os povos do mundo implorarão aos líderes mundiais para que eles os livrem dessa mal...direitos individuais serão voluntariamente entregues em troca da garantia de seu bem-estar oferecida por seu governo mundial".

O CRE planejava uma Nova Ordem Mundial antes de 1942, e "a ONU começou com um grupo de membros do CRE chamado de Grupo da Agenda Informal". Eles rascunharam a proposta original da ONU, a apresentaram a Franklin Roosevelt que então a anunciou publicamente no dia seguinte. Quando de sua fundação em 1945, membros do CRE compunham mais de 40 dos delegados dos EUA.

(esquerda para direita) Paul Warburg, David Rockefeller e Franklin Delano Roosevelt

Segundo o professor G. William Domhoff, autor de "Quem Governa a América", o CRE opera em "grupos pequenos de aproximadamente 25, que reúnem líderes das seis categorias conspiratórias (industrialistas, financistas, ideólogos, militares, especialistas profissionais - advogados, médicos, etc. - e trabalho organizado) para discussões detalhadas de tópicos específicos na área das relações exteriores". Domhoff acrescentou:

"O Conselho de Relações Exteriores, ainda que não financiado pelo governo, trabalha tão próximo dele que é difícil distinguir ações do Conselho estimuladas pelo governo de ações autônomas. Suas fontes de renda mais importantes são as maiores corporações e fundações"

As Fundações Rockefeller, Carnegie e Ford, só para nomear três, e elas são dirigidas por membros fundamentais.

Parceiros Midiáticos Dominantes

O ex-presidente da CBS Richard Salant (1961-64 e 1966-79) explicou o papel central da mídia: 

"Nosso trabalho é dar às pessoas não o que elas querem, mas o que decidimos que elas devem querer".
Richard Salant e logo da CBS

A CBS e outros gigantes midiáticos controlam tudo que vemos, ouvimos e lemos - através da TV, rádio, jornais, revistas, livros, filmes e grandes porções da internet. Seus principais funcionários e alguns jornalistas frequentam reuniões do Bilderberg - com a condição de não reportarem nada.

A família Rockefeller exerce enorme poder, ainda que seu patriarca reinante, David, vai fazer 94 anos em 12 de junho e esteja certamente perto do fim de sua dominância. Porém, por anos "os Rockefellers (liderados por David) adquiriram grande influência sobre a mídia. Com ela, a família adquiriu controle sobre a opinião pública. Com o pulso da opinião pública, eles adquiriram profunda influência sobre a política. E com esta política de corrupção sutil, eles estão assumindo o controle da nação" e agora objetivam dominação mundial total.

O esquema Bilderberger-Rockefeller é tornar suas perspectivas "tão atraentes (camuflando-as) que elas se tornam política pública e podem pressionar líderes mundiais para que se submetam 'às necessidades dos Mestres do Universo'." A "imprensa do mundo livre" é seu instrumento para disseminar "propaganda previamente combinada".

Controle do Gabinete do CRE

"O Ato de Segurança Nacional de 1947 estabeleceu o ofício de Secretário de Defesa". Desde então, 14 Secretários do Departamento da Defesa foram membros do CRE.

Desde 1940, cada Secretário de Estado, com exceção de James Byrnes, foi membro do CRE e/ou da Comissão Trilateral.

Pelos últimos 80 anos, "virtualmente todo conselheiro importante de Segurança Nacional ou das Relações Exteriores foi um membro do CRE".

Quase todos os generais e almirantes de mais alta patente tem sido membros do CRE.

Muitos candidatos presidenciais foram/são membros do CRE, incluindo Herbert Hoover, Adlai Stevenson, Dwight Eisenhower, John Kennedy, Richard Nixon, Gerald Ford, Jimmy Carter (também membro da CT), George H.W. Bush, Bill Clinton, John Kerry e John McCain.



Algum rosto conhecido?

Inúmeros diretores da CIA foram/são membros do CRE, incluindo Richard Helmes, James Schlesinger, William Casey, William Webster, Robert Gates, James Woolsey, John Deutsch, George Tenet, Porter Goss, Michael Hayden e Leon Panetta.

Muitos Secretários do Tesouro foram/são membros do CRE, incluindo Douglas Dillon, George Schultz, William Simon, James Baker, Nicholas Brady, Lloyd Bentsen, Robert Rubin, Henry Paulson e Tim Geithner.

Quando presidentes nomeiam candidatos à Suprema Corte, o "Grupo Especial, Time Secreto" do CRE ou seus conselheiros os avaliam por sua aceitabilidade. Os presidentes, na verdade, são orientados sobre quem indicar, incluindo candidatos à Suprema Corte e da maioria dos tribunais inferiores.

Programando a Mente Pública

Segundo o sociólogo Hadley Cantril em seu livro de 1967, "A Dimensão Humana - Experiências em Pesquisa de Política":

"Operações psico políticas são campanhas de propaganda construídas para criar tensão perpétua e manipular diferentes grupos de pessoa para aceitar o clima particular de opinião que o CRE busca atingir no mundo".

O escritor canadense Ken Adachi (1929-1989) acrescentou:

"O que a maioria dos americanos crê ser 'opinião pública' é na realidade propaganda cuidadosamente desenhada e redigida para gerar uma resposta comportamental desejada do público".

E o notório acadêmico e ativista australiano Alex Carey (1922-1988) explicou os três desenvolvimentos mais importantes do século XX - "O crescimento da democracia, o crescimento do poder corporativo e o crescimento da propaganda corporativa como meio de proteger o poder corporativo contra a democracia".

Teia de Controle

Inúmeros think-tanks, fundações, grandes mídias e outras organizações importantes são geridos por membros do CRE. A maioria de seus membros vitalícios também pertence ao TC e ao Clube Bilderberg, operam secretamente, e manejam poder enorme sobre questões globais e americanas.

A Comissão Trilateral foi fundada pelos Rockefeller.

Na página 405 de suas memórias, David Rockefeller escreve:

"Alguns até mesmo acreditam que somos parte de uma cabala secreta trabalhando contra os melhores interesses dos EUA, caracterizando minha família e eu como 'internacionalistas' e conspirando com outros ao redor do mundo para construir uma estrutura econômica e política global integrada - um único mundo, digamos assim. Se esta é a acusação, eu sou culpado, e tenho orgulho disso".

Em aliança com o Bilderberg, a CT também "desempenha um papel vital no esquema da Nova Ordem Mundial de usar a riqueza, concentrada nas mãos de poucos, para exercer controle mundial". Membros do CT partilham de opiniões em comum e todas elas estão ligadas a dominação global incontestável.

Fundada em 1973 e sediada em Washington, seus poderosos membros americanos, europeus e asiáticos buscam seu objetivo operativo fundacional - uma "Nova Ordem Econômica Internacional", agora simplesmente uma "Nova Ordem Mundial" governada por elites globais dessas três partes do mundo com membros menores admitidos de outros países.

Segundo o site virtual da CT, "cada grupo regional possui um presidente e vice-presidente, que juntos constituem a liderança do Comitê. O Comitê Executivo reúne mais 36 indivíduos dentre os membros", proporcionalmente representando os EUA, a UE e a Ásia em seus primeiros anos, agora ampliado em uma direção global.

Membros do Comitê se encontram várias vezes anualmente para discutir e coordenar seu trabalho. O Comitê Executivo seleciona membros, e a qualquer dado momento 350 deles para um período renovável de três anos. Todo mundo é alguém com conhecimento profundo em negócios, finanças, política, questões militares, ou mídia, incluindo ex-presidentes, secretários de estado, banqueiros internacionais, executivos de think-tanks e fundações, presidentes de universidades e acadêmicos selecionados, bem como ex-senadores e congressistas, entre outros.

Apesar de seus relatórios anuais estarem disponíveis para compra, seus trabalhos internos, objetivos atuais, e operações são secretas - com boa razão. Seus objetivos prejudicam o público, portanto não devem ser revelados. O autor de "Trilaterais sobre Washington", Antony Sutton escreveu:

"este grupo de cidadãos privados está precisamente organizado de uma maneira que garante que suas perspectivas coletivas tenham impacto significativo sobre a política pública".

Em seu livro, "Trilateralismo: A Comissão Trilateral e o Planejamento da Elite para o Gerenciamento Global", Holly Sklar escreveu:

"Figuras poderosas na América, Europa e Ásia permitem que os ricos salvaguardem os interesses do capitalismo ocidental em um mundo explosivo - provavelmente desencorajando o protecionismo, o nacionalismo ou qualquer resposta que coloquem as elites de um país contra as elites de outro, em sua busca comum por domínio global".

O trilateralista Zbigniew Brzezinski (cofundador da CT) escreveu em seu "Entre Duas Eras - O Papel da América na Era Tecnocrática":

"pessoas, governos e economias de todas as nações devem servir às necessidades de bancos e corporações multinacionais. A Constituição é inadequada...o velho esquema da política internacional, com suas esferas de influência...a ficção da soberania...claramente não são mais compatíveis com a realidade..."

A CT hoje agora é global, com membros de países tão diversos quanto Argentina, Ucrânia, Israel, Jordânia, Brasil, Turquia, China e Rússia. Em seu Trilaterais Sobre a América, Antony Sutton acredita que o objetivo da CT é colaborar com os bilderbergers e o CRE para "estabelecer objetivos de política pública a serem implementados pelos governos ao redor do mundo". Ele acrescentou que "trilateralistas tem rejeitado a Constituição americana e o processo político democrático". Na verdade, a CT foi estabelecida para responder a uma "crise na democracia" - cujos excessos tinham que ser contidos.

Um relatório oficial da CT estava temeroso sobre "a crescente participação e controle populares sobre instituições sociais, políticas e econômicas estabelecidas e especialmente uma reação contra a concentração de poder do Congresso e do governo local".

Para lidar com isso, o controle midiático era essencial para exercer "contenção do que jornais (e TV e rádio) poderiam publicar". Então, segundo Richard Gardner na edição de julho de 1974 da revista Foreign Affairs (publicação do CRE):

A liderança do CRE deve promover "um esgotamento da soberania nacional, dilapidando-a pedaço por pedaço", até que a própria noção desapareça do discurso público.

O sucesso bilderberger/trilateralista/CRE depende de encontrar "uma maneira de nos fazer render nossas liberdades em nome de alguma ameaça ou crise comum. As fundações, instituições educacionais e think-tanks de pesquisa apoiados por essas organizações obrigam financiando supostos 'estudos' que são então usados para justificar cada excesso. As desculpas variam, mas o alvo sempre é a liberdade individual. Nossa liberdade" e muito mais.

Bilderbergers, trilateralistas e membros do CRE querem "um monopólio abrangente" - sobre o governo, o dinheiro, a indústria e a propriedade, que seja "auto-perpetuante e eterno". Em Confissões de um Monopolista (1906), Frederick C. Howe explicou seus trabalhos na prática:

"As regras do grande negócio: consiga um monopólio; deixe a Sociedade trabalhar por você. Enquanto continuarmos vendo revolucionários internacionais e todos os capitalistas internacionais como inimigos implacáveis um do outro, então olvidaremos um ponto crucial...uma parceria entre o capitalismo monopolista internacional e o socialismo revolucionário internacional é para seu benefício mútuo".

No Arquivo Rockefeller, Gary Allen escreveu:

"Ao fim do século XIX, os santuários internos de Wall Street compreendiam que a maneira mais eficiente de adquirir um monopólio era dizer que isso era para o 'bem público' e 'interesse público'."

David Rockefeller aprendeu o mesmo de seu pai, John D. Jr., que aprendeu de seu pai, John D. Sr. Eles odiavam competição e impiedosamente labutaram para eliminá-la - para David em uma escala global através de uma Nova Ordem Mundial.

Nos anos 70 e 80, trilateralistas e membros do CRE colaboraram no "Projeto 1980", a maior iniciativa do CRE a mover eventos globais "rumo a um resultado futuro desejável em particular envolvendo a total desintegração da economia". Por quê? Essa é a pergunta.

Porque por volta das décadas de 50 e 60, crescimento industrial global significava mais competição. Era também um modelo a ser seguido, e "tinha que ser estrangulado no berço" ou pelo menos contido. Na América também, a partir dos anos 80. O resultado foi uma transferência de renda dos pobres para os ricos, o encolhimento da classe média e um plano para sua eventual extinção.

A União Norte-Americana (UNA)

A ideia emergiu durante a administração Reagan no início dos anos 80. David Rockefeller, George Schultz e Paul Volker disseram ao presidente que o Canadá e EUA poderiam ser fundidos economicamente e politicamente ao longo dos próximos 15 anos exceto por um problema - o Quebec francófono. Sua solução - eleger um Primeiro-Ministro bilderberger, separar Quebec das outras províncias, e então tornar o Canadá o 51º estado americano. Quase funcionou, mas deu errado quando um referendo de 1995 sobre secessão foi derrotado - 50.56% a 49.44%, mas não a ideia de fusão.

Em um encontro em 23 de março de 2005, em Waco, Texas, na qual compareceram George Bush, o presidente mexicano Vincente Fox e Paul Martin do Canadá, a Parceria de Prosperidade e Segurança (PPS) foi lançada, também conhecida como União Norte-Americana (UNA). Era um acordo secreto para uma Força-Tarefa Independente da América do Norte - um grupo organizado pelo Conselho Canadense de Executivos, pelo Conselho Mexicano de Relações Exteriores e pelo CRE com os seguintes objetivos:

* Contornar os legislativos dos três países e suas Constituições;
* Suprimir conhecimento ou consideração públicas; e
* Propor uma maior integração política, econômica, social e de segurança americana, canadense e mexicana com grupos secretos de trabalho formados para desenvolver acordos não-debatíveis e não-votados para que sejam imodificáveis e cogentes.

Em resumo, um golpe de Estado corporativo contra a soberania de três países imposto por uma militarização linha-dura para suprimir a oposição.

Caso aprovada, isso criará uma América do Norte sem fronteiras, controlada por corporações, sem barreiras para comércio ou fluxo de capital para os gigantes do mercado, principalmente americanos e muito mais - o acesso americano a recursos vitais, especialmente petróleo e à água potável canadense.

Secretamente, mais de 300 iniciativas da PPS foram construídas para harmonizar as políticas do continente sobre energia, alimentação, drogas, segurança, imigração, manufatura, meio ambiente, e saúde pública, além de militarizar as três nações para garantir a imposição.

A PPS representa outro passo rumo ao objetivo bilderberger/trilateralista/CRE para um Governo Mundial, dando um passo de cada vez. Uma "Europa Unida" era outro, resultado de vários tratados e acordos econômicos:

* A Comunidade Europeia de Aço e Carvão de dezembro de 1951, entre seis nações;
* O Tratado de Roma estabelecendo a Comunidade Econômica Europeia de março de 1957, entre seis nações;
* Também a Comissão Europeia de Energia Atômica por um segundo Tratado de Roma;
* A Corte de Justiça Europeia de outubro de 1957 para resolver disputas comerciais regionais;
* A Associação Europeia de Livre-Comércio de maio de 1960;
* A Comunidade Econômica Europeia de julho de 1967, fundindo as organizações anteriores em uma única organização;
* A União Alfandegária Europeia para abolir alfândegas e estabelecer taxas de importação uniformes entre países da CEE;
* A Unidade Monetária Europeia de 1978;
* O Ato Europeu Singular, de fevereiro de 1986, que revisou o Tratado de Roma, estabelecendo o objetivo de formar um Mercado Comum até 31 de dezembro de 1992;
* O Tratado de Maastricht de fevereiro de 1992, criando a União Europeia em 1 de novembro de 1993; e
* O nome "euro" foi adotado em dezembro de 1995; foi introduzido em janeiro de 1999, substituindo a Unidade Monetária Europeia; euros começaram a circular em janeiro de 2002; eles agora são a moeda oficial em 16 dos 27 países da UE.

Por mais de meio século, os passos acima custaram aos membros da UE sua soberania "na medida em que de 70 a 80% das leis aprovadas na Europa envolvem apenas carimbar regulamentos já redigidos por burocratas anônimos em 'grupos de trabalho' em Bruxelas ou Luxemburgo".

A UE e a UNA partilham de características em comum:

* Defesa por um porta-voz influente;
* Uma união econômica e, depois, política;
* Segurança linha-dura, e para a Europa, pôr fim a guerras no continente entre países-membros;
* O estabelecimento de uma consciência coletiva para substituir o nacionalismo;
* A dissolução de fronteiras e a criação de um "supragoverno"; um Super-Estado;
* Arranjos secretos para mascarar objetivos reais; e
* A criação de uma moeda comum, eventualmente global;

Passos para uma União Norte-Americana:

* O Acordo de Livre-Comércio de 4 de outubro de 1988 entre EUA e Canadá, finalizado no ano anterior;
* O Encontro Bilderberg de 1991, quando David Rockefeller conseguiu o apoio do governador Bill Clinton para a NAFTA se ele se tornasse presidente;
* Aprovação da legislação da OMC pelo Congresso em 1 de janeiro de 1994, sem debate;
* Na primeira Cúpula das Américas em dezembro de 1994, 34 líderes hemisféricos comprometeram suas nações com um Acordo de Livre-Comércio das Américas até 2005 - até agora não realizado;
* Em 4 de julho de 2000, o presidente mexicano Vincente Fox pediu um mercado comum norte-americano em até 20 anos;
* Em fevereiro de 2001, a Casa Branca publicou uma declaração conjunta de George Bush e Vincente Fox chamada "Proposta Guanajuato"; ela pedia uma parceria de coprosperidade entre EUA, Canadá e México (ou seja, União Norte-Americana);
* Em setembro de 2001, Bush e Fox concordaram com uma "Iniciativa de Parceria para a Prosperidade;
* O ataque de 11 de setembro de 2001 deu cobertura para incluir "segurança" como parte de uma futura parceria;
* Em 7 de outubro de 2001, um encontro do CRE ressaltou "O Futuro da Integração Norte-Americana Após os Ataques Terroristas"; pela primeira vez, "segurança" se tornou parte de uma "parceria para prosperidade" no futuro; também, o Canadá seria incluído em um acordo "norte-americano";
* Em 2002, o Fórum Norte-Americano sobre Integração foi estabelecido em Montreal "para discutir as questões levantadas pela integração norte-americana, bem como identificar novas ideias e estratégias para reforçar a região norte-americana";
* Em janeiro de 2003, o Conselho Canadense de Executivos (composto pelos  150 maiores CEOs) lançou a "Iniciativa de Prosperidade e Segurança Norte-Americana" pedindo integração continental;
* Em abril de 2004, o primeiro-ministro canadense Paul Martin anunciou a primeira política de segurança nacional do país, chamada "Garantir uma Sociedade Aberta";
* Em 15 de outubro de 2004, o CRE estabeleceu uma Força-Tarefa Independente sobre o Futuro da América do Norte - para uma união continental futura;
* Em março de 2005, um relatório do CRE chamado Criando uma Comunidade Norte-Americana pediu integração continental até 2010 "para garantir prosperidade e oportunidade para todos os norte-americanos"; e
* Em 23 de março de 2005, em Waco, Texas, os líderes dos EUA, Canadá e México lançaram a Parceria de Prosperidade e Segurança - também conhecida como União Norte-Americana.

Negociações secretas continuam. O debate legislativo é excluído, e a inclusão e debate públicos estão fora da questão. Em maio de 2005, a Força-Tarefa Independente Sobre o Futuro da América do Norte publicou um relatório de acompanhamento intitulado Construindo uma Comunidade Norte-Americana - propondo uma união de três nações sem fronteiras até 2010.

Em junho e julho de 2005, na República Dominicana - Acordo de Livre Comércio da América Central passou no Senado e na Câmara, que estabelece as regras de comércio aprovados pelas corporações para empobrecer ainda mais a região e avançar mais um passo para a integração continental.

Em março de 2006, o Conselho de Competitividade da América do Norte (NACC) foi criado na Segunda Cúpula da PPS em Cancun, México. Composto pelos 30 maiores CEOs norte-americanos, ele serve como um grupo de trabalho trilateral oficial SPP.

Reuniões governamentais e empresariais secretos continuam, por isso não há maneira de confirmar o status atual da PPS ou se Barack Obama está continuando perfeitamente a agenda de George Bush. Em um artigo anterior, este escritor disse: 

Os esforços da PPS pausaram durante a transição de Bush a Obama, mas os planos de "integração profunda" permanecem. O Instituto Fraser do Canadá propôs mudar o nome da iniciativa para Área Regulatória e de Padrões da América do Norte para disfarçar sua verdadeira finalidade. Ele disse que a "marca PPS" é manchada por isso o re-branding é essencial - para enganar o público até que seja tarde demais para que importe.

Os líderes bilderbergers, trilateralistas e do CRE dão apoio como mais um passo em direção à integração global e não vão "parar até que o mundo inteiro esteja unificado sob os auspícios e o guarda-chuva político de uma unica corporação, um mundo sem fronteiras de pesadelo comandado pela camarilha mais poderosa do mundo "- composta por membros-chave elitistas dessas organizações dominantes.

Em abril de 2007, o Conselho Econômico Transatlântico foi estabelecido entre a América e a União Europeia para:

* Criar um "órgão governamental internacional oficial" - por decreto executivo;

* Harmonizar os objetivos econômicos e regulamentares;

* Avançar em direção a um mercado comum transatlântico; e

* Dar mais um passo para um Governo Mundial dirigido pelos interesses corporativos mais poderosos do mundo.

Insights sobre a reunião de 2009 do Grupo Bilderberg

De 14 a 17 de maio bilderbergers realizaram a sua reunião anual em Vouliagmeni, Grécia, e de acordo com Daniel Estulin tem planos terríveis para as economias globais.

De acordo com suas fontes pré-reuniões, eles estão divididos em duas alternativas:

"Ou uma prolongada e angustiante depressão econômica que condene o mundo a décadas de estagnação, declínio e pobreza (ou) uma intensa mas mais curta depressão que abra o caminho para uma nova ordem mundial sustentável, com menos soberania, mas mais eficiência."

Outros itens da agenda incluíram:

- "O futuro do dólar norte-americano e da economia dos EUA;"

- Continuar a mentir sobre sinais de fim da recessão e recuperação econômica;

- Suprimir o fato de que os testes de estresse dos bancos foram uma farsa e foram projetados para enganar, não uma avaliação precisa da saúde dos bancos principais;

- Projetar o desemprego nos Estados Unidos como atingindo 14% no final do ano - muito acima de previsões atuais, o que significa que o verdadeiro número será o dobro, no mínimo, com todas as categorias incontáveis ​​incluídos; e

- Um impulso final para conseguir que o Tratado de Lisboa seja aprovado, para uma adoção pan-europeia de regras neoliberais, incluindo maiores privatizações, menos direitos dos trabalhadores e benefícios sociais, comércio de fronteira aberta favorecendo Estados desenvolvidos acima dos emergentes, e uma maior militarização para suprimir liberdades civis e direitos humanos.

Após o encontro, Estulin conseguiu um relatório de 73 páginas sobre o que foi discutido. Ele observou que "Uma das principais preocupações do Bilderberg...é o perigo de que seu zelo para mudar o mundo engendrando caos (em direção) a sua agenda a longo prazo pode fazer com que a situação espirre para fora de controle e, eventualmente, levar a um cenário onde o Bilderberg e a elite global em geral fiquem sobrecarregadas por eventos e acabem perdendo seu controle sobre o planeta."

Estulin também observou algumas divergências consideráveis ​​entre a "linha dura" que quer um "declínio dramático e uma grave depressão, de curto prazo contra outros que pensam que as coisas foram longe demais" para que "a precipitação da cataclismo econômico global" não pode ser sabida previamente, pode ser maior do que o previsto, e pode prejudicar os interesses bilderbergers. Além disso, "alguns banqueiros europeus expressaram grande alarme sobre seu próprio destino e chamaram a atitude em questão de 'insustentável'".

Houve uma combinação de acordo e medo de que a situação continua dramática e que o pior da crise está pela frente, principalmente por causa do nível de endividamento extremo da América que deve ser resolvido para produzir uma recuperação sustentável saudável.

Tópicos também incluíram:

- A criação de um Departamento do Tesouro Mundial e o Banco Central Global, possivelmente em parceria com ou como parte do FMI;

- Uma moeda global;

- Destruição do dólar através do que o analista de longa data do mercado Bob Chapman chama de "um default furtivo da dívida americana, pela continuação de emissões de enormes quantidades de dinheiro e de crédito e no processo desvalorização do dólar", um processo que ele chama de "fraude";

- Um sistema jurídico global;

- Explorar o susto da gripe suína para criar um departamento global da OMS; e

- O objetivo geral de um governo global e o fim da soberania nacional.

No passado, fontes de Estulin se provaram exatas. Anteriormente, ele previu a crise imobiliária e o declínio do mercado financeiro de 2007-2008, precedido pelo tipo de crise financeira desencadeada pelo colapso do Lehman Brothers. Fique atento para mais atualizações dele conforme novas informações vaza sobre o que as elites do poder do mundo tem planejado enquanto avançam.




Artigo disponível na sessão: Político & Econômico

NOTA:

1 - David Rockefeller faleceu em 20/3/2017, antes do autor realizar o texto

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